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ANDARILHO
Sou andarilho sem gatilho
Mochila
Matula
Ou cantil
Vou pelo Brasil
E pelas fronteiras
Caçando o El Dorado do existir
E na soleira da inquietude avisto a virtude
De poder encontrar
A Fonte da Vida Eterna em seu olhar
E andarilhando nos eflúvios poéticos
Da sua voz
Tamborilo ao compasso da canção
O tempo passa na argamassa do Destino
E eu menino choramingo a saudade
De um passado que longuíquo ficou.
E lá vou eu,alma em farrapos
Trançando os trapos do que restou.
Mochila
Matula
Ou cantil
Vou pelo Brasil
E pelas fronteiras
Caçando o El Dorado do existir
E na soleira da inquietude avisto a virtude
De poder encontrar
A Fonte da Vida Eterna em seu olhar
E andarilhando nos eflúvios poéticos
Da sua voz
Tamborilo ao compasso da canção
O tempo passa na argamassa do Destino
E eu menino choramingo a saudade
De um passado que longuíquo ficou.
E lá vou eu,alma em farrapos
Trançando os trapos do que restou.
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ania_lepp
Tu és minha inspiração...(soneto)
Tu és minha inspiração...
Se falo tanto na vastidão do mar
no brilho do sol e no sopro do vento
no verde das folhas e seu movimento
és tu em meu pensamento a me inspirar...
Se falo nas borboletas a bailar
em doces sinfonias e seu acalento
em calmarias, vulcões e atordoamento
és tu em meu pensamento e eu a alucinar...
Se falo da brisa e do luar a prata
e na beleza imensa das cascatas
és tu em meu pensamento e eu a divagar...
Se falo em meus versos dessas belezas
Poeta, podes crer, com toda certeza
em meu coração, tu estás a reinar!
(ania)
Se falo tanto na vastidão do mar
no brilho do sol e no sopro do vento
no verde das folhas e seu movimento
és tu em meu pensamento a me inspirar...
Se falo nas borboletas a bailar
em doces sinfonias e seu acalento
em calmarias, vulcões e atordoamento
és tu em meu pensamento e eu a alucinar...
Se falo da brisa e do luar a prata
e na beleza imensa das cascatas
és tu em meu pensamento e eu a divagar...
Se falo em meus versos dessas belezas
Poeta, podes crer, com toda certeza
em meu coração, tu estás a reinar!
(ania)
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vinicius rosa dos santos
uma bela canção rock roll
sinto o sentido dos seus desejos que esbarram em mim,olho e navego em seu olhar que faz tempestades nos dias,depois vem feliz cheio de paixões efervecentes no coração.diz que o medo ja passou,que agora vive só de amor e me abraça.
que o chão é o sustento do corpo,,as nuvens a mente da alma e as estrelas o alimento de nossa escassez.que um sonho é a dois,que o mundo cabe em nós,tudo isso faz sentido,e se diz que as metaforas são magicas certas.
porventura ainda bebemos coca-cola porque somos geração da juventude rebelde que cria filmes de suas vidas sem final.e o mundo gira em nós e ouvimos uma bela canção rock roll,e ganhamos diamantes da terra porque temos a esperteza de vida e conquistamos suas riquezas.
autor,vinicius rosa dos santos
que o chão é o sustento do corpo,,as nuvens a mente da alma e as estrelas o alimento de nossa escassez.que um sonho é a dois,que o mundo cabe em nós,tudo isso faz sentido,e se diz que as metaforas são magicas certas.
porventura ainda bebemos coca-cola porque somos geração da juventude rebelde que cria filmes de suas vidas sem final.e o mundo gira em nós e ouvimos uma bela canção rock roll,e ganhamos diamantes da terra porque temos a esperteza de vida e conquistamos suas riquezas.
autor,vinicius rosa dos santos
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fernanda_xerez
EU SOPRO VERSOS

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ania_lepp
O brilho da lágrima...(soneto)
Amanheceu, densas nuvens cinzentas
percorrem o céu, impelidas pelo vento
que corre solto, como meu pensamento,
lembrando do passado que me acorrenta...
Ondas sem sossego batem nos rochedos,
salpicos do mar cintilam como prata,
esparramada pela areia que retrata
a minha solidão e os meus medos...
O gotejar da chuva sobre o telhado
e o louco vento bradando nas esquinas,
fustigando tudo, a todos alucina...
Recordações assomam, mas é tudo passado,
a lágrima então brilha, embaça a retina,
inundando minha alma ainda de menina...
(ania)
(Ouvindo You Will Never Know - Imany)
https://www.youtube.com/watch?v=-MqwO0J9-k0
percorrem o céu, impelidas pelo vento
que corre solto, como meu pensamento,
lembrando do passado que me acorrenta...
Ondas sem sossego batem nos rochedos,
salpicos do mar cintilam como prata,
esparramada pela areia que retrata
a minha solidão e os meus medos...
O gotejar da chuva sobre o telhado
e o louco vento bradando nas esquinas,
fustigando tudo, a todos alucina...
Recordações assomam, mas é tudo passado,
a lágrima então brilha, embaça a retina,
inundando minha alma ainda de menina...
(ania)
(Ouvindo You Will Never Know - Imany)
https://www.youtube.com/watch?v=-MqwO0J9-k0
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ania_lepp
Aos poucos, desaprendi...
Talvez, por ter nascido assim
povoada por carências,
e tão dentro de mim reclusa,
ao te ver e conhecer
me aturdi, me confundi...
Talvez por ter nascido assim
e por esperar demais
me deixei fantasiar, sonhar
e quando os silêncios foram tantos,
me perdi e caí...
Talvez por ter nascido assim,
me deixei pelos medos atordoar
e em mil teias emaranhadas
em agonia e desespero
colidi, me contundi...
Talvez por divagar com quimeras
e meus olhos não acordarem
no almejado conto de fadas
meu diminuto sorriso
não mais brandi...
aos poucos, desaprendi!
(ania)
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ester_ramos17
Cais do porto
O que me lembra do que seria do dia de hoje, se ainda tivesse esperado sua resposta no cais do porto?
Se eu parasse para observar a noite, com certeza veria que as estrelas persistiram mais do que qualquer outro ser, que esperava uma resposta no mundo.
Já fostes o meu tempo.
Até os pássaros migram.
Por que eu não migrei até agora?
Hoje ao ver o mar e as estrelas, só me restam saudades daquilo que não aconteceu.
O que me lembra do que seria do dia de hoje, se ainda tivesse esperado sua resposta no cais do porto?
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Jorge Santos (namastibet)
Contudo vale a pena …

Contudo vale a pena
Haver amanhã, haver outro dia,
Contudo vale a pena, espécie de
Continuação de mim, perdão dos
Céus, amnistia, caminho de quem
Se perdeu dum outro dia, eu.
Haver amanhã, haver outro dia,
Contudo vale a pena ser feliz
Enquanto ouço em mim dentro,
O pensar suposto ou intuição,
Instinto, combinação de ambos,
Consciência e sonho, vazio
Que faz lembrar ruído e se sente,
Contudo vale a pena quando
Tudo parece estar aquém do que é
E existe, continuação de mim, incenso,
Espécie de música que flutua,
Interlúdio, às vezes balada do terço,
Igreja vazia, contudo vale a pena
Ser hoje, admirável tanto quanto
Um Audi ou um quadro apresentando
Nada em continuação de mim,
Contudo valeu a pena, tudo quanto
Fui e fiz...
Joel Matos (07/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)
Do mar m’avisto ...

Do mar m'viste,
Do mar me visto,
O céu não tenho,
Faz frio no meu
Peito em pedra,
Gelo ou icebergue,
Assim outros terra e ar,
Sonhos são mantras,
Onde só ondas antes,
Agora ilusão, Atlantes
Do mar, me visto
Do sonho que me perdi
E do que era em gente
E o céu não tenho,
Nem marés d'horizonte,
Faz frio, serei peixe,
O que há em mim,
E me tapando se veste
De mares Atlantes,
Acaricio um mito,
O ritual sou eu, o manto
E o ceptro pó, em mim
Próprio não mando,
Cansado d'haver mundo,
Oh mar, meu leito ...
Do mar me visto,
O céu não tenho,
Suposto me dar asas
Ou guelras, nada me serve,
Nem onde és meu,
Eu sou teu ente,
Do mar me vês, por quem
Me sonhas, descrente !
Pedra de gelo ou solo
D'gente ...
Jorge Santos (03/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)
É a poesia parte …

É, de inegável maneira arte, a poesia,
Só por isso existo e esta alma que pensa,
Inconsciente que está sonhando, suave
O sonho, claro qu'é "vida-sentido-único",
Só porqu'isso existe e são meus braços e
Cansaços, sonho sem sentir aquele sonhar
Perfeito que se pode afirmar ser maior arte
Ou apenas consumo de mercearia, detergente,
Mercadoria "a-metro", falo p'los cotovelos,
Ensinei-os a mentir com sentimento qb.
No entanto não canso de prometer a mim
Mesmo um fio de cabelo com o pensar d'prata
Numa ponta, assim oval quanto o imenso
Universo, que é a esperança de ser tud'isso,
Só pra isso existo tod'eu, suposto Rei-Sol,
Deposto quando a serenidade da manhã
Acaba e se torna relento de fim-de-tarde,
Que sentido esta'arte de ser o tempo todo
Eu e não ser minha a fé, que a outros sabe
Tanto a sucesso e o meu falar implora
Essa inigualável maneira e forma d'arte.
Joel Matos (07/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)
Não sei se crer na sombra ou no luar …

Não sei se crer na sombra ou no luar,
Sendo isso verdade e eu Moby Dick
Não sei se crer na sombra ou no luar
Da noite escura, no monstro que
que pertence a outros e a mim mais que todos,
Pois isso são o que são os sonhos,
Dando sobre o mar a impressão
De serem monstros marinhos,
Negros quanto os medonhos rochedos,
Sendo isso verdade e eu Moby Dick
Do género dos demónios que há, e eu penso
Se será verdade o que sinto, Moby Dick eu,
Sombra do luar, segredo obscuro guarda o mar
De mim, marinheiro sem barco, delfim eu,
Não sei se crer na sombra ou no luar,
Cansado de ser espuma, ponho-me a sonhar
Ser isso verdade e eu Moby Dick,
Não sei se crer mais no mistério que no mar
Inteiro, sendo nele que vejo o céu descer
E o horizonte lunar quieto... cedo
Desperto eu, consciente que ele me leva p'la mão,
Não sei se crer na sombra ou no lugar
Onde me acrescento ao medo,
Sendo Moby Dick eu,
Isso são o que distam sonhos meus,
À inquietações de ser, que me dói mais hoje
E que antes nunca .
Jorge Santos(07/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)
Perdoa tanto, tampouco …

Perdoa por valorizar o vaso
Não o conteúdo do mesmo
A lua e não o branco luzeiro
Os dedos e não a ânsia
Perdoa valorizar o peso
E não ser o balanço dos teus
Medos e receios, perdoa
O esforço sem alcançar
A beleza que de tu'alma vem
A memória curta e o teu
Vago cheiro em mim,
Quase mineral e mágico
Sim, perdoa a mágoa e os beijos
Que não dei nem a ti
Nem a outrem porque nem tento,
A indecisão do caminho
Que levo e porque não
Posso ser levado pla mão tua
Nem quero, perdoa
Este inverno sem calor profundo
E porque fiz da ceara tua
Meu prado, perdoa por isso
E sobretudo a convicção
Com que digo o que minto,
Perdoa se sou desatento
Pois me doi no rosto teu
O sentimento que tudo é vão
E o fumo é o espelho
Nada resta que não seja
Pedir perdão e desabotoar
Do peito a mágoa de não
O poder ter porque não sinto
Talvez direito a tê-lo cá dentro
Tão tanto, tampouco
É um desejo de mim mesmo
Ou teu...
Joel Matos (03/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)
Cheio de nada ter

Cheio de nada ter
Verdadeiramente vejo
Tanto quanto a um cego
Seja distinto ao tacto o que
Parece um sussurro,
Sendo minh'alma
A murmurar suave
Suave que outras almas
Silenciam e negam tanto,
Ficando secas sem nada,
Assim com'à minha
Cheia de não ter nada,
De facto sussurro e
Mais parece ser brisa
Ou de verdade seja
Cheio eu de nada ter,
Nest'alma levezinha
Cheia do que sinto,
Tanto quanto um cego
Tem tacto e quanto sente
Assim sente esta cega
Alma e minha ...
Joel Matos (07/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
754
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Jorge Santos (namastibet)
De veneno está meu corpo imune

De veneno está meu corpo imune,
De bagaço quero aquele que arde,
De poesia quero a que me incomoda,
Dos loucos os que me enfrentam
E empurram pro poço sem fundo
Com a corda à garganta, a mesma
Que uso pra me sentir livre o resto
Do tempo e dizer o que me dá-na
-Gana, como que parindo da alma uma coruja,
Como quem rasga e dana o pescoço,
Na suja e maldita corda que não afrouxa,
Nem dá sinal de partir a alta figueira.
De veneno está o meu corpo imune,
O pecado é perder o céu, suponho,
Não o procuro, do veneno quero o mais puro,
Pra beber entre os bruxos de olhos negros,
Com a corda na garganta e nas mãos,
O rosto curvo, cego ...
Da peçonha será meu corpo impune,
De bagaço quero aquele que arde,
De poesia quero a que me incomoda,
Dos loucos os que me enfrentam
E empurram pro poço sem fundo
Com a corda à garganta, a mesma
Que uso pra me sentir livre o resto
Do tempo e dizer o que me dá-na
-Gana, como que parindo da alma cuja
Como quem rasga e dana o pescoço
Na suja e maldita corda que não afrouxa
Nem dá sinal de partir a figueira alta.
De veneno está meu corpo imune
Pensamento e acção são ânsia e dor,
Para mim quando fico gelado do sentir
Para baixo sem conciliação ou paz,
De peçonha será meu corpo imune,
Mas jamais do castigo que carrego
E me faz cantar com ruído e sem
Sossego e corrói tal o ácido clórico
Ou o hálito do medo ...
Joel Matos (07/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
790
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Cecilia Kaiser
Desligar
Desligar...
Encontrar a paz...
Sentir o silêncio e o escuro ao fechar os olhos...
Serenidade...
Meditação...
Quem sabe ao abrir os olhos eu enxergue tranquilidade.
Talvez eu tenha força e...
Meu coração bata com o ritmo de quem encontrou a maneira certa de se viver.
Cecilia Kaiser
Encontrar a paz...
Sentir o silêncio e o escuro ao fechar os olhos...
Serenidade...
Meditação...
Quem sabe ao abrir os olhos eu enxergue tranquilidade.
Talvez eu tenha força e...
Meu coração bata com o ritmo de quem encontrou a maneira certa de se viver.
Cecilia Kaiser
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Jorge Santos (namastibet)
Reis, princesas e infantes

Reis, princesas e infantes
Foge de mim um sonho
Que é ter mando e ser rei
Dos anfíbios e das charcas,
Mas a chuva só cai longe
Os barcos não me levam
Onde há sapais e charcos,
O meu grande desejo é
Escutar de noite e sempre
Infantas que foram agora
Sapas e eu rei das poças
Nem, quanto mais ouvi-los
Coaxar às noivas-infantas
Pedindo beijos nas bochechas
Gordas e verdes, ranhosas
Como sapos as têm, tolos
Anfíbios das poças de lodo
E eu nem rei nem bote
Onde nem sapais há ou charcas,
Foge de mim o sonho,
Que é ter mando ou sorte
De Reis, princesas, infantes...
Jorge Santos (04/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)
Leve, a emoção

Leve, a emoção
Leve, a emoção não chegará ao peso em
Que tem peso, tendo coração e motivos de peso
Por não ter,embora não saiba se leve, se deixe
Eu mesmo de ter, esse mesmo peso pouco
E essa imensa graça que é a emoção e que fosse
De diferença tal, como o peso que pesa minh'alma,
Tão pesada quanto o chumbo e a cornada
Dum búfalo ferido de morte pela mesma bala.
Leve, a emoção, tão leve que esqueço de sentir
E é curto o tempo em que sou feito apenas dela,
Escrevo-a quando quero é esquecer que até
Da própria mente posso ganhar a noção de ter
Emoção ao-de-leve e ouvir-me pensar baixinho
Do que aquilo é, que peso tem sem agitar o ar,
Tão leve nos despe quanto o que penso e em tom
Que lava a mágoa da dor aguda que simulo
Ter, embora tenha outra que parece ser coberta
Por pele mais boca, extravagante ideia o infinito
Posto num lugar comum, onde ninguém o vê
Por isso lhe chamam de sonho, outros fé, eu não,
Não o farei, quero sentir o coração parar e talvez
Depois me cale, quando nada pese, leve a emoção,
O peso é sentir, não ver o que penso e temer
Não ser o que sinto no peito, nem na mão que
Escreve tão ao-de-leve quanto a mim me minto
Ou não, sinto ...
Joel Matos (03/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)
Falar não tenho,

Falar não tenho,
Sou adiantado em relação às horas,
Acordo ainda não vendo ninguém,
Passam todos por mim aquando deito,
A dor nos outros em mim é delito,
Não sigo caminhos que tenham sido
Pisados, nem peço pra ser ouvido,
Pois ninguém ainda me ouviu hoje,
No fundo não sou semelhante a Deus,
Venho adiantando aos poucos desde
Cedo, como se pertencesse a outro
Universo e até o pensar eu antecipo,
Assim não falo, sonho, falar não tenho,
Assim não me demoro nem me engano
Em relação ao tempo, no falar nem tanto ...
Jorge Santos(07/2107)
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Alberto de Castro
DESENCONTROS
No mapa do tempo
o passado foi apagado
e o futuro incerto
ladeia as bordas
do meu coração.
Sonho com o teu sorriso
todos os dias
iluminando a minha vida
e os meus caminhos.
Nos desencontros da vida
sinto falta da tua presença,
e neste silêncio torpe
o meu coração vagueia
e a minha alma cambaleia.
o passado foi apagado
e o futuro incerto
ladeia as bordas
do meu coração.
Sonho com o teu sorriso
todos os dias
iluminando a minha vida
e os meus caminhos.
Nos desencontros da vida
sinto falta da tua presença,
e neste silêncio torpe
o meu coração vagueia
e a minha alma cambaleia.
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Jorge Santos (namastibet)
Sem estar, s’tou …

Sem estar estou,
Eis quanto e comum,
Eu sou ao ponto de ser
Peculiar em mim o ridículo,
Sem estar, estou apenas
Cansado de estar cansado,
Sorrindo sem estar contente,
Sem estar s'tou noutro lado
Diferente e igual, sem estar
Me vou sentando entre gente,
Sinto-me pensar sem querer,
Perdido sem me perder, a ideia
De me perder é um desejo,
Um compromisso que assumo,
Tal como sonho o espaço,
Sem o ver sem i'estar, sem o ter,
Como quem conheço desd'início,
Apenas plo sorriso,
Que podia ser d'alegria ou não ser,
Afinal que sorrir'alma tem,
Apenas cansaço eterno,
Minha ilusão terrena,
Nem outra coisa é preciosa
Mais pra mim, qu'esse alguém
Nesta ausência total de gente,
Eis quanto e comum
Eu sou neste triste circo,
Que tão pouco vida ou fera tem,
Procurando o que não encontro,
Sonhando o que não existe,
Sorrindo sem vontade a tud'isto,
E a quem está cerca sem estar
Perto ...
Jorge Santos(08/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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ticiana100503
Minha alma que se perde.
Minha alma que se perde e se encontra nessa imensidão do meu coração sem razão.
Minha alma que se perde e se busca e se repele e se rebusca dentro de si própria
numa sede infinita de se achar e se perder num abismo do meu ser.
Minha alma que vaga na escuridão sem saber o por que e nem o porque de não
se caber e não se conter dentro de mim.
Minha alma toda calma sem amarras no meu ser sem poder se conter e se retorcer.
Minha alma que não se completa,não se entende e se desentende por completo no
meu ser.
Minha alma que vagueia nos trilhos do mundo perdida dentro de mim sem sina e sem retina
para poder se ver e se entender.
Minha alma toda tina que retina no meu ser sem saber o porque desse meu querer não podendo
me conter.
Minha alma que vagueia nos trilhos do mundo perdida dentro de si.Um si que não se completa
si confunde e se funde sem saber o por que de tanta dor dentro do meu ser e de um ser que não
se entende e não se compreende dentro de mim.
Minha alma toda calma de uma alma dentro de várias que se fundem e se confundem.
Minha alma toda pálida, tácita e inerte ao mesmo tempo revolvida em um vazio e uma saudade
que não cabe dentro de mim num espaço vazio opaco e oco.
Uma alma e uma calma dentro de varias almas que não se calam e não se acalma em busca do
meu ser que não se sabe o porque de viver e de andar por onde ninguem consegue perceber e
se entreter com a caminhada do meu ser.
Minha alma que se perde e se busca e se repele e se rebusca dentro de si própria
numa sede infinita de se achar e se perder num abismo do meu ser.
Minha alma que vaga na escuridão sem saber o por que e nem o porque de não
se caber e não se conter dentro de mim.
Minha alma toda calma sem amarras no meu ser sem poder se conter e se retorcer.
Minha alma que não se completa,não se entende e se desentende por completo no
meu ser.
Minha alma que vagueia nos trilhos do mundo perdida dentro de mim sem sina e sem retina
para poder se ver e se entender.
Minha alma toda tina que retina no meu ser sem saber o porque desse meu querer não podendo
me conter.
Minha alma que vagueia nos trilhos do mundo perdida dentro de si.Um si que não se completa
si confunde e se funde sem saber o por que de tanta dor dentro do meu ser e de um ser que não
se entende e não se compreende dentro de mim.
Minha alma toda calma de uma alma dentro de várias que se fundem e se confundem.
Minha alma toda pálida, tácita e inerte ao mesmo tempo revolvida em um vazio e uma saudade
que não cabe dentro de mim num espaço vazio opaco e oco.
Uma alma e uma calma dentro de varias almas que não se calam e não se acalma em busca do
meu ser que não se sabe o porque de viver e de andar por onde ninguem consegue perceber e
se entreter com a caminhada do meu ser.
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ania_lepp
...louco vendaval...
Ando com meu pensamento agitado,
meio disperso, um pouco alienado,
como que sacudido por um louco vento...
...os versos, não saem a contento...
(ania)
(Ouvindo Wild Is The Wind - David Bowie)
https://www.youtube.com/watch?v=UtFoHoBM6Dc
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fabricio antonio
Sem o seu sorriso
Posso ser um poeta
Posso ser um romântico
Talvez um grande sonhador
Mas não seria nada disso
Se eu não tivesse te conhecido
E agora tudo isso me faz pensar
O que seria de mim
Sem o seu sorriso.
Posso ser um romântico
Talvez um grande sonhador
Mas não seria nada disso
Se eu não tivesse te conhecido
E agora tudo isso me faz pensar
O que seria de mim
Sem o seu sorriso.
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Jorge Santos (namastibet)
O vento anuncia-se pelo ruído …

O vento anuncia-se pelo ruído,
Do vale até ao monte o caminho é curto
Para o vento norte, o rugido é grosso e penso
No silêncio e o que é não tê-lo face ao ruído
Todo do mundo, ele se reproduz como rato
E peste, inumano, pano de fundo, boca de
Sena, do vale até ao monte foge a razão
Da gente voando, e o trote do vento é a morte
Cavalgando, o meu não ouvido percebe o rugido,
Suspeito ser o suspiro derradeiro do horror
Do vale ao monte desespero e morte,
Luto e guerra, fez-se escuro no meu reino,
Deixei de ser rei e em pedaços voo,
O vento anuncia-se pelo ruído arrancando
Folhas e ramadas, qual juízo final do mundo,
Balouça a minh'alma cadenciada, "a monte" ...
Jorge Santos (05/2017)
HTTP://namastibetpoems.blogspot.com
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