SOBRE A SAIA
Paulo Sérgio Rosseto
Ela saiu de saia
Sem qualquer outro aparato por essência
Que tão bem a impusesse
E revelasse a impressão de que vestida
Desvestisse o que despida
Por completo estivesse
Passeou de saia
Como andasse costurando olhares que a seguissem
Provando encantos mesmo que não provocasse
Certa de que o que desnuda
Revisse parte do que acontece em sinuosa veste
E se reveste de disfarces
Envolta em saia enfim
Despiu-se para que ademais se recobrisse
Ainda que o encanto a esnobasse
E a mim nada mostrasse ou viesse sem
Se fez ciente de que sua imagem
Em minha mente adentrasse existisse impregnasse
Jamais saísse
E não saia
Sem qualquer outro aparato por essência
Que tão bem a impusesse
E revelasse a impressão de que vestida
Desvestisse o que despida
Por completo estivesse
Passeou de saia
Como andasse costurando olhares que a seguissem
Provando encantos mesmo que não provocasse
Certa de que o que desnuda
Revisse parte do que acontece em sinuosa veste
E se reveste de disfarces
Envolta em saia enfim
Despiu-se para que ademais se recobrisse
Ainda que o encanto a esnobasse
E a mim nada mostrasse ou viesse sem
Se fez ciente de que sua imagem
Em minha mente adentrasse existisse impregnasse
Jamais saísse
E não saia
Português
English
Español