Lista de Poemas
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oseias
Para um grande amor
A poesia de JRUnder
Quanto?
Quantas madrugadas de verão ainda cabem em seus sonhos?
Quantas noites insones ainda cabem em sua vida?
Quantas estrelas cabem no céu de seu infinito?
Quanto amor ainda posso lhe entregar, que caiba em seu coração?
Tsunamidesaudade63
A morte é nada
A morte é nada
é uma simples troca de morada
Eu apenas passei pró outro mundo,
que dizem que é a morado do defunto.
Contínuo a ser pra ti o que fostes pra mim
és meu barco da vida atracado no cais
vida onde Deus mandou-me preceder aos demais.
Trata-me como sempre me tratas-te,
fala-me como sempre me falaste.
Nunca mudes o tom da tua voz,
pra um triste ou solene clamor,
Continua rindo e falando-me de amor,
reza, sorri sempre, pensa em mim, reza comigo,
que eu rezarei aqui do meu jazigo contigo.
Fala muito de mim, mas sem realçar nada,
diz apenas que era forte como uma pedra de calçada,
O amarrilho da união não se quebrou,
só jogamos às escondias onde ninguém me encontrou.
Não estou longe de ti minha amada,
estou no fim dessa que foi a nossa estrada.
Imploro a Deus pra que fiques bem
e tu reza por mim também.
Quando a brisa soprar forte, receberás um beijo meu,
com o mesmo vento, quero sentir na minha face um beijo teu.
Até já meu amor...
Luzerna, 10.04.2023, João Neves.
A poesia de JRUnder
Ciúmes
Que não me deixa dormir
Fica a furar-me as entranhas,
Como um punhal, a ferir.
Esse medo de que o que tenho,
O tenha também outro alguém,
É o meu maior martírio,
E não o desejo a ninguém.
Acordo na noite, assustado,
Penso onde você possa estar...
Dúvidas me inundam a cabeça!
Preciso me controlar...
Se me falam ser ciumento,
Disfarço, mas não me entrego.
Juro que não o conheço,
Mas junto a mim, o carrego.
Ah! Ciúmes, ciúmes
Que nego, renego e desdenho!
Não quero sentir, mas o sinto.
Não quero ter, mas o tenho!
_umapoetisadesconhecida_
Soneto ao Carlos, carinhosamente tita…
Melancolia no sangue,
Palavras não intencionais, rimantes,
Uma alma que procurou sua outra parte.
Dedos harmoniosos,
Criaram perfurantes poesias e versos,
E o seu amor você encontrou,
Mas não pode amar por perto.
Sibilosas palavras de diamante ,
Pisoteiam o meu amargo ser,
Pelo o amor que você criou em mim.
Estimo muito o seu amor.
A sua coragem.
E ainda mais a sua ardente paixão.
-_umapoetisadesconhecida_.
Paulo Sérgio Rosseto
SEDE
De imagens que ainda não vi
De poentes que ainda não vieram
Das manhãs que já vivi
Dos amores que me chegaram antes
Das tardes que se apagaram sem sentir
Meus olhos anseiam o desconhecido
Auroras de sonhos por nascer
A bruma dos segredos escondidos
Nos caminhos que estão por percorrer
Procuram nas linhas do destino
Encontros de almas que se entrelaçam
Histórias que esperam ser escritas
Em cada abraço e sorriso que enlaçam
Meus olhos são do tempo viajantes
Sedentos das inconstantes instâncias
Que voam além das fronteiras conhecidas
Buscando entre insights e disfarces
Respostas para perguntas incessantes
Meus olhos são buscadores de encantos
Desvendando segredos nos recantos
São testemunhas de lágrimas e sorrisos
Em sendo exploradores incansáveis
Desbravam o tempo sonhadores
Buscam na essência da vida cada instante
camila_duarte
aPecedário
Parece patético,
Porém, potencia
Pinceladas peculiares
Para perpetuar paz.
Profundamente perdida,
Paradoxalmente perspicaz -
Pessoa pede poema, pão, piedade.
Preconceito planetário,
Patriarcado piegas,
Pseudo-pátria,
Pudor, perversão, protótipo:
Patrão. Pai? P*ta!
Pouco, pouco pedagógico,
Planeta paralelo:
Povo pára, pensa, prega,
Pestaneja, precipita, peca;
Paraíso, prejuízo,
Profeta, profeta, profeta…
Pateta.
Premissa prepotente,
Protesto permanente.
Fernando Oliveira Granja
Vieste iludir um sonho
Do qual não querias participar
Eu entrei, fui ver, e trá-lá-lá havia a parlar
Eu não f… fez-se ouvir, na cama é para amar
Em público, em nada se podia roçar
Mesmo tesão tinha que se fazer esperar
Ilusão para amar era o que mais havia no ar
Uma arca sem fundo, desprotegida, carregada de ar
Para encher pneus da velha Rolls-Royce a arrebentar.
Nada, nada com colete de salvação, em escaça água para se afogar.
F. Granja
Pedro Rodrigues de Menezes
vodu
sem pressa
sem deter
discorre sem forma
e incolor
o deus terrível
profundo
silêncio cálido
que inebria e incapacita
que engole
sem mastigar
os ásperos calos
deformando
as minhas trémulas e gélidas formas
encerrando os olhos
com o capim
e as pedras
e as folhas tardias
do longo inverno
na caverna aberta deste crânio quartzítico
incandescente luz que me atravessa
imobilizado pelas asas abismais
ouço e vejo o temporal
contra a gruta do meu próprio templo
eu sou o templo e a sua ruína
os seus antepassados futuros
isto é o princípio do meu renascimento
e por isso estou estendido nesta catarse
envolvido pelo frondoso sudário da floresta
aguardo a tácita palidez da minha própria morte
talvez eu próprio seja este terrível deus
porque ouço a voz da lua e o corpo do sol
invocando em extintas línguas os meus nomes.
(Pedro Rodrigues de Menezes, “vodu”)
mcegonha
Criança abençoada!
Criança começada! Na alma inacabada.Que seja no sempre.
Amor no presente.
Consideração sem considerar.
Amor, amor, amor!
Quando declamado em verdade!
Alimenta a alma.
Propõe a criação!
Criança consumada!
Escrita vivida desamada!
Por tudo criança!
Por Deus és abençoada!
Celso Ciampi
PODE SER SÓ UM ACENO
Desses lábios que me encantam,
Eu seria tão feliz,
Mais feliz que a felicidade.
Esse beijo não vou ter,
Pelo menos não tão cedo,
Então vou me contentar,
Com um aceno seu discreto.
Qualquer coisa que me faça
Saber que você me nota,
Um aceno, uma olhada.
Que me chame de marmota...
Eu preciso que saiba de mim,
Do quanto eu te amo,
Te desejo com tesão,
Toda noite é você que eu chamo.
Desejava só um beijo,
Depois dele todo seu corpo,
Mas fico feliz por enquanto,
Com o que me der de atenção.
Pode ser um aceno frio,
Pode ser ficar por perto,
Pode ser até um pisão,
Pode ser um tapa no meu coração.
Dennis de Oliveira Santos (Sinnedos)
Vamos Exterminar os Negros
Que o país está um paraíso de brutalidades.
E as armas, com as bênçãos do Estado,
Pulsam ódio contra os favelados.
Vamos abater qualquer preto com guarda-chuva na mão,
Que a injustiça avança dentro das togas e tribunais
E depois inventamos que tudo não passou de um grande equívoco.
Vamos nos solidarizar com qualquer tragédia, mas cuidado,
Tem que ser de gente branca, com ternas crianças de classe média.
Moleque negrinho da periferia, um potencial traficante?
Fazemos pouco caso! Dane-se a dor da carne negra!
Vamos patrocinar qualquer projeto social, o que for, mas nada de
Benesses para malandros e desempregados que vivem de vitimismo.
Vamos liquidar qualquer um, vamos jogar em valas Amarildos e Marielles,
Qualquer subalterno assalariado que não saiba de seu espaço na nova casa grande.
Vamos exterminar os negros, qualquer zé povinho que incomode nossos privilégios.
Pois esse país sempre foi um oásis de maravilhas para os caucasianos.
Wendel Jacinto
Ofício poético
Trazendo-a em versos,
Costurando sentimentos,
N’uma colcha retalhada.
Discreta descrição da alma;
Por vezes não tão discreta;
Más desenhada em versos;
Pulsando em rima sob rima.
Poeta é um psicólogo, um pintor...
É um tecelão da alma humana,
Unificando cada retalho fio a fio;
Em rima; por vezes gritos.
Civilizações e gerações ...
Por vezes tão diferentes.
Mas tudo: diferenças e semelhanças,
Descritas na narração poética,
Porém a arte tem seus ônus,
Tem intangíveis anseios...
Ser solitário na multidão,
Em sua clausura infinita.
Escritor da descrição socioemocional,
Suporta o peso do seu ofício e...
Debulhando cenários de corações,
O poeta imortaliza a alma de sua sociedade.
Por Wendel Jacinto
Diana Mel
Sentimentos meus
E de angústia seu peito rasgar
E chegar lhe faltar o ar.
Perde a vontade de falar
Por que se explicar?
Não adiantará.
O melhor é se calar
Mesmo com vontade de gritar.
Aprender a se respeitar.
Entender que devemos nos cuidar,
Nos amar e limites começar a coloca.
Diana Mel
mcegonha
Mãe!
A luz em interior. Fala mãe!
Sentindo o tom. Presente flor!
Mãe palavra amor. Semente plantada.
Escrita em verdade!
Palavra mãe. Que suavidade!
Quem tem mãe tem tudo.
Quem não tem mãe. Não tem nada!
Mãe palavra de luz.
Mãe palavra abençoada!
Tsunamidesaudade63
Sabes do que tenho vontade?
e entregar-me ao teu carinho,
deitar-me a uma sexta,
levantar-me só no Domingo,
pra no sonho,
voar nas lindas asas d`um flamingo.
Tenho vontade também,
de que o sol saia pela noite,
tenho vontade de fazer-te enlouquecer,
num amar sem medida, sem me deter
mesmo que depois durante dias,
ou mesmo que se passem semanas,
meses ou anos sem nos vermos uma só vez,
pra que este nosso amor ganhe mais solidez,
na cabeça tenho cravado uma coroa de espinhos,
no peito nasce-me um rio de lágrimas,
no coração sinto uma enorme ansiedade,
meu Deus!
Será que estou amando de verdade??
Luzern,18.05.2023, Tsunamidelagrimas63
MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES
Amor em letra morta
Disfarças a dor de ti mesma
E agarrada a esse átimo
A essa fresta
A essa chama última
Te mantens ali
quase sem ar
Sem sonhar
Sem ousar
Sem criar
Sem tu mesma
E havendo tantas
coisas a dizer
ss palavras ficam borbulhando
na boca amarga
O olhar sedento
o corpo sólido e insano
servido frio
no aço uniforme
que compõe as peças do banquete
Em meio as sobras
da farta ceia
em que fostes parte
sucumbes para ficar
Empurras a memória ladeira abaixoa
armário a dentro
em letra morta
Ficas no sepulcro
dos teus achados no Tinder
que pensas guardados só em ti
Ledo engano!
O mundo te olha por ti mesma
sem te vê
Hoje foi assim
amanhã será de novo
até que exercites o teu ser.
Expedicionarios, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Em 20 de abril de 2023
Pedro Rodrigues de Menezes
baobá
procuro nos outonais trâmites do teu corpo
o insofismável vestígio das tuas raízes
salgueiro que jaz e se curva obliquamente
eterna a bênção, terrível o fim do tempo
deserto, areia, sol, miragem, saudade
serás sempre o antes e o depois de nós
e nós seremos tão pouco e tão poucos
depois de ti secarão todas as welwitschias
África não renascerá da força dos tambores
mil homens sangrarão entre solenes rituais
as grávidas abortarão com sede de terra
e o céu encher-se-á de conchas e espinhas
e virão os deuses deste mundo e do outro
velar a desgraça efémera da sabedoria
ninguém saberá mais falar, escrever ou viver.
(Pedro Rodrigues de Menezes, “baobá”)
Poema dedicado a Catarina Pereira do Nascimento
AurelioAquino
Das vias de defesa mundana
em manifesto acinte
deixa-se militante
nos vincos da crise
informa dobraduras
dá-se a tsunamis
em busca de ouvidos
tementes a seus transes
como terra
sistemicamente inumana
tenta achegar-se
ao futuro que chama
Murilo Porfírio
I-XCV Jaezes de vida e morte
continuei a procura do que me devolva à ilusão.
É fácil perder-me no dia sem que sinta algum calor,
reencontro-me sob sete palmos do mal e do rancor:
O que fez da vida imperfeição, que leva quem nos dá a mão,
que escuta o anseio e ri do nosso louvor,
que ouve as preces e nos impede de ver quem nos matou.
Assim pago por o que não sei, privilégios ostento sem ser alguém,
sou tão grato ao acaso que o dei o nome de "ninguém".
Que seja assim, então, a vida, sem critérios mas com contextos,
com deveres velados e razões em segredo.
À fina alma que me alegrou um dia:
Lembro-me da euforia sem que eu sinta alegria,
como disse sobre os saltos do amor,
que, com um belo passado, ainda se tranca
no futuro sem esperança.
Vivo o fascínio por ter alguém, e sofro
por temer quem mais o tem, pois as promessas
vêm com rumores, para que sobreviva a paz
sem que revele meus temores.
Não é escolha viver como um tolo,
é consequência de ser-me ao todo.
Paulo Sérgio Rosseto
NA COR DOS OLHOS DA GENTE
Sobre sobras que deixa transparecer
O restante guarda nas alcovas
Também ele é feito de assombros
Que soçobram ou encantam nossas vidas
Diante do mistério absoluto que prova
Na fluidez da solidão das ondas
Parece insensatez contumaz
Ocultar da face do mundo
Tesouros tão profundos
O oceano mente incontinente
Mas detém seus motivos e segredos
Quando desassombra nossas mágoas
Ignorando angústias e medos
Tão imenso quanto soberbo
O que o oceano esconde do horizonte
Revela-se na cor dos olhos da gente
psrosseto.webnode.com
Murilo Porfírio
I-XCIV Jaezes de vida e morte
pintando loucura com drama.
São portas para um cenário funesto, onde estive desde a infância,
até me tornar vivido e sem esperança.
Fundamentais à minha obra, são consequências de mim,
nada é sombra, e luz não me inspira assim.
O silêncio de hoje não é em vão,
veio para ver quanto guardei:
Inventando e multiplicando o que sei,
dei-me a muito mais do que realmente amei.
Lírico é o pranto, vivo do sono, efeito do ronco,
sempre alérgico, sendo enérgico, estando exausto,
é demais para um homem tão calmo.
Um dia contarei histórias, trarei a bobagem de outrora,
quebrarei conversas com poesias metódicas,
mas, por enquanto, obceco-me nesta obra.
AurelioAquino
Reminiscência
alvoroçado
abraçava as pedras
em líquido abraço
o menino
mergulhado
boiava seus sonhos
no abraço
Olinda tangia o tempo
com o mar em sobressalto
Tsunamidesaudade63
Um dia pintei
a tela da felicidade e da esperança,
usei tanta, tanta cor,
eram cores que usava em criança.
Dei-me conta que o teu carinho era falso,
como era falsa a tua intenção,
quando eu só queria um pouquinho do teu amor,
e tu que me destes? Facadas no coração.
Por agora vou ficar um pouquinho por aqui,
fico na espera de um amor,
agora que já sei viver sem ti,
nunca mais te rogarei um "ama-me por favor".
O lado triste já se foi, vive em liberdade
tudo em mim é amor e beleza,
chegou a alegria e a felicidade,
disso tenho eu a maior certeza.
Hoje quero correr e andar,
e ao cimo da montanha irei chegar,
lá bem no alto olhar pra tua foto e gritar,
já não te amo, deixei de te amar...
Luzern, 12.05.2023, João Neves...
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