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Michel Gomes

Michel Gomes

Subterrâneo

A saudade o que é ?

O amor ?

o que são palavras ?

As dificuldades de adaptação ao mundo feito e
pronto ao nascermos...

Imperativo saber que os grilhões são perpétuos
não possuem chaves...

... E como sentir saudade...

... e como amar...

Se não se consegue precisar as palavras ?

Ah ! mundo besta que nos molda como tal...

... Um dia qualquer tocará tua flauta doce...

... Feito com as nossas costelas.
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Samuel da Mata

Samuel da Mata

Grandes Sonhos

Do vôo das aves, da águia e do falcão
Mobilidade de lêmure e força de leão
Mergulho dos peixes que ao fundo vão
Do enxergar predatório em plena escuridão

Do radar do morcego, às cegas a voar

Do pombo-correio, o saber se achar
Do elefante a quilômetros, o se comunicar
Engenharia de grilo, tão longe a saltar

Sonhos milenários, ao homem a aguçar

Coisas só alcançadas de cem anos pra cá
Hoje: mundo interativo, radiante a brilhar
E meninos que pensam: tudo já estava lá
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Jéssica Capuchinho

Jéssica Capuchinho

Delírio

Ora,direis que ouvi o sussurrar do vento,na calma do meu pensamento,vagando nesse momento em algum lugar do universo.

Sei que é loucura poder escutar o vento mas qual seria a graça de ser normal? E a lógica para tudo isso?

Ora,direis que falei com a solidão.Muitos gostam outros não,faz parte de quem chora por não ter um irmão que te estenda a mão,te tira do do caos do furacão.

Ora ,direis que falei com saudade que acaba com a felicidade de ser feliz de verdade,matando a coragem,liberdade de vontade.

Ora,direis que falei com ela,sentada com cautela,lá no topo de uma cidadela chamada Ilusão.
Disse que tava fugindo...fugindo dela.
-Não espere que eu explique - falou a menina em forma de borboleta.
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Érica P. Ap. Calefi

Érica P. Ap. Calefi

Seu amor é meu maior presente





Quando a gente se encontra há no céu chuva de fogos!

Nossos corpos se misturam e no universo se espalham...

Sei que nascemos um para o outro e que não haverá

Força alguma que possa nos separar!

Pois somos almas que se completam...

Que existimos para viver esse amor

E dele permanecer na eternidade a viver

Esse amor sem maldade!

Somos um só, divididos em dois corpos, dois corações!

E se unindo na vontade de se amar sem deixar


Essa felicidade passar...

Você é para mim, e eu sou para você!

Somos um do outro e assim, somos juntos um só...

Nossos laços se enfeitam a beleza de nossas fitas

Acetinadas douradas, que mostram o quanto

Somos bonitos por sermos embrulhados

Um para o outro para ganharmos da vida o mais belo

De todos os presentes, esse amor para sermos feliz

Eternamente!

Por: Érica Calefi


490
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lcarlos coelho

lcarlos coelho

Lembranças saudosa

Naqueles tempos você estava dançando
estavas rodopiando ante meu olhar de apaixonado
no vazio dos meus braços eu a tinha bem perto
como se bailando comigo estavas!
Naqueles tempos de conhecimento eu só admirava
e desejava estar sempre consigo nos meus braços
e beijando aqueles lábios que um dia seria só meu!
Naqueles tempos tudo era um sonho, era desejo, era real
a imagem que estava sendo plantada em meu coração.
Ah! naqueles tempos eu te amava e não sabia
o quanto iria sofrer por não te-la em meus braços.
Nos olhos fechados e marejados de lagrimas
se forma a imagem da bailarina
que nunca me pertenceu!
869
2
Adalto José Sousa

Adalto José Sousa

CHEIRO DE AMOR

===============================================================
A ROSA
EM
BOTÃO

CABE
DENTRO
DA MÃO...

COMO
O OURO
ELA É!

PORQUE,
DAQUI
A POUCO,

SERÁ
A BELA
FLOR...

CHEIA
DE
VIÇO,

PLENA
DE
VIDA,

CHEIRO
DE
AMOR:

DO
NOSSO
AMOR...
===============================================================
839
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susete evaristo

susete evaristo

Meu Amigo

Meu Amigo

São para ti
estas palavras meu amor
Dizer-tas desta forma
é meu castigo
Vivi,
Sonhando contigo a vida inteira
E agora que te encontrei
Só poderei chamar-te
Meu Amigo.
613
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Samuel da Mata

Samuel da Mata

ÀS VEZES

Às vezes eu choro e não sei o porquê
Às vezes eu sei, mas não quero crer

Nem sempre o que sinto, consigo dizer
Mas sempre o que digo está no meu ser

Às vezes sou mágoas, às vezes paixão
Às vezes sou lágrimas e pura emoção

Às vezes dureza, frieza e razão
Às vezes amargura, dor e solidão

Às vezes eu busco por alguém melhor
Às vezes ao relento, prefiro estar só

Às vezes é triste viver sem ninguém
Às vezes esta vida é a que me convém

Às vezes eu quero o que sempre sonhei
Às vezes eu sonho com o que já deixei

Às vezes esqueço o que eu quero ser
Às vezes eu sou o que quero esquecer

Eu sempre falo o que eu devo pensar
Mas nem sempre penso antes de falar

Tenho sempre escrito o que me convém
Mas às vezes escrevo a dor que me tem

621
2
1
Rodrigo_A_Cardoso

Rodrigo_A_Cardoso

Pagarei minha conta

O mais fácil é seguir de cabeça baixa
Em sua sombra não a rosto para te acusar
Seguindo o caminho olhando por onde pisar
Pés que sustentam uma vida sem rumo
Traçando um caminho triste como o andar
Antes de tudo o perdão tem que ser próprio
É o mais difícil, se perdoar
O que os outros nos fazem às vezes esquecemos
Deixamos que o tempo que é dono de tudo
Traga justiça e paz para nos aliviar
Mas o que fizemos a nós mesmos o espelho vai acusar
Não se pode fugir de si mesmo
Minha vida sou eu que vivo
As decepções que causei não são nada
Ninguém sabe por tudo onde andei
O sentimento que cada lugar despertou
Nem imaginam as coisas que vi
A minha vida vivo eu
Pois sozinho por muito tempo caminhei
Com todos os meus erros e acertos
E seja nesta vida ou além
Sei mais do que ninguém
No final a conta sempre eu que pagarei
649
2
Adalto José Sousa

Adalto José Sousa

DESENCONTRO- mindim

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MAIO!
A MOÇA
CASOU...

CORREU
TUDO
NORMAL

QUE MAL
PODE
HAVER?

NENHUM
MAL,
CLARO...

POR QUE,
ENTÃO,
FALO?

QUEM É
ESSA
MOÇA?

VOU LHES
DIZER
LOGO:

NÃO É
UMA
QUALQUER:

É A MULHER
A QUEM
AMO

POR QUEM
MUITO
CHORO...


PORQUE
É MAIO

E ELA
ALI
CASOU...

PASSOU
UM BOM
TEMPO...

ANOS
DEPOIS
CASEI.

O MÊS?
FOI EM
MAIO...

DEPOIS
EU
SOUBE:

ELA
TAMBÉM
CHOROU...

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Luciano Melo

Luciano Melo

O Expurgo

O Expurgo

expurgo, lixo ,farrapo, assim me tratas.
horrível, horrendo, e feio, não me queres no meio.
insuportável, desagradável , abominável , só me maltratas!
assim me vistes sempre como expurgo , lixo, o inaceitável !
agora precisas de mim, e me vistes com outros olhos
agora sou flor, lírio, jasmim, até gostas de mim!
pensas que sou tolo, inepto, néscio e palerma ?
enganastes, que me ganharia com o seu esquema.

Luciano Melo

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Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

ALCAIDE

Senhor casteleiro dos contos de fada
Acenou com olhar de desdenho
Recitou a epopeia à amada
Com bravura e engenho

Na mente, ardiloso empenho
de camponesa tomada
No coração, o gosto ferrenho
da lâmina da espada

E, na altivez engomada
Esboçou um desenho
Da plebeia encantada
Na masmorra d'alma...
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tais rocha silva

tais rocha silva

QUEM SOU!

OLHO NO ESPELHO E O QUE ELE REFLETE
LEVA-ME A UMA BUSCA PELA EXPLICAÇÃO
TENTO NÃO DAR VIDA A MEUS SENTIMENTOS
E NEM SINTO BATER NO PEITO UM CORAÇÃO.
ME COMPRIMENTAM PELAS RUAS COM UM OLHAR TÍMIDO
SORRISOS QUE BUSCAM MAIS DO QUE PODEM TER
EM UM MOMENTO BROTA UM SORRISO
POR HORAS A DÚVIDA DO VIVER.
A NOITE PASSA COMO SOPRAR DO VENTO AO MEIO DIA
O DIA SE ALASTRA COMO NOITE DE TEMPESTADE
PROCURO UM ABRAÇO AMIGO NESTA HORA.
O MUNDO É TÃO DIFERENTE DO QUE IMAGINEI
NÃO TEM LUGAR PARA FRACOS NEM INDECISOS
E O PIOR É QUE AINDA ESTOU A PROCURA DE MIM.

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ana rafael

ana rafael

Fiquei só

No silêncio dos meus

Pensamentos

Que faço eu

Aqui

Que faço eu

 De mim
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115611191684958607395

115611191684958607395

Lei 12830 de 20 062013 Substituiu a PEC 37

Lei 12.830 de 20/06/2013 - Substituiu a PEC 37

O indiciamento é privativo do Delegado de Polícia e não do Ministério Público

O povo requer mudanças
Mudanças mais radicais
Que não fiquem na esperança
E nas manchetes dos jornais

O povo exige controle
Nas despesas da nação
Despertou! Já não engole
Tamanha enganação

Moral, ética, disciplina
Com o bem público respeito.
Com tapeação libertina
À PEC 37, deram seu jeito

No dia vinte de junho
Lei, doze mil, oitocentos e trinta (12.830)
Substitui-a em seu cunho
Enganando o povo, na finta

Abusiva, contraditória
Ao anseio popular
Que nas ruas fez história
Para a PEC derrubar

Indiciamento privativo
Do Delegado de Polícia
O M. P., fica inativo
Conforme a lei da notícia

Veja aí, minha gente
Se se pode confiar
Esse pessoal, só mente
Além de nos rapinar

Não sou eu que estou dizendo
A TV dá em manchete
E o Brasil só sai perdendo
Essa chaga, é um ferrete

O preço da gasolina
É mais outro disparate
O etanol é sovina
Nem gasolina o combate

O preço dos automóveis
O dobro do Tio San
Como somos ignóbeis
Podemos deixar que roam

Roam tudo em suas casas
Não nas tetas da nação
O povo já ferve em brasa
Cuidado!

São Paulo, 12/07/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:
http://brisadapoesia.blogspot.com

1 098
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Jéssica Capuchinho

Jéssica Capuchinho

A Viagem

Felicidade foi-se embora
a tristeza tomou conta agora.
E eu pensando que estava de passagem,mas vi que estava na bagagem.
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Luna Blanca

Luna Blanca

Perdida Em Você

Às vezes parece real,
Às vezes ilusão,
Você é poesia e canção,
Eterno amor.
No limiar da razão,
Loucura, temporal,
Desperta meu instinto animal,
Não sei quem sou.

Ter e não querer,
Querer e não ter,
Prostrada aos teus pés sem perceber,
És brisa, és vendaval,
Luta entre o bem e o mal,
Vida é estar com você.

552
2
Adam_Flehr

Adam_Flehr

Outro outono

Estes olhos que fitaram os meus

há instantes,

quisera fossem os seus,

órbitas distantes,

mas foram-se ligeiros,

como outra estação



Estas mãos que se estenderam

às minhas,

naquela hora,

Quisera fossem as suas,

muito embora,

não possuam calor,

nem suor,

nem paixão



Estes lábios que falam aos meus

no presente,

quisera fossem os seus,

muito quentes,

mas sussurram palavras oblíquas,

num esforço oco

e vão



Estes corpos suados, entrelaçados,

nesta cama,

Quisera fossem os nossos,

óleo e chama,

incendiando desejos,

entorpecidos

de tesão



Este perfume que senti

há um segundo

Quisera deixasse seu rastro

neste mundo,

mas perdeu-se no ar, com o fim

de outro verão



Esta nova estação que chega

justo agora,

Quisera fosse mais que outro outono,

e levasse a saudade

embora...

e deixasse cair folhas secas

ao vento,

no chão...

960
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Cláudia Silva

Cláudia Silva

A minha casa


A minha casa cheira há nossa vida...
As vezes cheira a mim, outras vezes a nós...
Cheira a comida há hora de jantar,
cheira a vinho há hora do deitar...
Mas cheira sempre ao nosso amor.
A minha casa tem o cheiro do incenso, que me inspira...
e outras vezes cheira a tabaco!!!!
Outras vezes tem o cheiro do vazio, quando me faltas,
e outras vezes cheira a passado!!!!
Tem o cheiro da nossa vida e das nossas lágrimas,
dos dias bons e dos dias maus.
A nossa casa tem o cheiro da minha alma.

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Samuel da Mata

Samuel da Mata

AMOR ABSOLUTO

Se queres me falar, escuto
Se aprazes em me amar, tributo
Se há algo a te manchar, indulto
Se ousam te acusar, refuto
Se buscas me agradar, computo
Se tentam te levar, eu luto
Se há algo a maquiar, oculto
Se eu te ver chorar, me culpo
Se alguém te destratar, sou bruto
Se ousam te peitar, eu truco
Se voce me magoar, desculpo
O que eu te perdoar, sepulto
O que te alegrar, eu busco
Mas se deixas de me amar, sou luto

506
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tais rocha silva

tais rocha silva

AMOR DEMAIS!

QUASE SEMPRE NESTA VIDA
QUANDO UM AMOR SE DESFAZ
VIVER E FANTASIÁ-LO
É O QUE TODO MUNDO FAZ.

A SAUDADE NO PEITO RESISTE
UM POUCO DE AMOR O CORAÇÃO IMPLORA
A ALEGRIA JÁ NÃO EXISTE
E ATÉ O MAIS FORTE DOS HOMENS CHORA.

O AMOR FERE MAIS QUE A GUERRA
ALEGRA MAIS QUE A PRIMAVERA
E NÃO SE PODE EXPLICAR
O AMOR É A RAZÃO DO VIVER
É UMA FORMA DE MORRER
PORÉM TODOS QUEREM AMAR.

SE PARASEM DE TENTAR EXPLICAR
O AMOR QUE TRAZEM NO PEITO
A POESIA TERIA OUTRO SENTIDO
NÃO DEIXARIA SUA MARCA APENAS NA HISTÓRIA
MAS CRAVARIAM UMA ESTACA NA MEMÓRIA
DO POBRE SER DESILUDIDO.
594
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zaramago

zaramago

Sarjeta Mental

Putrefacções mentais desapareçam daqui!

Ostracismo que desejo cometer a essas

Almas a precisarem de limpeza,

Sem meios de evasão ideológica...

Como se tudo o que nos incomoda tivesse um

Certificado de aderência a nós próprios.

Como uma bola que se enrola cada vez mais e nos acaba por

Trucidar de incómodo e debilidade.

Estrangulam a vertente mais pura da mente.

Envenenam tudo o que as rodeia,

Provocando acessos de loucura incontrolada.

Bocados de visco peçonhento que se colam

A cada arco-íris mental.

Chove dentro de mim e não vejo o sol.

Há somente uma nuvem cinzenta que me esconde

Todas as outras cores.

A minha sensibilidade já não existe e,

Sentimentos, já não tenho.

Agora sou o verdadeiro produto dum pesadelo

Que não pode ter fim, enquanto

Cada um de nós ouvir o que os outros têm para dizer!

Há quanto tempo não sonho com claves de sol.

Há quanto tempo me esqueci o que são as palavras.

Vivo de imagens mórbidas e obscuras

De lugares que só existem em mim.

Dentro de mim.

Procuro na vastidão do meu ser um meio de fugir

À decantação que estou a sofrer.

Um polígono não concreto.

Uma ilusão limitante.

Um destino sem noção de si.

Atacam-me, decompõem-me.

Resumem-me a um pouco de qualquer coisa,

Inerte e inexpressiva. Algo.

A aurora só traz consigo menos tempo

Para fazer o que já está feito.

Construir o já construído.

O infinito existe mas não é o fim!

O início não existe. No entanto tudo começa.

Em cada um há um esgoto asfixiante que nos segrega

Um infeliz muco, e asqueroso.

Que nos impede de ver...

Liberta-te das coisas mas prende-te a ti... (e a mim).

É mais do que apatia psicomental.

A rede de vasos que te lubrifica perece.

Ser mais do que nada é ser um nada ainda maior

Que te suga os humores e te desumaniza.

Que absorve a existência de um sorvo.

Espalhando inutilidade por toda a parte!

Buscando e reflectindo nas trevas um rasto

De abstracção indefinida.

Necessito de uma limpeza visceral.

Algo que me impeça de espalhar este veneno

Por cada um que não se perceba.

Ilogicamente sublimo a minha alma de brumas sem espírito.

Afasto de mim essa aurora que insiste em persistir.

Uma aurora que já não quero ver.

Uma aurora que já nada significa...

A semente débil e raquítica não dará lugar a nada

A não ser a uma digestão atribulada.

O intelecto afasta-se vorazmente da verdade.

Sugando-a para longe de si, para longe de tudo.

Danificando a vertente mais lógica do equilíbrio,

Provocando atrozes acessos de fúria desenfreada

Contra aquilo que se limita a não significar.

Gela-me o único neurónio que não se coíbe de pensar.

Aquele que ainda percebe a diferença entre o Bem

E o Mal. Aquele que, sempre curioso, distingue

Na nossa cabeça, os excessos.

Não o censuro por ter suprimido todos os que

O rodeavam, mas algo o impediu de aguentar

Tais perversidades cometidas por quaisquer outros seus

Semelhantes. Compaixão?

Não conheço semelhante vocábulo. Distante de mim,

Distante de tudo. Já nada significa.

Uma leve aragem circula lá fora (sítio a que não quero

Voltar), leve, fria, rude.

Uma folha de cores indefinidas esvoaça lugubremente

Sem saber bem para onde ir, porque tudo deixou de

Fazer sentido. Porque dentro de mim já não há

Espaço para indecisões. Actos irreflectidos.

A indolência apoderou-se do meu organismo. O meu

Organismo apoderou-se da minha mente, enclausurando-a nesse

Vago e obscuro beco.

Criei uma rede de vicissitudes abstractas e irreais

Que não percebo apesar me pertencerem.

Como sei que tudo não passa de um exacerbação mental

Que me empurrou para um canto e me deixou entre a

Espada e a parede? Como sei que não estou a ser posto à

Prova por mim próprio no sentido de decidir se mereço

Ou não a hipótese que me é concedida de existir?

Sendo assim tenho que mudar a minha conduta

Para que tudo ganhe um sentido real e definido!

Mas... E os outros? Não é um copo de água que faz a diferença

No vasto e ocioso oceano, mas pode fazer a diferença

A alguém perdido no deserto, quente, sem água.

Os actos que tomamos por vezes,

Não dependem só da capacidade de raciocinar

Logicamente.

Haverá então uma ligação, subtilíssima,

Entre o exterior e o nosso íntimo!

Será necessário fortalecer as ligações daqueles

Que parecem ter perdido o rumo?...

...Ou fui eu que perdi?

Ensinar a pensar? Não!!

Ensinar a saber pensar (não que eu saiba)!

É possível então começar a ver essas impurezas

Ostracídicas perecerem dentro das cabeças.

É possível então seguir em frente, ver a água ganhar cor.

Ver o que nos rodeia ganhar vida.

Porque tudo o que nos havia parecido mórbido e doentio

Deixou de o ser.

Essas imagens, concepção única da nossa mente,

Deram lugar a um improviso em tudo arrojado,

Mas que não deixa de ser uma aproximação muito mais

Perspicaz da realidade.

E tudo ganha forma. E tudo regressa.

Tal como a necessidade de nos evadir-mos deste mundo.

Tão belo. Tão idílico. Tão bucólico.

E de novo sinto vontade de criar monstros na minha

Cabeça.


De novo deixo regressar os vícios mundanos


Que servem somente para me desgastar.

Para fortalecer os meus pontos fracos.

E sou novamente invadido por putrefacções mentais

Às quais já não resisto como o fizera

Algures durante a minha existência.

Estarei então demasiado fraco para lutar contra

Este ciclo, vicioso sem dúvida, ao qual me converto

Como se da verdade se tratasse.

Cataclismo interior. Inexpressividade.

Surjo então inerte no chão de nenhures.

Em dívida para comigo próprio, tão somente porque

Não fui capaz de aguentar a pressão que exerci sobre mim mesmo.

E acabo lugubremente sentado contra uma

Parede tão mórbida quanto eu, libertando

Um visco da minha boca, que significa apenas

Que já não me é concedida mais nenhuma

Hipótese.

Mas vivi!
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Rodrigo_A_Cardoso

Rodrigo_A_Cardoso

Será Amore

Venero-te em palavras e pensamentos
Como o cristão venera a paz
E a paz nasce no coração correspondido
Desejo-te sempre e tanto
Como a noite deseja o dia
E o dia nasce para seu deleite
Quero-te, como poucas vezes quis
Como o faminto quer comida
E sacio-me com sua presença
Procuro-te, o tempo todo
Como o errado a procura do certo
E o que e certo se torna errado longe do coração
Respiro-te, você me invade sempre e constante
Você não sai de dentro de mim
E a minha volta só sinto você
Amo-te completamente
Que de tanto ti amar rezo
E a reza vira fogo ardendo em meus lábios
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Maria alves

Maria alves

O meu amor é uma Primavera constante…


O meu amor é uma Primavera constante, a cada manhã floresce uma flor. Admiro-as, uma a uma, em cada um dos dias que brotam na minha saudade. Sinto a presença de um perfume que me é familiar, inspiro-o no meu íntimo, procurando decifrar as suas lembranças, aquelas que fazem da minha memória um sorriso singular, refrescando-me a alma. As orquídeas que agora florescem no meu pequeno jardim mesuram as promessas de amor eterno com que as regaste. Nas suas pétalas ainda se conseguem ver os teus beijos melados tão selvagens e misteriosos como o despertar desta flor para a Primavera.
Quando partiste elas murcharam afundadas no seu choro constante... Hoje, olho-as com esperança, acordaram de uma nostalgia profunda adivinhando, talvez, o teu regresso. Resistem no seu sonhar aguardando as tuas novas juras de amor e beijos eternos...

In e-book "Poesia ao Luar I" - Desconcertos da Alma, Maria dos Santos Alves, 2013
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