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kwkonig
O Vale Escuro
No vale escuro das montanhas do norte sofria um pequeno guerreiro, o que se apaixonou primeiro, o grande pioneiro, há! Pobre guerreiro seria melhor a dor de uma adaga cravada em seu peito à dor daquele amor injusto e sem jeito, amor ingrato de um só coração, meses e meses na solidão, o tempo se passou, esse pequeno e forte guerreiro lutou.
Agora buscava um novo amor, mas amor como aquele ele sabia, que nunca mais encontraria, foi então que percebeu, ele errou, mas não morreu, talvez ainda pudesse tentar, aquela dama conquistar, com poesias e cortejos pedindo ao menos por um beijo, mas já não tinha jeito no fundo ele sabia nada, nada mudaria, então deixou passar saiu do vale e foi procurar um novo, melhor e doce amor.
K.W König
Agora buscava um novo amor, mas amor como aquele ele sabia, que nunca mais encontraria, foi então que percebeu, ele errou, mas não morreu, talvez ainda pudesse tentar, aquela dama conquistar, com poesias e cortejos pedindo ao menos por um beijo, mas já não tinha jeito no fundo ele sabia nada, nada mudaria, então deixou passar saiu do vale e foi procurar um novo, melhor e doce amor.
K.W König
303
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ania_lepp
Me leva...
Me leva em teus voos,
em teus devaneios,
em tuas fantasias, me leva...
Me envolva em teus braços,
me toque...me beije,
me seduza...
Me faça contigo tocar a lua,
me faça levitar...
Me leva,
me cubra de magia
E não me deixe do sonho acordar...
(ania)
(Ouvindo I Will Wait For You - Nicki Parrott)
https://www.youtube.com/watch?v=iBNm5FlyJvc
em teus devaneios,
em tuas fantasias, me leva...
Me envolva em teus braços,
me toque...me beije,
me seduza...
Me faça contigo tocar a lua,
me faça levitar...
Me leva,
me cubra de magia
E não me deixe do sonho acordar...
(ania)
(Ouvindo I Will Wait For You - Nicki Parrott)
https://www.youtube.com/watch?v=iBNm5FlyJvc
499
2
1
ania_lepp
De onde chegam esses ventos?
De onde chegam esses ventos
que só trazem essa eternidade vazia
que me mete medo e enlouquece
com essa tua ausência
que não cabe em mim...
De onde chegam esses ventos
trazendo tormentos e angustias
e esse maldito partir do tempo
que escorre pelas sombras
e que se extingue em mim...
De onde chegam esses ventos
varrendo e açoitando madrugadas
a se ocultar no nada
dessas sombrias e insanas noites
que não adormecem em mim...
Por onde andaram esses ventos
que aqui chegaram exauridos,
sem nada...nada de você
prá regar essa teimosa flor,
que ainda floresce em mim!
(ania)
407
2
ania_lepp
Profecia...
Mesmo que regras e princípios,
mesmo que motivos e desculpas
não convençam ninguém, nem a mim,
eu volto porque foi redigido
talvez a milênios, profetizado assim...
Volto porque a escuridão me assusta
e a tempestade se avizinha
então retorno sobre mim,
porque foi sacramentado
e há séculos, profetizado assim...
Volto, mesmo com todo o cansaço
que me aniquila e desatina,
porque não sei viver sem ti, sem mim,
porque isso foi escrito
e há cem mil anos, profetizado assim...
(ania)
440
2
1
ania_lepp
Dói-me demais...
Dói-me demais a saudade
de beber teus sorrisos,
de me refletir em teus olhos,
de me embriagar no teu cheiro,
de me esconder entre teus dedos...
Dói-me demais a saudade
de te habitar...
(ania)
(ouvindo Creep - Michelle Branch)
https://www.youtube.com/watch?v=KdYvAsZTN8I
de beber teus sorrisos,
de me refletir em teus olhos,
de me embriagar no teu cheiro,
de me esconder entre teus dedos...
Dói-me demais a saudade
de te habitar...
(ania)
(ouvindo Creep - Michelle Branch)
https://www.youtube.com/watch?v=KdYvAsZTN8I
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2
Jorge Santos (namastibet)
Doze

Doze
-Doze nós, tem uma figueira
Ao medir-se dentro de nós, em vidas
Que a gente tem e não sabe explicar,
-Doze é a distância do braço ao pego,
Iguais de uma à última cadeira,
De ponta a ponta da imensa mesa.
-Doze, os carvalhos de uma clareira,
Todos leais, à sua maneira monarcas
(Todos iguais, Todos Deuses)
Prodígios nós, os meses den'par
E a esperança dela voltar, a paz
As doze badaladas, a melodia,
-Dentro de nós, temos uma figueira,
Ramo a ramo, cada um mais alto,
Aí eu me deito e penso,
Quão doce o horizonte é, ouso
Ouvir o seu falar e o que há-de
Dizer-me, puder eu contar-lhe,
Senão ao colo desta figueira grande...
Grande.
Joel Matos (07/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
942
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1
Jorge Santos (namastibet)
click folk flop flux…

click folk flop ...
A magia é um click imperfeito
Que de quando em vez me falta
Umas vezes se dá de facto nest'alma
Outras à flor da pele e me arrepia
Tal qual escama de peixe-lua
E me dá frio a ironia é não fazer
Click's e crer na ilusão feita
De ter vara e ser mago d'folk
Assim tolo sou o mágico
Perfeito, ilusão o meu delito
Que funciona ou não tão bem
Quanto a outros d'ofício,click
E chapéu de bico agudo, flop-flux...
Joel Matos (02/2017
http://joel-matos.blogspot.com
701
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MinSaurica-Len
Chorei
Chorei por você
Chorei por mim
Mexi o doce
Fiz o pudim.
Chorei na ida,
Ao caminhar
Chorei no fim
Ao me deitar
Sem debochar, sem caçoar
Pois não pode haver
Vontade de voltar.
Preciso de sossego,
De um belo chamego
Para que ao logo
Eu tenha um bom desfecho.
Eu era tão alegre,como me tornei tão profana?
Chorei por mim
Mexi o doce
Fiz o pudim.
Chorei na ida,
Ao caminhar
Chorei no fim
Ao me deitar
Sem debochar, sem caçoar
Pois não pode haver
Vontade de voltar.
Preciso de sossego,
De um belo chamego
Para que ao logo
Eu tenha um bom desfecho.
Eu era tão alegre,como me tornei tão profana?
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vitor_miranda
Dormindo no peito
o amor
adormecido
no peito
dormiu
durante
toda a
primavera
sentindo
o perfume
das flores
não foi à praia
no verão
sonhou
com as flores
enquanto elas
secavam
no outono
se manteve
congelado
no inverno
mas aí
cutucou o amor
com versos curtos
e perdeu o
sono
adormecido
no peito
dormiu
durante
toda a
primavera
sentindo
o perfume
das flores
não foi à praia
no verão
sonhou
com as flores
enquanto elas
secavam
no outono
se manteve
congelado
no inverno
mas aí
cutucou o amor
com versos curtos
e perdeu o
sono
404
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Jorge Santos (namastibet)
Tudo e isto …

Tudo e isto ...
Tenho por costume sentir tanto
Como se nada viesse doutros tinos, o uso
Que tento dar ao sentir como sentisse
Real tectos falsos, estou reduzido
Ao que sinto, sentindo tão pouco
Embora tanto, mas tampouco são
É o pensar que muda fácil, descalço-me
E subo os veios duma figueira-brava,
Não é inteligência nem puro raciocínio
Este jogar de cartas fácil por debaixo
Da mesa, são antes os dados da roleta,
A raiz em números desta ilusão de dizer
Certas coisas que sinto como água benta
Correndo mil vezes mais lenta nas veias
Que chuva de parafina quando cai à vista
Fixa ao pensamento, se é que ele existe
Apenas porque o tento alcançar tanto,
Causa perdida tara breve, mentira,
Embuste, simbiose, ficção que parece
Quase graça mas faz lembrar maldição
Ou a guerra dos sentidos de encontro
Às paredes do enjoo, mais-valia eu ter
Estômago de mar-alto em vez de sentir tudo
E isto ...
Joel Matos (02/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
677
2
1
Jorge Santos (namastibet)
Te vejo a duas vozes …

Te vejo com duas nozes castanhas
Entre mim e os cabelos e nem mudaria na face
O ciúme que sinto d'entre o nariz e os pelos,
Dizer o contrário não será ou seria sincero,
Te vejo como duas nozes e coro ao dizê-lo,
Mesmo que fique entre mim e o cabelo,
Te beijo eu, sincero te vejo como duas nozes
Entre cento e uma, a outra sou eu, belo
Quanto a figura de Euclides, gloriosa
Que nem o Restelo à partida das caravelas
Em Janeiro, assim eu penetre no que
Penso ser meu íntimo profundo,
Te vejo como duas nozes, oxalá pudessem ser em
Veludo quente, tanto o que sinto e sonho
Sentir ou tento, te revejo a duas vozes,
Oro que seja verdadeiro esse místico sentido
De ver e ao mesmo tempo ouvir, vinda
De outras dimensões a magia espiritual
Que me guia como que por encanto,
Mesmo que fique entre mim e o cabelo pouco,
Te vejo com duas nozes castanhas.
Joel Matos (06/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
801
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Frederico de Castro
Intolerável silêncio
para Elis...
Quase intolerável a luz palmilhou a solidão
Que interrogava a madrugada tão vulnerável
Pousou no ronronante recreio do silêncio cada
Vez mais periclitante e inenarrável
Fervilhando nasceu o dia abrindo o almanaque
Da esperança que encaderno nestes versos marinando
Na latejante hora resignada que se esgueira pelos beiços
Do tempo chorando, chorando indecifrável, faminto...insuperável
Satisfeitas ficaram todas as memórias quando crestei
Aquele desejo festivo, fascinação inconformada bordando o leito
De um amor, sempre de atalaia...sempre inflamado
Rara a noite que não escuto aquele silêncio impenetrável
Dançando ao luar num êxtase de recordações tão viciantes
Enleio de toda uma saudade que ficou carente e mais incurável
Frederico de Castro
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2
1
Ella Lorenza
Recíproca incompreensível
Desperdiçada em mim,
Eu.
Arrastando pelos mundos,
Comunicando com seres
subterrâneos, imaginários?
Sem dentes, sem forças,
ossos quebrados.
''Mordendo o próprio pescoço''?
Derramando vidas pelas mãos,
Corrompida, surreal.
Habitante dos céus,
prisioneira enterna do chão,
Nefelibata, sentenciada, ser eu.
Triste fim desde o começo,
desinteressada pelas línguas dos homens,
procurando sotaques desconhecidos,
incormpreensíveis.
Observo de distâncias oníricas
a meu ser,
pena, miséria, tontura,
não há o que fazer?
Mas faço,
aposto com a vida mais uma chance,
me destruir menos, conseguiria?
Um dia desses, acordar feita de vida,
livre do vírus de morte alternativa.
Eu.
Arrastando pelos mundos,
Comunicando com seres
subterrâneos, imaginários?
Sem dentes, sem forças,
ossos quebrados.
''Mordendo o próprio pescoço''?
Derramando vidas pelas mãos,
Corrompida, surreal.
Habitante dos céus,
prisioneira enterna do chão,
Nefelibata, sentenciada, ser eu.
Triste fim desde o começo,
desinteressada pelas línguas dos homens,
procurando sotaques desconhecidos,
incormpreensíveis.
Observo de distâncias oníricas
a meu ser,
pena, miséria, tontura,
não há o que fazer?
Mas faço,
aposto com a vida mais uma chance,
me destruir menos, conseguiria?
Um dia desses, acordar feita de vida,
livre do vírus de morte alternativa.
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Jorge Santos (namastibet)
Aos desígnios que inventei só porque sim …

Cheiro de jasmim e cana cortada ou
Os desígnios que inventei só porque sim...
Num tempo em que as paisagens eram florestas
E virgens as videiras, o dom do sonho era comum
Com os demais, tal como os cheiro a jasmim e
Cana cortada, todavia era minha alma incompleta
Sem os desígnios que inventei só porque sim,
Marquês dos sonhos e de tudo o que não tem fim
Em mim próprio, estar perto de ter estrelas no colo,
Em vez de estilhaços e pedaços de cana bamboo,
Não me concedem o direito aos saberes todos
Da Terra, a mim tanto se-me-dá, esqueço e ponho
Os desígnios acima de tudo e da copa das florestas
Pra que o mundo me deixe a sorte certa de ser eu,
Crível quanto as plantas cortadas em viés e delta,
Marquês dos sonhos, catedrais que erigi, só em solo
Do que poderiam ter sido ruínas que ninguém conhece,
Impossível dormir sem a veleidade de ser feito de céu,
Deusas princesas brincando com minha alma
E eu dono dos jardins de "quanto-se-pensa-existe",
Num tempo em que as paisagens eram florestas,
Deus deixou um espaço entre os ramos pra que o luar
Me revelasse o caminho, a vereda que sigo e me levará
Ao que inventei, só porque quis chamar de desígnio
Ao que é natural em mim, sonhar tanto e tudo,
Desde que o mundo me deixe sonhar acordado.
Jorge Santos (03/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
779
2
1
Ella Lorenza
viajante do absurdo
Viajante do absurdo,
pede alforria para o mundo.
Autofagia em senso desesperado,
fagocitou seu coração,
na esperança de algo novo dentro
de si.
Silencia a maldição monocromática,
se afogando em vícios inventados.
A criação, último ato desesperado,
ir por um caminho cego
em busca de cores.
Nesse jogo de perdas e sonhos,
incorpora sua própria melancolia,
força a face dolorida de fingida
em alegria,
para não ter que desabotoar suas vergonhas
e cuspir sua tristeza
para um mundo ocupado com outros absurdos.
pede alforria para o mundo.
Autofagia em senso desesperado,
fagocitou seu coração,
na esperança de algo novo dentro
de si.
Silencia a maldição monocromática,
se afogando em vícios inventados.
A criação, último ato desesperado,
ir por um caminho cego
em busca de cores.
Nesse jogo de perdas e sonhos,
incorpora sua própria melancolia,
força a face dolorida de fingida
em alegria,
para não ter que desabotoar suas vergonhas
e cuspir sua tristeza
para um mundo ocupado com outros absurdos.
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Jorge Santos (namastibet)
Minh’alma não tem uso pra mim

Minh'alma não tem uso pra mim,
Minh'alma não tem pra mim uso,
"Cohabito" um ser sem ser nem alma
No lugar onde eu pensava haver
E ter toda'dor e todo o gozo d'amar,
Como tod'agente e todo'mundo,
Esta minha não tem o devido uso,
Sou o monstro que duvido alguém
Conheça, porque conhecendo-me eu
A mim, sou enganado pelo tacto e vista
Pois da fala, dessa nem falo, ouço
Numa linguagem absurda, o canto,
Que lembra fraco o eco doutra Pessoa ...
Enfim diferente e a mim junta, próprio
Delouco fragmentado, julgo-me inatural,
Perdido na época das masmorras,
Assim é o meu sentir, o estranho é que
A vida flui atrás destes meus olhos vis,
Iguais outros que vi no purgatório
do diabo, inúteis, inútil o choro,
Rio ou rimos em simultâneo, só pra saber
Se sou mesmo eu ou se um outro
Logro igual convive comigo,
Logo eu tenho de conviver com ele
Mais o que sinto sendo universal e uno,
Eu próprio incomum tanto quanto o uso
Que faço à alma que tenho no centro
Do corpo que é o mundo ...
Jorge Santos (03/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
676
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ania_lepp
Estranha mistura...(soneto)
Sinto nas entranhas uma agonia
Um não sei quê...estranha mistura
De solidão e breu...de brilho e magia
Horas, sou doce...horas, amarga criatura...
Quando doce, sou sonhos...sou poesia
Tudo é encanto...tudo é só alegria
Quando amarga, vivo em melancolia
Sem versos, sem flores...nem sinfonia...
Sinto nas entranhas, estranha mistura
De uma suave borboleta que volteia
E de um escorpião que a alma tritura...
Há em mim, que estranho, essa imensa agrura
Mas há também, um Deus que afaga e norteia
E assim vou vivendo...sou risos, sou tristura...
(ania)
(Ouvindo Requiem For A Dream Original Song)
https://www.youtube.com/watch?v=i5Kwf_nNmGI
423
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Jorge Santos (namastibet)
Sinto saudade do que não sou

Sinto saudade do que não sou,
O que vês é nada, esqueci
O pensar como fosse palha
Ao vento, como vês deixei
De ser outro pra tornar ao nada
Que sempre fui, esqueci por
Momentos que o nada basta
E sempre fui e serei o quanto
Sinto saudade de quem sou
Normalmente, um nada eu todo
Um todo-nada eu, nem mais
Nem menos que um morto-vivo
Sempre, o plural de nada ou
A definição nítida de um vazio qualquer,
Sem expressão, quanto à minha vista
Lei ou justiça, quem dera não ser
Nem formar sombra na rua
Em redor do rosto banal, estúpido
Embrulho de um insatisfeito,
Sinto saudade da realidade
Construída a brincar, do brilhar
Dos pastos lá fora quando há lua,
Para quê pensar se a forma é humana
Que o espelho tem, vulgar
Quanto a justiça e a lei, importância
Nenhuma pois ainda não sou
Ideia absoluta baseada no que creio
Ser, sou a noção que alguém teve d'mim
Outrora e antes e em mim mora rente,
E eu esse sou, sinto.
Jorge Santos (06/2017)
HTTP://namastibetpoems.blogspot.com
700
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Jorge Santos (namastibet)
Duvido de tudo que dos olhos vem …

Duvido de tudo que dos olhos vem,
Não sei escrever poemas de amor,
Duvido da matéria que compõe
O universo, das flores o cheiro
Mas não da natureza e deliro
Quando escrevo estando muda
Esta, mas das flores não duvido,
Duvido se os poemas de amor
Existem mesmo ou onde moram
Na ciência dos sonhos que descrevo
P'los perfumes que não sinto, d'lírios
Em flor, não sei mais fazer poemas,
Seja de amor ou sobre-o-que-for,
Duvido de tudo que dos olhos vem,
Ou nos braços repouse, da existência
E das romãs, apesar da cor a sangue,
Apenas num algoritmo acredito,
Que é ser viva a natureza e pródiga
A substancia que habita o universo
E em mim mesmo, não sei escrever
Poemas de amor, duvido crendo ...
Joel Matos (03/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
812
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1
Jorge Santos (namastibet)
Nem no mundo do fim do mundo há o fim dum todo…

O lembrar de facto não existe, nem no fim ...
O exacto tempo não existe pra mim,
É um bocado de terra e escasso,
Exijo na lápide não o ano certo
Em que morri, antes o outro, assim
Quando os astros perecerem
E o lume e o céu se desfizer e a lua,
Quando todas as horas forem mortas,
Espero que a areia dite meu nome,
Qualquer um serve, pois sinto em
Todos um fio e os membros dispersos
Súbditos do espaço e o tempo
Servirão a minha imodesta crença,
Um pedaço de terra é pouco pra mim,
Quero a conivência dos grãos d'areia,
O pó leve, inútil em todos os planetas
E no sub-mundo que há em mim, sinto
Ao ínfimo a consciência que lá vivo desde
Sempre, infinito o tempo, areia fria,
Cento e uma vidas coladas ao que não sei,
Pano de fundo ou o desejo de renascer
Seja no que for pó, flor canteiro ou dor,
O lembrar de facto não existe,
Nem um mundo no fim do mundo há...
Joel Matos (03/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
751
2
1
Jorge Santos (namastibet)
Pelo sonho vamos

Pelo sonho vamos
Pelo sonho vamos,
Tal é ter alma, não
Cá dentro, adiante
De mim e segui-la
Sem ela e eu saber,
Pelo sonho vamos,
Se não voltarmos
O rosto ao que foi
-Partiu, me deixou,
Não adianta seguir
O que a alma não
Sente ou não sou
Eu desse mundo,
-Passou, sonhar é
O que quero mas
Só consigo parte,
O resto do tempo,
Existo presente,
É o que sou vivo,
Não sei se daqui
Me perdi, não sei
Se quero ter esta
Alma tão cá dentro,
Em silencio, não sei
Se fui eu, ou serei
Meu maior medo
Ao olhar um mundo,
Que não é mesmo
Nem me reconhece,
Tampouco como seu...
Joel Matos (07/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
736
2
2
vianna
Silêncio.
Em meio a multidão de pessoas eu me sinto invisível, o som mais alto vem das batidas do meu coração,eu estou cercada por pessoas e a tanto silêncio que ouço o meu sangue correndo em minhas veias, eu estou sozinha a única coisa que existe é silêncio, silêncio e mais silêncio.
206
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JacquesDias
Vazio instiga
O vazio me chama, me instiga,
Não consigo te convencer
O que sinto é não sentir vida...
Vivo a sofrer, querendo viver.
A solidão me conforta!
Os sorrisos que vejo são feios,
A "escada de Jacó" não abre sua porta.
Minha felicidade é triste!
Não consigo te convencer
O que sinto é não sentir vida...
Vivo a sofrer, querendo viver.
A solidão me conforta!
Os sorrisos que vejo são feios,
A "escada de Jacó" não abre sua porta.
Minha felicidade é triste!
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Ella Lorenza
Deixar de ser dura
Se reconhecer apenas na tristeza,
balbuciar palavras chorosas,
quando o que queria mesmo era riso.
Sofrer por costume, por não saber
mais coisa nenhuma.
Gostar de experimentar os dentes
em riso,
fingir felicidade momentânea.
Esperar que ela seja tornada real,
mas não torna, não dura.
Será que um dia, a alma esquece de ser triste,
deixar de ser dura?
Podia viver sem ser obrigação dolorosa,
sentença, condenação, Seria?
balbuciar palavras chorosas,
quando o que queria mesmo era riso.
Sofrer por costume, por não saber
mais coisa nenhuma.
Gostar de experimentar os dentes
em riso,
fingir felicidade momentânea.
Esperar que ela seja tornada real,
mas não torna, não dura.
Será que um dia, a alma esquece de ser triste,
deixar de ser dura?
Podia viver sem ser obrigação dolorosa,
sentença, condenação, Seria?
295
2
1
Português
English
Español