Lista de Poemas
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Cléia Mutti Fialho
MEU GOZO (erótico)
Alma e Gort
Sonêto ao sentimento
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Sonêto ao sentimento
E se fosse real e não um sonho Se pudesse te tocar amar inteiro Entre mim e ti amor verdadeiro Escondido nos versos componho
Sei que é tão certo o sentimento ou fantasia feito de encantamento distante estrela lá no firmamento e quão suave como o próprio vento.
Deixemos que a vida assim persista Um dia a mais ou menos que insista Na nossa verdade a qual eu resisto.
O que Não se nega ao amor a dádiva imposta Pois um amor real ,já é por si bendito!
Alma Gort
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Alma e Gort
Mundo profundo
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Mundo profundo
Quem entenderá do mundo o tudo A terra coberta de brilho e escuridão Abaixo o inconformismo ou aflição ou um poeta que fala de outro mundo.
Quem intentará saber o infinito Alto o grito que a terra não escuta Abaixo a podridão que ainda reluta No frio do amargor do Ser Bendito.
O alto do Calvário o Divino morto Que de tão certo se fez como torto Em busca de mostrar justo conciso.
Escancarou a porta no céu de ninguém Sacrificou-se e nos ofertou um mundo além quase ninguém acreditou no seu juizo.
Há dois mil passados reais e precisos Subiu em glória e nos promete o paraiso.
Alma Gort |
Paulo Jorge LG
Ausência de Dúvidas
Somos projecções feéricas transbordantes da compaixão cosmológica.
Flutuamos sumptuosamente em fechados écrans, aprisionados num dilema extra dimensional.
Somos fantasmas presos no âmago do cosmos, pendentes do seu altruísmo caótico.
Brilhamos inebriantemente, como pirilampos esquecidos no espaço vazio, como matéria errante de efémera razão.
Somos um sonho incessante em busca da ausente eternidade existencial.
Somos a tela duma Guernica universal, a ser serenamente contemplada pelo vazio do espaço sideral.
Somos o pincel do pintor famoso, a pena do poeta, a música duma arpa a ecoar, a flor colorida a nascer.
Enchemos de beleza e horror os mundos desabitados de espirito crítico.
Tudo apenas ganha dimensão, quando por nós visionada, damos cor à cor das coisas, damos forma ao disforme, damos sincronismo ao anacrónico, damos esperança ao desalento.
Arrumei as dúvidas nas gavetas do meu contador racional, só me resta contemplar a beleza que embuto nas agregações elementares, e que perscruto incessantemente ao divagar.
A eternidade que se busca em vão, não é a certa, a eternidade está ao alcance do conhecimento entretanto almejado, a compreensão do universo e a sua contemplação somando ao desfruto da nossa vivência, são o cálice cheio do pseudo elixir da juventude.
Somos bolas de sabão ao sol deixadas à sorte, interrompidas pelo acaso.
Translúcidas reflectem o mundo que nos rodeia, essa informação primordial que processamos em variações infinitesimais e que se tornam inócuas, quando perdidas na imensidão das iníquas torrentes plasmáticas do universo em permanente bulício quântico.
Somos uma ode ao bom gosto, proclamada pelas estrelas ancestrais.
Atingimos o supra-sumo do entendimento metafísico, a essência da retórica existencialista, o não senso do positivismo arrogante, a maioridade na criação artística indulgente.
Falta-nos apenas o padecer perene do nosso mundo, criado à nossa imagem, nos confins do esquecimento absoluto e na escuridão da nossa alma obliterada de senso organizado, nunca mais alcançado, jamais renascido, para sempre olvidado.
Lx, 18-2-2013
Cléia Mutti Fialho
QUERO SER POSSUÍDA (erótico)
Sheila Gomes de Assis
PESARES
Sheila Gomes de Assis
O ÚLTIMO VÉU
Jorge Santos (namastibet)
voltam não
Quantos adesivos cobrem o nosso silêncio,
Quantos sóis-postos cabem num coração desocupado,
Quanta violência de minha boca já saiu,
Quantos anéis os dedos retiram em segredo,
Às vezes estremeço, perante os olhos mudos,
Fúteis, de quem parece vivo sem ser,
Ponho-me a acariciar o que me resta de gente,
Nos momentos a sós com os céus,
Conto quantos gestos por doar,
Nos rostos tristes de quem passa sem voltar,
Quantos olhares não se trocam,
Com medo de se dar a noss'alma toda,
Parece às vezes, que Deus me deu a outra face,
Pra habitar, por ter ruído o mundo,
Nas faces mudas em minha roda,
Não tendo outra forma de por mim mostrar desprezo,
Nem sei quantos passos perdi de dar em volta,
No santuário dos pedintes,
Quantos penitentes passos na realidade dei,
Inconsciente do caminho que tomarei de volta,
Às vezes, no escuro, tomo-me por um outro,
Que em minha alma existe, quase extinto,
Do qual esqueci o nome e o resto,
E sonho o sonho que este sonhar me deixa,
Somente…
Eu e o meu coração cheio de coisas esquecidas,
Contamos os dias, os passos e os caminhos feitos,
Que não voltam...voltam não.
Joel Matos (02/2014)
Sheila Gomes de Assis
VIESTES COM TUA AUSÊNCIA
Enfeitar-me os cabelos
Com flores de laranjeiras
Deitar-me em teus castelos
Viestes com olhos pedintes
Ladrando-me os farelos
Com a luxúria dos requintes
Dos girassóis em anelos...
Viestes com risos pequenos
Ofertando-me sóis amarelos
Com a sede de vales morenos
Do deserto violoncelo
Viestes...com o corpo apenas
Sem alma... De carne fria
Levando-me como vil açucena
Para o jardim nostalgia!
Filipe Marinheiro
sem título 56
Helen Costa
Meticular
Jorge Santos (namastibet)
Bebo o fel do proprio diabo até.
Parece que da minha alma não vem conciliação,
Danilo de Jesus
Dói viver
Saber que não sou aquela placa daquela esquina... - como eu a invejo por isso! Saber que essa placa dessa rua chama mais atenção do que eu. Porque sem ela lá os pedestres passariam direto para a outra margem da rua, mas com a placa ali eles tem de parar. Eu se a rua faltar sei que mal me darão e se lá estiver também mal me perceberão, e olha que eu ainda estou no topo das espécies!
Saber que uma simples garrafa pet permanecerá no mundo mais que eu - Como não fazem sentido as coisas que fazem sentido!
Saber que a minha vida é um placa de vidro com sentidos, enquanto o diamante e mais resistente e durável e valioso que ela; e olha que eu ainda vivo e sinto, - eu penso! - pudesse eu não pensar e nem senti, mas durar!
Mas o que me consola é saber que sou parte dessa grande massa que é tudo ser, e também assim como o dia morre igualmente morrerei - mesmo assim às vezes dói viver - por que é difícil aceitar que a vida já começa morrendo!
Trabalhar duro, ser pobre, sofrer...!Tudo isso seria tão diferente sem a morte?!
Sheila Gomes de Assis
AMOR INDEVOTO
Sheila Gomes de Assis
A SENHORA E O SACERDOTE
lcarlos coelho
Adeus
no inicio eramos encontro sem partida
despedidas momentâneas, sem demora e sem espera
eramos dois serem em único espectro
de imagens, desejos, acenos e olhares
no começo existíamos e tinhamos somente uma estrada.
Hoje tenho estradas e caminho so
você partiu e deixou somente o aceno do adeus
sem motivo, sem lagrimas na partida
as mãos segurando o vazio, fugidia sua imagem
ficou diáfana e o olhar ficou na estrada do sem fim.
licroceh usalsolo
setembro 2013
Lua Barreto
Nunca fui uma mulher de artimanhas
Mulher de perfumes
De velas aromáticas, óleos e fantasias
Nunca fui mulher de máscaras
E cintas-ligas
Mulher de meias 7/8
Sempre fui mulher de inteiras
De querer agora
De repentes
Mulher de acasos
E acontecimentos
Desta vez
Quero fazer diferente.
José_Carlos_de_Souza
(Sonho de Ícaro)
ter a têmpera do aço
e a mobilidade dos pássaros.
Francisco Filho
Não me poupe a vida
do nascer da manhã
ao fim do dia
Não me poupe a vida do barulho da chuva:
sobre o telhado
e do chão que a suga
Não me poupe a vida da lucidez:
e só de amor
a embriaguez
Não me poupe a vida de sonhar:
mesmo sozinho
na sala de estar
Não me poupe a vida de um sorriso de mulher:
que de tão belo
faz enternecer
Não me poupe a vida do olhar de uma criança:
quando já cansado
me encha de esperança
Não me poupe a vida de escrever:
no enrugar da pele
quando envelhecer.
lcarlos coelho
Espera sem esperança
lembrança esperada e desesperada
ante a distancia em que nos encontramos.
Não sabes da minha existência não sei dos seus passos
nada encontro nada vejo nada sonho e nada brilha!
Sem caminho e sem a bussola do passado
vou perdendo tempo e espaço e vida e morte
na esperança desesperada da minha triste espera!
licroceh usalsolo
Rodrigo_A_Cardoso
Uma noite qualquer
E a solidão se torna uma escolha comum
E a pior saída é o mais forte pensamento
Adeus é a ultima palavra
E o preterido não sabe mais como ficar
Talvez não faça mais falta
Um estorvo para o que se resumia em uma palavra
Amada
A esperança deixada para traz
Sua vontade de viver questionada
Pensamentos sombrios ajudados pela penumbra
O escuro maltrata os bons pensamentos
Deixar a vida escapar parece tão fácil
Tudo pode acabar no escuro da madrugada
Quando meu corpo for encontrado sem vida
Que conste no obituário que morri de paixão
E avisem minha amada que o ultimo sorriso
Mudo em meu rosto foi pra ela
E que alem do túnel que liga esta vida a eternidade
Sempre esperarei por ela
Minha linda de um amor eterno
De uma vida perdida na madrugada
Rodrigo_A_Cardoso
Por Te Você
Por insanas noites passei
Por algo incerto esperei
Por estar na busca chorei
Por chorar me fiz coração
Por ser coração me fiz encontrar
Por mi encontra pude ti acha
Por ti acha me nasceu amor
Por ti amar me dei magia
Por ser magia me tornei sonhar
Por sonhar te quis espera
Por espera me fiz esperança
Por te esperança te fiz hoje presente
Presente em pensamentos em sentidos e desejos
Por pensar te fiz futuro
Por te senti te fiz aconchego
Pelo meu presente te fiz companheira
Por ser companheira hoje já não mais vaguei
Por não mais procura noites junto a ti terei
Terei o meu presente
Terei o meu futuro
Terei o amor que tanto me tornei por você
Te amo, obrigado por me deixar ti achar
Stella Felippsen
Prazer, quem sou ?
Mas é casada com o medo!
Coração gelado é como me chamam,
Mas sou sensível como uma dama!
Intrometida posso parecer,
Mas só não quero te ver sofrer!
Protejo a todos que eu puder,
Nem que para isso eu tenha que perecer!
Amo a todos que me permitem,
Mas quando odeio não tenho limites!
Não suporto a traição,
A lealdade é o que move meu coração!
J L Silva
Noite
Ó, noite,
que levas do dia para o mar?
Levo a luz que calcina,
as cores das flores,
das folhagens,
as cores que esplendem
no horizonte nos finais
das tardes sobre os lagos
levo a tocaia da tua saudade
e o lume dos teus sonhos
levo as tuas horas cativas
e o grito ao qual te inclinas
Ó, noite, de promessas e de
silêncios
de ausências e de contemplação
repousa teus olhos negros
no sono dos meus olhos crassos
e canta a cantiga de acalanto
que o vento murmura
ao passar pelos rochedos
onde entre as frestas brotavam
flores que a tua mão encobria
e onde ouve-se o augúrio do
gorjeio da ave noturna,
segredos, seres encantados
acalantos que a chuva traz
Agora que atravessas o mundo
carregando em teus cabelos
as cores do dia e os instantes
com os quais vivo a ilusão
de um tempo fragmentado
e com o qual transcrevo o
passado no presente,
criando o engano de um futuro
Agora, acende os espelhos onde
a vida se reflete cortando a
escuridão rumo às latentes
luzes que tecem as auroras
Ó, noite, teu fascínio se
imiscui aos crepúsculos dos
fins de tarde, sombra cinza,
amalgamando-se às cores
do dia e a elas se sobrepondo
estendendo o manto negro
para que as estrelas iluminem
as lembranças por onde me
procuro no absoluto tão cheio
de presságios e afetos,
vem e traz contigo
os hieróglifos indeléveis
da poesia, o mel de uns versos
colhidos à noite singular e terna
e que pulsam no instante milenar
onde a idéia une-se à forma
onde o murmúrio dos anjos
confortam os náufragos da noite
quando em seus braços dormem
os teus olhos de infância
e o nosso primeiro amor
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