Lista de Poemas
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Michel Gomes
Subterrâneo
Samuel da Mata
Grandes Sonhos
Mobilidade de lêmure e força de leão
Mergulho dos peixes que ao fundo vão
Do enxergar predatório em plena escuridão
Do radar do morcego, às cegas a voar
Do pombo-correio, o saber se achar
Do elefante a quilômetros, o se comunicar
Engenharia de grilo, tão longe a saltar
Sonhos milenários, ao homem a aguçar
Coisas só alcançadas de cem anos pra cá
Hoje: mundo interativo, radiante a brilhar
E meninos que pensam: tudo já estava lá
Jéssica Capuchinho
Delírio
Sei que é loucura poder escutar o vento mas qual seria a graça de ser normal? E a lógica para tudo isso?
Ora,direis que falei com a solidão.Muitos gostam outros não,faz parte de quem chora por não ter um irmão que te estenda a mão,te tira do do caos do furacão.
Ora ,direis que falei com saudade que acaba com a felicidade de ser feliz de verdade,matando a coragem,liberdade de vontade.
Ora,direis que falei com ela,sentada com cautela,lá no topo de uma cidadela chamada Ilusão.
Disse que tava fugindo...fugindo dela.
-Não espere que eu explique - falou a menina em forma de borboleta.
Érica P. Ap. Calefi
Seu amor é meu maior presente

Quando a gente se encontra há no céu chuva de fogos!
Nossos corpos se misturam e no universo se espalham...
Sei que nascemos um para o outro e que não haverá
Força alguma que possa nos separar!
Pois somos almas que se completam...
Que existimos para viver esse amor
E dele permanecer na eternidade a viver
Esse amor sem maldade!
Somos um só, divididos em dois corpos, dois corações!
E se unindo na vontade de se amar sem deixar
Essa felicidade passar...
Você é para mim, e eu sou para você!
Somos um do outro e assim, somos juntos um só...
Nossos laços se enfeitam a beleza de nossas fitas
Acetinadas douradas, que mostram o quanto
Somos bonitos por sermos embrulhados
Um para o outro para ganharmos da vida o mais belo
De todos os presentes, esse amor para sermos feliz
Eternamente!
Por: Érica Calefi
lcarlos coelho
Lembranças saudosa
estavas rodopiando ante meu olhar de apaixonado
no vazio dos meus braços eu a tinha bem perto
como se bailando comigo estavas!
Naqueles tempos de conhecimento eu só admirava
e desejava estar sempre consigo nos meus braços
e beijando aqueles lábios que um dia seria só meu!
Naqueles tempos tudo era um sonho, era desejo, era real
a imagem que estava sendo plantada em meu coração.
Ah! naqueles tempos eu te amava e não sabia
o quanto iria sofrer por não te-la em meus braços.
Nos olhos fechados e marejados de lagrimas
se forma a imagem da bailarina
que nunca me pertenceu!
Adalto José Sousa
CHEIRO DE AMOR
A ROSA
EM
BOTÃO
CABE
DENTRO
DA MÃO...
COMO
O OURO
ELA É!
PORQUE,
DAQUI
A POUCO,
SERÁ
A BELA
FLOR...
CHEIA
DE
VIÇO,
PLENA
DE
VIDA,
CHEIRO
DE
AMOR:
DO
NOSSO
AMOR...
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susete evaristo
Meu Amigo
São para ti
estas palavras meu amor
Dizer-tas desta forma
é meu castigo
Vivi,
Sonhando contigo a vida inteira
E agora que te encontrei
Só poderei chamar-te
Meu Amigo.
Samuel da Mata
ÀS VEZES
Às vezes eu sei, mas não quero crer
Nem sempre o que sinto, consigo dizer
Mas sempre o que digo está no meu ser
Às vezes sou mágoas, às vezes paixão
Às vezes sou lágrimas e pura emoção
Às vezes dureza, frieza e razão
Às vezes amargura, dor e solidão
Às vezes eu busco por alguém melhor
Às vezes ao relento, prefiro estar só
Às vezes é triste viver sem ninguém
Às vezes esta vida é a que me convém
Às vezes eu quero o que sempre sonhei
Às vezes eu sonho com o que já deixei
Às vezes esqueço o que eu quero ser
Às vezes eu sou o que quero esquecer
Eu sempre falo o que eu devo pensar
Mas nem sempre penso antes de falar
Tenho sempre escrito o que me convém
Mas às vezes escrevo a dor que me tem
Rodrigo_A_Cardoso
Pagarei minha conta
Em sua sombra não a rosto para te acusar
Seguindo o caminho olhando por onde pisar
Pés que sustentam uma vida sem rumo
Traçando um caminho triste como o andar
Antes de tudo o perdão tem que ser próprio
É o mais difícil, se perdoar
O que os outros nos fazem às vezes esquecemos
Deixamos que o tempo que é dono de tudo
Traga justiça e paz para nos aliviar
Mas o que fizemos a nós mesmos o espelho vai acusar
Não se pode fugir de si mesmo
Minha vida sou eu que vivo
As decepções que causei não são nada
Ninguém sabe por tudo onde andei
O sentimento que cada lugar despertou
Nem imaginam as coisas que vi
A minha vida vivo eu
Pois sozinho por muito tempo caminhei
Com todos os meus erros e acertos
E seja nesta vida ou além
Sei mais do que ninguém
No final a conta sempre eu que pagarei
Adalto José Sousa
DESENCONTRO- mindim
MAIO!
A MOÇA
CASOU...
CORREU
TUDO
NORMAL
QUE MAL
PODE
HAVER?
NENHUM
MAL,
CLARO...
POR QUE,
ENTÃO,
FALO?
QUEM É
ESSA
MOÇA?
VOU LHES
DIZER
LOGO:
NÃO É
UMA
QUALQUER:
É A MULHER
A QUEM
AMO
POR QUEM
MUITO
CHORO...
SÓ
PORQUE
É MAIO
E ELA
ALI
CASOU...
PASSOU
UM BOM
TEMPO...
ANOS
DEPOIS
CASEI.
O MÊS?
FOI EM
MAIO...
DEPOIS
EU
SOUBE:
ELA
TAMBÉM
CHOROU...
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Luciano Melo
O Expurgo
O Expurgo
expurgo, lixo ,farrapo, assim me tratas.
horrível, horrendo, e feio, não me queres no meio.
insuportável, desagradável , abominável , só me maltratas!
assim me vistes sempre como expurgo , lixo, o inaceitável !
agora precisas de mim, e me vistes com outros olhos
agora sou flor, lírio, jasmim, até gostas de mim!
pensas que sou tolo, inepto, néscio e palerma ?
enganastes, que me ganharia com o seu esquema.
Luciano Melo
Sheila Gomes de Assis
ALCAIDE
tais rocha silva
QUEM SOU!
LEVA-ME A UMA BUSCA PELA EXPLICAÇÃO
TENTO NÃO DAR VIDA A MEUS SENTIMENTOS
E NEM SINTO BATER NO PEITO UM CORAÇÃO.
ME COMPRIMENTAM PELAS RUAS COM UM OLHAR TÍMIDO
SORRISOS QUE BUSCAM MAIS DO QUE PODEM TER
EM UM MOMENTO BROTA UM SORRISO
POR HORAS A DÚVIDA DO VIVER.
A NOITE PASSA COMO SOPRAR DO VENTO AO MEIO DIA
O DIA SE ALASTRA COMO NOITE DE TEMPESTADE
PROCURO UM ABRAÇO AMIGO NESTA HORA.
O MUNDO É TÃO DIFERENTE DO QUE IMAGINEI
NÃO TEM LUGAR PARA FRACOS NEM INDECISOS
E O PIOR É QUE AINDA ESTOU A PROCURA DE MIM.
ana rafael
Só
No silêncio dos meus
Pensamentos
Que faço eu
Aqui
Que faço eu
De mim
115611191684958607395
Lei 12830 de 20 062013 Substituiu a PEC 37
O indiciamento é privativo do Delegado de Polícia e não do Ministério Público
O povo requer mudanças
Mudanças mais radicais
Que não fiquem na esperança
E nas manchetes dos jornais
O povo exige controle
Nas despesas da nação
Despertou! Já não engole
Tamanha enganação
Moral, ética, disciplina
Com o bem público respeito.
Com tapeação libertina
À PEC 37, deram seu jeito
No dia vinte de junho
Lei, doze mil, oitocentos e trinta (12.830)
Substitui-a em seu cunho
Enganando o povo, na finta
Abusiva, contraditória
Ao anseio popular
Que nas ruas fez história
Para a PEC derrubar
Indiciamento privativo
Do Delegado de Polícia
O M. P., fica inativo
Conforme a lei da notícia
Veja aí, minha gente
Se se pode confiar
Esse pessoal, só mente
Além de nos rapinar
Não sou eu que estou dizendo
A TV dá em manchete
E o Brasil só sai perdendo
Essa chaga, é um ferrete
O preço da gasolina
É mais outro disparate
O etanol é sovina
Nem gasolina o combate
O preço dos automóveis
O dobro do Tio San
Como somos ignóbeis
Podemos deixar que roam
Roam tudo em suas casas
Não nas tetas da nação
O povo já ferve em brasa
Cuidado!
São Paulo, 12/07/2013
Armando A. C. Garcia
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http://brisadapoesia.blogspot.com
Jéssica Capuchinho
A Viagem
a tristeza tomou conta agora.
E eu pensando que estava de passagem,mas vi que estava na bagagem.
Luna Blanca
Perdida Em Você
Às vezes parece real,
Às vezes ilusão,
Você é poesia e canção,
Eterno amor.
No limiar da razão,
Loucura, temporal,
Desperta meu instinto animal,
Não sei quem sou.
Ter e não querer,
Querer e não ter,
Prostrada aos teus pés sem perceber,
És brisa, és vendaval,
Luta entre o bem e o mal,
Vida é estar com você.
Adam_Flehr
Outro outono
há instantes,
quisera fossem os seus,
órbitas distantes,
mas foram-se ligeiros,
como outra estação
Estas mãos que se estenderam
às minhas,
naquela hora,
Quisera fossem as suas,
muito embora,
não possuam calor,
nem suor,
nem paixão
Estes lábios que falam aos meus
no presente,
quisera fossem os seus,
muito quentes,
mas sussurram palavras oblíquas,
num esforço oco
e vão
Estes corpos suados, entrelaçados,
nesta cama,
Quisera fossem os nossos,
óleo e chama,
incendiando desejos,
entorpecidos
de tesão
Este perfume que senti
há um segundo
Quisera deixasse seu rastro
neste mundo,
mas perdeu-se no ar, com o fim
de outro verão
Esta nova estação que chega
justo agora,
Quisera fosse mais que outro outono,
e levasse a saudade
embora...
e deixasse cair folhas secas
ao vento,
no chão...
Cláudia Silva
A minha casa
A minha casa cheira há nossa vida...
As vezes cheira a mim, outras vezes a nós...
Cheira a comida há hora de jantar,
cheira a vinho há hora do deitar...
Mas cheira sempre ao nosso amor.
A minha casa tem o cheiro do incenso, que me inspira...
e outras vezes cheira a tabaco!!!!
Outras vezes tem o cheiro do vazio, quando me faltas,
e outras vezes cheira a passado!!!!
Tem o cheiro da nossa vida e das nossas lágrimas,
dos dias bons e dos dias maus.
A nossa casa tem o cheiro da minha alma.
Samuel da Mata
AMOR ABSOLUTO
Se aprazes em me amar, tributo
Se há algo a te manchar, indulto
Se ousam te acusar, refuto
Se buscas me agradar, computo
Se tentam te levar, eu luto
Se há algo a maquiar, oculto
Se eu te ver chorar, me culpo
Se alguém te destratar, sou bruto
Se ousam te peitar, eu truco
Se voce me magoar, desculpo
O que eu te perdoar, sepulto
O que te alegrar, eu busco
Mas se deixas de me amar, sou luto
tais rocha silva
AMOR DEMAIS!
QUANDO UM AMOR SE DESFAZ
VIVER E FANTASIÁ-LO
É O QUE TODO MUNDO FAZ.
A SAUDADE NO PEITO RESISTE
UM POUCO DE AMOR O CORAÇÃO IMPLORA
A ALEGRIA JÁ NÃO EXISTE
E ATÉ O MAIS FORTE DOS HOMENS CHORA.
O AMOR FERE MAIS QUE A GUERRA
ALEGRA MAIS QUE A PRIMAVERA
E NÃO SE PODE EXPLICAR
O AMOR É A RAZÃO DO VIVER
É UMA FORMA DE MORRER
PORÉM TODOS QUEREM AMAR.
SE PARASEM DE TENTAR EXPLICAR
O AMOR QUE TRAZEM NO PEITO
A POESIA TERIA OUTRO SENTIDO
NÃO DEIXARIA SUA MARCA APENAS NA HISTÓRIA
MAS CRAVARIAM UMA ESTACA NA MEMÓRIA
DO POBRE SER DESILUDIDO.
zaramago
Sarjeta Mental
Putrefacções mentais desapareçam daqui!
Ostracismo que desejo cometer a essas
Almas a precisarem de limpeza,
Sem meios de evasão ideológica...
Como se tudo o que nos incomoda tivesse um
Certificado de aderência a nós próprios.
Como uma bola que se enrola cada vez mais e nos acaba por
Trucidar de incómodo e debilidade.
Estrangulam a vertente mais pura da mente.
Envenenam tudo o que as rodeia,
Provocando acessos de loucura incontrolada.
Bocados de visco peçonhento que se colam
A cada arco-íris mental.
Chove dentro de mim e não vejo o sol.
Há somente uma nuvem cinzenta que me esconde
Todas as outras cores.
A minha sensibilidade já não existe e,
Sentimentos, já não tenho.
Agora sou o verdadeiro produto dum pesadelo
Que não pode ter fim, enquanto
Cada um de nós ouvir o que os outros têm para dizer!
Há quanto tempo não sonho com claves de sol.
Há quanto tempo me esqueci o que são as palavras.
Vivo de imagens mórbidas e obscuras
De lugares que só existem em mim.
Dentro de mim.
Procuro na vastidão do meu ser um meio de fugir
À decantação que estou a sofrer.
Um polígono não concreto.
Uma ilusão limitante.
Um destino sem noção de si.
Atacam-me, decompõem-me.
Resumem-me a um pouco de qualquer coisa,
Inerte e inexpressiva. Algo.
A aurora só traz consigo menos tempo
Para fazer o que já está feito.
Construir o já construído.
O infinito existe mas não é o fim!
O início não existe. No entanto tudo começa.
Em cada um há um esgoto asfixiante que nos segrega
Um infeliz muco, e asqueroso.
Que nos impede de ver...
Liberta-te das coisas mas prende-te a ti... (e a mim).
É mais do que apatia psicomental.
A rede de vasos que te lubrifica perece.
Ser mais do que nada é ser um nada ainda maior
Que te suga os humores e te desumaniza.
Que absorve a existência de um sorvo.
Espalhando inutilidade por toda a parte!
Buscando e reflectindo nas trevas um rasto
De abstracção indefinida.
Necessito de uma limpeza visceral.
Algo que me impeça de espalhar este veneno
Por cada um que não se perceba.
Ilogicamente sublimo a minha alma de brumas sem espírito.
Afasto de mim essa aurora que insiste em persistir.
Uma aurora que já não quero ver.
Uma aurora que já nada significa...
A semente débil e raquítica não dará lugar a nada
A não ser a uma digestão atribulada.
O intelecto afasta-se vorazmente da verdade.
Sugando-a para longe de si, para longe de tudo.
Danificando a vertente mais lógica do equilíbrio,
Provocando atrozes acessos de fúria desenfreada
Contra aquilo que se limita a não significar.
Gela-me o único neurónio que não se coíbe de pensar.
Aquele que ainda percebe a diferença entre o Bem
E o Mal. Aquele que, sempre curioso, distingue
Na nossa cabeça, os excessos.
Não o censuro por ter suprimido todos os que
O rodeavam, mas algo o impediu de aguentar
Tais perversidades cometidas por quaisquer outros seus
Semelhantes. Compaixão?
Não conheço semelhante vocábulo. Distante de mim,
Distante de tudo. Já nada significa.
Uma leve aragem circula lá fora (sítio a que não quero
Voltar), leve, fria, rude.
Uma folha de cores indefinidas esvoaça lugubremente
Sem saber bem para onde ir, porque tudo deixou de
Fazer sentido. Porque dentro de mim já não há
Espaço para indecisões. Actos irreflectidos.
A indolência apoderou-se do meu organismo. O meu
Organismo apoderou-se da minha mente, enclausurando-a nesse
Vago e obscuro beco.
Criei uma rede de vicissitudes abstractas e irreais
Que não percebo apesar me pertencerem.
Como sei que tudo não passa de um exacerbação mental
Que me empurrou para um canto e me deixou entre a
Espada e a parede? Como sei que não estou a ser posto à
Prova por mim próprio no sentido de decidir se mereço
Ou não a hipótese que me é concedida de existir?
Sendo assim tenho que mudar a minha conduta
Para que tudo ganhe um sentido real e definido!
Mas... E os outros? Não é um copo de água que faz a diferença
No vasto e ocioso oceano, mas pode fazer a diferença
A alguém perdido no deserto, quente, sem água.
Os actos que tomamos por vezes,
Não dependem só da capacidade de raciocinar
Logicamente.
Haverá então uma ligação, subtilíssima,
Entre o exterior e o nosso íntimo!
Será necessário fortalecer as ligações daqueles
Que parecem ter perdido o rumo?...
...Ou fui eu que perdi?
Ensinar a pensar? Não!!
Ensinar a saber pensar (não que eu saiba)!
É possível então começar a ver essas impurezas
Ostracídicas perecerem dentro das cabeças.
É possível então seguir em frente, ver a água ganhar cor.
Ver o que nos rodeia ganhar vida.
Porque tudo o que nos havia parecido mórbido e doentio
Deixou de o ser.
Essas imagens, concepção única da nossa mente,
Deram lugar a um improviso em tudo arrojado,
Mas que não deixa de ser uma aproximação muito mais
Perspicaz da realidade.
E tudo ganha forma. E tudo regressa.
Tal como a necessidade de nos evadir-mos deste mundo.
Tão belo. Tão idílico. Tão bucólico.
E de novo sinto vontade de criar monstros na minha
Cabeça.
De novo deixo regressar os vícios mundanos
Que servem somente para me desgastar.
Para fortalecer os meus pontos fracos.
E sou novamente invadido por putrefacções mentais
Às quais já não resisto como o fizera
Algures durante a minha existência.
Estarei então demasiado fraco para lutar contra
Este ciclo, vicioso sem dúvida, ao qual me converto
Como se da verdade se tratasse.
Cataclismo interior. Inexpressividade.
Surjo então inerte no chão de nenhures.
Em dívida para comigo próprio, tão somente porque
Não fui capaz de aguentar a pressão que exerci sobre mim mesmo.
E acabo lugubremente sentado contra uma
Parede tão mórbida quanto eu, libertando
Um visco da minha boca, que significa apenas
Que já não me é concedida mais nenhuma
Hipótese.
Mas vivi!
Rodrigo_A_Cardoso
Será Amore
Como o cristão venera a paz
E a paz nasce no coração correspondido
Desejo-te sempre e tanto
Como a noite deseja o dia
E o dia nasce para seu deleite
Quero-te, como poucas vezes quis
Como o faminto quer comida
E sacio-me com sua presença
Procuro-te, o tempo todo
Como o errado a procura do certo
E o que e certo se torna errado longe do coração
Respiro-te, você me invade sempre e constante
Você não sai de dentro de mim
E a minha volta só sinto você
Amo-te completamente
Que de tanto ti amar rezo
E a reza vira fogo ardendo em meus lábios
Maria alves
O meu amor é uma Primavera constante…
O meu amor é uma Primavera constante, a cada manhã floresce uma flor. Admiro-as, uma a uma, em cada um dos dias que brotam na minha saudade. Sinto a presença de um perfume que me é familiar, inspiro-o no meu íntimo, procurando decifrar as suas lembranças, aquelas que fazem da minha memória um sorriso singular, refrescando-me a alma. As orquídeas que agora florescem no meu pequeno jardim mesuram as promessas de amor eterno com que as regaste. Nas suas pétalas ainda se conseguem ver os teus beijos melados tão selvagens e misteriosos como o despertar desta flor para a Primavera.
Quando partiste elas murcharam afundadas no seu choro constante... Hoje, olho-as com esperança, acordaram de uma nostalgia profunda adivinhando, talvez, o teu regresso. Resistem no seu sonhar aguardando as tuas novas juras de amor e beijos eternos...
In e-book "Poesia ao Luar I" - Desconcertos da Alma, Maria dos Santos Alves, 2013
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