E A PROFECIA SE FEZ
Carol Ortiz
A escuridão cobria o céu e a fumaça estampava o ar. Era o começo do fim.
Pessoas apavoradas corriam para qualquer lugar. Fugiam da dor e onde iam a encontravam.
Um trovão, um desespero. Medo geral, sombras por toda parte, dor, pesadelo, pânico...até chegar...silêncio.
Um lugar de almas penadas, perdidas, massacradas. Corpos agonizando por toda parte, lamentos e solidão. Algo quase humano procurava desesperadamente pelo filho que correu, como todos os outros.
Sonhos, vidas, pedaços.
"Foi a bomba", alguém falou antes de suspirar pela última vez naquele último momento de lesão.
Ouviram-se, ainda, lamentações, murmúrios, expressões incertas, entretanto, a única certeza: a morte.
E a profecia se fez! Foi a bomba imoral, irreal, fecal que lambeu a sombra da humanidade. A luz apagou.
1998
Pessoas apavoradas corriam para qualquer lugar. Fugiam da dor e onde iam a encontravam.
Um trovão, um desespero. Medo geral, sombras por toda parte, dor, pesadelo, pânico...até chegar...silêncio.
Um lugar de almas penadas, perdidas, massacradas. Corpos agonizando por toda parte, lamentos e solidão. Algo quase humano procurava desesperadamente pelo filho que correu, como todos os outros.
Sonhos, vidas, pedaços.
"Foi a bomba", alguém falou antes de suspirar pela última vez naquele último momento de lesão.
Ouviram-se, ainda, lamentações, murmúrios, expressões incertas, entretanto, a única certeza: a morte.
E a profecia se fez! Foi a bomba imoral, irreal, fecal que lambeu a sombra da humanidade. A luz apagou.
1998
Português
English
Español