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Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

SOU TEU FADO SIGILÁRIO

Não adianta banhar-se de outros aromas
Meu cheiro está impregnado em tua pele
Eu sou cada gota de suor teu
Sou a raiz dos teus pêlos
Eu corro nua no sangue de tuas artérias
Sou teu vital oxigênio
Sou cada polegada de tuas digitais
Desespero que te invade inteiro
Tatuagem cósmica, orgasmo fleumático

Não adianta buscar-me em outros corpos
Ou em outras bocas e abraços vagos
Saciedade matada, sem adornos de alma
E mundo vazio ao amanhecer...
Sou a imagem menina de tua retina
Âmago de dor que inflama
Sou a eletricidade que te aviva
Paz que te alinha e derrama
Nas profundezas de minh' alma.
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Larissa Rocha

Larissa Rocha

Ariel e Caliban


Um deles é o sopro de ar freso em perturbada mente,

O outro transforma em cinzas meu coração ardente

Um é o meu porto seguro, tranquilo e bondoso,

O outro é a inconstância de um mar revoltoso.

 

Como na Tempestade de Shakespeare, eles são

Assim tão diferentes, mas dividem meu coração

Meu espírito é consumido por uma dúvida vã

E meu coração dividido entre Ariel e Caliban! 
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Lua Barreto

Lua Barreto

Sobre Hipopótamos e Elefantes

Elefantes são animais teimosos
Inconvenientes
Aparecem sem ser convidados
E voam,
Voam longe

Ah, têm péssima memória.

Vêm em várias cores e,
Sem aviso,
Podem mudar de cor

Ficam invisíveis mas não somem
E parecem ser imortais
Aviso:
Não tente matá-los!
Eles se multiplicam.

Já os hipopótamos são dóceis
Tímidos
Da matéria dos sonhos
E dormem em garrafas

Não mudam de cor
Mas podem alterar o sabor
Em geral são doces
Mas há dias em ue podem estar mais apimentados.

Assustadiços, se escondem ao menor sinal de chuva
Mas são fortes como... hipopótamos!

Nunca tentei matá-los
Mas tenho certa mdificuldade em dormir engarrafada.
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Juro




Ó hora do diabo! Deus do caos,
Entropia, desordem e denúncia,
 -Deixa que me roa nas entranhas,
A inveja e o meu nariz falhado, débil
Pode ser que a purga me alivie

Das fraudes e da raça doutrem
E o meu corpo depois lavrado de ódio
P’la lama p’la imundice, javardo
Armado p’la cobiça, procrie
Coisas belas que estas não, estas não…

Telas falsas que se leem e consomem ocasionais
Como sandes em janelas frias em renúncias
 -Deixa-me fechar nos olhos, o estar bem
E o falso bom agrado de doentias
Falácias crápulas trajadas de besta,

A morrer ao lado desta mesa
Falida do meio dia ás treze...desassossego!
 -Deixa-me na soleira do fundo
Na paragem nua da rocha e da lua
- Deixa-me berrar Confúcio, Alláh…

Ralhar às hostes de Barrabás e nas talas
Do carpinteiro mas atrás do destino justo
 -Juro, confuso… mas juro - hei-de riscar
Os muros das casas, os tramos e estremas
Que separam essas, destas febris entranhas,


JURO...

Joel Matos (02/2014)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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Regina Célia de Jesus

Regina Célia de Jesus

SE FOR DIFÍCIL CAMINHAR

Eu vou te amparar
E se for difícil caminhar
Da-me a mão, estou aqui,
Com fé e oração,
Sorria a nova benção
Que chega à ti.

Embora chores
No desabafo do momento,
A vida é feita de momentos
Que temos que passar,
Sendo bons ou ruins,
A vida é perfeita
Naquilo que tem que ser.

Não desanime nunca
Afinal a batalha já esta ganha,
A tempestade vai passar,
E a vitória se aproxima!
A fé em tempos de guerra,
Essência para recomeçar.
A capacidade de pedir ajuda,
Traz aos teus pés a terra,
O chão para pisar,
Novamente se aprumar
Para vencer e sorrir.

A certeza de que a vida,
Embora seja labuta,
Também é de felizes conquistas
E sorrisos a florir.
Momentos assim deixarão de ser dor
E sera história de vida,
Sera benção em seus caminhos
De horizontes limpos e belos.

Deixo aqui minha benção
De amizade e carinho.
E afago sua alma
Com luz e devoção,
Pois vai passar a sua dor,
A paz novamente reinará.

Em teu ser florescerá
Tempos de agradecer
A dádiva da vida
Que tens em suas mãos.
Conte comigo, amigo,
Sempre que precisar,
Minha alma sempre pronta
A te proteger e afagar.

(Regininhailhabela)
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Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

MAGO

Decifrastes meus enigmas
Cantastes minhas partituras
Quebrastes meus paradigmas
Enxergastes minhas canduras
Curastes meus estigmas

Adentrastes eloqüentemente
no físico, químico e biológico
Sem bater na porta

Experimentastes meu corpo como alquimia
Vivestes em mim faminto e naufrago
Eternizastes em sêmen sagrado aprazia
Transcendentestes a amplitude do âmago

Espectros siameses homogêneos
Simbiose de corpos ardentes
Osmose de vísceras inteiras
Enlace de espírito & alma

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Jonathan Freitas

Jonathan Freitas

Músicas e flores.

Sinto-me ofertando-te uma rosa...
Ofereço-te com terno carinho,
Com afago de olhar,
Com tremor de mãos
Em distorce à real formosura floral,
Mas em vibrações de sentimentos
Emanados por paixão,
Irradiados...
A todos que se vitimarem
Por minha explosão de amor,
Sofram todos de alegria plena,
Rogo-lhes tal sina,
E que todos padeçam das sensações
Do meu gozo por amor.
E que neste complexo universo
De sentimentos e energias,
Tenha eu criado o jardim
Da perfeita morada,
Do doce aconchego,
Do nosso lugar de amar.
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Filipe Marinheiro

Filipe Marinheiro

sem título 1

Livram-se de súbito
árvores dormidas
no barlavento
de mágoas íngremes
frente aos cotovelos
que te desprendem
ao sorriso
desses rios passageiros.

Mais à noitinha
a sua curva de ervas doiradas
desvairam-se longamente
cheias de cheiros graves e furtivos.

Ganham voo esquecido
mesmo que emparelhados
atrás do cesto de frutas a escorregar
contra a espiga do peito férreo
apodrecidas.

Ervas roucas urgentes
de um verde prata inimaginável.

Cheias de ervas
a sede.

Sede gémea
às luzes arrastadas
pela pele curável da tua sombra,
só tua até doer.

Húmida essa ferida noite
sem permanecer sobre nada
e soltas uma sílaba de paixão
falando-te puro
aos ricos pastos dentro
do raso silêncio.

Vai doer-me ver-te
porque sou assim
virado para ti
ó natureza comovente...

E quando pouso toda a alma
no que é teu e meu
ouvimos essa brisa melancólica
só nossa só nossa.

Escuto a aflição da dor anoitecida.
Alegre dor da noite navegada
em redor do lume da foice
perdemo-nos
nas ondas feitas de vento
a entrar e sair soletrado.

Ingenuamente as colinas limpas
sem orientação
e preconceito invisíveis
no amor de ti encostado contra
as faces
virado de costas.

Deves tudo isso
aos nossos lábios úteis.
Corremos novos na roupa
das estepes paradas
por cima do estremecimento da palavra
doutras searas então vigilantes.
Fossem ignorantes
nossas também.

Nunca poderão partir
os lamentos dessa pouca
exaltação.

Mas relembro-te
para fechares
extenso alguns cristais abandonados
das tuas veias galácticas
e a tremer como uma sonâmbula
alvorada nua.

Sais pela raiz da lua fora
porque a sua amável cara de criança
vem-te beber da terra flutuante
num encontro interdito
a essas belíssimas
mãos tão fielmente
compostas.
915
2
Gi

Gi

Incoerente

Contradizer seus dizeres,
É adulterar sua alma,
Falsificar o que tens no peito,
Buscar com pressa a calma.
Gritos mudos,
Público surdo.
Mentiras escarradas... Descaradas.
Perdeu-se em seu luto,
Fez da batalha o fim da guerra.
Sabe o caminho e por escolha, erra.
Pensamentos atados...
Textos  sem poesia.
Poeta calado.

Gi Amor
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maria joao moreira

maria joao moreira

Podes

Podes pintar de negro as flores de primavera
rasgar todas as cartas
queimar livros e recordações.
Podes fazer do mar um enorme deserto de sal
inventar palavras novas para dizer tristeza e saudade.
Podes abolir as manhãs de domingo
apagar do céu o brilho do luar
enganar a pele e dizer que é de frio
o arrepio que julgava ser de paixão.
Podes deixar de ser
e fazer com que tudo à tua volta
não seja e
não exista.
Podes fingir que é um jardim colorido
o monte de terra seca que te suja os sapatos.
Podes ficar ou partir
regressar ou permanecer.
Podes esperar ou desistir.
Podes fazer tudo o que quiseres
e até podes não fazer nada.
Só não podes apagar o amor.

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Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

PÉRFIDO

Eclode-me a blasfêmia enraizada
D'alma perfura-me as vísceras
Como chaga latejante
De sangue mórbido borbulhante
Sobre o véu do purgatório

Rogai-me complacente e sacrossanta
D'outro amor em luxúria mundana
Corrompido amor pudico idolatrado
Dos castelos intrínsecos de cristais
Que lascivo, quebrados por ti

Olhai-me suscetível a rubéola
Aos males metafóricos do eczema
Pérfido usurpado do sempiterno
Dissoluto das dores cancerígenas
Que morfina (perdão) não alivia

Perdoai se o esquecimento não impera
Se vaidade aleijada e ira cega
Não calam o grito mudo que esperneia

O coração não comissura dor imensa
O sangue lúdico é sorvido pingo a pingo
E, o amor interciso agoniza em despedida
595
2
Filipe Marinheiro

Filipe Marinheiro

sem título 3

fecho os olhos
abro-me nos teus como uma balada impune no seu sangue
oscilante

entretido percorro-te, estremeço-me nas veias singulares
depois com a ponta da língua
afável caligrafia reponho as cordas giratórias

e andas no meu imenso chão
um chão embalado p'los nossos sorrisos de cetim
só teu, só meu a transformar-se

porém nunca a concluir ou terminar salvo esse romance
nada súbito a apertarem violetas durante
jactos perfumados

decerto uma bondade eterna
eis donde chegam os meus afectos

e nas artérias de seda cristal
crias novas meigas cores novos ligeiros ares
novos amantes tons
novos endurecidos ruídos
novo auroreal amor para eu continuar a ver

a ver-te debruçada sobre mar transparente
com veludo de orvalho entre os poros
a ver-nos encalhados continuando a moldar
brancos banhos

como numa nossa gargalhada
a dormir no cume de videntes astros adentro
só dessa maneira
estaremos destinados a tais grandes coisas
806
2
Paulo Jorge LG

Paulo Jorge LG

Estou Pronto





Estou pronto a amarar,
O meu espírito insurrecto,
Perdido no fundo do mar,
Contra corrente a definhar.
Estou pronto a aclarar,
O grão mistério da vida,
Libertar-me de sofismas,
O lesto desígnio abortar.
Estou pronto a arcar,
Com o peso da dor,
O eterno sossego,
A alma a arfar.



Lx, 1-3-2013
788
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1
Betina

Betina

Nódoa e nada

Da nódoa aos nós, 
circula neste corpo 
sangue raro.
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Filipe Marinheiro

Filipe Marinheiro

sem título 55

Balanço-me feito túnica
de cortinas a cordas de violino a estalar,
marco o compasso entre véus a sopros de flauta
e nesses púdicos lugares eternizo-me dançarino.
912
2
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Se eu fosse ladrão roubava


Se eu fosse ladrão roubava
O amor a quem não me dá nada
Se eu fosse ladrão roubava
Pão e seria eu que o dava de volta

Se eu fosse ladrão roubava tudo
A quem não dá nem me dá dó
E se fosse pão roubava-o só
Pro dar ao pobre ao lado da porta

Na volta só deixava a tristeza cá
Na beira do mar salgado
Pros tristes deste Condado
Coitados, não morrerem sós.

Morrerem com os olhos
Pregados por pregos ferrugentos
Do sal nas tristezas

Que semearam cá e lá

Jorge Santos
(http://namastibet.blogspot.com
1 069
2
Paulo Jorge LG

Paulo Jorge LG

Beleza





Tão belo a natureza escutar,
Por não ter nada a reclamar.
Tão belo acho o teu amar,
Por de nada conseguir gostar.
Tão belo é o teu sorriso,
Por ter julgado ver o paraíso.
Tão belo é dar à vida sentido,
Por ter apenas pressentido.
Tão belo é sempre viajar,
Sem nunca sair do lugar.
Tão belo é saber criar,
Sem qualquer intento a dar.
Tão belo é o meu desprimor arcar.


Lx,1-3-2013

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Samuel da Mata

Samuel da Mata

ÁGUAS DO AMAR


Todos nós sonhamos com um amor de águas cristalinas onde névoas de carícias fluem de cascatas de sonhos. É um amor utópico, fantasioso, mas transporta a nossa alma para um mundo novo onde as nossas dores são esquecidas e tudo de belo acontece. Não é loucura são sonhos, tão necessários ao ego quanto a razão. Sem eles as esperanças morrem e o viver se torna insípido e frio. Contudo, o amor é sempre uma jornada emparelhada onde as almas se misturam lentamente em acalentos mútuos e exercícios de tolerância e compreensão. Ambas têm seus vazios ocultos, suas tristezas incubadas e suas mágoas por lavar. Caminhando juntas vão se misturando em corredeiras e turbilhões de dor. Com o tempo suas necessidades já não têm mais cores distintas, suas mágoas e sonhos se fundiram. De vez em quando, encontram o remanso de uma linda praia onde suas almas descansam e celebram o entrelaçar do amor.
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Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

TU POEMA

Tu-Poema, de papel macio
Com letras pingando cacau
Enamoro-te ao ler em arrepio
À deriva/mercê como nau
Tu-poema...!

Tu-Poema, correnteza de rio
Com águas de puro sarau
Leio-te hebráico, francês e latim
Nas entrelinhas deste calhau
Ah... Tu-poema!

Tu-Poema, beleza e brio
Nas águas d'um vendaval
Ancora teu verso-navio
No estrofe do temporal
Que a entrelinha no cio
Reluz impressão digital

Tu-Poema com frio
Tu-Poema castiçal
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Quando a morte vier







Quando a morte vier dos céus,
Roubar os sonhos meus,
Quero estar por perto,
Pra apontar o destino certo,
Aos sonhos que nem sonhei.
Céus que nem sonhos têm,
Sonham sonhos, como quem os tem,
Não importa se seus, ou se eu-lhos-dei,
Pois, quando a morte vier,
Impressa em letra d'Imprensa,
Toda a gente poderá ver,
Os nublados véus, da minha pouca clareza.
Os céus, são banhados de tédio,
E as letras mal fixadas,
Morrem cedo d'silêncio,
Com as estrelas a elas pregadas.
Quando a morte vier dos céus,
Quero ser pregado, (eu sim) p' los dedos dos pés,
A uma pergunta capaz,
De ser respondida por um vulgar deus,
Desses...mudos quando pregados na cruz..
Quando a morte vier,
Trocarei os sonhos, por doutros
Sem uso, d'algum simples coveiro,
Não me sentirei de certeza vaidoso,
Mas jamais algum deus,
Hasteará nos céus, meus sonhos, pra seu
Único e exclusivo pouso...
Joel Matos (01/2014)

http://namastibetpoems.blogspot.com

(A minha mãe língua, mora no vento forte e só a sorte a amarra... e a morte... )

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Rodrigo_A_Cardoso

Rodrigo_A_Cardoso

Te ter

Te ter é te amar
Te amar é te sentir
Te sentir e delirar no seu colo
Fechar meus olhos e viajar no seu beijo
Te ter entre meus braços
Te pegar no colo
E levá-la ao chão
Suspirante entre meu abraço
Sentindo o calor do seu corpo
Os corações entrando em harmonia
E de um êxtase infinito te ter
Tremula e ofegante
Neste momento terei mais que seus beijos
Que os suspiros em minha boca
E minha língua umedecendo seus lábios
Mais que minhas mãos percorrendo seu corpo
Que minha boca tocando sua nuca
Terei mais que seu corpo
Terei mais que sua alma
Terei você
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Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

LÂMINAS

Voluvelmente revoluto
Ante a indagação inquietante
Ora desejo de fruto
Ora murmúrio de sangue

O silêncio absoluto
Torna o ar errante
Como subproduto
Dum pedestal vacante

O emocional diminuto
Não intimida o instante
O 'nada' sim é astuto
Finalizador e cortante.
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Luíz Sommerville Junior

Luíz Sommerville Junior

Tempestade

Jamais poderei ser
O vento que movimenta a barca
Jamais poderei ser o mar
Em estradas d´água
Que foram a invenção de novos mundos
Jamais poderei ser o timoneiro
Que governa a canção dos marinheiros
até ao destino
Que é o fim
De tudo o que começa
E se vai embora
Jamais poderei ser como Magalhães
- seguir em linha recta!
Para regressar
A este (mesmo) lugar
Com uma nau desfeita
E suas velas e bandeira
irreconhecíveis , de dilaceradas
À deriva



Luíz Sommerville Junior, 270220142301
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Noção de tudo ser menor que nada.

Noção de tudo ser menor, que nada
Ser - A lua brilhando inchada,
O ventríloquo coração
A compensar a excessiva exatidão,
O embarcar com bilhete só d’ida,

Pro lado vazio dest’alma,
-Fugir de tod’esta gente,                                                        
Como sonho desinteressante,
Que mal se recorda,
Como um cão sem dono nem ladrado,

Fui passado sem presente,
Vagão passando rente
Ao suicida, a ironia do falhanço,
-Sendo eu, em tudo o que faço,
Causa/efeito do falso sentido.

Sou de tudo num dia e nada
Noutro, senão palhaço,
Desses a que se dão corda,
Na grotesca marcha do corço.
Sou forcado de curro e cornada,

O ventrículo e a laça aorta,
Servindo literáriamente de forca,
O sentimento de natureza morta,
Que foi no voar, uma ave branca,
Quando esta, o voar abranda…


Joel Matos (01/2014)

http://namastibetpoems.blogspot.com
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