Correntes
Frederico de Castro

Nas correntes do tempo fluem
Horas marginais e tão divergentes
Plagiam sonhos provenientes de
Tantas emoções sempre contagiantes
Nas correntes da solidão oxidam-se
Ilusões gigantescas e narcolépticas
Fazem-se permutas de caricias que
Apaziguam sensações tão apoplécticas
Nas correntes da vida entrelaçam-se
Saudades absolutamente frenéticas
Ancoram-se a maresias íntimas e platónicas
Orquestram palavras expressivamente hegemónicas
Frederico de Castro
Comentários (1)
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albertodecastro
2020-03-31
Este poema é bem versado. Gostei, bem profundo. Parabéns
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