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Israel Vitorino

Israel Vitorino

Vidas gasta em ilusão

Vida vai, vidas vêm
E o quê que tem?
Rios secam, folhas caem
E o que eu era, não é mais ninguém! 

E o que eu sou, não serei mais
Vidas vêm, amigos vão 
E o que levamos?
Se eu levaria, hoje eu abro mão.

Duvidar é sábio
Acreditar é um grande dom
Quem deveras mora no palácio da razão? 
Chuvas ressuscitam os rios, Flores desabrocham em nova estação
Quem trará de volta vida gasta em ilusão?
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Adriano Teles

Adriano Teles

Constatação

Deve ser dura a tarefa de ser ateu
Ver o belo e não saber quem o verteu
Ver cada ser desempenhar uma função
E, apesar de tudo, duvidar da Criação

É certo que há muita dor e sofrimento
Que ainda impera o desentendimento
A escuridão às vezes parece cobrir a luz
O vazio no peito que não se traduz

É um erro querer explicação pra tudo
Trilhar sempre caminho reto e plano
Olhando mas não enxergando, sisudo

Repara o sublime no teu cotidiano
No mais grande e no mais miúdo
Como acordes celestes de um piano.
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Ana Reis

Ana Reis

página 17

foi o poema da página 17 que me fez lembrar de ti
dos teus olhos castanhos que sempre sorriram para mim
o autor descrevia-os tão bem nessa página que eu li
às vezes esqueço-me que a nossa história teve um fim
sinto falta do vermelho do teu cabelo, embora sempre tenha sido mais ligada ao azul, em ti era o ruivo que me dava apelo
maldita página 17, que me fez lembrar de ti, e de todas as imperfeições mais perfeitas que eu já vi.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Novo tempo



Vi, no seu olhar, um novo tempo acontecer,
Pressenti chegar a hora, de um novo amanhecer...
E foi tamanha a luz a iluminar este momento,
Que pareceu-me um sonho, viver este sentimento...

Dias de alegria, noites de amor,
Tempos de verão, tempos de calor.
Quanta esperança, quanta ansiedade,
Um querer sincero, feito para a eternidade...
 
E vi que o seu olhar, já não mirava os olhos meus...
Pressenti chegada a hora de ouvir o seu adeus.
E foi tamanha a dor, a machucar meu coração,
Que entreguei-me à angústia e abracei a solidão...

Dias de sofrer, noites de esperar,
Tempos de inverno, tempos de chorar.
Quanta amargura dominando a ansiedade,
E a ilusão do amor,  transformando-se em saudade...
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AurelioAquino

AurelioAquino

Origem em vazão concreta

a origem
é só trajeto
dos fins que teima
pelo universo
dita início
como traço histórico
é só ilação
dos infinitos que posta
o fim
ao avesso
é só um seguir
do novo começo
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eduardoaranha

eduardoaranha

O sal

O sal das minhas lagrimas
nunca alimentara´
a felicidade daqueles
que desejam
minha derrota !
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Mtlago

Mtlago

NATAL

É o AMOR que sentimos, e sai dos corações.
E aquecem com ternura os corações.
De quem nos acompanha na caminhada da vida...
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Iran Gama

Iran Gama

SOBRE O SONO



 

Enquanto a noite adiciona sermões de sombras
ao voluntário calendário dos sonhos
Cresce a solidão nos agônicos mundos
onde sátrapas do medo
homens fadas e duendes assustam.

 
Preciso de barro
para moldar auroras
preciso de ferro
para forjar vontades.

 
Não creio em medo cinzelado
por fantasmas noturnos
senão no medo da minha figura
Transitando no espelho.
 

Vejo-me grotesco na alfândega da noite
assim como sentencio minha vontade
ao silêncio, diante de si mesma
exposta no reflexo do espelho.

 
Quanto doem meus erros
Quanto afligem-me as palavras
erradas que pronunciei
ao longo dessa biografia.

 
Um urro perpassa o frio do espelho
Enquanto sinto o mergulho
no torpor do sono...
a paz não sobrevém!

 

Olinda, 03.10.2020.
212
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Israel Vitorino

Israel Vitorino

Novo Campos Elísios

Bebi seu corpo vinho
Num cálice sagrado
Decifrei o pergaminho
No seu corpo tatuado

Suas letras foram escritas
Pelas mãos de antigos sábios
Cada linha que profano
Meu corpo é transportado 

Para um jardim secreto
De tamanho infinito, quando venta pétalas de rosas
Chove vinho tinto

Aqui plantei meu coração
Aqui escrevi nossos destinos
Os animais estão brincando
As crianças estão sorrindo

Aqui não existem guerras
Eu superei a Dionísio
Nem Zeus pensou em algo tão lindo

Afrodite veio nos saudar
Enquanto estávamos dormindo
Dormindo.

 Israel vitorino - dezembro 1999
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Adriano Teles

Adriano Teles

Se o inverno chegar

Preparo-me para o inverno
Busco o que dure Ad Eternum
Valho-me da força da estação
Ainda gozo da plenitude do verão.

Cândidas memórias da primavera
Quando nem a chuva mais severa
Podia ser óbice para a felicidade
Os olhos eram cegos à maldade

Mas a verde folha seca e cai
A flecha do bravo caçador retrai
O que era forte perde seu vigor
O belo não exibe mais fulgor

Agora sopra o vento do outono
Alerta que o tempo não tem dono
Na bagagem o estrito necessário
Lembra que viver é ato temerário

Haverá quem dirá que este sujeito
Da vida tirou nenhum proveito
Julgues, mas nem tudo te contei

Aprendi com as quedas que levei
Fiz o que tinha de ser feito
Não serei pretérito imperfeito.
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Adriano Teles

Adriano Teles

Fim da linha

Não me toca mais nossa trilha sonora
Enquanto assisto à torta assar no forno
Sinto asco do beijo, do sexo morno
E falta do frio no ventre de outrora

Pra te ver, já não conto mais as horas
Tento chamar tua atenção, sem retorno
Calo para evitar qualquer transtorno
Quando vens, incomoda se te demoras

O brilho do olhar há muito se foi
Não me fazes mais sentir-me importante
Insistir já não é mais uma opção

Não carece pedir que eu te perdoe
A tua incúria é totalmente aviltante
Vai embora! A chave deixa no balcão
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Arthur Rios

Arthur Rios

Doce sujeição

A suave brisa da dependência soprou,
no teu rosto, o meu rosto 
nos teus lábios, os meus lábios 
nas tuas mãos, as minhas mãos 
no teu corpo, o meu corpo.


Fiz, do teu jeito, o meu.


Peça-me o que quiser, 
O que quiser peça-me,
Recusa incapacitada é o que tu causaste.
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eduardoaranha

eduardoaranha

Enquanto há tempo

A palavra pesa
O silêncio esconde
A atitude mostra
O desprezo separa
A decepção distancia
O sorriso une
Nada é para sempre
Mudar não tem hora
Se arrepender
pode ser tarde demais !
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Vagner S. Sajo

Vagner S. Sajo

Quando

Quando olho para trás e faço uma viagem ao passado
Quando procuro imagens em retratos quase apagados
Quando abre o farol e eu não ouço a buzina dos carros

Quando leio um romance e depois acendo um cigarro
Quando olho para o céu e o vejo totalmente nublado
Quando paro no tempo e de repente sonho acordado

Quando sorrio a toa olhando os casais ao meu lado
Quando dou tudo de mim e só recebo um pedaço
Quando procuro palavras de amor em um bilhete rasgado

Quando vejo um avião surgir e sumir no espaço
Quando me vêm o cansaço e eu procuro os teus braços
Quando o amor arma o circo e eu me visto de palhaço

Quando um anjo me abraça e eu não me atiro do penhasco
Quando o amor acende a chama e eu apago a luz do quarto
...é quando me lembro de você e morro, pedaço por pedaço!
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Denise Arueira

Denise Arueira

Na arte de amar

Amar.

Na arte de amar, o coração é o melhor companheiro.
Nele depositamos nosso maior dom e também as piores fraquezas.
Se apaixonar é como um navio num cruzeiro, vamos em um rumo sem saber da correnteza. Não sabemos se vamos chegar, então vivemos o dia a nós permitido.
Amar, é uma arte rara, nem todos sabem apreciar, alguns se entregam, outros se enterram. 
Alguns são de alma e outros nem de pensar. 
Eu amo o amor, amo amar e ser amada. Amo cuidar e ser cuidada .
A arte do amor é isso, se entregar para receber. 
Doar e viver. 
Viva o amor 

Denise A. 22/03/19
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Rosário Felizardo Bissueque

Rosário Felizardo Bissueque

Frases

Que a poesia continue a ser um meio de libertação
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Israel Vitorino

Israel Vitorino

Corações mentirosos

Eu andei entre os sonâmbulos apostadores
Sonhei com os corredores do castelo 
Vi meu sepulcro em sua mente

Você se vendeu a um pequeno momento

Eterno sofrimento. 

Meu coração se consome em sua própria chama e
eu juro que não te detesto por isso
Queria de volta a frágil menina, mas...
Rosto de mulher, cães, feridas, noites e noites perdidas, verdade pintada.
 

Minha parte mais dócil, minha parte mais cínica, qual delas é verdade?
Qual delas é mentira?
Coma! Meus sentimentos estão em coma
Mas uma sinfonia faz meu corpo mexer, por quê? 

Correntes, correntes
Eu não vejo, ninguém vê
Mas eu sinto 

Só os supostos cegos são capazes de ver
Acredita nos loucos? eles conhecem você
Onde acordo? Fogo! não queira saber

Não tente invadir o meu ser
Não aposte com quem não se importa em perder
Não peça socorro, não é possível evitar

Trancado, trancado
Meu coração sofre calado
Espinho, cansaço, nebuloso, acordado 

Não há mais real
Ginásio, eu me lembro das rebeliões
meu choro, meu primeiro contato 

Soneto
A velha menina
Uma caixa, um retrato
Uma alcoólatra vida
Um mundo pequeno… e...
Corações mergulhados em suas próprias mentiras.
 

Por: Israel Vitorino outubro 1999
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Luinda Cafunda Medal

Luinda Cafunda Medal

Boa noite

Visitando a paisagem do sorriso picante 
De modo recíproco, boa noite alegrante 
Deixando vestígios contagiantes no rosto 
Viajando na audição, com o olhar do eleito 

Boa, iluminando quatro cantos estreante 
Passando nas esquinas e gritando: oh gente! 
Noite, brilhando no sorriso, mente e peito 
Entrando nas janelas e clamando: B.N povo reito

Saindo da voz fina... e musical em diamante:
Transportando vida, alegria, n'olhar desfrutante 
Boa noite rosa, rei, rainha, ilha... em voz isfeito 
Boa noite morfológica,  no poder da canção, sã e feito 

Com olhar de boas vindas, deixando triunfo no teto 
Boa noite literária, noite prosa, poética sem defeito 
Com dados grito: Boa noite, noite de tesouro gigante!
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Sodatti

Sodatti

Independência

Na vida, fazemos nossas próprias escolhas, e ninguém deve interferir nisso.
Vejo ao meu redor muitos ditando o que podemos ou não fazer, sem ao menos pensar naquilo que queremos!
É hora de dar um basta nisso, e mostrar a nossa independência, seja para tomarmos decisões importantes ou apenas decidir o que comer no café da manhã, nossas vidas, nossas escolhas, sem absolutamente ninguém, opinando o próximo passo.

Tatiane Sodatti Domingos
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Israel Vitorino

Israel Vitorino

Tirania Literária

Somos tão diferentes! No entanto somos crase.
A língua que falamos se ridiculariza no papel, talvez porque o papel não tenha sentimento
não pulsa, não sua, não precisa de fôlego. 

Somos nós que elegemos os clássicos, a nossa fala transcrita não pode tiranizar nossas vidas.
A escrita não pode ser ouvida, ela precisa da fala, ela precisa ser lida, ainda que, em voz baixa.

Por que devemos servi-la?
Por que não o contrário?
Por que o sábio é aquele que bem escreve?
Se o que ele bem escreve, não é em exato o que naturalmente se sente ou fala?

A língua e a fala devem se subordinar, se coordenar, fazer sentido, mas...
eu, você, nós, eles, a língua, a fala e tudo que aqui está escrito é: crase, fluido, mutável
transigente, sensível - adaptável.

Chega de tirania literária!

 

Por Israel Vitorino 01/06/2021

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Israel Vitorino

Israel Vitorino

Liberdade?

Você quis capturar a liberdade
Mas num revés do destino ela à capturou
Se isso não é paradoxo suficiente eu afirmo com certeza:
Sei exatamente quem não sou.

Infinitas são as variáveis da personalidade que vem da necessidade ou conveniência.
Por necessidade todos buscam por verdades que não saberão o que fazer com elas!
O glamour de toda existência é a ciência da não aquiescência de que
tudo tem seu fim e, se realmente irá valer a pena. 

Quando te libertares da ignorância
Serás constantemente ludibriado pela ciência
Quando resistires a ela, serás sedado pela fé

E quando contemplares teu corpo inerte
Saberás quem foi e, exatmente o que não és!

Por: Israel Vitorino - janeiro 2017

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Adriano Teles

Adriano Teles

Mal crônico

Não sou fotogênico
Sinto-me anacrônico
Um tanto irônico
Em poema lacônico
E também cacofônico
Posso parecer antagônico
Pois sofro de mal crônico:
Penso demais.
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Vagner S. Sajo

Vagner S. Sajo

Quando eu tocar a face da lua

Palavras ditas ou escritas, incertas ou convictas.
Nenhuma dessas palavras, definem a dor que aflora
Palavra doce ou amarga, que cospe ou devora,
nenhuma dessas palavras definem o que eu sinto agora

Do alto da Roda Gigante, eu tentei tocar a face da lua.
Tive medo por um instante, e a minha mão pegou na sua.
De repente, notei que eu descia, vi minha vida caindo no chão.
A lua de mim mais distante, e eu do teu coração.

Quantas palavras eu preciso dizer para você ficar?
Quanto tempo permanece o meu rosto no seu olhar?
Quantas vezes sera preciso morrer e ressucitar?
...quando eu tocar a face da lua, nunca mais vou me apaixonar!
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Israel Vitorino

Israel Vitorino

São Lourenço do Sul

Um rio que apascenta a alma
e sussurra segredos no ouvido
Pássaros discursam em ruas tranquilas

O vento afaga o pescoço
O sol bronzeia sorrisos
Agradeço ao criador por esta obra

A Santa de braços abertos
abençoa quem passa, devoto ou não
pobre ou rico.

São Lourenço não é o Éden, mas acho
que poderia ter sido.
 

Israel Vitorino - 13/10/2021
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