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fernandogbr
FARTURA
a vida ja teve um gosto doce,
carregada de açúcar.
que foi se dissipando lentamente
e agora são grãos opacos de sal.
o sofrimento ja teve um gosto
(amargo);
hoje não passa de um aperitivo
mal-requintado
em nossa rotina
(adentrado).
na fartura das lágrimas nado,
num mar sem fim e sem cor.
banhado na angústia sem fim,
que não seca em nenhum calor
aguardo um banquete celeste,
onde poderei provar;
todo o sabor da vida,
que insisto em ainda encontrar.
na caçada de me saciar,
me perdi do caminho.
na falta do que sentir,
me encontro
(sozinho).
carregada de açúcar.
que foi se dissipando lentamente
e agora são grãos opacos de sal.
o sofrimento ja teve um gosto
(amargo);
hoje não passa de um aperitivo
mal-requintado
em nossa rotina
(adentrado).
na fartura das lágrimas nado,
num mar sem fim e sem cor.
banhado na angústia sem fim,
que não seca em nenhum calor
aguardo um banquete celeste,
onde poderei provar;
todo o sabor da vida,
que insisto em ainda encontrar.
na caçada de me saciar,
me perdi do caminho.
na falta do que sentir,
me encontro
(sozinho).
415
Alba Caldas
Vem e se demora
Todas as vezes que me assopra,
sinto o quente do teu coração.
Como quem pede, calma!
Depois da trovoada, vem as noites de verão.
sinto o quente do teu coração.
Como quem pede, calma!
Depois da trovoada, vem as noites de verão.
648
Paulo Faria
DÁ-ME TEMPO
Maldito tempo
Tempo sem dó nem piedade
Que me leva a vida embora
Tornando-a sem sentido e sem sabor
Para...
Deixa-me sentir o amor
Abraçar de vez a felicidade.
Não cicarizes a visão da emoção
Dá-me um tempo...
Uma chance ao meu coração
Não sares esta vontade de amar
Preciso de tempo...
Para amar...
Sentir...
Ser feliz!
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
Tempo sem dó nem piedade
Que me leva a vida embora
Tornando-a sem sentido e sem sabor
Para...
Deixa-me sentir o amor
Abraçar de vez a felicidade.
Não cicarizes a visão da emoção
Dá-me um tempo...
Uma chance ao meu coração
Não sares esta vontade de amar
Preciso de tempo...
Para amar...
Sentir...
Ser feliz!
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
181
123megaman
Mentiras, grandes mentiras .
É antes de minha faculdade mental.
Que estas vozes recorrentes que ouço.
Mentem impiedosamente e de tal
Forma, que me vejo como num poço.
Em verdade, sou este poço escuro.
Onde em cegueira eterna perduro.
Não sei o que sou, não sei o que ouço.
Quando olho a voz me afronta.
Não olhe! A escuridão amedronta!
Não tenho medo!-digo-este sou eu!
Intelecto tão baixo quanto é o teu
Nunca vi! Sendo assim, segues o meu.
Pois sou sábio, sei bem o que digo.
Ouça-me, quem avisa é bom amigo.
É sempre assim que me responde.
Não sei o que mais me esconde.
Não sei o que mais temo.
Se temo a eles ou a mim mesmo.
E isto me deixa cheio de ira.
Isto é mentira, uma grande mentira!
Não sou o que diz!
Não sou como você!
Não sou o que fiz!
Não sou o que vê!
Não sou o que digo!
Não sou o que consigo!
Não sou o que crê!
Não há grupo em que estou.
Não sou parte da sociedade.
E a única possível verdade.
Diz a única coisa que sou.
Apenas eu e mais nada.
O que digo não é nada.
O que faço não é nada.
O que escrevo não é nada.
O que crio não nada.
O que vivo não é nada.
Sou apenas eu, e isto é nada.
Este ser e não ser excruciante.
Esta questão mal solucionada.
E sua resposta intrigante.
Entre ser e não ser, não sou nada.
Se não sou nada, sou algo ?
Isto a mim e a voz indago.
Ao esperar a resposta, não a ouvira.
Será que esta voz, a qual ouvia.
Haver de existir não havia?
Esta que me enchia de ira.
Era mentira, uma grande mentira!
O que diz é uma mentira !
O que não diz também é mentira!
O seu poema é uma mentira!
Sua sapiência é uma mentira!
Até sua existência é mentira!
Só uma coisa define esta lira.
Uma mentira, uma grande mentira!
E na lira deste canto de louco.
Vou , sem conclusão, dizendo.
Que estou, sem propósito, escrevendo.
Se vê sentido, mesmo que pouco.
Saiba, mesmo que te encha de ira.
Que isto que te empolga e inspira.
É uma mentira, uma grande mentira!
Que estas vozes recorrentes que ouço.
Mentem impiedosamente e de tal
Forma, que me vejo como num poço.
Em verdade, sou este poço escuro.
Onde em cegueira eterna perduro.
Não sei o que sou, não sei o que ouço.
Quando olho a voz me afronta.
Não olhe! A escuridão amedronta!
Não tenho medo!-digo-este sou eu!
Intelecto tão baixo quanto é o teu
Nunca vi! Sendo assim, segues o meu.
Pois sou sábio, sei bem o que digo.
Ouça-me, quem avisa é bom amigo.
É sempre assim que me responde.
Não sei o que mais me esconde.
Não sei o que mais temo.
Se temo a eles ou a mim mesmo.
E isto me deixa cheio de ira.
Isto é mentira, uma grande mentira!
Não sou o que diz!
Não sou como você!
Não sou o que fiz!
Não sou o que vê!
Não sou o que digo!
Não sou o que consigo!
Não sou o que crê!
Não há grupo em que estou.
Não sou parte da sociedade.
E a única possível verdade.
Diz a única coisa que sou.
Apenas eu e mais nada.
O que digo não é nada.
O que faço não é nada.
O que escrevo não é nada.
O que crio não nada.
O que vivo não é nada.
Sou apenas eu, e isto é nada.
Este ser e não ser excruciante.
Esta questão mal solucionada.
E sua resposta intrigante.
Entre ser e não ser, não sou nada.
Se não sou nada, sou algo ?
Isto a mim e a voz indago.
Ao esperar a resposta, não a ouvira.
Será que esta voz, a qual ouvia.
Haver de existir não havia?
Esta que me enchia de ira.
Era mentira, uma grande mentira!
O que diz é uma mentira !
O que não diz também é mentira!
O seu poema é uma mentira!
Sua sapiência é uma mentira!
Até sua existência é mentira!
Só uma coisa define esta lira.
Uma mentira, uma grande mentira!
E na lira deste canto de louco.
Vou , sem conclusão, dizendo.
Que estou, sem propósito, escrevendo.
Se vê sentido, mesmo que pouco.
Saiba, mesmo que te encha de ira.
Que isto que te empolga e inspira.
É uma mentira, uma grande mentira!
184
josiel
Sentimento Indefinido
o que eu sinto por você
vai além do que eu posso imaginar
se é amor ou é paixão
não consigo explicar.
É algo que incomoda
minha alma e meu coração
sentimento indefinido
vai muito além da emoção.
pra expressar tal sentimento
toda palavra eu já usei
mas nenhuma foi o bastante
pra falar o quanto eu te amei...
30
JOAO VITOR LIMA ROCHA
É bom ouvir o som do vento
É bom ouvir o som do vento
Onde não há um coração batendo
Nenhum monstro berrando
Só o sol iluminando o campo
Dizendo bom dia as flores
Longe da poluição e dos engravatados
Distante das buzinas
Longe do barulho dos martelos
Dos muros grandes
O som dos galos e da água que escoa
Dos rios
E quando a noite chegar vestirei o terno
Voltarei a ser um empregado
Aceitar a vida de alienado
Trocar a tranquilidade dos campos
Pelo caos da cidade grande
104
Tsunamidesaudade63
Tudo faz lembrar-me de ti
E incrível como tudo faz lembrar-me de ti,
musicas, lugares, paisagens,
até gestos que outras pessoas fazem,
que são semelhantes aos teus,
por que será?
será que são coisas do coração,
ou simplesmente coincidencias do dia a dia?
isso não sei responder,
só sei que não é de hoje,
que tudo me faz lembrar de ti...
37
Claudio Silva
Desamor
Eu quero falar com você,
Só que você não quer me ouvir.
Será que você não sente nada por mim?
Ou só finge pra me fazer sofrer.
Sabe a primeira vez eu que te vi,
Senti que o meu coração seria só teu.
Eu que me sinto triste,sem ninguém,
Posso encontrar a alegria do amor em você.
Sabe se você gostasse de mim,
Um pouco apenas.
Seria o começo de um amor puro,
Do nosso amor que seria eterno.
Mais por mais que eu te chame,
Você não me responde.
Grito mais a minha voz se perde,
No vazio desse desejo inposível.
Que separa a realidade do sonho,
De um dia ter você,
E porisso eu sofro.
Só que você não quer me ouvir.
Será que você não sente nada por mim?
Ou só finge pra me fazer sofrer.
Sabe a primeira vez eu que te vi,
Senti que o meu coração seria só teu.
Eu que me sinto triste,sem ninguém,
Posso encontrar a alegria do amor em você.
Sabe se você gostasse de mim,
Um pouco apenas.
Seria o começo de um amor puro,
Do nosso amor que seria eterno.
Mais por mais que eu te chame,
Você não me responde.
Grito mais a minha voz se perde,
No vazio desse desejo inposível.
Que separa a realidade do sonho,
De um dia ter você,
E porisso eu sofro.
243
martimzanatti
Desconstrução como Arte
Desconstruir é a palavra.
Desconstruir é a palavra...
Desconstruir o medo,
Os pensamentos.
Desconstruir a agitação que nos assalta.
Desconstruir o Fado e os conceitos.
Desconstruir, desconstruir, desconstruir.
Mas desconstruir é arte.
Arte dos humanos,
Não dos Deuses.
Que arte é exploração.
Desconstruir é arte,
Não como quando o lobo mau
Destrói a casa de palha.
Nem como nos quedamos numa poça
E nos achamos no mar.
Desconstruir é um gigante foda-se
Dito aos céus.
Não aquele que se esvai prematuro,
Mas um que se lamboseia com a vertigem
E vai em frente, ao encontro das ondas.
Desconstruir é a minha matéria negra.
Sou um artista sem pincel, nem dedos.
E possivelmente sem cara, corpo e membros.
Sou um artista que está à deriva numa poça,
Com receio do Adamastor que vem nunca.
Onde se canta epopeias de coisa alguma,
Achando que a vida é isto.
Mas a vida, a vida é muito mais meus senhores.
Só que ela não me sabe ou não a sei eu.
Desconstruir é a palavra...
Desconstruir o medo,
Os pensamentos.
Desconstruir a agitação que nos assalta.
Desconstruir o Fado e os conceitos.
Desconstruir, desconstruir, desconstruir.
Mas desconstruir é arte.
Arte dos humanos,
Não dos Deuses.
Que arte é exploração.
Desconstruir é arte,
Não como quando o lobo mau
Destrói a casa de palha.
Nem como nos quedamos numa poça
E nos achamos no mar.
Desconstruir é um gigante foda-se
Dito aos céus.
Não aquele que se esvai prematuro,
Mas um que se lamboseia com a vertigem
E vai em frente, ao encontro das ondas.
Desconstruir é a minha matéria negra.
Sou um artista sem pincel, nem dedos.
E possivelmente sem cara, corpo e membros.
Sou um artista que está à deriva numa poça,
Com receio do Adamastor que vem nunca.
Onde se canta epopeias de coisa alguma,
Achando que a vida é isto.
Mas a vida, a vida é muito mais meus senhores.
Só que ela não me sabe ou não a sei eu.
98
Vilma Oliveira
OLHOS DA ALMA
Fitaste-me com os olhos da alma
Para que eu compreendesse
O quanto é vã a existência
Que eu aprendesse...
A ler no diário dos sonhos
A seiva da prece!
Sorriste-me com os lábios divinos
Para que eu entendesse
O quanto é fugaz os prazeres
Que eu renascesse...
Nas luzes, no outono da vida,
Que eu nunca morresse!
Beijaste-me com os lábios e a alma
Em soturna aflição...
A despir teu espírito em véus
De contemplação...
Transformando em taça de amargura
O meu coração!
Abraçaste-me com laços que prendem
As ondas do mar...
Na carícia dessas mãos delicadas,
Quando vens me tocar...
Tu me vês, me sorris e me beijas nos sonhos,
Se desejo te amar!
Para que eu compreendesse
O quanto é vã a existência
Que eu aprendesse...
A ler no diário dos sonhos
A seiva da prece!
Sorriste-me com os lábios divinos
Para que eu entendesse
O quanto é fugaz os prazeres
Que eu renascesse...
Nas luzes, no outono da vida,
Que eu nunca morresse!
Beijaste-me com os lábios e a alma
Em soturna aflição...
A despir teu espírito em véus
De contemplação...
Transformando em taça de amargura
O meu coração!
Abraçaste-me com laços que prendem
As ondas do mar...
Na carícia dessas mãos delicadas,
Quando vens me tocar...
Tu me vês, me sorris e me beijas nos sonhos,
Se desejo te amar!
335
Antonio Danilo Herculles
Ortodoxia e Convicção
Pré-conceito!
Sei tudo de você!
Com o saber
Que antes de viver você
Experimento.
Envolvido com o que já está dado,
Implicado com o conceitualizado.
Não me interesso ir-vê a vida,
Nem na condição livre de teu espírito.
Rasgo tua verdade
E aplico-a a minha concepção,
Pois conheço o necessário
Antes de ser evidenciada a ação.
...
Precipitada ortodoxia,
Fundamentada a luz da teorialidade.
Vislumbra o acabamento do ser
E extermina a possibilidade multipla da existencia.
Sei tudo de você!
Com o saber
Que antes de viver você
Experimento.
Envolvido com o que já está dado,
Implicado com o conceitualizado.
Não me interesso ir-vê a vida,
Nem na condição livre de teu espírito.
Rasgo tua verdade
E aplico-a a minha concepção,
Pois conheço o necessário
Antes de ser evidenciada a ação.
...
Precipitada ortodoxia,
Fundamentada a luz da teorialidade.
Vislumbra o acabamento do ser
E extermina a possibilidade multipla da existencia.
581
dojja2020
RECOLHIMENTO
"...Tudo se mostrava tão extenso, agregado,
Que nesse instante, dentro do teu silêncio,
Era como se uma profundidade entre nós se cingia.
Então, coloquei-me a teu lado, respirando-te.
Permanecemos emudecidos, por dentro acolhidos,
Guardando infinitos abraços em nossas almas..."
Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Recolhimento
Que nesse instante, dentro do teu silêncio,
Era como se uma profundidade entre nós se cingia.
Então, coloquei-me a teu lado, respirando-te.
Permanecemos emudecidos, por dentro acolhidos,
Guardando infinitos abraços em nossas almas..."
Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Recolhimento
330
luco_crvg
Carta pra você
Era pra ser um poema, mas vai ser um desabafo.
Sei lá, acho que sinto mais do que devia, voltamos nos falar tem pouco tempo.
E eu ja estou muito apegado, vejo que você caminha na mesma que eu, só que com passos menores.
Não que isso me incomede, mas me da medo, ainda mais nesse turbilhão de incertezas e pensamentos.
Eu gosto pra crlh de você, e senti muito sua falta enquanto estavamos afastados
Acho que nunca te contei, mas quando eu percebi que eu estava apaixonado por você, botei na minha cabeça, que você era a mulher da minha vida, a mulher que eu quero casar, e ter uma linda família
Eu sonho em acordar, você está do meu lado te dar um beijo ali mesmo, levantar escovar os dentes e ir fazer um café enquanto nossos babys se preparam para ir pra escola.
Ir trabalhar e voltar de tardezinha
Chegar em casa e te encontrar, ou então esperar você chegar do trabalho, te dar um beijo e perguntar sobre seu dia, logo depois diz que te amo, ir tomar banho, e decidir se vamos pra cozinha fazer o jantar ou pedir lanche
E bem de noitinha antes de dormir agradecer por ter me escolhido e me aceitado, enquanto te faço uma massagem intercalando entre beijos e dizeres que te amo.
Sei lá, acho que sinto mais do que devia, voltamos nos falar tem pouco tempo.
E eu ja estou muito apegado, vejo que você caminha na mesma que eu, só que com passos menores.
Não que isso me incomede, mas me da medo, ainda mais nesse turbilhão de incertezas e pensamentos.
Eu gosto pra crlh de você, e senti muito sua falta enquanto estavamos afastados
Acho que nunca te contei, mas quando eu percebi que eu estava apaixonado por você, botei na minha cabeça, que você era a mulher da minha vida, a mulher que eu quero casar, e ter uma linda família
Eu sonho em acordar, você está do meu lado te dar um beijo ali mesmo, levantar escovar os dentes e ir fazer um café enquanto nossos babys se preparam para ir pra escola.
Ir trabalhar e voltar de tardezinha
Chegar em casa e te encontrar, ou então esperar você chegar do trabalho, te dar um beijo e perguntar sobre seu dia, logo depois diz que te amo, ir tomar banho, e decidir se vamos pra cozinha fazer o jantar ou pedir lanche
E bem de noitinha antes de dormir agradecer por ter me escolhido e me aceitado, enquanto te faço uma massagem intercalando entre beijos e dizeres que te amo.
147
Claudio Silva
Apocalipse
O apocalipse se cumpre,
Com terremotos e guerra.
Exterminando os homens,
De toda a face da terra.
Crianças famintas nas ruas,
No céu aviões supersônico.
Enquanto as grandes potências,
Disputam quem tem mais poder atômico.
O sol se torna mais quente,
Tsunamis, terremotos, e furacões.
Se não bastase os cataclismas,
Ainda existem os canhões.
E sentado no universso,
Está quem tudo criou.
Observando os homens,
Que nem seu filho poupou.
E não esta longe o dia,
Em que ele vai voltar.
Para julgar a humanidade,
E um ponto final colocar.
E depois do grande dia,
Quando tudo terminar.
A terra será sem forma e vazia,
E o verbo retorna a falar.
Separem se as trevas da luz,
As águas da terra também.
A nossa imagem e semelhança,
Vamos recriar o homem.
Com terremotos e guerra.
Exterminando os homens,
De toda a face da terra.
Crianças famintas nas ruas,
No céu aviões supersônico.
Enquanto as grandes potências,
Disputam quem tem mais poder atômico.
O sol se torna mais quente,
Tsunamis, terremotos, e furacões.
Se não bastase os cataclismas,
Ainda existem os canhões.
E sentado no universso,
Está quem tudo criou.
Observando os homens,
Que nem seu filho poupou.
E não esta longe o dia,
Em que ele vai voltar.
Para julgar a humanidade,
E um ponto final colocar.
E depois do grande dia,
Quando tudo terminar.
A terra será sem forma e vazia,
E o verbo retorna a falar.
Separem se as trevas da luz,
As águas da terra também.
A nossa imagem e semelhança,
Vamos recriar o homem.
158
yuri petrilli
retorno
Chegará o dia em que se encerrarão na terra rude os nossos olhos,
E assim, com eles, todas as despedidas, lamentos, e demais belezas
Que outrora os compuseram e magoaram.
Chegará o dia.
Será tudo, enfim, em este dia repentino,
Qualquer coisa como um quisto intervalo na fúria da serpente,
Alguma calma, algum repouso à pobre alma humana já dorida de infinito;
Um enlace vago e acolhedor por parte da distante mãe andrógina,
Que por átimos oferece-nos – em conluio com as estrelas –
A breve possibilidade de tatear o lar
A que enfim tornamos todos
– Nós, estrelas cadentes que se delongam ao leito derradeiro da terra.
Chegará o dia.
E enfim dispersos, seremos mais.
Não nos romperão as formas e contornos:
Desceremos e ascenderemos pelo vácuo e pelo vento,
Resvalando nossas inscientes fagulhas
Por sobre as coisas todas que também seremos
Quando formos nada.
Chegará um dia, e haverá de todos os olhos resquícios, no universo;
Refletindo a quem os fite
Com a intenção de se fazer poesia,
Visões e prantos fecundos da pérfida maravilha da existência.
– Será, de fato, a despedida, uma rocha; De fato, o lamento, um bicho;
De fato, a beleza, uma flor; música ao acaso dentre os lumes ancestrais.
E assim, com eles, todas as despedidas, lamentos, e demais belezas
Que outrora os compuseram e magoaram.
Chegará o dia.
Será tudo, enfim, em este dia repentino,
Qualquer coisa como um quisto intervalo na fúria da serpente,
Alguma calma, algum repouso à pobre alma humana já dorida de infinito;
Um enlace vago e acolhedor por parte da distante mãe andrógina,
Que por átimos oferece-nos – em conluio com as estrelas –
A breve possibilidade de tatear o lar
A que enfim tornamos todos
– Nós, estrelas cadentes que se delongam ao leito derradeiro da terra.
Chegará o dia.
E enfim dispersos, seremos mais.
Não nos romperão as formas e contornos:
Desceremos e ascenderemos pelo vácuo e pelo vento,
Resvalando nossas inscientes fagulhas
Por sobre as coisas todas que também seremos
Quando formos nada.
Chegará um dia, e haverá de todos os olhos resquícios, no universo;
Refletindo a quem os fite
Com a intenção de se fazer poesia,
Visões e prantos fecundos da pérfida maravilha da existência.
– Será, de fato, a despedida, uma rocha; De fato, o lamento, um bicho;
De fato, a beleza, uma flor; música ao acaso dentre os lumes ancestrais.
80
Alba Caldas
Retorno a mim
Há dias que o silêncio é meu abrigo, cada vez mais, meu melhor amigo.
621
helderduarte
O Trono
Então vi um trono branco e o que estava assentado nele,
de quem diante do qual, fugiram a terra e todo o céu,
e não se achou lugar, para os que fugiram dele.
Forte é a sua gloriosa presença, e o seu majestoso eu!
E vieram os mortos à sua presença tanto grandes,
como pequenos, e abriram-se os livros registantes,
e todos foram jugados pelas, coisas, neles escritas.
O mar entregou o que as águas tinham em si escondidas.
E todos os seres foram julgados pelas suas obras,
e também a morte e o inferno por Deus foram julgados.
E no lago de fogo foram eles, por ele lançados.
E assim a morte foi para todo o sempre vencida,
O diabo também, não teve nenhuma mais investida,
nem do mal, não houve mais nenhumas sobras!
Baseado em Apocalipse 20:11-15
de quem diante do qual, fugiram a terra e todo o céu,
e não se achou lugar, para os que fugiram dele.
Forte é a sua gloriosa presença, e o seu majestoso eu!
E vieram os mortos à sua presença tanto grandes,
como pequenos, e abriram-se os livros registantes,
e todos foram jugados pelas, coisas, neles escritas.
O mar entregou o que as águas tinham em si escondidas.
E todos os seres foram julgados pelas suas obras,
e também a morte e o inferno por Deus foram julgados.
E no lago de fogo foram eles, por ele lançados.
E assim a morte foi para todo o sempre vencida,
O diabo também, não teve nenhuma mais investida,
nem do mal, não houve mais nenhumas sobras!
Baseado em Apocalipse 20:11-15
30
Claudio Silva
Metamorfose
Estamos todos juntos,
Num planeta habitado.
Já não tenho mais certeza,
Se o certo é o errado.
Se a terra está girando,
Ou se marte é habitado.
Se a lua for de queijo,
Eu quero virar um rato.
Só sei que vou deixando,
Esta vida me levar,
Até quando eu não sei,
E não quero nem pensar.
Não penso no futuro,
Nem recordo o passado.
Procuro viver o presente,
Mais de um jeito moderado.
Também não sonho acordado,
Nem tão pouco ando dormindo.
Não acredito na sorte,
Mais somente no destino.
Num planeta habitado.
Já não tenho mais certeza,
Se o certo é o errado.
Se a terra está girando,
Ou se marte é habitado.
Se a lua for de queijo,
Eu quero virar um rato.
Só sei que vou deixando,
Esta vida me levar,
Até quando eu não sei,
E não quero nem pensar.
Não penso no futuro,
Nem recordo o passado.
Procuro viver o presente,
Mais de um jeito moderado.
Também não sonho acordado,
Nem tão pouco ando dormindo.
Não acredito na sorte,
Mais somente no destino.
124
Danilo de Jesus
Saudade que queima tãomente em mim!
" Como anjos molestados por demônios", gestos, ações e cenas de "tudo o que poderia ter sido e que não foi" morrem na escuridão do meu peito falho e paralítico!
Tantos e aos montos e por tantos que sinto cinzas bandeirianas queimarem em mim também,
A fúria dos espações vazios quando quiseram nutrirem-se de matéria e tempo e não poderam,
As explosões das distâncias que gritam proximidades pelos menores passos que não acontecera,
A dor da saudade do que quer que fosse quando vai caindo, alto e fundo, sobre os corações pobres ou frios
E um louco e milagroso desejo de explodir-me em luz! e cair, fiozinho de nada, como uma pena , na mão do Amor e dar-me a que quem quer que seja!
Quero GRITAR FORA! do meu peito "tudo o que não foi"
"!' destroçar e surdar de abraços gritados todas as distâncias que ainda mortas moram em mim e separam-me,
Balançar a corda da vida até quebrar as columas do tempo e pousar nele tempormente esse " o que poderia ter sido"!
Ah... até quando essas cinzas queimarão bandeirianamente mim, meu Deus!
58
Lucas Menezes
Namorar com você é errado
Namorar com você é errado
Não porque tens namorado
Mas, simplesmente, porque é errado
Não porque andas de carro
E eu a pé
Pois, namorar comigo também é!
Namorar com você é errado
Não pelas condições sociais
Nem porque cada um vive pro seu lado
Não porque vou a algum seminário
Virar Padre, Frade ou Bispo
Mas insisto
É errado namorar contigo
Não por ordem do deputado
Nem porque sou Mangueira
E tu és Portela
Se não, não seria errado namorar com ela
Com você é errado, explico a questão
Namorar é transitivo direto
Seu complemento não acompanha preposição
Namorar você, sim, é correto
Namorar sugere, de duas pessoas, uma ação
Alguém namora alguém
O “com” (junto de) é supererrogação
Em licença poética e com aférese do fonema
Namoro até com contigo
À gramática, resiliência
Meu peito desgovernou
De tanta regência
Não porque tens namorado
Mas, simplesmente, porque é errado
Não porque andas de carro
E eu a pé
Pois, namorar comigo também é!
Namorar com você é errado
Não pelas condições sociais
Nem porque cada um vive pro seu lado
Não porque vou a algum seminário
Virar Padre, Frade ou Bispo
Mas insisto
É errado namorar contigo
Não por ordem do deputado
Nem porque sou Mangueira
E tu és Portela
Se não, não seria errado namorar com ela
Com você é errado, explico a questão
Namorar é transitivo direto
Seu complemento não acompanha preposição
Namorar você, sim, é correto
Namorar sugere, de duas pessoas, uma ação
Alguém namora alguém
O “com” (junto de) é supererrogação
Em licença poética e com aférese do fonema
Namoro até com contigo
À gramática, resiliência
Meu peito desgovernou
De tanta regência
343
JOAO VITOR LIMA ROCHA
TOLO SONHADOR
Eu matei o outro alguém
Me tornei outra pessoa
Tenho a maldição de ser um sonhador
Vivendo em um lugar distante
A lua não fica longe
Fazendo o melhor que posso
Meu trabalho é criar mundos
E os faço de coração
Uma flor, uma rosa
Uma maldição que cresce
Um câncer que consome a alma
Uma fogueira pelo vento apagada
Procuro o sentido acreditanto no destino
Ele resolverá tudo isso
Não sendo forte bastante para chorar
Mas fraco para magoar e bobo para sonhar
Quando a vela se apagar estarei em paz
Irei para o paraíso que sonho
Reecontrar as pessoas que amo
Rir pelos rancor que guardei
Chorar pelos arrependimentos e agradecer
Pelos sonhos que tive
92
Tsunamidesaudade63
Não paro de chorar por ti
Lembras-te?
como os meus lábios tremiam pra te beijar?
Recordas-te como os meus braços?
se abriam pra te abraçar?
Necessito-te tanto meu amor,
hoje queria dizer-te tantas coisas,
se estivesses aqui a olhar pra mim,
verias que os meus olhos,
brotam pranto sem fim,
não param de chorar por ti...
Luzern, 21.09.2018, João Neves
166
Claudio Silva
Ser Humano
Sentado em uma nuvem,
Eu fico observando.
Os seres que estão la embaixo,
Dizendo serem humanos.
Se matando uns aos outros,
Com uma grande frieza.
Causando angústias e dores,
Somente trazendo tristezas.
E pelas ruas vazias,
De paz compreenção e amor.
Aqueles que são excluidos,
Vão levando a grande dor.
Vagando sem esperança,
Sem ter um lugar pra ficar.
Nesta grande escuridão,
Não conseguem enxergar.
Que existe uma saida,
Desse labirinto sem fim.
Basta seguir essa luz,
Que está em você e em mim.
Que brilha mais que o sol,
Tem mais força que o mar.
É mais rápida que o relânpago,
E nunca vai se apagar.
Eu fico observando.
Os seres que estão la embaixo,
Dizendo serem humanos.
Se matando uns aos outros,
Com uma grande frieza.
Causando angústias e dores,
Somente trazendo tristezas.
E pelas ruas vazias,
De paz compreenção e amor.
Aqueles que são excluidos,
Vão levando a grande dor.
Vagando sem esperança,
Sem ter um lugar pra ficar.
Nesta grande escuridão,
Não conseguem enxergar.
Que existe uma saida,
Desse labirinto sem fim.
Basta seguir essa luz,
Que está em você e em mim.
Que brilha mais que o sol,
Tem mais força que o mar.
É mais rápida que o relânpago,
E nunca vai se apagar.
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helderduarte
Amor Verdadeiro
Lamento esta história de amor verdadeiro.
De Inês de Castro, que foi morta por amar.
Ela amou tanto a Dom Pedro o primeiro,
Que depois de morta, teve o seu reinar.
A linda Inês de Castro, teve morte,
Por o malvado Afonso IV, que lhe tirou a sorte.
Matou-a, por esta tanto amar...
A seu filho, o príncipe que viria a reinar.
Foi um amor lindo, este,
Que Dom Pedro, teve por ela.
E que filhos, tinha também dela.
Mas Afonso IV, tinha repulsa deste.
Mandou mata'-la à espada. ..
Não teve nenhuma compaixão.
Nem dor no coração,
Para a vida tirar a esta tão amada.
Canta! Coimbra! Canta!
Que não esqueceste de chorar,
Canta com força tanta,
Este tão forte amar!
Águas do Mondego, sabei que em vós esteve,
As lágrimas de Coimbra, que não se conteve,
De tanto mas tanto chorar, chorar...
Esta que morreu, por muito amar...!
E depois de morta, foi rainha,
Por Dom Pedro, que amava ainda.
Esta que privada, ficou da vida...
Por amor, que ao príncipe, tanto tinha!
Em Portugal, houve grandes amores.
E Também, por isso muitas dores,
Por mal, deste de tanto amar...
E disso se querer, continuar!
De Inês de Castro, que foi morta por amar.
Ela amou tanto a Dom Pedro o primeiro,
Que depois de morta, teve o seu reinar.
A linda Inês de Castro, teve morte,
Por o malvado Afonso IV, que lhe tirou a sorte.
Matou-a, por esta tanto amar...
A seu filho, o príncipe que viria a reinar.
Foi um amor lindo, este,
Que Dom Pedro, teve por ela.
E que filhos, tinha também dela.
Mas Afonso IV, tinha repulsa deste.
Mandou mata'-la à espada. ..
Não teve nenhuma compaixão.
Nem dor no coração,
Para a vida tirar a esta tão amada.
Canta! Coimbra! Canta!
Que não esqueceste de chorar,
Canta com força tanta,
Este tão forte amar!
Águas do Mondego, sabei que em vós esteve,
As lágrimas de Coimbra, que não se conteve,
De tanto mas tanto chorar, chorar...
Esta que morreu, por muito amar...!
E depois de morta, foi rainha,
Por Dom Pedro, que amava ainda.
Esta que privada, ficou da vida...
Por amor, que ao príncipe, tanto tinha!
Em Portugal, houve grandes amores.
E Também, por isso muitas dores,
Por mal, deste de tanto amar...
E disso se querer, continuar!
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