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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Sem estar, s’tou …






Sem es'tar es'tou,


Eis quanto e comum
Eu sou, ao ponto de ser
Peculiar em mim o ridículo,

Sem estar estou, apenas
Cansado de estar cansado,
Sorrindo sem estar contente,

Sem estar s'tou noutro lado,
Diferente e igual, sem estar
Me vou sentando entre gente,

Sinto-me pensar sem querer,
Perdido sem me perder, a ideia
De me perder é um desejo,

Um compromisso que assumo,
Tal como sonho o espaço
Sem o ver, sem í'star, sem o ter

Como quem conheço desd'início,
Apenas plo sorriso
Que podia ser d'alegria ou não ser,

Afinal que sorrir'alma tem,
Apenas cansaço eterno,
Minha ilusão terrena, efémera,

Nem outra coisa é preciosa
Mais pra mim qu'esse alguém,
Nesta ausência total de gente,

Eis quanto e comum
Eu sou neste triste circo,
Que tão pouco vida ou fera tem,

Procurando o que não encontro
Sonhando o que não existe,
Sorrindo sem vontade a tud'isto

E a quem está cerca, sem estar,
Apenas um esquivo e disto, pretenso,
Ridículo, "snob".

Eis quanto e comum
Eu sou, tal qual o ar tíbio
Em que, pra sempre me vou ...

Jorge Santos (07/2017)
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Cicatrizes hão-de encher-me de poderes …







Há de tudo, pessoas feridas, pessoas cicatrizes,

Pessoas marcantes, mas há e haverá sempre
Pessoas gerando luz, como candeeiros de rua
De foco claro no escuro são elas que nos fazem

Partir muros esventrar estrelas inventar a própria
Voz de Cristos e dar vida a naturezas mortas, há-
De tudo e basta o simples esperar e escutar para
Aparecerem de embrulhos distintos, essas pessoas

Que a gente perde por não andarmos devagar
Escutando o vento, o mar e as cicatrizes, que nus
Temos todos, gémeas da alma, marcadas
Pra serem sempre candeias nos caminhos da-gente

Há de tudo, pessoas lindas de morrer, pessoas fatais
Pessoas malmequer e pessoas verdade,pessoas
Deitadas, Pessoas d'en'pé ... pessoas marcantes
São poucas, mas há-as e hão-de encher-me os dias

Pobres.




Jorge Santos (03/2017)
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Higor da Costa Nantes

Higor da Costa Nantes

SOIS BELA POR NATUREZA

Vi um sorriso...
Não! Era mais que um sorriso
Era a perfeita união
De boca, dentes, rosto e olhar

E quando o teu olhar
Se encontrou com o meu...
Perdi a respeiração,
O coração batia apertado

A boca, com um brilho
Que batom nenhum no mundo,
Pode imitar...
E lábios carnudos com
Sorrizo macio
O olhar! Acostumado a se apaixonar
Não suporta mais esperar,
Por quem o ensine a amar...

Mal sabes tu, o quanto é
Amada e desejada...
Mas tanta perfeição e beleza
Assusta quem te escreve
Com franqueza.

Higor Nantes
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beneditocglimadonquixotepant

beneditocglimadonquixotepant

POIS NÃO TENHO NEM ARRANJO PRA ASSOVIO

Meus versos feito caramujo-flor
Se escorregaram nas fímbrias da Saudade
E viraram poemas
Para quem puder me ler nas entrelinhas do sobreviver
E a Lua modorrenta espreguiça na amplidão
Enquanto os galhos do Flamboyant tentam filtrar a luz
Que insolente se instala na calçada
cheia de musgo verde alcatifa aveludada
que disfarça a sujeira
E o formigueiro assanhado
Segue a trilha maravilha da natureza.
O sabiá da laranjeira
Agora se delicia no pé de Acerola
Pois a boa chuva ainda não rola.
O jeito é cantar.
Pois não tenho nem arranjo prá assovio.
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Dizei que rio …






Dizei que rio,

Direi que trist'ando,
Dizei que existo,
Direi que me não ouço,

Dizei me perco,
Direi m'encontro,
Que manso me fico
Entre o parecer feliz

E o chorando a fio
A dor que não tenho,
Vivo da tristeza alheia,
Que nada vale "se-calhar",

Dizei que rio,
Sorrirei "até-mais-não",
Mesmo que soe a falso,
Os olhos não têm tacto,

Nem os ouvidos boca,
Escondo as mãos demais,
Não deixando os dedos,
Denunciarem o que penso,

Ou os joelhos saberem,
Que me perdi
No campo,
Direi que existo

Nas flores do mato,
Caso lembre,
Que das dores esqueci já,
A floresta é dentro de mim e ela

P'lo tacto diz-me que sim
Tudo quanto desejo é lá,
Pra isso existo, mas apenas
Do lado de cá...

Jorge Santos (07/2017)
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Às vezes






Às vezes, o que resta na mão nos foge,

Tal e qual como num livro a palavra fim,
Sinto um vidro fosco ente mim e essa luz
Que me foge sem razão, sinto que flui ao
Escrever mas não é certo, é uma imposição

Não o destino, porque pra isso não fui criado,
Escrever e ter as mãos caídas é disparate
De louco, ter tanta coisa à mão e não ter na
Mão nada, nem amor próprio, tanto quanto
Glória, fama ou sorte, quem dera não ser

Quem sou, mãos caídas solicitando ilícito
Parecer a prazo ou o aval de quem passa
Sem sentir passar pla alma dele o meu ser,
O estranho é não me sentir culpado da inércia,
Mesmo quando foge desta mão tudo

E eu sofro por isso, mas apenas um instante,
Assim como não ter uma coisa qualquer
Quando se quer tanto ter sem saber qual querer,
A sombra ou o seu suporte, a branca parede.
Às vezes, o que resta na mão nos foge

E eu sonho que sou o fio de água que flui e une
As sucessivas sensações que minha'alma consente,
Pois que verdadeiramente nada me foge,
Nada me dói, nada me prende,
Pertenço ao caminho e se me ergo é por

Imposição do mesmo ou por castigo
Aos deuses que renego.

Joel Matos (05/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Passado eu, azul triste, translúcido …





Passado eu, azul triste Lúcio.


Cantam suavemente triste/azul
Como quem embala nas ondas
Um filho de mar fardado, serei eu,
Serão sereias sem passado nem futuro

Ou sombras do que é verde
Azul puro ou do que eu lembrar
Embora não possa amar tristes
Sombras e nem do mar ouvir no búzio

O cantar sem morrer d'amor por Lídia
Ou por elas, sereias sem nome dado,
Debruçado adormeço sobre este
Mar antigo, cansado de ser filho ou Lúcio

D'Iemanjás sereias, orixás rainhas
Do mar envoltas... a manhã jaz
triste e azul, sem cor serei eu, serei
Ou serão sereias do mar sem ódio, passando Py,

Passado eu, azul triste, Lúcio anil.

Jorge Santos (02/2017)
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Allan02000

Allan02000

A Dançante Morte Contemporânea

Que caminhos estamos tomando?em pleno século XXI
Onde ficamos acordados até tarde e de manhã levantamos arrependidos.
Com casas mais suntuosas, porém de lares divididos.
Temos renda mais alta, porém moral mais baixa.
Copiamos mais enquanto a criatividade se rebaixa.
É tempos de refeição rápida meu amigo e digestão puramente lenta.

Aonde chegamos? Em pleno século XXI.
Aprendemos ganhar dinheiro e não uma vida.
Não amamos o próximos, Um inocente pagou a dívida.
Somamos anos nas nossas vidas, mas menos vidas aos nossos anos.
Nos esnobamos com a inteligência humana, vivendo nos nosso próprios enganos.
Oramos e lemos pouco, se divertindo com o que é mais profano.

O que nos tornamos? Em pleno século XXI
Purificamos o ar, mas poluimos a alma.
Vivemos sem sentido, sem lei e calma.
Dividimos o átomo, e não nossos preconceitos.
O homem quer ser Deus, mesmo com seus defeitos.
Se iludimos em nossos desejos.

Até quando suportaremos? Em pleno século XXI.
Muito alimento, porém menos satisfação.
Quanta tecnologia, e menos comunicação.
Ah! E quantos relacionamentos, com muitos inimigos
Sendo enganados pelos que se dizem amigos.
Nesses assuntos insistimos em ser leigos.

Será nosso fim? Em pleno século XXI.
Tempos de conflitos mundias e guerras domésticas.
E a natureza clama em circunstâncias drásticas.
De mais lazer e menos diversão.
Com variedade de alimentos, porém de menos nutrição.
Nem com a ciência, alcançaremos perfeição.

Moralidade rejeitavel! Usando da liberdade para se viver sem limite.
Venda de prazeres em sexo de uma noite.
Corpos obesos e pílulas que fazem de tudo
desde alegrar, tranquilizar até matar.
Vivemos numa dançante morte contemporânea.
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ania_lepp

ania_lepp

Quantas vezes mais? (Soneto)

Será que somente a mim pertence
essa sinistra e maldita sina
que me atormenta e me desatina,
ou essa mágoa, mais alguém sente?

Quantas e quantas vezes mais ainda,
essa saudade que aos poucos destrói
que no coração e na alma tanto dói,
sentirei? será que nunca finda?

Quantas vezes a alma destroçada,
em diversos pedaços rasgada,
em frangalhos destruída, ainda terei?

Quantas vezes mais esse insano desfio,
esse corroer, esse puir fio por fio
em minh'alma, em meus traços, suportarei?
(ania)
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ania_lepp

ania_lepp

Sobrando solidão...

Na quietude das mornas tardes
não me consolam brisas
que embalam flores
e acariciam abelhinhas...

...nessas tardes não há consolo
quando me faltam sorrisos
e sobra solidão...
(ania)

(Ouvindo The lonely lyrics - Cristina Perri)
https://www.youtube.com/watch?v=a9YQPWqTnx4
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ania_lepp

ania_lepp

Depois de tanto tempo...


Essa brisa que vem do mar,
entoando cantigas,
traz lembranças
de um tempo
onde sonhos azuis flutuavam
e se realizavam...
Um tempo
em que caricias reinavam
e os beijos afogueavam...

Tempos onde o amor
imperava
e ser feliz era LEI...

Essa brisa que vem do mar
(depois de tanto tempo)
ainda me traz
você!
(ania)
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ania_lepp

ania_lepp

Me leva contigo...(soneto)


Vem, pega na minha mão, me leva agora,
vamos em frente, sem para trás olhar,
me mostra o caminho, me faz continuar
pela estrada, preciso ir embora...

Vem, me leva daqui, é chegada a hora
dos velhos ranços no passado deixar,
enxotar os fantasmas, elos quebrar,
com você, mãos dadas, mundo afora...

Pega na minha mão, traz teu sorriso,
seca a minha lágrima, me abraça,
me olha nos olhos, é disso que preciso....

Vem, repara, na solidão agonizo,
traz teu beijo e com ele me amordaça,
Vem, me toca, me faz perder o juizo...
(ania)
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RicardoC

RicardoC

A APARÊNCIA DAS COISAS

é sempre sobre um tipo de pessoas:
As mais belas e ricas que as normais...
Vivendo vidas tão excepcionais
Que os outros consideram muito boas.

Reis -- embora de insólitas coroas --
São, senão mesmo reis, ao menos reais
Por se sentirem assim especiais
No afã de merecer mais e mais loas...

Mas eu, precocemente envelhecido,
Não serei mais o poeta desvalido
A cantar as douradas excelências.

Não. Antes cantar suas misérias
Enquanto garatujo as frontes sérias,
Levando mais verdade às consciências.

Betim - 07 07 2015

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ania_lepp

ania_lepp

Só o tempo dirá...(soneto)


Se escoam as horas, por entre os dedos,
Em dias se transformam, e os dias, se vão,
Os meses passam, crescem meus medos,
Dos anos que me aguardam, que ainda virão...

O tempo guarda, em seu bojo, segredos,
Temerosa, não sei o que me trarão,
Se, de dias felizes, só o arremedo,
Ou se, ainda, alegrias me presentearão...

O tempo, a todo vapor, vai singrando
Como um barco, no mar, passa ligeiro,
Sonhos e esperanças consigo levando...

Só ele dirá o que está me reservando
Na viagem, sou só mais um passageiro,
Que sem saber prá onde, vai navegando...
(ania)
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Sodatti

Sodatti

Amor de Criança

Não existe amor tão puro, tão inocente e tão verdadeiro, quanto o amor de uma criança.

A sinceridade desses seres tão pequenos, porém tão iluminados é algo que não tem como se descrever, eles não se magoam, não veem defeitos, nem mesmo a cor da pele de seus colegas, eles simplesmente amam e tem um carinho muito verdadeiro, o que na maioria das vezes, um adulto não tem pelo seu próximo.

O caráter desses pequenos vai sendo moldado com o tempo, as vezes por pessoas boas, que vão ajuda-los a se tornar uma pessoa de bem, mas as vezes é por pessoas ruins, que acabam com a pureza que a criança tem, tiram a inocência, e colocam a maldade no lugar, fazendo com que essa criança cresça e se torne um adulto, amargurado e cheio de ódio no coração, o que antes a pobre criança não conhecia, era apenas uma simples criança, cheia de sonhos e do mais puro e sincero amor, para oferecer aos que estavam a sua volta.

Tatiane Sodatti Silva
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                     Paulo Sérgio Rosseto

Paulo Sérgio Rosseto

GUERRAS

                         Paulo Sérgio Rosseto

Ampla mente em carne fraca, desfalecida 
Cortada em posição obtusa, íngreme
Sangra como se forte fosse a textura 
E tênue apenas o que a denoda e atenua

Ela no entanto costura e cola a pele
Onde a faca estraçalhara o talho
Por quanto a boca entreaberta geme
A réplica do choro do meio da rua falha

Dor de todos os povos no corpo entreaberto
Indevida, renunciada, desfeita solidão
Os vasos da ferida sangram, marejam
Que até mesmo os anjos destemidos sentem

A lâmina arrazoada é essa lástima íngreme
Afundada sem anestésico onde nem mais ofende
Quando convencidos enxergamos esbaforidos
Que todas as verdades obscuras mentem

@psrosseto

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Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Matos

Imigrantes

Por sofrer constrangimentos,
Numa guerra descomunal,
Deixam o país e a terra,
Colocam um ponto final!

Caem no conto do vigário,
Ganham esperança, querem voar,
Num barco abarrotado de gente,
Deixam-se levar pelo mar,
Num sufoco a arder,
Vivem a cabo das tormentas
Para tentar sobreviver!

Vejo crianças naufragadas,
Túmulos prostrados no chão,
Tanta gente abalroada,
Num pavor a multidão!

Baloiçam corpos de inocentes,
Depois de longa viagem,
Muitos, cansados e doentes,
Não lhe faltando a coragem!

Têm sede de liberdade,
Sentem fome de mudança,
Movem-se pela dignidade,
Repletos de fé e esperança.

Buscam conhecimento para criar,
Construir quimeras, um ideal,
Querem estabilidade e ficar,
Na Europa racional.

Aqui constroem-se os muros,
Para evitar entrada em excesso,
Mas o amargo rasga furos,
Para permitir o acesso!

Lutam e enfrentam novo perigo,
Perfilham da solidão,
Tomam a rua como abrigo,
Sem saber para onde vão!

Nesta Europa civilizada,
Que tantos anseiam estar,
Das pessoas anda afastada,
Se desmente tem que provar!

Maria Antonieta Matos 31-08-2015

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ania_lepp

ania_lepp

Desde sempre...

Desde sempre,
no passar das horas e dias,
no escorrer do tempo,
escrevo na noite
poemas que choram e gritam
como a tempestade que ruge lá fora
e que brada e ecoa dentro de mim...
Desde sempre,
no tanger das horas e dias,
escrevo prá ti poemas
inebriados de saudade,
embriagados de dor...
Desde sempre,
com teu sorriso na memória,
choro com o vento
que embaralha meus pensamentos,
atordoando meus sentidos...
Desde sempre,
como fantasma assombrado,
escrevo em desespero
poemas tantos,
presos,
trancafiados em mim,
ignorados por ti...
(ania)


(Ouvindo Tango With Lions - A Long Walk)
https://www.youtube.com/watch?v=O037OY7W70Y
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romildo portes ferreira

romildo portes ferreira

Time to Dream


Meu coração bate igual um relógio de parede
Meus olhos piscam igual um barulho de um contrabaixo
Meu pulso pulsa igual batidas de tamborins,,,
E um coral de anjos cantam em minha volta
Com o solo de guitarra que ouço neste TIME...
A guitarra corta igual navalha
Igual paixão dentro de um coração com fogo do amor...
O relógio continua batendo fazendo o TIME...
Os pratos da bateria em uma cadencia de galope de cavalos
As vozes todas juntas me dizendo é tempo de sonhar.

Time to Dream
Time to Dream
Time to Dream

Tempo de Sonhar!

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Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Matos

IMAGINO-TE… ALENTEJO

Imagino-te um farol de luz, Alentejo,
Incomensurável oceano terreno,
Refrescando o ar quente sereno,
Nas ondas loiras a festejar em cortejo.

Imagino-te um porto d' abrigo,
Onde se aconchegam os navios,
Povoadores de desafios,
Por esse mar de cores sem perigo.

Imagino-te um recôndito aprazível,
Para confiar meus pensamentos,
E desabrocharem ao sabor, os argumentos,

Imagino-te um céu aberto,
Onde as asas voam em liberdade,
E no teu regaço, o sopro do cante e a saudade.

16-11-2016 Maria Antonieta Matos
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Eu digo não ...







Eu digo não ...


Eu digo não ao brilho tolo,
Não quero em fatias curtas,
A vontade dum povo todo,
Quando é a vítima e o bobo,

Não quero viver ansiando,
Por migalhas tam-poucas,
Sendo eu Interprete terrestre
E actor das Histórias loucas,

Desta gente com coragem
De dizer - Não ..Não
Quero a minha vontade presa,
Nem a prisão de pensar ser outro

O brilho ou ver o brilhar
Não daquilo que querem
Que eu veja e deseje nas montras
Mas o que me interessa ter,

A fatia do pão e não o bolor do bolo
E a mesa cheia de quem interpreta
A historia louca deste povo,
Que não é idiota nem tolo,

Mas a cereja rubra do topo
E quando "se toma de razões",
Que se cuidem os "Dons"
Todos, senão "Ai Jesus Maria"



Joel Matos (03/2016)
http://joel-matos.blogspot.com
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Luís Soares Eusébio

Luís Soares Eusébio

DEVANEANDO

Desejaste-me sonhos bonitos
Tive-os, sabes?
Estávamos à mesa
o criado falava comigo
e eu olhava-te enfeitiçado
Nem o ouvia
A sua voz estava ao nível
da estática do silêncio
Teus olhos ecoavam harmonias
e teus lábios as melodias
que te harpejavam no peito

(pousaste a tua mão na minha
alertando-me para o jovem
de calça preta e casaco branco)

- Só um minuto!, disse-lhe
com sorriso contrafeito

Olhámos a lista
Escolheste linguado com mexilhões
e molho "Bechamel"
Eu, filetes com vinho do Porto
Para beber um Pinot Grigio di Pavia

(o jovem tomava nota, diligente,
com maestria)

Olhando pela janela
o mar rebentando no molhe
salpicava o horizonte de espuma
Disse uma laracha e em teus lábios
um sol iluminou a bruma
Para sobremesa escolheste
tarte de maçã com passas
Eu, uma mousse de caipirinha

(imaginei-te assim por debaixo
da calcinha)

Paguei a conta e saímos
Bebemos café alhures
Beijávamo-nos quando
- Horrores! -
saídos de nenhures
pulavam três amores

(na cama em que te amo
noites afora em lume brando)

Luís Soares Eusébio
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ania_lepp

ania_lepp

Desabafo...

Sou mais do que belo corpo
linda pele
um tesão...
Sou sentimentos
sou alma
sou coração...
Não me endeuse
sou cansaço
e também, desilusão....
(ania)
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Aldriê Mizobuti

Aldriê Mizobuti

O maldito amor

O maldito amor

As vezes fico pensando.
Como funciona o maldito amor?
E por que sempre.
Nos faz sentir tanta dor!

A gente pode rir por ele!
E chorar também!
Como é possível?
Apaixonar-se por um simples alguém!

O amor verdadeiro não é ficção!
Tudo que nos contam é verdade.
Você pode encontrá-lo hoje, amanhã...
Talvez daqui uma eternidade!

Pessoas confusas se perguntam:
Como saber se estou apaixonado?
Desculpe minha resposta vaga!
Mas com palavras não pode ser explicado!

Até então sua origem.
É completamente desconhecida!
Mas posso afirmar:
Que é um caminho sem saída!

Então com isso.
Já podemos concluir:
O amor não se pode explicar...
Somente sentir!
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