Lista de Poemas
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Adriano Teles
Bandeira branca
Aliei-me a meu mais letal inimigo
Sei que os termos não são os melhores
Ele vai tirar pessoas amadas de mim
Enfraquecer-me os músculos e articulações
Vai me matar também no final, eu sei
O que pode se dar a qualquer momento.
Por ser superior e imbatível
Vai fazer de mim de gato e sapato
Às vezes, numa solitária vai me por
Só para me lembrar que sozinho estou
Mas sempre vai me enviar bons visitantes
Pra que eu me sinta só apenas por poucos instantes.
Ele não é traiçoeiro, segue o combinado
Se eu souber jogar e minha parte cumprir
Tornar-me-ei mais poderoso a cada dia
A nenhum outro irei sucumbir
Menos diante dele.
Prometeu-me, só se eu fizer minha parte,
Beleza, Bondade e Justiça
Prometeu-me o poder de curar
De espantar o mal aonde eu chegar
De fazer lágrimas converterem-se
Em belos e sinceros sorrisos.
Nos termos do acordo, devo ser honesto
Pra ele e pra ninguém jamais devo mentir
Ficou proibido dizer coisas só pra agradar
Em troca, jurou-me não deixar dúvidas
De quem do meu lado realmente está.
Ele é o temível e piedoso Tempo.
Não o vencerei
Mas está a me ajudar.
tiamat
Soturno
Ora êxtase cotidiano, ora a apatia extrema diante do show da vida
Nem sei mais o que sou, me sobra pouca escolha, diante de tantos distúrbios.
A intensidade me cobra um preço alto demais, ando escolhendo não vivenciar.
Paulo Sérgio Rosseto
SOBRE A SAIA
Sem qualquer outro aparato por essência
Que tão bem a impusesse
E revelasse a impressão de que vestida
Desvestisse o que despida
Por completo estivesse
Passeou de saia
Como andasse costurando olhares que a seguissem
Provando encantos mesmo que não provocasse
Certa de que o que desnuda
Revisse parte do que acontece em sinuosa veste
E se reveste de disfarces
Envolta em saia enfim
Despiu-se para que ademais se recobrisse
Ainda que o encanto a esnobasse
E a mim nada mostrasse ou viesse sem
Se fez ciente de que sua imagem
Em minha mente adentrasse existisse impregnasse
Jamais saísse
E não saia
Adriano Teles
Torna-te humano
O homem não nasce humano
Humanidade não vem de nascença
Tampouco depende de crença
É uma conquista, mais que uma bença
Se careces de quem o convença
Talvez morra na pendença
Ela se aprende é na vivença.
É no contato com teu semelhante
Na lágrima do imigrante
Num comentário deselegante
No orgulho do doutor arrogante
Na simplicidade do ignorante
Na beleza de uma tela inebriante
Na sinceridade do infante
No soar de uma música contagiante.
Não ignores, da criação és coautor
Tens o poder de criar e de destruir
De limpar e de poluir
De acolher ou de excluir
De, como uma fera, atacar
Ou, de como um deus, cerzir.
Mas se ao Olimpo pretendes subir
Humano antes hás de devenir.
Israel Vitorino
Sete sóis
Passa ao largo o sofrimento quando o propósito é honesto
Sete vidas sete sóis quando a recíproca o faz completo.
Gente vive, gente morre, eu só quero ser correto
Vaidade é bom tempero, mas só se o peso estiver certo.
O orgulho é como um cacto
Temperança é fogo e gelo
Rodas giram fogo queima, e eu
...Só quero ser eu mesmo.
Por Israel Vitorino - julho 2010
Israel Vitorino
Arroio Jaguarão
Se dá conta de sua pequenez por valorizar frivolidades
Quando aquilo que lhe é gratuito, ofertado pelo criador
mantém-se velado
Soterrado, obscurecido por desejos e vaidades que
não saciam sua alma e, não preenchem seu vazio
Não contam sua história, nem abrigam sua essência.
Israel Vitorino – junho 2023
alexgbreak
verdadeiro
Adriano Teles
Tanatofobia
Cada minuto me faz lembrar
Me dá calafrios imaginar
Meu corpo coberto pela terra
No escuro, no silêncio
Imobilizado
A ideia de adormecer
De nunca mais acordar
A vida em minha fronte crepuscular
O mergulho no abismo
O pensamento fixo
Quem vai primeiro?
Eu, você ou ele?
Se o dilaceramento cruel é certo
Para que nos unimos?
Medo que antecipa o luto
Convivo com esse vazio
Que atravessa toda alegria
E com essa vergonha secreta
Que não ouso confessar
Seu nome é obsceno
Ninguém quer dela falar
Tsunamidesaudade63
De lisboa ao Pego (Abrantes)
olhei pró Tejo ali estava um jardim,
andando um pouco mais,
pastavam muitos animais,
numa Lezíria sem fim.
Um pouco mais à frente
estava o nosso lindo Almeirim.
Passei sobre o Rio Tejo
claro meus queridos amigos isto é Ribatejo!
lá no cimo vi Santarém
com a sua magistral Porta do Sol
na viagem do tempo,
cheguei ao Entroncamento,
um pouco depois,
passei junto ao Castelo de Almourol,
Ali estavam também,
Santa Margarida e Tramagal e como antes
avistei ao longe a cidade de Abrantes
e a vós não vos nego,
que cheguei à minha linda aldeia do Pego...
Lisboa, 25.09.2018, Joao Neves.
Rosário Felizardo Bissueque
Frases
Rosário Bissueque
Fernando Oliveira Granja
Maria
eduardoaranha
Necessidade de mudança
que cai
no momento frágil
anuncia
a necessidade de mudança
A sabedoria ilumina
A tempestade passa
A atitude fortalece .
tiamat
Fóton, fantasma e falácia
Tudo é tão lamentável, como as coisas se perdem no querer e no não querer mais. Somos escravos de nossas vontades? Não, eu não quero assim.
De certo que quando te abraço é como se o mundo inteiro fizesse silêncio para escutar seu coração, minha lógica, logo encontra um padrão rítmico que nos une como uno... e é nesse instante que você brilha na intensidade de um milhão de estrelas em explosão.
Tsunamidesaudade63
Eu sou um boémio acróstico
usufruía da noite, mesmo nas noites de frio.
Sonhei que era ninguém, outros dias queria ser alguém,
outras vezes sonhava em ter família, tive noites de vigília,
um dia pensava de uma forma, mas era a noite a norma.
Uso e usei todas as noite com paixão,
muitas noites as passei com um copo na mao.
Boémio que ama a boémia seja de noite ou de dia,
ouvi em tempos as mais bonitas canções.
embriagavam o meu mundo de romantismo e emoções,
muitas delas faziam pensar, a vida que estava a levar,
indo de bar em bar, a noite era minha até ao madrugar,
obrigado á vida, te amo boémia querida...
Luzerna, 22.06.2021, joao Joao Neves
Israel Vitorino
Sapere Aude
Eu terrivelmente infectado, aguardo impacientemente
pelo belo não revelado.
Recuso-me a tomar remédios, a qualquer elixir que me torne acomodado
com as pequenas doses, de quando em quando
de algo extraordinário.
Minha sede insaciável, por vezes me deixa fraco
compelindo-me a seguir sem rumo, debruçando-me no acaso
delirando em febre alta.
Mostra-me, oh Deus! o que ainda não me foi revelado.
Por Israel Vitorino - agosto de 2005
Emilly silva
Rapaz inteligente
Que trabalhava no sol
Quente,no sertão alagoino
Ele foi arretado e fez diferente,
Mais como toda gente,
Ele tinha um sonho
Que não saia da mente
Só de imaginar ficava contente,
Trabalhava e estudava
Para ser alguém de respeito,
E mudar a situação do povo
Ter o direito de se deitar e esvaziar a mete,
O sonho impossível,mais curaria
Muita gente,foi dia e noites
Estudando,com a seca
Ele seria incompetente,mas ele fez diferente,
Enfrentou a seca trabalhando com
A mente ,fez o curso da tal medicina e
Um dia de repente o rapaz foi conhecido
Por toda gente,
Saiu no jornal o trabalhador
Braçal,o povo orgulhoso com sorriso
De mostrar os dentes
Soltou foguetes para o rapaz inteligente
novo_no_amor
Saudades
Com a mulher que prometi amar
Mas que saudades que eu tenho de abraçar
A pessoa que para sempre me vou lembrar
Não aguento mais, ficar sem te ver
Tenho muita vontade de te conhecer
Mas a distância é grande, tenho de me render
Provavelmente nunca mais nos vamos ver
Não suporto a ideia, de ser tudo uma ilusão
Quando estava contigo, não abri o coração
Devia ter esclarecido o meu sentimento
Mas não foi tempo suficiente
Só me resta, pedir ao destino
Que te encontre no meu caminho
Porque só assim, poderei ser feliz
Porque só assim, poderei ser feliz
Se o pior acontecer e nunca mais te encontrar
Vou morrer sozinho, mas continuar a amar
A única mulher capaz de me fazer
Chorar por ela todos os dias ao amanhecer
Destino,
Cruza o nosso caminho
Quero vê-la comigo
No mínimo ser seu amigo
Murilo Porfírio
I-XCVII Jaezes de vida e morte
Sinto ter passado meus anos de juventude e, agora exausto,
o sono chega ainda tardio e impotente,
largando-me nos sonhos do que foi meu presente.
Roderico sonha ver-me nas nuvens suspensas,
imagine tua expressão ao ver-me nas trevas imensas.
Embora a noite nos para, podemos ainda tentar,
encontrar a vida nas palavras, a única forma de nos alcançar.
E se um dia vir eu a amadurecer, libertarei minha alma de Veneza.
Por enquanto, sou tolo, preso às artimanhas de Iago,
gasto a vida pelo fado de Cassio, um triste afago.
Renata Penafort Da Silva Ferreira
Aire
un velo invisible que abraza el alma,
acaricia la piel con su suave calma,
susurra secretos que el viento entrega.
Ligero suspiro que todo congrega, pintor de nubes,
esencia y panorama, lleva consigo la esencia de drama,
y el canto del mundo en cada entrega.
Eleva cometas en azul infinito,
meciendo las hojas en danza serena,
testigo callado de todo conflicto.
Bailarín silente en noche serena,
lleva los aromas de tierra y mar, aire,
en su abrazo, la vida ordena.
aunntt
É a droga dos meus poemas
Escrever para quem?
Ao menos alguém lê algo escrito por mim?
Escrever para expor tudo aquilo que anda escondido
Escrever sobre o desespero que é estar vivo
e sigo... Escrevendo e ao mesmo tempo me corrigindo
Sobre tantos e tantos vacilos cometidos
Viver e escrever sobre a vida é maior perigo
De quem anda sorrindo.
Escrever para quem, se não para mim
Lendo repetidamente o mesmo poema repetido
Para que pra mim faça sentido
Para eu lembrar aonde fica o meu abrigo
o mesmo lugar que mora o meu abismo
o mesmo lugar que sufoca o meu convivio, comigo.
E poemas de melancolia eu escrevo sem pensar
Gostaria de escrever toda essa dor
e me libertar
Gostaria de escrever o que sinto
e não mais sentir
Gostaria de me esquecer desse poema
que agora meu tempo investi
que neste mesmo momento
escrevi
Droga,
Não queria estar aqui..
aunnt
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Poemas e Poesias
O Beija-Flôr
É negro
reluzente como
uma tulipa...
paira no ar
Por mãos inviziveis.
Rápido como
uma águia...
Belo envolvente
como uma rosa
em dias de calor.
Ele passeia
sobre as grandes
árvores das ruas.
Suga o nectar
das flores e voa...
voa...
Vivendo em uma
espécie de imensa
solidão.
ademir o poeta
Biel Salazar
Entre Ruas e Sonhos: Vidas em Movimento
Entre Ruas e Sonhos: Vidas em Movimento" é um livro que narra as histórias interligadas de três personagens que vivem em diferentes favelas do Brasil. Cada personagem representa uma perspectiva única e revela os desafios, a resiliência e as conquistas enfrentadas por aqueles que chamam essas comunidades de lar.
Personagens:
1. Eduarda - Uma jovem determinada que cresceu na Entre Ruas e Sonhos: Vidas em Movimento"
Sinopse:
"Entre Ruas e Sonhos: Vidas em Movimento" é um livro que narra as histórias interligadas de três personagens que vivem em diferentes favelas do Brasil. Cada personagem representa uma perspectiva única e revela os desafios, a resiliência e as conquistas enfrentadas por aqueles que chamam essas comunidades de lar.
Personagens: favela e deseja se tornar uma médica para ajudar sua comunidade a ter acesso à saúde de qualidade. Ela enfrenta obstáculos como a falta de recursos educacionais adequados e a pressão social para seguir um caminho diferente dos demais moradores da favela.
2. Rafael - Um talentoso grafiteiro que utiliza a arte para contar as histórias e retratar a beleza e a diversidade da cultura da favela. Ele enfrenta desafios ao lidar com a marginalização de sua arte, além da constante ameaça de remoção da comunidade pela especulação imobiliária.
3. Maria - Uma líder comunitária que se dedica a melhorar a qualidade de vida dos moradores da favela através de iniciativas sustentáveis. Ela busca mobilizar a comunidade para a criação de cooperativas, geração de empregos locais e melhoria da infraestrutura, mas enfrenta dificuldades ao lidar com a burocracia e a resistência externa.
Ao longo do livro, esses personagens se entrelaçam e suas histórias se cruzam, mostrando como suas vidas são moldadas pelas condições da favela, mas também como eles buscam superar obstáculos e realizar seus sonhos. O livro explora temas como a força da comunidade, a poderosa cultura local, o impacto da desigualdade socioeconômica e a importância da solidariedade.
"Entre Ruas e Sonhos: Vidas em Movimento" é uma obra que combina drama, esperança e inspiração, e que busca retratar com autenticidade e sensibilidade a realidade complexa das favelas brasileiras.
MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES
Palavras em gozo e em agonia
É difícil dizer sobre o dizer
À mim basta o prazer da escuta poética
Lá se vão os sons
deslizando em meus ouvidos
fazendo-se em melodias e em porvir
atravessando o cérebro, a garganta e a desaguar em pleno ar
Sons, letras e memórias flutuam
às margens da superfície
onde se criam e recriam
Lá se vai a bagagem sonora em movimentos
que se opõem do bendito e ao maldito
Ressonâncias dialogam ensimesmadas
Palavras e sons seguem nos subterrâneos e veredas
criam possibilidades
inventam sentidos. distopias e utopias
comunicam e ocultam, libertam e coisificam
manifestam e assimilam, negam e afirmam
O dizer não tem receita
tanto se mantem como se desvia
Palavras ? Transmutam-se-em dores e em alegrias que se conectam na espiral de nós, para além dos contornos da vida.
Fátima Rodrigues
Expedicionários. João Pessoa., Paraiba, Brasil em 28 de julho de 2023.
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
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