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Carol Ortiz

Carol Ortiz

E A PROFECIA SE FEZ

A escuridão cobria o céu e a fumaça estampava o ar. Era o começo do fim.
          Pessoas apavoradas corriam para qualquer lugar. Fugiam da dor e onde iam a encontravam.
          Um trovão, um desespero. Medo geral, sombras por toda parte, dor, pesadelo, pânico...até chegar...silêncio.
          Um lugar de almas penadas, perdidas, massacradas. Corpos agonizando por toda parte, lamentos e solidão. Algo quase humano procurava desesperadamente pelo filho que correu, como todos os outros.
          Sonhos, vidas, pedaços.
          "Foi a bomba", alguém falou antes de suspirar pela última vez naquele último momento de lesão.
           Ouviram-se, ainda, lamentações, murmúrios, expressões incertas, entretanto, a única certeza: a morte.
           E a profecia se fez! Foi a bomba imoral, irreal, fecal que lambeu a sombra da humanidade. A luz apagou.


1998
166
_tuliodias

_tuliodias

*

Dizendo adeus para várias pessoas vivas.
351
lacirjunior

lacirjunior

Para meu amor

Para ti meu amor



Ao te ver nada sabia
Nas primeiras palavras, nada esperava
Mas ao olhar em seus olhos eu percebi
Que era você que eu queria pra vida

O maior amor de minha vida, mataria e morreria por ti
Sentimento indescritivel
Para ti palavras não são o suficiente
Em todos os lugares que passei eu não sabia que estava procurando você.

Com os olhos você me prendeu, com o sorriso você me ganhou
E com a fala você me conquistou
Se permita sentir
Essa frase ecoou na minha cabeça
Desde então nao consigo mais lembrar de não te amar

Te descrever é tão dificil que já reescrevi esse trecho mil vezes
É impossivel
Substantivos não te nomeiam
Adjetivos não te qualificam
Como descrever de forma correta esse fenomeno que é você?

Bom, não encontrei palavras
Então vou deixar algumas musicas para dizer como me sinto.


https://bit.ly/3itWBXs
https://bit.ly/32mT7QG
https://bit.ly/32qMIE0
https://bit.ly/3bWG1Ns
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helderduarte

helderduarte

Felicidade

E a humanidade afastou-se de Deus, no passado,
por isso, o Senhor os entregou às paixões infames.
As mulheres deixaram o uso natural, para seus danos.
E na sua sensualidade, deram, um passo mal dado.

Igualmente os homens se inflamaram, uns com os outros,
E assim muito se afundaram no pecado, cada vez mais,
de modo, que Deus viu que os homens eram maus todos.
Não tinham nenhum temor a Deus, isso jamais!

A humanidade está cheia de toda a injustiça, terrível,
De malícia, avareza, maldade, inveja, é tão incrivel.
E ainda homicídio, contenda, engano e toda a malignidade,

Sem terem com isso, alguma, tomada de consciência.
Mas antes, pemaneceram na sua falta de ciência,
Assim dizei-me vós, como pode o homem ter felicidade?

Baseado em Romanos 1:26-32
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Carol Ortiz

Carol Ortiz

People say this story really happened in Boomtown

They had sex all night long.
So, at dawn, she left alone
“Take your money”- he said to humiliate
She slammed the door and cried.
There was no reason to live or die

Feeling hurt, heart was aching
Nobody could help her
Nobody was waiting
For another end
or another name
She couldn´t say it
She couldn´t blame

Then she went home and sat down at the same place
standing there, quiet, silent, thinking ...

“Positive! You´re gonna be mommy”
How can I endure all this?
Just another day in this matrix
I´ll have a baby among this trash
So dirty, a whore, a pustular body
A premature boy bawdy and shoddy

Then she went home and sat down at the same place
standing there, quiet, silent, thinking ...

Phone rang in the middle of night
A hoarse woman´s voice in this cast
“Another love? So fast!”

Ten years of illusion, threat and desperate
For nothing more than a baby
A filthy and stinky baby
And the pain of living in this darkness
She was definitely falling
In a hell, in a hole
Where the faces has no name
No life, no place

Then she went home and sat down at the same place
standing there, quiet, silent, thinking ...

No Money, no job, no ambition
She just wanted to survive, like an addiction
Her boy was nine and was always sick
A poor bastard named Nick
His wasted shoes and old yellow pants
Scary brown eyes and agony
He needed a soul transplant
To deal with the worst hypocrisy
No father, half mother, no hope, no charge
Nothing is easy, but always harder

Sweet mommy sees his lips
So shy in a fake smile
And then she decides
And startes walking
Under the sun, under the moon,
Over the moutains, around the cliffs
Laughing like a crazy
A bitch fucking crazy
Suddenly she stucks
And she sees him
In Boomtown , inside a big and fancy car
Surrounded by young and pretty ladies
Smelling like a thoroughbred
She didn´t cry, she didn’t think
She just looked in his eyes and shot
Shot, shot, shot
Silence!

Nobody said any word
Nobody did anything
He died
And now
She is the queen

Maybe this is true,
I really don´t know
some people say
Boomtown is a dystopian place
 

2020
993
MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

Angústia

Um nó doído
contido na garganta
que se desloca
e nos atravessa inteiros
Uma dor que sangra
sem tréguas
nas entranhas
gestando um grito
contido  lá no peito
Um silêncio
que fala para dentro
a emitir palavras
sem nenhum efeito
Um sentimento
assim tão oceânico
com tanta força
a afetar os nervos
tudo que faz
é tornar-se desengano
Para quem vive
as causas e os seus efeitos
454
123megaman

123megaman

Lágrimas de uma dona inexistente.


Esta que passa por mim sem olhar.
A que olho discreto e distante a pensar.
Que dor é esta que carrega?
Que ânsia é esta que lhe cega?
Que emana como uma aura?
Que tanto corre, tanto passa, como paira.
Que na minha folha branca deixara.
Como marca de quando veio a passar.
Lágrimas que caem sem molhar?

É uma senhora estranha e distante.
A quem observo pasmo e hesitante.
Não sei se é nova ou velha, bela ou feia.
Mas a minha curiosidade incendeia.
Poderia ela talvez, explicar e detalhar.
Como é possível chorar sem molhar?
Estas gotas fixas em meu caderno.
Confrontam estes ventos de inverno.
Como pontos no escuro a brilhar.

Eis que, de repente, a mulher some.
Eis que uma ânsia febril me consome.
Suas lágrimas, agora escurecendo.
Seu brilho, agora desaparecendo.
Se espalham pela folha sem parar.
E nesta ânsia vou me perdendo.
Me perco e me ponho a chorar.
Minhas lágrimas, também não molham.
E como as dela, caem e se espalham.

Peço a meu Deus que me acalma.
Acalma o corpo, a mente e a alma.
As batidas do meu coração escuto.
Fora isto, o silêncio é absoluto.
Abro os olhos, a folha a minha frente.
Me mostra algo tão surpreendente.
Que não acreditei, mesmo ao ver.
Um poema! Um poema de lágrimas!
Perfeito! Que nem em minhas máximas.
Chegaria sequer próximo de escrever.

Agora eu entendo! Escrever é chorar.
Abrir as portas da tristeza, escancarar!
Esta descoberta me alegrou tanto.
Que acordei em um súbito espanto.
Na minha mesa tinha uma folha.
Deixei cair uma lágrima num bocejo.
Olhei a folha, com entusiasmo e desejo.
E descobri que a minha lágrima molha.
186
123megaman

123megaman

Um pote de barro.



Deito-me na rede, e da minha mente varro.
Tudo o que, a minha escrita, não convém.
Encaro e reflito, sobre um simples pote de barro.
Potes de barro... Quantos destes a história tem?

 Há nos egípcios quantidades exorbitantes.
Pois serviam a eles, como nos servem os caixões.
Penso eu: um pote guarda heróis, vilões e infantes.
Como um fazendeiro guarda os seus feijões.

 Se cabem mortos, também lhe cabem vivos?
Deus fez do barro o primeiro homem.
Nele, há carne, sangue, amor e valores nocivos.
E nos homens há também o que comem.

 Resposta! Tudo cabe neste simples pote .
Cabem as plantas, cabem os animais e a água.
Cabe o amor, cabe o ódio, cabe a vida e cabe a morte.
Se queres despeja, pois cabe também a mágoa.

 Me pergunto se sou louco ou sincero .
E agora que fiz esta poética e infiel descrição.
Não sei mais se este pote( ou seu barro) é vero.
Talvez caiba nele a minha imaginação.

 Deve caber, é isto ou estou enlouquecendo.
Pois já no fim deste poema charro.
Vou de verso em verso percebendo.
Que aqui em minha frente, há só um pote de barro.
185
Claudio Silva

Claudio Silva

Natureza

A natureza sem voz,
Fala com sabedoria.
Querendo ensinar o homem,
A viver em harmonia.

Lá todos os seus habitantes,
Estão sempre em alerta.
Com medo do ser humano,
Que destrói suas florestas.

Enquanto o homem não chega,
As árvores dão frutos e sombra.
O sol brilhando de dia,
A noite a lua surge redonda.

Os rios não mudam seu curso,
Pois tem um destino a chegar.
Levando suas aguas tão doce,
Para as do mar abraçar.

Não precisam de dinheiro,
Para comprar o alimento.
Pois o nosso criador,
Lhes prepara o sustento.

O vento trabalha invisível,
Movendo as nuvens no céu.
Trovões e relâmpagos avisam,
Que a chuva vem como um véu.

Para molhar a terra mãe,
Que tudo nos da sem cobrar.
E mesmo quando a ferimos,
Não deixa de  nos amar.

E com os seus braços abertos,
Está sempre a esperar.
Porque quem da terra veio,
Para ela voltará.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Amor sem palavras


Quando a felicidade está a nosso lado,
e não a podemos ver,
ela vai-se, para sempre embora,
e nós ? é só sofrer e sofrer,
eu sou a felicidade
oculta no meu interior
vive cá dentro do meu peito,
vivendo pro teu amor,
como te posso demonstrar?
que este amor sem palavras
faz-me sorrir e amar
amor gigante vivido em silêncio
no silêncio do teu olhar...

Luzerna, 16.09.2017, Joao Neves...
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Carlos Silva

Carlos Silva

Minha vida virtual

Minha vida virtual
Carlos Silva

Na base do “Control C”
Eu vivo a copiar
Já não sei me expressar
Vou colar no “Control V”
Eu sou franco a você
Que isso me compromete
Mas aos outros não compete
Se estou certo ou errado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da Internet

São dois esses ou é C cedilha?
Eu não sei mais escrever
Vou ter que reaprender
Reestudar a cartilha
No Excel minha planilha
A soma me compromete
Meu PC deu um Reset
Deu erro no resultado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Cebola salsa seringa
Passeio passo passado
Maço macio amassado
Marrenta marreta moringa
Resto restinho e restinga
Tesouro testa tiete
Caniço coçar canivete
Pra escrever tenha cuidado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Açougue açude aguada
Peço no preço desconto
Tontice é coisa de tonto
Um torto torando a tourada
Apressa passando a passada
O teclado tecendo compete
O dedo passeia e remete
Tentando novo aprendizado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Com X ou com CH
Enxoval encher enxada
Desfechar porta fechada
Sendo aqui ou acolá
Pra li pra lá ou pra cá
Verbo averbado ou verbete
Paz faisão ou toilete
O tema é complicado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Exceto ou exceção
Espoleta e excremento
Esmeralda experimento
Espaço estrondo explosão
Enxada enxofre expropriação
Entorse entorta intromete
Exploração ou omelete
Cada palavra um dobrado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Eu uso abreviaturas
Para me comunicar
BLZ pra confirmar
Mudo as nomenclaturas
Desrespeito estruturas
Onde a leitura compromete
Pois a mim já não compete
Viver desinformatizado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

O linguajar atual
Perdeu de vez o sentido
Eu deixei de ser sabido
Por tanto erro virtual
Mouse e teclado são um mal
Que o nosso viver acomete
Quem não souber não compete
Fica fora do mercado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Já escrevem sem acento
Não fazem pontuação
A gramaticalização
Não ensina a contento
O pobre do elemento
Tanto erro já comete
Na vida leva bufete
Torna-se ignorado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

A minha memoria RAM
Virou sapo de lagoa
Pronuncia ficou atoa
Acordo pela manhã
Juízo meio tantan
Já gritei pra Risonete
Quer me deletar delete
Mas não vou ficar calado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Shift Wake Power Sleep
Page up Page down
No teclado é normal
Parece língua de hippie
Ou cabra que pega gripe
Quando a friagem acomete
E a palavra se repete
Torto e desaprumado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Vou encerrar o meu texto
Sem muita abreviação
Isso já nem cabe não
Fica fora do contexto
Eu invento um pretexto
Chega o juízo derrete
Invento um novo verbete
Pra não ficar isolado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet.
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kronyer

kronyer

Desabrochar

Sou flor
que feito rocha
desabrocha.
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helderduarte

helderduarte

A flor

A flor, veio de lá e ficou cá.
Ficou, para sempre e será.
A flor, sou eu, sim! Sou!
Vim de lá e não de cá!


Fiquei e serei sempre, cá e lá.
Pois voltarei, para o jardim.
Onde esteve a flor, num principio, lá.
Não! Não existi lá. Mas só cá!


Lá era, uma parte de Deus!
Mas não existia. Não! Não…
Aqui, fui então!...


Irei pois ao jardim!
Lá irei e serei, perfeito, assim.
Assim, um ser, por completo enfim!
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helderduarte

helderduarte

Um Grande Poema

Escreve um grande poema!
Mas fá-lo, sem tinta...
Sem rima...
Sem tema...

Sem palavras,
Sem poesia...
Sem métricas!!!
Nem fantasia.

Antes, teu ser, o escreva,
Amando, teu próximo...
De modo, que esse poema, ele em ti veja...

E diga:
Este ama...
E não me engana!

D
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MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES

Escrita e liberdade

Quando teus exércitos chegaram
A escrita estava pronta
A estrada estava dada
Sem temor
se fez a história
Não há prisões para a palavra
Ela canta, ela voa, ela sangra
Na palavra me faço e me refaço
Na escrita perdôo, crio e transbordo!
A palavra liberta !

Em 06 de setembro de 2020.
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Ricardo Santos de Souza

Ricardo Santos de Souza

Rastros de você

Vagando entre as árvores, senti o teu cheiro;
No meio das pedras, encontrei vestígios teus;
O rio corria solto, na margem achei a rosa a qual  te dediquei;
Ao longe no alto de uma montanha te enxerguei;
Continuarei á caminhar na tua direção, enquanto houver brilho em tua luz.
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Paulo Faria

Paulo Faria

ESTOU CANSADO

Estou cansado....
Cansado deste mundo
Onde os sorrisos são falsos
E os sentimentos não têm valor
Cansei-me das coisas não definidas
Dos "ses" e dos "quases"
Quero coisas completas.
Um mundo verdadeiro
Onde os sorrisos e lágrimas sejam reais.
Estou cansado....
Da imperfeição do amor
Do omisso...do oculto
Da falta de...
Do medo da entrega
Cansei-me...
Porque...estou cansado.

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
193
filho4

filho4

NESSA PRIMAVERA




 

Quero ser flor envolvida por uma aquarela

Em gotas serenadas de pura suavidade

Ser um arco íris partir na felicidade...


Ser borboleta e voar

Nas asas amarelas da liberdade

Perder-me nos encantos da magia

Ser o encanto nunca a nostalgia...


No amanhecer ser a brisa

Que no leve toque acaricia meu rosto

Ter o sopro do amanhecer

Perder-me sem medo até o anoitecer...

 

Irá Rodrigues

 

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JOAO VITOR LIMA ROCHA

JOAO VITOR LIMA ROCHA

Viajante


 Uma alma escapou do inferno
 Deixou os solitários na terra
 Eles esqueceram de regar as plantas
 São máquinas pré-programadas para
 Fazer propagandas
 
 O viajante deixou o recado
 Não gostou das novidades
 Não gostou da poeira dos livros
 Odiou os cogumelos 
 Odiou as guerras nucleares

 
 Se houver um homem no céu
 Ele deve pensar coisas terriveis sobre nós
 Deixe as criança brincarem
 Deixe as crianças morrerem
 
 Se houver um homem no céu
 Ele deve pensar coisas terriveis sobre nós
 Sejam crianças obedientes
 Sejam crianças carentes
  E felizes por si só
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helderduarte

helderduarte

Portugal e Espanha

Portugal e ESPANHA!
Terras de povos de vária ordem.
E culturas tamanhas.
De valores, que no tempo permanecem.

Descendentes sois,
Dos povos seguintes pois:
Társis, Iberos, Celtas
E de outras origens.

Cartagineses, Gregos, Fenícios,
Lusitanos e Romanos.
Godos e Mouros.
Povos de vários principios.

De diversas religiões.
Uns pagãs, outros cristãos.
Vós nações Ibéricas.
Que fostes, senhoras das Américas.

Do mundo,
E de mares muito.
Terras de artistas,
Camões, poetas, Amália, fadistas.

Vinde para Deus,
Que dos vossos pais e de vós é criador.
Do universo é Senhor.
Verdadeiros, são valores seus!

Eis que vem.
Para reinar eternamente.
Pois fim, não tem,
Seu reino, que será para sempre!!!
249
helderduarte

helderduarte

Perdigueiro

Perdigão, perdigueiro, perdiz.
Mata, mata, mata, mata!...
Oh perdigueiro! O perdigão que salta;
E a perdiz, que no voo é aprendiz.


Foge perdigão e perdiz!
Para que o perdigueiro, vos não mate.
Mas vão, para onde Deus vos diz.
Para que ele, perdigueiro, não vos maltrate.


Mas oh Deus! Porque caça o perdigueiro?
O perdigão e a perdiz?...
Quem assim, o quis, primeiro?


Vós! aves sabei a verdade!
Da origem desta, perseguição infeliz.
Mas ide a Deus, que vo-la dirá em sinceridade!
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Clareanna V. Santana

Clareanna V. Santana

Onicofagia

Há uma sede insaciável
locada entre os dedos
Que se mantém ativa
na malha fina da epiderme.
Essa sede se esbarra
entre dentes.
Rói, esfrega e sangra.
Aparentemente sem trama,
causa ou circunstância…
Ela se enraíza na base da unha
e finda na ponta da cama.

Clareanna V. Santana
@Clareamente
544
Helio Valim

Helio Valim

Encontro

Busco a todo momento,
liberdade que só encontro,
debruçada no horizonte,
entre delicados filamentos...

Nuvens metafóricas,
inebriadas de retórica,
que falam aos meus sonhos,
sobre meu Eu, meus sentimentos...

Construo um píer para o limiar...
Resoluto, das nuvens, me aproximo,
com meu coração brandindo,
certo de meu Eu encontrar...

Então, me elevo ao firmamento,
contemplando o rubro entardecer
refletir nos meus pensamentos,
e fico sereno por meu Eu... amadurecer...
306
Paulo Faria

Paulo Faria

ABRAÇA-ME

Não quero que outras mãos me toquem
Dá-me o prazer de sentir o aroma das tuas entranhas
Contemplando a luz dos teus olhos 
Como a sombra que desvanece na noite,
E solve-se nos meus sonhos.
Abraça-me...
Quero sentir o calor do teu corpo
Neste ultimo suspiro meu...
Em teus braços quero desfalecer
Com a certeza que tudo valeu a pena
Abraça-me...

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria




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