Mentiras, grandes mentiras .
123megaman
É antes de minha faculdade mental.
Que estas vozes recorrentes que ouço.
Mentem impiedosamente e de tal
Forma, que me vejo como num poço.
Em verdade, sou este poço escuro.
Onde em cegueira eterna perduro.
Não sei o que sou, não sei o que ouço.
Quando olho a voz me afronta.
Não olhe! A escuridão amedronta!
Não tenho medo!-digo-este sou eu!
Intelecto tão baixo quanto é o teu
Nunca vi! Sendo assim, segues o meu.
Pois sou sábio, sei bem o que digo.
Ouça-me, quem avisa é bom amigo.
É sempre assim que me responde.
Não sei o que mais me esconde.
Não sei o que mais temo.
Se temo a eles ou a mim mesmo.
E isto me deixa cheio de ira.
Isto é mentira, uma grande mentira!
Não sou o que diz!
Não sou como você!
Não sou o que fiz!
Não sou o que vê!
Não sou o que digo!
Não sou o que consigo!
Não sou o que crê!
Não há grupo em que estou.
Não sou parte da sociedade.
E a única possível verdade.
Diz a única coisa que sou.
Apenas eu e mais nada.
O que digo não é nada.
O que faço não é nada.
O que escrevo não é nada.
O que crio não nada.
O que vivo não é nada.
Sou apenas eu, e isto é nada.
Este ser e não ser excruciante.
Esta questão mal solucionada.
E sua resposta intrigante.
Entre ser e não ser, não sou nada.
Se não sou nada, sou algo ?
Isto a mim e a voz indago.
Ao esperar a resposta, não a ouvira.
Será que esta voz, a qual ouvia.
Haver de existir não havia?
Esta que me enchia de ira.
Era mentira, uma grande mentira!
O que diz é uma mentira !
O que não diz também é mentira!
O seu poema é uma mentira!
Sua sapiência é uma mentira!
Até sua existência é mentira!
Só uma coisa define esta lira.
Uma mentira, uma grande mentira!
E na lira deste canto de louco.
Vou , sem conclusão, dizendo.
Que estou, sem propósito, escrevendo.
Se vê sentido, mesmo que pouco.
Saiba, mesmo que te encha de ira.
Que isto que te empolga e inspira.
É uma mentira, uma grande mentira!
Que estas vozes recorrentes que ouço.
Mentem impiedosamente e de tal
Forma, que me vejo como num poço.
Em verdade, sou este poço escuro.
Onde em cegueira eterna perduro.
Não sei o que sou, não sei o que ouço.
Quando olho a voz me afronta.
Não olhe! A escuridão amedronta!
Não tenho medo!-digo-este sou eu!
Intelecto tão baixo quanto é o teu
Nunca vi! Sendo assim, segues o meu.
Pois sou sábio, sei bem o que digo.
Ouça-me, quem avisa é bom amigo.
É sempre assim que me responde.
Não sei o que mais me esconde.
Não sei o que mais temo.
Se temo a eles ou a mim mesmo.
E isto me deixa cheio de ira.
Isto é mentira, uma grande mentira!
Não sou o que diz!
Não sou como você!
Não sou o que fiz!
Não sou o que vê!
Não sou o que digo!
Não sou o que consigo!
Não sou o que crê!
Não há grupo em que estou.
Não sou parte da sociedade.
E a única possível verdade.
Diz a única coisa que sou.
Apenas eu e mais nada.
O que digo não é nada.
O que faço não é nada.
O que escrevo não é nada.
O que crio não nada.
O que vivo não é nada.
Sou apenas eu, e isto é nada.
Este ser e não ser excruciante.
Esta questão mal solucionada.
E sua resposta intrigante.
Entre ser e não ser, não sou nada.
Se não sou nada, sou algo ?
Isto a mim e a voz indago.
Ao esperar a resposta, não a ouvira.
Será que esta voz, a qual ouvia.
Haver de existir não havia?
Esta que me enchia de ira.
Era mentira, uma grande mentira!
O que diz é uma mentira !
O que não diz também é mentira!
O seu poema é uma mentira!
Sua sapiência é uma mentira!
Até sua existência é mentira!
Só uma coisa define esta lira.
Uma mentira, uma grande mentira!
E na lira deste canto de louco.
Vou , sem conclusão, dizendo.
Que estou, sem propósito, escrevendo.
Se vê sentido, mesmo que pouco.
Saiba, mesmo que te encha de ira.
Que isto que te empolga e inspira.
É uma mentira, uma grande mentira!
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