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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SEDE DOS TEUS BEIJOS

 Tenho sede dos teus beijos
Fome para saciar os meus desejos
Onde descanso o meu cansaço
No teu carinhoso abraço (...)
 
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Simei Lucena

Simei Lucena

Um Amor Eterno

Me perco em sonhos procurando o silencio
de um coração aprisionado por um amor ciumento
Estradas longas cercadas de armações
ciladas perigosas rodeadas de corações.

Sangrando como um soldado vou em busca do meu amor
se a morte for minha unica saída honrrarei o seu valor
ter paciência me deixa cansado mas meu respirar suporta a dor
de ter assim os lindos beijos de um lindo e eterno amor

Se esta for minha jornada irei ate o fim,
mesmo fraco e cansado terei você pra mim
e se um dia não tiver mas forças quero ao menos poder falar
mesmo que custe a minha vida jamais deixarei de te amar

Autor: Simei Lucena (reservados)
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Guilherme Zilio da Silva Santos

Guilherme Zilio da Silva Santos

Cinco sentidos, Um sentimento

Da mesma boca que sai a piada
Muitas vezes inoportuna
Que arranca de você a mais sincera risada,
Sai o beijo que te deixa mais apaixonada



Os mesmos olhos que medem seu corpo
Do jeito mais indiscreto
E que deixam em tom vermelho seu rosto
São os que ao encontrar com os seus,
Te trazem imediato conforto



Os ouvidos que a noite
Escutam seus sons de prazer
Maliciosos e ao mesmo tempo tão doces
São os que no outro dia,
Ouvem seu suspiro ao me ver



E as mãos espertas que deslizam sobre seu corpo
Sem nenhum pudor
E te despertam o mais profundo desejo
Nas horas tristes e amargas
Secam suas lágrimas de dor...



Não tente esconder,
Eu sinto o cheiro do seu amor.


(Guilherme Zilio)
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

GOSTO DE TI

Gosto de ti, porque nada fazes, fazes tudo
Gosto de ti. porque me aconchegas
Gosto de ti, porque não me deixas estar sozinha
Gosto de ti, quando as palavras não são necessárias
Gosto de ti, de estar no aconchego dos teus braços
Gosto de ti, da tua gostosa boca quente
Gosto de ti, do teu sorriso rasgado
Gosto de ti, da tua barba espessa e branca
- Como é bom gostar de ti.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SER MULHER, A TUA

Hoje desenhei a saudade no papel e vi que ela tinha olhos
Lá fora faz sol, nesta primavera fresca da nossa vida
E eu, em frente do computador, tento alinhar umas palavras
Para me libertar por alguns momentos desta inquietação
Enquanto escrevo penso noutras coisas, penso em ti
Quero ser a mulher dos teus sonhos
Aquela que amas e mais admiras
Não quero ser aquela que nunca falha
Que é perfeita aquela que tu, colocas num pedestal
Tu sabes que sou povoada de imperfeições
Não quero ser bajulada, mas sim muito mimada
Quero ser aquela com quem reclamas
E que reclama tantas, tantas vezes contigo
Aquela que erra, mas que sabe pedir-te desculpa
Que contigo adormece e te aquece quando a cama está fria
Aquela a quem tu preparas tantas vezes com carinho
O pequeno almoço, o café pela manhã
Quero ser aquela que te ama, e a quem tu amas
A que te dá um abraço num dia mau e a que precisa de um carinho teu
Quero ser a mulher dos teus sonhos, aquela que amas e mais admiras
"SER MULHER, A TUA"

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Luan Vinícius

Luan Vinícius

A Sentimentos

Cara, como ela me fascina!
Seus cabelos, seus olhos,
Seu jeito de menina.

é apenas ilusão, sentimento fugaz,
Como a luz, imagem que não me deixa em paz.

Eu quero tocá-la, acariciá-la e beijá-la.
Quero tê-la perto de mim.
Quero ir e vir.
Quero ser amado por ela em um momento sem fim.

Mas no final, é apenas uma ilusão,
Sentimento fugaz,
Uma imagem que não me deixa em paz.
Pois tudo isso é como poeira ao vento,
Não fica,
Dura apenas um momento!
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

QUEM TE AMA

Quem te ama faz-te sorrir
E nunca te dará lágrimas (...)


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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMOR

Meu amor
Eu quero impregnar a tua pele
Moldá-la como uma artesã


 

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Cristina Miranda

Cristina Miranda

Aroma de beijo

"Beijo-te docemente"

Enquanto em ti me solto
De coração alado,
Qual pássaro,
Em voo planado,
Tranquilo como o teu beijo.

"Beijo-te docemente"

Volto a nascer,
Finda de mim, imensa de ti,
Plena do teu estio,
Das paisagens
Por onde vou esvoaçando,
Buscando a clareira
Nessa tez dourada
Que me lembra a praia
Ou um campo imenso
Que aguarda a ceifa.

"Beijo-te docemente"

E sou toda mulher,
Toda eu vida,
Toda eu em ti,
Toda eu sonho
"Numa noite que não tem braços" que me impeçam...

"Beijo-te docemente"

Imagino-te
Todo tu mãos
Como um sussurro que inebria.
Não as cales,
Que já espero por ti
Na era do sempre,
No tempo em que nos sabemos.
Jorrará o sonho pelos dedos,
Como um caudal,
Ousamos pensar,
Profético.

Neste entretanto em que te espero,
Entre o que pareço e o que vou ser,
Entro num arvoredo de perguntas.
Se me lembro de como fazemos amor,
Se me lembro de como falamos,
Com a linguagem só nossa,
Enquanto que por mim,
Pelo meu pensamento,
Os teus gestos escorrem...

"Beijo-te docemente..."

Já prendi um afago à asa do vento...
Já lhe disse que fosse,
Que te procurasse,
Pois que te saberia,
Quando visse um céu anilado...
Ele soube-te,
E envolvendo-te na carícia que eu lhe prendera na asa,
Trouxe-te,
Ao tempo em que dissipava aquele arvoredo,
Até me encontrar
Levando com ele as perguntas...

Sou eu que te digo agora
Que te vou beijar levemente,
Enquanto me abandono,
Para me perder toda, em ti.
A noite não será impedimento,
Pois que é de nós, companheira,
E que as mãos,
Cheias de Alma,
De cor,
Tão nuas,
Tão nossas,
Que tanto têm para falar,
Se vão perder em cada esquina de nós!

O alvorecer do dia assistirá,
Ainda matutino,
De como nos olvidámos que parecíamos,
De como chegámos à estação de sermos,
Quando nos dissemos,
Na linguagem que guardámos dentro da certeza:
"Beijemo-nos, Amor, docemente",
E partirá, então,
Leve,
Brando,
Na asa daquele vento...
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMO-TE MESMO

Amo-te mesmo
Quando te peço pouco
(...) E tu dás-me muito

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Carolina Caetano

Carolina Caetano

Postal à pedra

"O homem atravessado por um rio

plangia água salgada"


a pedra, e o trajeto enfiou-se nela

ingressando pelos dutos, temê-la

feito mar a dentro, temia

e os anchos dutos enfiados no trajeto

Esta nada sabe da vida, sendo pedra

daí até que nada eu saiba

há um passo

outro, e nunca eu soubera.

Agora que tu já me pareces tão grave

e o caminho enfiou-se em mim, temer-me

o caminho, feita eu mar, adentro.

O trajeto a mim e a pedra atravessara

isso que fazem as coisas, atravessam-nos

e plangem-se os mesmos objetos

ingressados ao colo.

Ainda a pedra irrefutável, ou era gente,

pode estar o mundo a continuar girando.

Vê o mundo, traz os olhos, vê aqui

o mundo, trouxe-o a ti, nalgum que me esqueço

pedaço do corpo

mas vê, aqui, a ti e ao mundo, traz os olhos

nalgum pedaço do meu corpo.

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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Quando eu despir a veste que me liga a este mundo

Quando eu despir a veste que me liga a este mundo,
Não haverá quem me recorde, nem ruirá uma metrópole,
Serei mais um túmulo, serei passado, serei eu, mudo
E as pessoas rindo, como sempre fazem, no funeral

De um ente seu, que se perdeu, perdeu a fé e a veste…
Não mais poderei contar-lhes eu da viagem
Que podem fazer, do prazer em viajar de paquete,
Contar-lhe como era…ou seria, se viessem…

A delegação fica mesmo ali, ao fundo dum jardim,
Depois d’um arco pequeno e num portão ao lado,
Entra-se numa ala desolada, de aspeto ruim,
Um cais e um barco, transversalmente atracado,

(Pois assim é que o imagino), a onda a quebrar-se
E o apito forte antes que o sol acabe
E a luz que acende o convés e o som maquinal que cresce,
Consciente de ter no coração o que na terra não coube…

Quando eu despir a veste que me liga a este mundo,
Pousarei a capa e não me importarei que minha roupa vista,
Qualquer homem comum, durante o entrudo,
Porque o meu desejo é ficar sozinho e nu, despido de ponta a ponta,

Pra que a fantasia, não tenha com que se cobrir
E continue a navegar nua, por aí, à toa,…

Joel Matos (02/2013)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SIMPLESMENTE AMA-ME

Sei que te pareço ausente, fria e distante
Toma-me nos braços sem fazer perguntas
O sol de inverno secou as minhas lágrimas
Chuva de outono secou as minhas dores
E tu tornas-te a minha terra fértil
Plantas-te os meus novos amores
Rondaste o meu corpo deste castelo solitário
Como as águas de um rio de vozes e de gestos
Conheci o teu fogo, o teu agrado
Teus olhos fulminaram o meu desejo
A tua voz são as ondas do mar
De fogo e mel , beijos ardentes raros e belos
Deste-me um banquete de os teus odores
Eu amo-te sussurras-te ao meu ouvido
Esse teu olhar, que rasga-me a carne, o corpo
Que penetra no mais intimo, da minha mente
Inebria-me no fundo da minha alma.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ALMA MINHA

A minha alma é sedenta de palavras
Sou talvez o que escrevo, tento ler o que não sou
Sensações nas palavras que respiro
Abro as portas da minha alma de todo o meu ser.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

PÁGINAS ESCRITAS

Somos um segredo de pequenos traços
Somos os filhos do tempo, do nosso rosto
Somos a marca do momento das eternas rugas
Somos frágeis vimes que se desequilibram
Somos as chuvas de verão das nossas dores
Somos espaços vazios de renúncias e lágrimas
Somos muitos desafios nessa luta constante
Somos tempo sem tempo de amores e dissabores
Somos o equilíbrio da nossa própria vida
Somos o vento que derruba as folhas no chão
Somos páginas a ser escritas bem delineadas

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Madalena Palma

Madalena Palma

A vulva

Percorro o teu corpo com a língua

Recolho os teus fluidos saboreando cada um

A vulva envolta em movimentos avulsos

Sorve com sofreguidão o sabor do teu sexo

É nos meus ombros que quero as tuas mãos

Quando te oferto o meu torso e toda a minha vontade de te sentir

Os cabelos são rédeas presas que regem a nossa vontade

Os mamilos, esses roço-os no cetim que húmido se forma no nosso mar de deleite.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

MAR DE TRÁS-OS-MONTES

O silêncio é um mar sem ondas
Nas geladas fragas da serra
De raivosa hostilidade
Com as lágrimas de amargura
De comer o suor que já semeou
Paguei à terra o pão que lhe pedi
Neste mar de um oceano megalítico
Berço de poetas, de mãos calejadas
Da terra quente em terra fria
É assim e será o maravilhoso reino
Que é Trás-os-Montes em poesia.
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Pedro Rodrigues de Menezes

Pedro Rodrigues de Menezes

tríptico

se esta tarde nascer 
amanhã será poema
não saberei dizer 
quem nascerá primeiro
se o poema amanhã
se amanhã a tarde
em mim tudo se difunde 
tudo me pesa como direi
como um pesado lamento
são as margens deste rio
à margem de um poema
é o obscuro silêncio do sol
o luminoso ruído da noite 
a tremenda solidão tremente
a mão em vão no vão da alma.

(Pedro Rodrigues de Menezes, tríptico)
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Jéssica Iancoski

Jéssica Iancoski

O Mar Resolve A Saudade | Poema Sobre Saudades | Poetisa Curitibana

O Mar Resolve A Saudade

    ~~~~~~  ~~~   ~~~~
Afogo os meus pés no raso do mar, ~~
~~~~ enquanto caminho. 
Piso na areia ~~~~
~~~ estriada e úmida, 
sob o céu desbotado. ~~
~~~~ ~~~~~~ ~~~~
    ~~~~~ ~~~~~  ~~~~~~
~~~~ Praia adentro,~   ~~~~
Percorro a maré tentada a te perder: ~~
~~~As ondas vem ~~~ e quebram, ~~
      ~~~ Elas se vão e te levam. ~~
           ~~~~~~  ~~~~
~~~~ ~~~~    ~~~~
O mar dissolve a saudade, ~~
~~~ O mar resolve a saudade. 
        ~~~  ~~~~    ~~~~

www.jessicaiancoski.com
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

PEDAÇOS DE MIM

Sinto o meu corpo doente da tua falta
Deixa-me amar-te, ser o que o ninguém
Conseguiu ser para ti, sem cobranças
Com um sorriso, sem ansiedade da minha alma
Sente a minha companhia, o meu cuidado, o meu amor
Nas noites escuras e tristes onde tantas vezes eu espero-te
Partilha a minha vida, a minha cama; os meus sonhos
Fica comigo, mesmo que o mundo esteja contra nós
Mesmo que o tempo nos arraste para longe
Vem para mim com os teus erros, medos e enganos
Tu sabes que eu estarei aqui, Aqui à tua espera
De braços abertos, mesmo que desconheça a razão
Meu amor vem ser; a minha certeza de seres a metade
De tudo aquilo que me completa, amo-te e amarei
Cada pedaço de ti, em mim; os meu braços clamam por ti.!
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Jéssica Iancoski

Jéssica Iancoski

Vivemos como náufragos | Poesia Contemporânea Sobre A Vida

Vivemos como náufragos.

Em meio a cada ilha isolada
Só nos é dado de vista a ponta do iceberg. 

E assim vivemos 
tão satisfeitos e mesquinhos 
como reis e rainhas 
da         nossa             soberana
                                  verdade
                                  absoluta. 
que não encontra semente
Naquilo que não é semelhante.

Vivemos como narcisos divididos
Entre o amarelo vibrante da coroa
E a rígida parede branca de gelo.

Nunca estremecemos diante do outro
E nunca respondemos adiante da vida. 

Sempre em busca de um novo porto 
e nunca em busca de um novo parto. 

E assim vivemos - naufragados,
como quem se acostumou a morrer
antes mesmo de aprender a viver.

www.jessicaiancoski.com
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

OLHO-TE AO LONGE

Vagueio sem destino é de noite, olho a praia
E o meu pensamento vagueia, a pensar em ti
Como eu gosto observar-te, tocar-te, beijar-te
Acariciar-te, amar-te, sinto a brisa fresca
No meu rosto, oiço as ondas e vagueio de novo
Que saudades do teu sorriso, das tuas mãos
Do cheiro da tua pele, do gosto da tua boca
Dos teus abraços e do teu aconchego, de falar
De rir, do silêncio, do teu olhar, sinto a areia
Nos meus pés, dou por mim a rir à gargalhada
Com o ar mais feliz do mundo, a pensar nos nossos
Momentos, nas nossas conversas e da tua voz
Vagueio com destino, é de noite.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

VOLÚPIA EM FLOR

Volúpia em todas as flores que florescem
Entre as cores que a primavera dá
Num sortilégio sentido das palavras
Pétalas que ferem, dilacerando a solidão
Nas folhas de mágico clamor ao vento
Volúpia, encantamento da sentida fome 
Abrasadora alegria que ferozmente te trinco
Num mar de brasas, ó meu eterno amor
Leva-me contigo, pois amar-te é o meu destino
Rosas na cama de escondidos lençóis em volúpia
Volúpia em flor de nos, só de nos meu amor 
Rosas despidas, pétalas de felicidade em sentimento
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

A SEMPRE AMOR

O amor
É um profundo abismo
Com a imensidão do universo
Onde há luz na escuridão
Alegria na tristeza
Consolo na dor
Paixão no sentimento.
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