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Renata Penafort Da Silva Ferreira

Renata Penafort Da Silva Ferreira

Nadie como tú

Eres lo que anhelo día tras día.
Un cálido suspiro, un susurro al aire.
Deseo entregarme a ti por completo.


Sin dudas, sin pensarlo, sin peros....


Estar a tu lado es como perseguir la eternidad.
Cuento las horas exactas para congelar el tiempo.
No hay nadie más que tú. Solo tú.


Si pudiera te inventaría.
Con versos, rimas y estrofas.
Con tu silueta, con tu alma.
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afonso_marcao

afonso_marcao

Eu amei te profundamente

Eu amei te profundamente

Como um cão ama o seu osso

Mas parece que foi tudo em vão 

Não consegui te ter para sempre


Parece que mais do que uma melodia

Isto seria uma harmonia

Mas eu devo ter estragado tudo

Com as palavras a saírem do meu cérebro


Agora eu vejo fantasmas 

Criaturas que batem na minha porta

De noite eu tenho medo 

E de dia eu fico apavorado 


Ao conseguir ver te com outro alguém

Falo com o teto 

Uma alma perturbada 

Mas eu sei que se ele pudesse falar

Eu já não seria o mesmo…
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_umapoetisadesconhecida_

_umapoetisadesconhecida_

Um amor inalcançável…

Milhas percorro apenas para o seu cheiro sentir,
Longínquos beijos de amor que mal chegam a ti,
Oh fúnebre morte do coração, meu.
Sentimentos amolgados por amor não correspondido,
É impossível querer a ti como amigo,
Com a vontade danada de não tirar os olhos de ti,
Riquezas não tenho para consigo ficar,
Horrendo destino infiel de mim!

Só soube que era visconde depois de me apaixonar por si,
Os ínfimos nervos e veias do amor,
Meus por outrora e seus agora.
Em uma linha ténue entre nós,
No canto do baile, nos observamos.
O calor nos doma,
A respiração trai o nosso cérebro,
É meia noite,
Sozinhos estamos, e sabemos que é pecado.

Em baixo de estrelas cintilantes,
E em céus distantes,
A única carta de amor em mim depositaste
Um beijo eterno me lançastes,
Um amor inalcançável me deixastes…

 
                                                           -L.
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savio_Pinheiro

savio_Pinheiro

Te amar

Adormeci com o teu falar
E revivi com o teu tocar
Eu queria apenas falar 
que sinto o teu olhar
Saudades de falar
o quanto eu amo te amar.

                                                        Sávio Pinheiro
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Celso Ciampi

Celso Ciampi

DE REPENTE O NADA

Vez ou outra dá um branco,
Some tudo da cabeça,
Ela vira um deserto,
Coisa estranha essa.

De repente o nada,
O espaço vazio,
Sem luz nem estrelas,
O horizonte num deserto.

Caminhar é impossível,
A visão fica escura,
Cai por terra a consciência,
O que sobra é a penumbra.

Acontece. É o que dizem,
Mas por que comigo?
Não podia ser outro dia?
Logo hoje essa agonia!

Os dias passam rápido,
Mas só os dias bons,
Porque hoje vai ser demorado,
Dia de muita aporrinhação.
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allycia

allycia

Jamais falaria

Eu não tenho falado mais de você pra ninguém. 
E é estranho isso.
Eu costumava falar de você até pros pássaros que eu encontrava na rua.
A cada esquina que eu ia, 
Falava de você, 
Pras flores, pra brisa, pra lua. 

Estranho agora,
Estar tão calada sobre ti, 
Não poder dizer que me fazes sorrir, 
Acredito que as flores perguntam por ti, 
A lua sabe melhor por onde andas, 
Tenho p'ra mim que ela te guarda como a pedi. 
Os pássaros já perceberam
E até me perguntaram quando você viria, 
Mas eu não disse nada. 
Fiquei em silêncio como se não houvesse mais palavras em minha garganta. 
Parecia que havia um nó,
tão bem atado que qualquer palavra sobre você seria esforço demais para proferir, 
Então os pássaros já não me questionam mais de ti. 

O silêncio tornou-se cômodo no fim, 
Assim posso omitir que não sinto saudades, 
Nunca fui tão silenciosa assim, 
Sempre fiz tanto alarme quando as coisas chegavam no fim, 
Agora abracei algo que nem sabia que faria, 
Deixei o silêncio ficar no lugar da gritaria, 
E assim pude ouvir melhor o que meu coração dizia, 
Não há razão para gritos dentro de mim
Quando tudo que me trouxe fora calmaria. 
Sinto sua falta, mas jamais te falaria. 

2 de Agosto de 2023
Faro, Portugal
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Poemas e Poesias

Superior...

Minha 
tristeza
é que -os
poetas em sua
maioria tem >
uma educação
superior.

Dói meu
coração.

Sinto meus 
olhos lacrimejarem -
por seus escritos > 
tão iluminados.

Mas mesmo
assim - continuo
a desejar... ser
um poeta  à sempre
me aprimorar.

Bem lá se vai
minha tristeza...
volta minha alegria
de  tornar versejar.

Estes meus textos agora
escritos: sejam eles ( poemas ou
poesias ) se assim  os homens das
letras  o interpretarem.  Que o
sejam por um  entendimento ...
de seus conhecimentos affine.

Ademir O Poeta.

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13KM Away from you

13KM Away from you

Frontispício

Vexações No. 1 


Coberto em tecidos de lã, fica um peito,

Banhado nas lágrimas e sangue

Daquele que pensa demais, e ainda,

Faz pouco para quem o ama.


E quando a lua chega perto, mesmo se de longe,

Este peito olha para o céu, e corteja as estrelas,

Que não o olham de volta, pois não amam aos 

Covardes e ovelhas.

E mesmo se este fosse, um homem de aço 

De mente de pedra, sentiria na carne um corte profundo

Pois é tal a rejeição.


E quando fosse afogar as mágoas,

Na aguardente, que seja, ou na solidão,

Depois da embriaguez, sentiria na alma

Uma luz de vida, e voltariam mil memórias,

De quem o fez mal, ou o fez feliz:

E sua resposta, a tanta dor seria única,

Derramaria seu pranto, e olharia as estrelas,

Que, mais uma vez, o fariam de tolo.


Vexações No. 2


A paixão, quando apaga qualquer chama,

Que um dia era valor de namorados e seus sonhos,

Deixa morrer um calor, que se antes era a esperança,

Sua ausência o torna um anseio, uma pena de amar.


E quando esta chama, já apagada,

Levanta a fumaça a queimar os olhos,

Se revela um segredo sobre o caráter do amor:

Na riqueza é pragal, porém na morte, que permite

Tudo a ser lindo, é o luto e a mágoa de ser. —


Fotos antigas e sentimentais,

Lágrimas que caem por razão alguma,

A menina da imagem não estava morta.

Estava pior: nos braços de outro.


Será que sua boca ainda é a mesma?

Será que sua voz ainda é sútil?

Pergunte a seu peito, ele sabe a resposta.

Sim, ainda é tudo que você perdeu.

Acalme-se, a frustração um dia há de morrer.


Melancolias No. 1 (Suspiro)


Hoje o dia é triste, 

E as nuvens concordam,

Pois não choram, mas como eu,

Não se encantam com os lares

E deprimem suas cores,

Cinzas e negras; vastas e infinitas.


Os pássaros piam seus únicos cantos,

E nesta terra, imensa e vazia,

Dos horizontes e penhascos que levam

Às praias, eu escuto os gritos espectrais

Do universo e dos fantasmas.


Em vista, em um prestígio orgulhoso,

De quem em terra de cegos, teve voz,

Fica a mansão de um rico, ou de um pobre,

Isolada nas melancolias de outubro,

Isolada no céu de jatos de água branca.


Eu sei, em minha forma de ser,

Que algum dia, quando for a hora,

Uma tarde nascerá feliz,

Mas no dia de hoje, meu caminho é vago,

Sem rumo, largado…

E eu prefiro que seja assim.










Melancolias No. 2


Quem sofreu vivo na pele,

A morte de uma lembrança,

E nela vivia, mil momentos e 

Mil histórias

Lhe garanto, minha palavra,

Que na saúde ou na doença

Lhe permito o meu perdão.


E quando no dia houver o sol,

Ardendo no céu, esquentando os lagos

De parques nostálgicos,

E quando no muro de estilhaços,

Pousar meu bem-te-ví, ansiando o cair

Da tarde, digo-te que

Quando sentir, pelas ruas e portões

O aroma de tortas assadas por vovó,

E ainda, não esboçar um sorriso,

Ou um prazer alegre de ser 

Te devo meu mundo,

Pois esta tristeza, nunca irá ceder.


E então, ao deixar seu pranto livre,

Pelas as esquinas de cidades

Que não merecem melancolia,

Só assim, e em tal cunho, de quem

Deixou demais, queimou demais

Para algum dia ser feliz,

Assinará a sua história

De um pobre infeliz.





Escolas (Frontispício)


Enterrado por olhos do bem,

Fica vagando um desejo sombrio

Nos invernos onde falta a comida.

Seria a maldade presente nos céus?

Ou seria um toque do instinto egoísta,

Que nos faz esquecer os valores morais?


É uma melodia, das quais se tocam nas

Trincheiras em guerra ou nos campos históricos,

E que te prende na mente e te diz o que é

Bom, mesmo quando é mal, e o que é mal,

Quando sabes o que é mal. 

Este desejo primitivo,

Filho de um impulso

De desafiar e ser desafiado. —


Como uma ninfa, que dança nas

Praias e canta sua voz para os mares

Ouvirem, ele te chama, e diz:

Quem és ti, que me oprime,

Mas que dos calabouços, queres me libertar!

Liberte-me, e te trarei um instante de prazer,

Sou eu, teu ódio!



Promessas No. 1 


Perto dos barcos no mar,

Nas cabanas de pesca que

O vento beijou, é lá onde ela está:

Na brisa da costa, cantando a alvorada.


Porém por um momento,

Nem que foi um sonho de amor

Ou a tolice de um apaixonado,

Corri até ela, e ela sorriu.


Contamos histórias,

Meus contos da areia:

Que cada grão foi uma vida,

De doutores ou boêmios.

Porém, como um raio no céu,

Que passa e explode, e depois

Logo vai, lhe dei a um olhar,

E nós dois soubemos,

Era a hora de ir.


Subimos o morro, e a manhã nasceu:

Eram as palmeiras, os coqueiros, e o povo

Que subia a praia. Hoje era mais um de

Nossos dias de Sol.



Promessas No. 2 (Azul)


Os rios do sertão,

Quando a noite é de estrelas,

Chamejam uma luz, azul e serena,

Impossível de explicar.


E os leigos do escuro, aprendizes da

Serra, vão seguindo as pegadas

Dos cavalos e vaqueiros

Que levam a verde relva de Iansã.


Em meu bolso carrego minhas pedras,

Para quem diz saber me guiar,

Ou para quem sabe, pular no rio,

Que me chama e seduz,

Pois da água profunda cristal,

Levantam-se os cantos

Das sereias de flume.


A lua me examina,

E reflete sua luz,

Branca de seda:

Que me torna perfeito,

Como qualquer um que nasceu

Das súplicas de Deus.
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ritieli nunes

ritieli nunes

oi

oi
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Poesias e Poemas

Mergulho
meus pensamentos
na marés baixa
do mar.

Eu tenho
que fazer isso - pois
minha mente...
dói  - remói em um
tempo que não vivi.

Mergulho
nas marés altas >
por- que são
elas que vão
me salvar.

Vão me salvar
da ignorância -
da sofrimento -
que minha vida 
me deu.

E por isso
meus pensamentos
se banham  nas
marés- baixas
marés - altas >
para que eu
aprenda neste tão
pequeno tempo > 
a falar  e a viver.

Ademir o Poeta.

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Ítalo Rafael Lima Dourado

Ítalo Rafael Lima Dourado

Inferno rubro



Paixão.
Quanto a esta
doença secreta e fria: 
Estou completamente
curado. Cancro miserável 
de um mundo que se esvai
ao inferno qual expurguei
para perpetuo ser tanto
quanto eu perturbado
e a mil anos de danação
marmorizado.
Paixão.
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Adriano Teles

Adriano Teles

Por que leio

Na leitura eu me acho e eu me perco
Eu aprendo a desaprender
Eu desaprendo para aprender
Eu me isolo para me misturar
E me misturo para me humanizar
Ler é meu refúgio, meu arrimo
Remédio pra curar a cegueira
Vacina contra o fanatismo
É meu pé no chão
Com a cabeça nas nuvens.
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ROGERIO MARQUES SEQUEIRA COSTA

ROGERIO MARQUES SEQUEIRA COSTA

Soneto ao saudoso e direto Pai

Um guia, um amigo e companheiro,
tu foste nesta vida sempre atento,
disposto e dedicado por inteiro
na casa que abrigou todo sustento.
 
A voz de teu conselho tão certeiro
na mansidão de certo pensamento,
que fez traçar cuidadoso roteiro
no gesto nobre do teu sentimento.
 
Nas lides notariais sempre presente,
lição de honestidade foi constante
e o teu exemplo de pai cativante.
 
Agora esta saudade que pressente
angústia do vazio preenchida
com boas lembranças de tua simples vida.
 
 
 
Dalisio de Sequeira Costa
* 26/03/1940
09/06/2023

Natural de São Gonçalo do Sapucaí MG. Passou por diversas cidades mineiras, encerrando seu ciclo terreno e transição em Passa Tempo MG.  Foi bancário,  datilografo, professor de Geografia e Educação física,  escrivão,  notário e registrador,  ornitólogo e adestrador de cães.  Deixou a esposa Nivea, quatro filhos e noras e 8 netos.
 
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Saudade



Dor que meu peito invade,
Nostalgia, ansiedade...
Tantas coisas se resumem
Em uma palavra: Saudade!

Saudade, dor por não ter
Não ver, não poder tocar.
É um aperto no peito,
Que não tem como explicar.

Saudade, intensa agonia,
Que inunda o coração.
É um querer ir embora,
Que não justifica a razão.

Saudade, quanta ansiedade
Por fazer acontecer...
Sentir, dentro do abraço,
Aquilo que não pode ter.

Saudade, tormento da ausência,
Que os sentimentos alcançam.
É morte, brincando de espera
É vida, buscando esperanças.

 

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Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior

Momento

Numa aventura lancei-me no papel
Na perspectiva de encontrá-la
Coloquei-me a escrever
Palavras soltas como o seu cabelo
Ao relento e puras como a sua face.
Fechei os olhos ao ponto de sentir
A sua fragrância
Que vinha à longa distância.
Parei no tempo e levantei-me:

-Olhei pela janela e deixei
Toda a poesia me contagiar.
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Lucas  Garcia

Lucas Garcia

Soneto agnóstico

Quando chegar-me a Única Certeza
A arrebatar-me dos desejos já cansados
Serei tranquilo, da paz que ora sobeja
Ou irei fazendo birra, perturbado? 

Temerei os fantasmas do passado
Ou seguirei ao bom descanso recolhido?
Sorrir, amar, fazer-me derramado 
Fugir de um Para Sempre arrependido.

Num céu sem nome tenho acreditado 
Orando sempre a um Deus Paz e Sorriso
Que têm aos homens tanto esquecido

E se a carranca for mesmo tão preciso
Eu, que terei a vida inteira delinquido
Sorrirei também no inferno, abençoado.
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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-XCVIII Jaezes de vida e morte

Há tempo sinto não ter mais meus mesmos sentidos,

sinto que a ambição empurra-me sem notar o que larguei no caminho.

E o pouco da ideia que tento buscar, perco nas mãos,

sem que o reflexo evite o chão, e chuto com um dos pés,

choro pela causa perdida, e por a sombra que me desequilibra

ser necessária para que eu tenha vida.

 

Às tantas guerras que me juntei,

sobrevivi e você esteve aqui, mas temi

por saber da inspiração que partirá daqui,

que não suportarei ao ver-te lutar,

perder-me-ei alucinando quem mais lá está.

Só me resta confiar e esperar.

Pois sou um tolo sem armas,

que segura a alma por belos gestos e palavras,

apenas por não ter mais nada.

 

E antes que acabe a noite, virá a mim,

encerrando a melancolia do cotidiano,

dando-me mais um pouco de sonhos mundanos.

Por Deus, perdoe-me por criticar o passado,

é intrínseco meu anseio pelo infindável,

reluto aprender nesta vida que o tempo é escasso.
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Ademir D.Zanotelli *Poeta*

Poemas e Poesias

Lembranças
do coração que
bate em
descompaso.

Lembrando um
doce passado; o
qual desejo me
lembrar.

É uma arritimia
sem cessar.

O corpo
balança dando
até falta de ar.

Lembro-me da
morena de
corpo pequeno;
querendo amar.

Beijar...tendo um
céu todo azul
à testemunhar.

ademir o poeta.

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Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

I-C Jaezes de vida e morte

Enquanto a lua atravessa o ensolarado céu que,

sobre meus sonhos, reflete tudo que amarguro.

Me convenço de estar bem, pois se perco a vida,

terás de fato prova de que não me tens.

Pois amaldiçoaram setembro, e nisto fomos também.

 

Já não sou hábil para falar tão bem sobre a tristeza que meu pai tem.

Com dificuldade o sinto, pois extravaso o vício do meu próprio castigo.

É como se sua alma fosse o triplo de uma, com três corações no peito

onde apenas um bate por desejo.

 

Amedrontarei, hoje, os espíritos de todas as valas,

olhando para a lua cheia que a nós não é capaz de nada.

Vislumbrando um sonho sem portas para os que vivem em adultério,

temendo estar amaldiçoando meu amado sob este teto.

Anseio pela galopada que carrega vestígios de vidas passadas,

mesmo que metade da história me traga,

pois perco-me por um homem que não me referirá a fala.

 

Resta alegrar-me mais tentando do que conquistando,

alcoolizando-me no assombro da noite

que se estende como uma semana de Pessach.

E, desde que seja minha vida, me contenta.

Namahages preferem castigar-me com verdades

que ridicularizam meu sonhar,

pois mal tenho mais vergonha de sangrar.
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afonso_marcao

afonso_marcao

Até um bom homem morre de coração partido

Até um bom homem morre de coração partido

Mas o problema é que eu não sou bom

Eu até poderia fazer de tudo

De tudo para ser bom

Mas eles iriam querer mais 


Agora sento me no meu quarto

Bêbado e paralisado 

Olho para o teto e vejo as memórias

Refletidas pelas minhas lágrimas


Agora fico emocionado 

Ao saber que poderei te ver no após vida

Porque o diabo prometeu me isso

Se eu mete se um "ponto final" nela


Mas eu já sinto falta dela

Então como poderia viver sem ela? 


Como é que encontrei alguém tão divino 

E agora tou fudido e arrependo me disso

Mas conversar não adianta

Quando amor está envolvido 


Eu sinto me cansado 

Mas nunca poderia mentir para ti

Por isso diz me como poderíamos voltar

Porque neste coração tenho uma armadura como se fosse uma fortaleza


Mesmo nesta noite escura

Tu pareces tão bonita

E por isso eu olho para ti 

Com olhos de olhar
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Julia Ceo de Almeida

Julia Ceo de Almeida

Poema sobre Aleijadinho

                                         1- Antônio Francisco Lisboa,                                                    
 mais conhecido como Aleijadinho,
Do Rococó era pintor ,
E do Barroco escultor.


2- João Gomes Batista,

foi o seu professor,

e por grande coincidência,

também foi quem o gerou.


3- Até a pedra-sabão ,

Ele usou em sua criação,

São Raimundo e São Pedro, 

Foram frutos da invenção.


4- Dos Apóstolos pintor,

grande auxílio em seu labor,

em Minas construídos,

para mostrar o seu fulgor.


5- Na Via Sacra em Congonhas,

No Retábulo em São João,

Foi aumentando sua fama,

Se tornando bom cristão.


6- Os profetas ilustrou,

Ezequiel e Daniel,

Isaías e Jeremias,

Sua grande obra prima.

Autor : Júlia Céo.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Resigno

Não queria amar... Mas amo!

Não queria sofrer... Mas sofro!

Que ingenuidade a minha, ao imaginar-me senhor de meus sentimentos.

 E sinto esse amor puro, perfeito, moldado para a minha vida.

E assumo como vencido que sou, a submeter-me a seus caprichos.

Não queria aceitar... Mas aceito!

E transformo meus dias de sol em noites de inverno e sobre minha cabeça cai a garoa fria da sua indiferença.

Mesmo assim espalho pétalas a seus pés.

Não saberia como viver assim... Mas vivo.

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Lucas  Garcia

Lucas Garcia

Símile

Derrubar uma folha 
Pintá-la em canto
Com a naturalidade 
Do que não fosse
Minha própria natureza.
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zita viegas

zita viegas

Corre o rio



Corre o rio.
Sem correr.
Corre.
As águas que o colhem. 
Perguntam?
Por que corres rio?
O rio entusiasmado, responde:
por ter água em mim,
por as margens me talharem
com canto e com os murmúrios dos eixos.
Correndo para ti, para o regaço do mar.
Numa onda que vagueia,
com o peito no prepúcio.
No altar, em pleno mar.
Nascido no seixo.
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