Amores
São muitos amores em cada esquina
Muitos rostos em meu coração, sem dissipação
Muitas flores a brotar em meu peito
Que sempre ao beijar os ventos
Me trás sede de novos temperamentos
Novos gostos, sabores e jeitos
Mais dores, mas sinestesia nos beijos
Mais orgias em outros planetas e transas espaciais
em galáxias perdidas, nunca vislumbradas a anos luz
Mais corpos entrelaçados em minhas árvores
veias e pensamento, sempre a brotar, crescer
cair e morrer, regados a paixões de súbitos
momentos
Em rodas gigante tudo morre,
em rodas gigantes tudo nasce
entre os meus eus imáginários e meus eus ativos
arde o eu que quer ultrapassar os limites
do amor, da dor, das transas e agonias cotidianas
o meu ser já visceral, eloquente e quase demente
deseja se libertar
entre a ponte que nada se enxerga, mas tudo vê
com os olhos da alma, com os olhos de todos os seres
que vagam perdidos a procurar o amor em si e nos outros
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