Lista de Poemas
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José Tavares
Carta
Com a minha voz fui a voz do povo
Palavras discretas olhares profundos
Janelas abertas viradas para o mundo
Etapas vencidas fortes ideais
Retalhos de vida nunca são demais
Pedaços de neve que descem do céu
Como o amor entre tu e eu
Amor...
Vinte e quatro horas tem um dia
Sinto a ausência do teu forte abraço
Outros tantos dias teve o teu olhar
Foste o meu ar foste o meu espaço
Todo o passado que existiu em mim
Foi feito de amor e de lealdade
Sem nunca perder minha liberdade
mesmo que um só dia falte para o fim
Amor...
Agora vivo só num meio isolado
Recordo os momentos que contigo vivi
vem-me à memória imagens do passado
Parte do que sou pertenceu a ti
Escrevo-te esta carta com muito carinho
E mesmo sozinho nunca te esqueci
Com o teu amor percorri caminhos
Foste o melhor romance que um dia eu li
Amor...
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CORAÇÃO
Floresça tanto
Como o meu coração.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PROFUNDAS NO ESPELHO
Feitas de abraços, profundos e longos
Beijos ardentes, quentes que gelam
Ardem no fogo das noites de volúpia
Noites quentes e frias de inverno
Giestas e fragas, sombra fresca de verão
Sinto a tua alma como um rio calmo
As tuas mãos percorrem o meu corpo
Horas de paixão, profundas, lentas, caladas.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SENHOR OBRIGADO

A poesia de JRUnder
Sonetos do encanto
E olhei o seu rosto e de fundo, a lua...
Dourando de luz, criando momentos.
A eternidade pertence a quem a possua,
Qual lua distante, como seus pensamentos.
Poemas das ruas, das noites escuras,
Dos mares revoltos, tão leves flutuam...
Sonetos do encanto, natureza nua,
Pureza da lua, beleza só sua.
Qual menestrel galopando em trovas,
Na busca incessante por um só olhar,
Apenas um toque, vindo de mãos tão alvas,
Que brilhe em Minh’ alma, qual luz do luar.
Alex Zigar
Ausência
E na tua ausência
Nada ocorreu
As coisas
Não aconteceram
Não houve o café
Ninguém sentou a mesa
Para conversar
Ninguém abriu a porta da sala
Para as visitas
Tudo ficou silencioso e mudo
Os móveis ficaram
Cobertos de pó e solidão
Os tapetes se recolheram
As flores deitaram mais cedo
E o livro aberto na escrivaninha
Ficou por ler
Não existiram passos no corredor
Nem riso nem choro
Tudo ficou ausente e suspenso
Calado e retraído
A noite não se fez
Ficou vazia e caída
As tardes não aconteceram
Foram apagadas ou riscadas
A madrugada ficou por fazer
Como teias inacabadas das aranhas
Para saber mais: http://letradestoante.blogspot.com
António Amaral Tavares
SEIS ESTROFES EM CONSTRUÇÃO
1.
A boca é às vezes o deserto
vem da serra o ar como um clarão matar a sede
às pontas queimadas do silêncio.
2.
Obscuras palavras
que por promessa atravessaram
de corpo mudo a noite.
Luzem.
3.
Uma letra
uma sílaba que lhes falte
e as palavras assim prenhes de mistério
terão na tarde o seu florir.
4.
A solidão procura as árvores longe do mar
a pele seca queimada pelo frio
do vento ninguém saberá domar as vagas.
5.
Ainda do vento:
levou para o exílio as minhas mãos
cartas chegam de lá contando tudo sobre o rapto
foi tudo plano do esquecimento.
6.
Como se chovesse e o entardecer
não soubesse que a noite que vem
não é a que ele esperava.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PROMESSA REINVENTADA
Num berlinde entre as insónias
Folha de papel, branca de segredos
Pedras de tantos escritos, sílabas, pontos
Sentimentos ao abandono pelas ruas
Rosto, rosas, medo, tristeza, lágrimas
Neste musgo que não desaparecia
Colado num soneto, presente na carne
Sangue, secreto fogo de selvagem força
Asas em desespero que não o deixa sonhar
Murmúrios que habitam na mente
Promessa reinventada de celebrada vida
izasmin
Sem chão.
Desnorteada,
Sombras do nada,
Permeiam-se ao redor.
Já não há conforto,
Aparência é mero adorno,
Distância entre ter e querer.
Inconformada.
Sou feita de falhas,
Cada vez mais fraca.
Decisões errôneas,
Pouco contestadas,
Difícil de serem contornadas.
É escuridão,
Escolhi um caminho cego,
Vivo do medo e do perdão
Para preencher meu ego.
Rute Zita 73
AMO
Amo a vida
Amo tudo
Que me dá esta linda vida
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PROCURO-TE
Procuro-te nas sombras
Nos sonetos do teu corpo
Entre o mel da tua boca
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PLANTEI UM JARDIM
De belas rosas
Para colhê-las contigo
Todas as manhãs
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AS NOITES GRITAM
Frenéticas e cruéis
Nas ruas desertas da minha memória.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CONTIGO SÓ QUERO CORPO
O meu coração abre-se, para ao beber-te
Embriagar-me, ao comer-te, saciar-me
Perder-me no teu corpo, contigo só quero alma
Corpo, passear, desejar, amar, sentir
Memorizar o caminho de volta
Contigo quero ser uma louca apaixonada pela vida
Para embriagar-me ao beber-te, perfumar-me da tua boca
Saciar-me ao comer-te, perder-me na tua pele
Devorar-te o teu corpo, quebrar as regras impostas
Conduzir e ser conduzida sem limites, ser libertina
Num vão de escada, num qualquer elevador
Deixar que me possuas com prazer
Contigo só quero corpo,pele, suor, lágrimas de felicidade.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
FEL AMARGO
Da morte anticipada
Que seja a qualquer hora
Quebra-se os ossos
Nas sepulturas da minha ilusória
Quimera nua, corpo ferido
Sinistro choro, fantasma impiedoso
Amante silencioso, poço insalubre
Fel obsceno a toda hora.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
GASTAMOS AS PALAVRAS
Levadas pelo vento turbulento
Sem cuidado a desconversar
Gastamos as palavras no palato
Da nossa própria desilusão
Gastamos as palavras de ironias
Para alimentar as nossas ilusões
Gastamos as palavras do inferno
Ditas sem respeito, sem proveito
Gastamos as palavras em silencio
Na solidão da nossa existência
Gastamos as palavras na frustração
Da timidez tantas vezes sentida
Gastamos as palavras na multidão
Silenciosa incapaz de dar ternura
Gastamos as palavras do nosso
Silêncio todos os dias ou noites.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SEM QUERER
Afogamos as palavras
Que não dizemos
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
VOU TENTANDO
Onde o lobo chora em todas as estrelas
Que se alinham no total avesso das memórias
Pelas letras que de luto se encontram
Nas ignorâncias ignoradas minhas
Fogo que em mim vive e morre
Num frágil sentimento de cristais
Remendados sonhos de conchas vazias
Ondas do mar em agonia no peito que sopra
Lágrimas soltas em belas pérolas de prantos
Perdem o brilho num total desamor
Sofrem de amor, de desejo
Mas os lírios são colados no céu sem trevas
Tu amor, que no silêncio chegas de mansinho
Bebeste-me com as rosas que tens nos teus olhos
Pois um novo dia nos espera sem sangrar a vida.”
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PERDI-ME
Por entre os livros
Que foi lendo
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AI SE EU PUDESSE VOLTAR
Voltar atrás por momentos
Seria talvez louca
Mas procuraria na tua boca
O sopro de vida que me falta neste momento.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PASSEIO CONTIGO NA PRAIA
Abri os meus braços, recebi-te com carinho
Com emoção, onde adormeci a minha alma
Desci o vale encantado do teu corpo
Com o meu corpo a arder
Como arde a madeira seca numa fogueira
Eu só queria ver o mar e banhar-me nos teus braços
Para apagar este fogo, nas asas de um sonho lindo
Vi-te delirante e nele semeei toda a minha ternura
Os teus olhos eram ondas bravas feitas de loucura
Rasgas-te as seivas da minha ousadia
Extravasaste os mares de mim, cortaste todas as amarras
E incendiaste o vale dos meus desejos
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CONTRA A DOR
Há amor
Contra a tristeza
Há alegria
Contra a solidão
Há um abraço
Contra o silêncio
Há simplesmente música.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SEM NADA PEDIR
O rancor matou-me novamente
E o punhal que em mim cravou
Deixou uma chaga aberta no peito
Quando por fim fiquei enlouquecido
Senti-me esquecido, perdido talvez
Neste viver onde encontro-me sem fé
Sem honra, sem esperança, sem compaixão
Decidi que não mereço ser quem sou
Uma pobre alma que vagueia sem rumo
Pelos montes de fragas vestinda de giestas
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AS TRANCAS
Escondem-se nas páginas
Escritas de um bom livro.
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