Lista de Poemas
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dojja2020
Palavra Revelada
A palavra me advinha.
Moinho ou ferro,
Cisma ou canto.
Funda ou rasa,
Na tangente emerge.
A palavra me assola,
Adverte, reverte, inala.
Como se finda fala,
No escasso do encanto, reverbera.
De si reemerge, na margem liberta.
A palavra se assanha.
Sangra, se entorpece.
De mim não cala, se desvela,
Se ao surgir irrompe, revelada.
Carlos Daniel Dojja
eduardo_pereira
ARREPENDIMENTO
A uma mágoa
Que aflige o corpo
E abate a alma...
Quem amanhece
Pensando ainda
No pesadelo
Da ingrata sina...
Quem não segura
Aquele pranto
Que então fluiu
De um sofrimento...
Sim poderia
(Se assim pudesse)
Voltar atrás
E refazer-se...
Daniel Castro
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de uma pintura cubista
pus-me em linha reta, indigesta partitura.
Obrigação de afeto à volta
de cemitério e convento (seja qual
contexto) mortos desejos atravessam-me a rua
onde multa aplica ao veículo na contramão
guarda de trânsito, que flanelinha anteviu
no quando exíguo feriado
fez dilatar semana em templo de palavras.
Figo antítese de noitada
sem polpa ou fibra literária
tem de si reverso enredo
que de fora põe adentro o terno.
steliochitlhango
O pedaço meu poético
Veste-se de rã, lagarto, lagartista
Explora a camuflagem ao máximo, é artista
O meu eu poético é assim....
É fome que flameja, que dorme faminto
É sede de ar, diante a floresta
É firme, por dentro sinto
É eixo do sol
É a potência a cima do frenético
So quer sair, e ir, pra fora de mim
Sim!!!
O meu eu poético é assim...
(*O meu eu falando)
terezinha_santana
MENSAGEM DA VIDA
Eu sou a Vida.
Carrego em meu ventre todas as possibilidades!
Sou a doadora do bem e do belo.
Retiro uma porção de mim mesma, modelo um ser e ele toma forma visível.
A alguns, dou-lhes o poder de modelar o seu próprio modo de ser.
Ofereço-lhes uma parcela de meus poderes e lhes presenteio com os meus melhores dons.
Acompanho-lhes os passos.
Embalo-os em sonhos.
Guio-os por caminhos que os levem até onde possam tornar-se melhores.
Fertilizo-lhes a imaginação.
Dou-lhes o poder de criar.
É o ser humano.
Aquele que pode dar sentido a sua própria vida, independentemente das circunstâncias.
Este é o segredo que cada um carrega no coração: seu destino, a felicidade.
E para alcançá-la dei-lhe o dom de escolher.
Os caminhos são ricos, exuberantes, perigosos, às vezes exigem espírito de aventura.
São compostos de altos e baixos, pedras e relvas, dias e noites, sóis e chuvas, alegrias e tristezas, flores e espinhos, luz e sombra, dor e prazer...
Mas, caminhos são metáforas.
Metáforas da dualidade que ao mesmo tempo revela a unidade, no desejo de plenitude que todos sentem.
Por essa razão, dei a eles o dom de amar.
Ah! O amor! O amor quer realizar o bem, fecundar o belo.
A dor do amor é a inexistência do ser a quem amar,
posto que, aquele que tem a imagem de um coração amado jamais estará só.
Não se contentando em si mesmo, porque freqüentemente transborda, precisa de outras presenças, de outras pessoas, e pede um modo de expressar-se permanentemente.
Por isso, dei-lhe o direito à liberdade de ser o que desejar ser.
Cada vida tem um sentido maior, inalcançável pela limitada visão humana.
Todas as vidas, porém, independentemente dos julgamentos humanos, têm o seu lugar na orquestra dos mundos para a execução da sinfonia da vida.
E, ainda que eu, a Vida, possa retirar-me desse ser tão especial, não tenho o poder de apagar o que ele se tornou.
Não há meios de apagar o passado, que sobrevive na memória e desafia o tempo.
Afinal, cada um em seu presente constrói o próprio futuro.
ednaide gomes de paiva
DIREITO
Ednaide Gomes de Paiva
Qual o meu?
Qual o seu?
Até onde posso ir?
Incógnitas...
Dúvidas no ar,
Quer me sufocar,
Maltratar,
Distanciar,
Impedir... Não vou permitir.
No início, pavor,
No caminho, desejo,
Quero perder o medo,
Fazer valer algo que começou,
E como não busquei,
Deixo ficar,
Quero te amar,
Fazer-te feliz,
Realizar sonhos,
Dar o melhor de mim.
Sendo assim,
Uso das minhas forças,
Divido você com o mundo,
Serei menos egoísta,
Saro todas as feridas,
Vivo a nossa vida,
De uma forma ou de outra,
Num dia em outro não,
Na certeza, na escuridão,
E enquanto o silêncio domina,
Perdoi-me senhora "Razão",
Dessa vez vai ser negada,
Para ouvir a voz do coração.
sheiceci1
De pé no 9 andar.
ERIMAR LOPES
LAVA-ME DOS PÉS À CABEÇA
Esfrega-me com o sabão do amor
Limpa-me por inteiro
Alveja-me, embranqueça-me
Enxague-me com água cristalina
Disfarce dos meus olhos as lágrimas
E leve nas espumas a minha dor.
Erimar Lopes.
Admilson Nascimento Santana
Expanda Sua Mente
você cria um mundo em torno do que tem,
ao invés de cria-lo em torno do que há.
Tsunamidesaudade63
Lindo amor
Foi tão lindo o nosso amor,
e tão apaixonante o nosso querer,
que eu duvido que neste mundo,
um amor como o nosso, alguém o possa viver.
Amar-te não foi um lema,
amar-te foi pura paixão,
e pela minha vida inteira,
estarás sempre no meu coração.
Cada segundo que passei a teu lado,
tua doçura vou pra sempre reter,
e juro-te meu doce amor,
que jamais te irei esquecer...
Luzerna, 07.11.2020, Joao Neves.
lucibei
Política
A mentira
O que tem feito mal a muita gente não é a mentira; é o invólucro de palavras artificiosas com que se doira a algema que as verdades lançam ao pulso do homem.
In " citações" Camilo Castelo Branco
Política
Arco-íris de uma só cor.
Cor da mer...a conveniência.
Cor... de nojo.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”
rrvieir
As tumbas profundas dos homens rasos
Não em mim
Nem em ti
Não nos braços
Nem nos laços
Não na vitória
Nem na história
Não na jornada
Nem na estrada
Não no mundo
Certamente, não no mundo
Profundo mundo-
De homens tolos
Muitos lobos-
Profundamente raso
Movimento constante
Em ritmo oscilante
De lugar algum
Para lugar nenhum
Sobre o peso do próprio corpo
Desfalece, como um touro no abatedouro
Na marcha fúnebre dos vivos
Só há ruídos
Dos mais bem lembrados quando esquecidos
Tumbas profundas para homens rasos
Mumificados vivos pelos próprios braços
No coração da escuridão
Habita o senhor das moscas
Que guarda seus filhos
Em tumbas ocas
Quanto pode correr o que não sabe para onde?
O que pode encontrar aquele que se esconde?
Quanto pode esperar o que não tem esperança?
Qual será a sua herança?
Tumbas ocas
Tumbas ocas
rrvieir
Pedaços
E o canto cessa
A lua se esconde sobre a nuvem de tempestade
Se distancia o Sol na meia noite.
O vento leva as folhas
Que caíram no último inverno
E secavam sobre as urtigas
Plantadas no último verão
Pelas nossas mãos
Que agora vazias
Que agora sombrias
Não plantam mais.
Mas as sementes foram lançadas
E frutificam as duas da madrugada
Na noite escura da alma
Tu és minha única calma
Quando as ondas escondem o barco
E o tornado alcança o lago.
Quanto o porto naufraga
Levando os barcos.
No lugar mais obscuro
Tu és o refúgio seguro
Sou incapaz de no meu melhor dia
Amar-te como deveria
Quando a folha seca encontra encontra a chama
Acendida na última primavera
E o outono se torna vermelho
A chama alcança a câmara
Onde estavam os ovos das serpentes
E fogo consome o Porto
Onde embarcavam a escarlate
Que alimentava Roma
Dos que partem da daqui pra lá
Muitos vão sem um lugar
Muitos caem no caminho
E não levantam quando sozinhos
Muitos perdem a razão
E não encontram a direção
Muitos choram
E poucos oram
No dia que antecede o último
Estamos todos nós
E ainda assim, muitos recusam ouvir a voz
Os que partem com os ouvidos fechados para o reino posterior
Abrem as bocas para clamar improperios sem pudor
As portas foram abertas para receber os que se trancaram no reino das sombras
Mas há um lugar para nós guardado
Mais distante que último Prado
Ha um dia reservado
Para a música que nos será dada,
Para as dores nos serem arrancadas.
Só então cantaremos a melodia dos tempos
Imemoráveis, infindáveis, insondáveis
Veremos os olhos de fogo
Sob o som de muitas águas
Ouviremos a primeira melodia cantada
Pelo Primeiro homem na última estrada
Iêda Maria Castro
SEXO
Tesão
Fragmentos de um sentir
Tensão
Corpo quente de prazer
Paixão
... repetidos
Sentidos
Quando te apercebes
Ápice
Espasmos
Orgasmos
Iêda Maria Castro
VIDA
Nem mais, nem menos
Tudo ao seu momento
Fotografia que retrata
Com discernimento
O tempo vivido
No instante
Valmir (Durão)
AMO-TE
Leva a acabrunhar o destemido atleta
Sobe a temperatura e derruba a pressão
Remove montanhas e almeja união.
Este sentimento sempre que é despertado
Requer atenção, necessita de cuidados
A sua frequência é superior ao padrão
Desarruma as batidas do meu coração.
Se esse sentimento não for correspondido
Sei que meu coração corre muito perigo
Dessa vez é capaz de ele não suportar
Outra reprovação no quesito amar.
Tanta fascinação, cometi um pecado
Um bilhete mandei antes de revisado
Para minha surpresa ocorreu o melhor
Com a sua correção hoje somos um só.
Com cuidado e atenção ele foi respondido
“’Te amo’ quando parte de quem não é querido
Estraga a poesia, despedaça o português
Estou perdida! Que emoção! É a primeira vez”.
(Durão)
Publicado na Antologia Literária – Enquanto Espero 2020
Litteris -152p. 16x23cm - ISBN 978-65-88697-00-9
Daniel Castro
Recadinho de mim
Um recadinho pra quem me lê
ou depara com esses pensamentos soltos
que no Face eu vou botando
- na rima:
Eu cá escrevendo à toa
brincando com sérios versos
considere por provérbio, que
o que escrevo é inacabado.
Tudo está por revisar
caso nisso haja pretexto.
Porque escrever é nada mais, por hora
que minha escolha de solidão.
Como fazer bolo, por roupas pra secar
lavar banheiro e arear panelas...
Ou mesmo o gato por pra mijar
(eu, que nem gato tenho).
E que é contudo
melhor que pinga com limão
pelo menos pra mim
filho de um novo fevereiro.
Seja o que tiver que ser
estar, estou
vida irreversível
por se revisar e reconsiderar
sem que em momento algum
seja isso possível
João de Castro Sampaio
ipê
Que risível é o prazer
Mas que pena tenho eu que sentir
Pena que anjo? eu tenho nojo. Anjo
Do alto rampampam eu te acompanho tss tss
Oh Marília eu quem sou eu? O
Bom pastor Dirceu, a quem a graça vós trouxeste
À pura alma de Glauceste, o tiquetaque do relógio
Meia-noite à Cronos estais em mãos, entregue
Ao pai, que estão perdidos em matas e rodovias
Voltar marcado e flagelado não faz surgir nada
De novo sob o Sol, palavra do Snõr
Graças aos seus, além, mar de utopia e sonhos cansativos
Haja tempo antes que se faça a hora
Outro dia, mas que interno vou pular
E treinava o sorriso no espelho o senhor Bloom
A poucos passos do seu grande dia, pela sua dolorosa paixão
Me diga aonde foi que eu errei, e nada, realmente
Me surpreende mais.
LeeMercês21
Amores
São muitos amores em cada esquina
Muitos rostos em meu coração, sem dissipação
Muitas flores a brotar em meu peito
Que sempre ao beijar os ventos
Me trás sede de novos temperamentos
Novos gostos, sabores e jeitos
Mais dores, mas sinestesia nos beijos
Mais orgias em outros planetas e transas espaciais
em galáxias perdidas, nunca vislumbradas a anos luz
Mais corpos entrelaçados em minhas árvores
veias e pensamento, sempre a brotar, crescer
cair e morrer, regados a paixões de súbitos
momentos
Em rodas gigante tudo morre,
em rodas gigantes tudo nasce
entre os meus eus imáginários e meus eus ativos
arde o eu que quer ultrapassar os limites
do amor, da dor, das transas e agonias cotidianas
o meu ser já visceral, eloquente e quase demente
deseja se libertar
entre a ponte que nada se enxerga, mas tudo vê
com os olhos da alma, com os olhos de todos os seres
que vagam perdidos a procurar o amor em si e nos outros
Lucas Menezes
Romeu e Julieta
Rocky e Adrian
Dora e Bala
Jack e Rose
Angélica e Buscapé
Bentinho e Capitu
Ci e Macunaíma
Fera e Bela
Esmeralda e Quasímodo
Nacib e Gabriela
Eduardo e Mônica
Lisbela e Leléu
Eu e você
Inspiramos inúmeros casais
Mas não saímos de um papel
Tsunamidesaudade63
São Martinho
onde o sol teima em espreitar,
quem sabe com o passar das horas,
ele nos queira visitar.
E nós cá por casa neste,
dia de São. Martinho,
vamos enchendo a lareira de brasa,
pra fazer mais um magustinho.
Senti água na boca,
ao ver as castanhas a crepitar,
sentei-me, embalei no passado,
recordei tanta coisa,
pensei no futuro com esperança,
Lembrei-me de quando era criança,
ali fiquei na espera,
de copo de vinho na mão,
e a saudade no coração,
prás castanhas poder saudosamente saborear.
Luzerna, 11.11.2021, Joao Neves.
Luzerna, 11.11.2020, Joao Neves.
Iêda Maria Castro
GRATIDÃO
Eu agradeço pela agilidade que me faz forte e tenaz.
Eu agradeço pelo sustento diante as diversidades da vida.
Eu agradeço pela beleza que emana como eixo principal do corpo.
Eu agradeço e cuido para não esquecer do caminho traçado.
E quando cuido, enalteço, dou cores tangentes e latentes de quem sabe que ali estão as ferramentas para uma boa vida!
kronyer
Thw wwndw
I'll not be here
To close this window
To feel the wind blow
— Just fear that may
This day draws near
teimosa
Saudades
Saudades de pessoas que um dia eu convivi é diziam me amar, só que hoje não tenho mas ao meu lado,
Saudades de coisas que eu queria alcançar, mas que as circunstâncias da vida me fizeram parar,
Saudades de um cheiro que já foi sentindo, é que não tenho pra desfrutar,
Saudades do abraço apertado que te acolhia é fazia o tempo parar;
Saudades da infância onde a inocência reinava é não se tinha com que se preoculpar além de correr, brincar;
Saudades o que é a saudade além de uma lembrança doce ou dolorosa de um passado vivido um pouco duido de momentos marcantes que ficou no passado num cantinho esquecido que pode voltar no seu rosto como lágrima ou sorriso.
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