Escritas

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Celso Mendes

Celso Mendes

Entropia

falo num idioma que entende noites
e dialoga com estrelas

meu dizer não é meu, é do universo
pois não sou de mim ou de ninguém
fui gerado para romper fronteiras
e só agora me descobri

busco a magia escondida em cumes
e a essência do átomo

semeio e me desfaço lentamente

o risco na pele é um sinal
eu sinto
mudo a cada segundo

(Celso Mendes)
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Raquel Mesquita

Raquel Mesquita

As Minhas Mãos

Leva-me tudo!
Deixa-me apenas a sensibilidade...
É ela que me sussurra.
E pelas minhas mãos te fala.
Peço-te que me deixes as mãos.
São as minhas mãos que te escrevem...
E te tocam!

Escrever é um processo de regresso a ti...
Só assim te sinto!



Raquel Mesquita, in "Ousadia de Sentir"
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2
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

MENTIRAS QUE CORTAM A ALMA

Choro de amor de alma perdida
Nesta noite escura que é a minha vida
Lágrimas de cristais, de sangue e água
Que escorrem dos meus olhos
Que cortam a minha alma ferida
E perdida neste rolo de mentiras
Escorrem e gelam, das palavras não ditas
Transformam-se em punhais
Ferem-nos o corpo vazio
Estas lágrimas soltas, amargas e sofridas
São veneno para um coração, que procura
Sempre a verdade e ficam com a saudade
De ver o amor verdadeiro com alegria
Dos corpos entrelaçados sem dor
Sem magoa e sem mentira.
 
1 092
7
Madalena_Daltro

Madalena_Daltro

Portas

Na minha vida não há mais portas,
apenas um imenso deserto.

Meu lugar não é entre portas entreabertas.

Meu espaço é um campo aberto
por vezes minado,
por vezes encoberto,
mas só assim pude libertar-me
das portas que me aprisionavam.
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2
Alma  e Gort

Alma e Gort

Umas saudades

...Há saudades doendo aqui dentro
 São saudades alheias e confusas
 Sumas saudades conflitantes difusas
 Saudoso coração do qual dependo.

 Saudades e lembranças em desalinho
 Recordando de detalhes em sufoco
 Saudades que recordo mas um pouco
 Saudades que me faz triste e sòzinho

 Nada a fazer eu sei que vou chorar
 Por toda uma vida eu sei que vou amar!
São saudades de saudosos momentos.

 Saudoso destino que vai com o tempo
 São momentos passados como vento
 De saudade em saudade a se morrer por dentro...
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Fernando Cartago

Fernando Cartago

NAMORADO

Quando nosso pensamento atinge um ponto de equilíbrio, deixamos as imagens fluírem sem perceber o tamanho da fantasia.
Sua imagem na madrugada transmite uma tremenda alegria.
Apenas olhar suas reações faciais é um prazer incontestável, dormir quando a sonolência tardia, sentir as mãos frias, coração com taquicardia, ritmo que arrepia.
Sonhar em um dia ter a companhia, ouvindo sua voz com alegria.
Sentir o calor do seu corpo, o toque das tuas mãos nas minhas, sua boca molhada aproximar-se da minha tez e dilatar todos os poros.
Menção, carinho, atenção para a sutileza dos movimentos onde o importante nada mais é, do que o som do silêncio.
Olhos nos olhos, brilho de ternura, luz do espírito que encanta e canta no infinito.
Namorar é aceitar todos os caminhos, cruzando fronteiras nos limites do comportamento, com a escolha de seguir a vida muita bem vivida. Adquirindo a troca de emoções amadurecidas, na certeza, que louco não é aquele que ousa ser namorado, mas o que apenas anseia ser desejado.

(Fernando Cartago)
968
7
4
Gi

Gi

Gota de sentimento




De onde cai uma lágrima,
Desce além da fisiologia,
é o resumo do sentimento,
Seja dor ou alegria,
Ainda que se evite,
Por orgulho ou teimosia...
Ela desce e corre ao seu lado,
Vem pela boca ou nem mesmo cai.
Olhos marejados respondem calados,
Sem palavras, só cílios molhados.
é a confissão do sentimento,
Felicidade, ódio, mágoa...
Expresso de forma primária,
Na simplicidade de uma gota d'água.

Gizelle Amorim



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2
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

NUNCA DESISTIR

Viver que interessa viver
Apenas luto, luto para sobreviver
Nesta puta de vida
Que só me dá dores, sofrimentos
Mas por mais cruel que seja a vida desistir nunca.

 

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1
Rodrigo_A_Cardoso

Rodrigo_A_Cardoso

Vanessa

Amar é maravilhoso
E esquecer do impossível
Acreditar no improvável
E o que é sonho se torna real
E a esperança se faz presente
E a fé me torna forte
Faz crer que a alegria existe
A alegria anda de mãos dadas com o divino
E o que é divino não se toma
Não se possui nem se domina
Tem que merecer e conquistar
E é por isso que eu luto
E é por isso que tenho fé
Pelo divino
Por você
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Quem irá recordar-se de mim

Quem irá recordar-se de nós,
A quem não bate certo, o coração,
A razão e não sei que mais. De nós,
A quem de condição, foi bera e peão

Da’brega, do marrar em tudo, por um nada,
De Estoirarmos, como fogo-d’artifício breve,
Nós, os campeões em levar porrada,
Os Blasfemos de Jové, da noite, da “rave”,

Sem dormir “por nada”, porque os nossos sonhos,
Ou são de raiva ou viram angústias e manhãs d’azia,
Se nem sequer temos os sonhos que queremos,
Fantasiamos, os d’outros como nossa parede meia.

Quem irá recordar-se de nós,
Como somos, sendo nós a escala e o tempo,
Condensamos seculos e heras em cenas e segundos,
Condenados somos, como gentios do ghetto

Em noites de cristal e palácios do fim,      
Há em tudo o que fazemos, despropósito e algo que define
A ração do incomum, uma revolução inédita dita jasmim,
Um mundo inteiro em lume e a mnemónica que nos une,

A dor que sentimos ao descrever o vazio e o horror
Que nos banha e afoga de desesperança
E nos céus noturnos questionamos o Divino Amor
Do santo-espírito-da sumida-esperança
  

Quem irá recordar-se de nós assim…quem? 
Quem irá recordar-se de mim…quem?

Jorge Santos (01/2013)
http://joel-matos.blogspot.com
2 920
7
1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

TU ÉS O MEU EPICENTRO

Tu és o meu epicentro da manhã
E é nos pequenos momentos
Que valem um perdão 

 

1 001
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Manuel Santos

Manuel Santos

A forma do fim

Ganha forma a sombra do luar,
não a sombra fresca das figueiras
nas manhãs de Agosto, onde devagar
o sol troca, o louro trigo pelas eiras.

Ganha forma o desejo de vingança,
perto do fim, a crescer dentro do peito.
Penumbra de uma vida que balança
já perdida e percorrida sem proveito.

Ganha forma o ar que não respiro,
a forma da raiva que não tenho,
dos sons que do silêncio já retiro

do grito interminável que contenho.
Ganha forma a morte em sons de festa,
a correr, vermelho vivo pela testa.



1 085
7
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Pobre senil o que conta o tempo e passa de rompante

Conheci um ancião que desconhecia as horas,
Supunha eu que queria esquecer-se delas,
Fatigava-o o tempo e a orbita dos ponteiros,
Media a data pela luz que caía por atrás dos óculos,
Não precisava dar corda para auxiliar o passar do tempo
E a jornada, não precisava de nada pra se lembrar,
Das rugas ou se a primavera desse ano, chegaria mais cedo.
Encontrei-o num beco qualquer- pareceu-me vê-lo chorar-
Como qualquer outro faria, perguntei, sem razão:
(Não que quisesse saber, mas por mera simpatia-como ia!?-
Afinal conhecia-o, como mal se conhece qualquer ancião,
Baixa-se os olhos e finge-se pressa, mas com cortesia.)
-Perdi o tempo que a vida me deu no começo,
Mas acordo sempre com a alma submissa ao dia
Confiando no mistério que é a vida e no ritmo do universo
Fi-lo conscientemente, com convicção divina e sabedoria,
Aprendi a embalar o vento, nas batidas do coração...
A floração à luz da lua na suavidade da noite, a textura dos céus
Na frescura das manhãs - nem sabes tu como é a canção
Da rola ou o coaxar da rã no charco - nem dizer adeus!
Mas o nosso destino é o mesmo, pouco importa a morte,
Venha cedo ou tarde, a velhice é a ordem natural,
Pobre senil, o que conta o tempo e passa de rompante...
Joel-matos (01/2013)
http://namastibetpoems.blogspot.com
2 802
7
1
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

No cabo dos mitos

No cabo dos mitos,
Onde as brumas moram,
As ilusões voaram em farrapos,
E as mágoas ficaram,

No cabo dos muitos,
Os negros penedos não são d'agora,
São tão antigos, tão antigos,
Como quem lá ficou e chora.

No cabo dos medos,
Onde este país se afoga,
Os magros abalam todos,
O que ficou, chora e roga

Aos medos com que o enganam.
-Não lhes contassem das lendas
E dos mares que heróis trilharam,
Espelham nos rostos misérias inglórias,

No cabo dos magros trabalhos,
Lá,onde os déspotas governam,
Foi imposta
Chacina, aos que habitam.

No cabo das tormentas,
As ilusões fundaram,
Este Portugal de lendas...
Lamento os que o afundam,

No mar de todos os degredos,
Gloriosos os que aqui ainda vivem,
E morrem presos
P'lo cabo dos dedos e p'los cabelos...


Jorge Santos (01/2013)
(VIVA PORTUGAL)
2 989
7
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JANAINA SILVA DE OLIVEIRA

JANAINA SILVA DE OLIVEIRA

Stop dor

Stop dor

Em minhas mãos
Na minha frente
Quente, gente
Lutam por bem menos que um pão

Pessoas querem pessoas
Não por amor, não por querer
Pessoas querem pessoas
Pra ser

Por que essa revolta?
Pra quê calar um irmão
E esse orgulho?
Você não é melhor que o seu irmão

Você não sente, o céu está de luto
Por isso está chovendo
Por que você não se cala e escuta
Escuta! O mundo grita: AMOR!

1 387
7
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

dai-me Esperança

Dai-me os dias que lá vão,
Dai-me as mãos do velho,
Que não sendo minhas são como as de um irmão,
Dai-me a tempera dos vinhos
E a profundeza das vinhas
E dos lavrados rostos dos avós,
Das charnecas e das flores no Maio,
Da ribeira a aguar e do pardal a piar,
Dai-me o que não tenho,
Uma manhã mineral e um sorriso a dois,
Partilhados em linho e mel,
Um vale, um postigo e uma tocha pró caminho,
Um castigo merecido o chinelo e o berro da criança,
Dai-me o áspero bramido do gado,
A terra descalça e a mulheraça roliça,
Dai-me os sinos d’aldeia, um candeeiro e um padreco,  
A alcateia, a caça e o estio,
Dai-me o que não tenho,
A imensa esperança e o orvalho na floresta,
A roupa lavada no rio,
Dai-me um pintassilgo e o silvo do melro,
O ladrar do cão e o ovelhedo,
Dai-me a graça dos dias que já lá vão,
Da velha quinta, do madeiro natalício e do porco,
Da matança…do sorriso da vizinhança,
Dai-me esperança porque da pouca que tenho,
Sobrevive est’alma…
…E da mencionada lembrança


Joel Matos (01/2013)
http://namstibetpoems.blogspot.com
2 906
7
Felipe Castro Neves

Felipe Castro Neves

Isso que sinto aí

não é ácido certo
como o olhar que corta a sala
nem dá gosto errado
é doce quente ao paladar

como no sumir da fala
quando o expectador se cala
o que resta é somente ar

mas isso que sinto aí
é o que mais sinto meu
é como eu me sinto quando
tenho como certo ser teu

igual quando da fala se esquece
e lembra que era nada após o calar
pois, nada não... nada é preciso
ser perfeito para se amar
602
7
2
Alex Zigar

Alex Zigar

Distante

Esta distância das mãos e das bocas
Provoca-nos

Manda-me para o limbo
Distancia dos desejos
E causa-me gastrite crônica

Esta distância das mãos e das bocas

Faz-me um bêbado
Sem rumo ou origem
Faz-me um fumante
Precário e doente

Esta distância
Quanto mal nos causa?

Resfriados, náuseas,
Aumento da pressão,
E loucuras momentâneas.

Oh!Realmente somos loucos
Tão loucos que continuamos com esta distância prejudicial.


Para saber mais: http://letradestoante.blogspot.com
1 628
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

PORQUÊ PORQUÊ

Porquê....esquecer um sorriso
Porquê......eliminar um gesto de carinho
Porquê... calar um sentimento
Porquê .. apagar uma história de amor
Porquê... isolar-se do mundo
Porquê... não querer recomeçar
Porquê... esquecer tudo e todos
Porquê... ser quem não somos
Porquê....arrancar as páginas da vida
Afinal por mais mudanças que façamos
Por mais cabeçadas que possamos dar
O importante é sermos felizes e fazemos felizes os outros.
 
1 480
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Carla Furtado Ribeiro

Carla Furtado Ribeiro

AMIGO

Para ti escrevo quem o sabe quem o diz
Meu amigo minha ternura flor de liz
Minha púbere aventura meu ninho
Minha ânfora onde vazo o meu caminho

Por ti choro quando em versos me sorrio
Por ti rio se em palavras me confundo
Pois tu és meu irmão gémeo profundo
Minha lira de uma noite enluarada

Meu aroma de trigo minha água
Minha fogueira minha serra claridade
Com que forças desejava pertencer
À medula dessa tua intensidade ...


2 002
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Danilo  de Jesus

Danilo de Jesus

Texto de Adeus

Vou dar de presente ao passado aquele melhor sorriso que não pode te dar e sentado no jardim da tua ausência ver murchar a flor do meu carinho. vou rabiscar, ate a folha rasgar, cada sonho meu que aparecerem os teus cabelos e o teu corpo e a curva da tua cintura. Por isso, vou assistir morrer cada desejo meu e nem chorarei como sempre desejei.



- Oh! Nunca Sempre! Sempre nunca. Sempre sempre nunca e nunca sempre!



Aparte de agora meu coração tem uma grande cicatriz com o teu nome e sua beleza e tua imagem e com tudo que me encanta em te. E a resistência de não aceitar o não te ter e a própria agulha que, não com linha mas com dor, costuro a frase: perdi quem eu nunca tive!



E eu que sempre pensei que um rio, por menor que fosse, quando se banhasse no mar o mar também se molharia; e eu que sempre imaginei que honestidade anulasse a culpa e fizesse diferencia e reduziria o irredutível; e eu que sempre acreditei que a humildade vencesse batalhas e arrebatasse corações; E eu que sonhei que o perdão e a timidez e a simplicidade valessem por palavras e que sentidos falassem por atitudes e que elas sempre teriam de ser tidas ou pedidas e não que saltassem do sentido da própria palavra - agora entendo que o sonho do poeta não toca a realidade.



Nada ficara em mim! Ate mesmo a imagem do teu rosto molhará pouco a pouco e se apagará leve leve da minha lembrança! Mesmo assim eu vou lembrar, mas eu vou lembrar sempre... - ate que num destes pensamento eu morra afogado em lagrimas de tanto chorar! E enquanto eu afundar no abismo do fundo desta lembrança segurarei ainda bem mais a forte na tua imagem. e como cicuta lembrarei um pouco mais e mais e mais e mais ... e não querer nunca encontrar o fim desse abismo e nem a morte como disse! Só par ficar te lembrando sempre.



Mas nada isso será possível! Porque o texto não é de recordação de quem eu não squecerei nunca jamais, por infinitos anos de vida que me aguardam, mas sim de perca e de adeus! Adeus

Adeus... oh, Adeus sempre adeus! E no fim a palavras lágrima ... - são as única coisa de batem em meu coração. E Sempre nunca! Nunca semp...



Sozinhos no caminho da solidão os abraços que te daria ser perderão no caminho e uns desistirão de ser e no fim todos jamais irão te abraçar. por isso, em quantas pedras baterá o navio da minha mão só porque não navegou no teu corpo, por isso quantas palavras o - eu te amo! - , não poderá te dizer e eu terei de engolir todas secas porque não bebi água na tua boca. Ai de mim ! Quantos milênios levarão para que se passe um segundo sem que eu escute a tua voz e sem que tua presença faça refém a tua falta!?



O que fazer com a vida se não for vive-la pra te? porque haverá dor nos meus olhos por não mais te virem é lagrimas em minha mão por jamais te tocar. E afagos e calor e tudo congelará com o volto negro que restou.



Como a flor que lancei, mas nuca pegastes, e deixaste no chão morrerá também o meu amor. Então cantarei uma canção de silencio e dor para essa Cotovia e ... - será o fim!
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

FOLHA EM BRANCA

Rabisquei as palavras
Cobertas de tanta dor
Numa folha branca vazia
Onde abusei das letras
Num pedaço de papel velho
Escrevi desabafos de mim
Despidos de amor
Perdi-me na estrada, a tua procura
Desesperei quase morri
Reneguei-me e afastei-te de mim
Agora guardo dentro de mim
Todas as dores, todos os gritos
Rasgados no silêncio da madrugada
Que dilacera por dentro o peito a alma.


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carlos peres feio

carlos peres feio

Tenta fazer hoje -

Os versos que estavam perdidos - cpfeio

Em 2009, numa homenagem aos Bombeiros de Carcavelos e S. Domingos de Rana, numa intervenção que tive, disse…

…e quando um dia percebemos que as nossas ocupações são insignificantes, as nossas profissões embrutecedoras e desligadas da vida, porque não, então, continuarmos a olhar para tudo como uma criança, como que a olhar para algo que não é familiar, das profundezas do nosso próprio mundo, para fora da nossa solidão, que é por si só trabalho, condição , vocação ?

Quem  escreveu  foi RAINER MARIA RILKE, grande poeta da língua alemã, embora fosse checo, em 1903.

Depois de ter feito mais algumas considerações e ter dito um primeiro poema, terminei com outro, que vos confesso já não me lembrava ter feito expresso, para a ocasião! É o bom de haver registos - a memória não dá para tudo -

Tenta fazer hoje

 

 

cada boa acção vale por si


ser notada ou vista
não importa – é mais uma –


em algum local desta galáxia
será registada como um acto

único,  enorme


do tempo nada sabemos

dos princípios e dos fins,
temos a magia do conforto –

 

na crença num bem maior,

uma cálida noção –

 

serve o teu semelhante,

pratica uma boa acção

694
7
1
marcio ernesto

marcio ernesto

RECADO

Parto
com mil olhos atras
um amor
no peito a mais
e a saudade
revirando
a paz
469
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