Lista de Poemas
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Jorge Santos (namastibet)
Pudesse Eu
Pudesse eu, não ter laços
Ou esperança,
Cair no poço sem fundo,
Com que sonhava em criança,
Pudesse eu, na garganta sentir,Torturante,
A dor no parir, perto ou distante
E o choro aflito dos qu'hão-de vir.
Pudesse eu, fazer-"O que me dá na gana",
Não morreria numa cama,
Escolheria viver enterrado,
Sentindo o peso da terra,
Amontoada na tumba,
E os caniços, varando-me a cara nua,
Numa sensação boa,
Pudesse decepar eu, os braços
E salvar a dor
Na alma,Não seria estranha,
A sensação tamanha de sentir,
Que deveras sinto...
Joel Matos (10/2013)
http://namastibetpoems.blogspot.com
José António de Carvalho
POR FAVOR
POR FAVOR
Ouve-me neste momento
que me sinto perdido
entre as brechas da vida
e um luar entristecido
no frio do esquecimento.
Deita-te na margem do rio
a ver o céu azul de seda
em ti debruçado a beijar-te
doce e imensa vereda
que nunca sente o frio.
Oh, como quero abraçar-te
para me tirar deste sono
e ser novamente estio
matando este outono
que me impede de sonhar-te.
José António de Carvalho, 09-outubro-2019
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CARTAS DE AMOR
Traduzidas em belas palavras do coração
Versos em prosas de tantos momentos felizes
Repletos de flores que choram de saudade
De tantos beijos e abraços dados com amor

Todas as cartas de amor são flores
Que a alma dita e o coração sente
Mia Rimofo
NÃO TENHO MEDO
Cada ruga no rosto é um capítulo de um livro
Que a vida foi escrevendo tudo que vivemos.”
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO AS LETRAS
As palavras são armas, são carícias
São paixão, são prazer, são dor, são amor
São suspiros, são sorrisos, são lágrimas
São sonhos, são pesadelos , são excessos
De toda uma vastidão de sentimentos
São pensamentos expressos na emoção
Como flores a florescer, no deserto do meu coração
Afinal ler é beijar a escrita com amor
É desejar quem o faz frequentemente
Pois as trancas da ignorância, escondem-se
Nas páginas , escritas de um bom e belo livro
Que amo-te terrivelmente como um flor a florescer
No deserto da minha seca alma.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
MEDOS
Nas letras mal escritas
De uma página marcada
Num qualquer cesto do lixo
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LINDAS CRIANÇAS
Neste mundo cada vez mais cruel
Sem respeito pela vida humana
Culpa de todos nós🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ASAS NEGRAS DE POEIRA
Asas negras cobertas, silenciosas do quarto
Rastro de poeira luminosa, sinónimos de estrelas
Veste-me por dentro em caril, despida de açafrão
Na pedra nua talvez por lapidar ecoa a insanidade
Asas transparentes de tinta branca de salgado sal
Palavras numa folha de linhas, mostarda em mim
Sementes na terra, adversidade das noites negras
Barulhenta amargura negativa uma solidão em fúria
Colapso no porão, desequilíbrio de um covarde
Prisão de asas negras, anjos de abominável escuridão
Terrível encosto do eterno desgosto, peço misericórdia
Vestes negras do prosterno desespero, vestígios talvez
Da humanidade sem sangue a correr nas suas próprias veias
Começou a escrever na alma, asas negras cobertas de sal
Gengibre de uma sublime covardia, gemido enterrado vivo.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
COMPANHIA
As vezes a minha única companhia
É a minha imaginação
Nos momentos tristes ou alegres
Da minha pobre solidão.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ALGODÃO DOCE
Sinto no meu regaço
- O afago do teu corpo
Tormenta do meu querer
- Nos silenciosos afetos
Onde acalma na boca
- Os ávidos sentidos doces
É no teu corpo onde
- Me perco na noite rasgada
Na cama onde me deito
- Ao teu lado com o teu olhar
Devorador de faminto lobo
- Mãos despidas de gestos
Pedaço de algodão doce
- Quente de afagos gemidos.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
VIAJO POR OS VERSOS
Nas letras coloridas de amor
Folhas soltas de paixão
Dançadas pelo tango que ouvimos lá fora
Mas será que tu ainda moras aqui
Releio de novo todos os versos
E vejo que ainda moras no meu peito
Nas folhas escritas de tantas palavras
Escondidas na gaveta misturadas de amor
De loucos abraços, abrasadores desejos teus
Deste amor que sentimos ainda
Na viagem feita num tango de versos teus.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
TENHO
Que queria que fôssemos dois em um
Vou amar-te com loucura
Como as flores amam a terra
Vou amar-te com fervor
Como as plantas amam as luas
Vou amar-te com os olhos
Como as lágrimas de amor a chuva
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ABRIGO-ME NO NINHO
- Do teu corpo
Onde pouso o meu abraço.
Francisco Quintas
Tango Para Um
disse-te que sabia ...
o tango era uma dança a dois.
acrescentei, porém, depois
que o meu coração arrebatado
podia até dançá-lo sozinho...
enlaçando apenas o espectro velado de ti
com emoção
com fervor
com carinho...
rodopiando como nenhum
pelo salão do amor
banhado em neon
ao som trágico do bandoneon
num apaixonado tango para um.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
NOS MEUS SONHOS
Inflama-me de beijos

Gosto quando me roubas um beijo
Esse beijo que me roubaste
Inebria-me os sentimentos
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO O QUE TEMOS

Simei Lucena
Algumas frases
_Nunca mude as etapas de sua vida, pois elas podem destruir o caminho
dos seus sonhos.
_Nunca se esqueça de quem você foi, pois depende desta
lembrança para se tornar melhor do que acredita ser.
_A diferença entre ser observado e ser desvalorizado e porque
a observação busca interesse próprio e a desvalorização descarta o que ninguém entende.
_Esquecer do mundo é matar milhões.
_Ser branco ou negro não é defeito, defeito é ter em mente qualquer tipo
de preconceito.
Ow meu, cai na real ! se acha que tudo é fantasia?
Que tudo vai te dar motivos para sorrir?
Que a vida vai ser sempre sincera com você?
Que seus amigos vão te ajudar ?
Ta na hora de acorda e ver que nem tudo que enxergamos é real
Ser cego não é viver no mundo sem imagens e sim esquecer que elas existem .
Autor: Simei Lucena (reservados)
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A SOLIDÃO
Pessoas amargas
E a ingratidão
Mata-nos a alma.
luiz_gonzaga_leite_fonseca
INDIFERENÇA
Nada mais me consola ou me atormenta,
Sou formiga no meio da tormenta,
Que fenece na lama, sem alarde.
Paciência, sinto muito, agora é tarde,
Nada mais me machuca ou me acalenta,
Se a noite é fulgente ou nevoenta,
Ou se o sol é ameno ou se me arde.
Não duvido da crença de ninguém,
Porém isso não quer dizer, também,
Que desacredito da ciência,
Quando morrer deixo nada, pois sou só,
E se nada houver, depois da vida viro pó,
Mas se houver vivo de novo, paciência.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO-TE COM LÁGRIMAS
Por toda a minha infinidade
Escrevo-te meu amor este poema, com a saudade
Estas palavras que tu talvez nunca irás ler
Amo-te mesmo com medo das horas
que apoderam-se de mim, escrevendo-te com a dor
Do nosso amor já amadurecido
Amo-te nas horas de entrega
Onde nos conjugamos nas lágrimas de dor
Convertidas em alegria, feitas em dias, horas
Minutos de felicidade, sem limites onde juntos
Juramos ao luar amor eterno
Amo-te tanto que dói, só de te o dizer
Escrevi numa folha tudo que sentia
Mas nunca não irás ler, porque rasgarei a folha
Lançando-a ao vento, o malandro do vento
Trouxe de volta a folha com toda a felicidade!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CORPO E ALMA
Perco-me nas estradas do teu corpo
* E tu nas curvas e nas descidas do meu
Nas sensações que nos temos
* E que sentimos como ninguém
Nas longas noites, nos longos dias
* No desejo dos nossos corpos nus
Somos nada mais que dois seres (...)
* Num só corpo
Afinal o meu rosário é de penas
- Leve como a minha alma (...)
E o meu fardo é suave na mão de Deus.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
HOJE SENTI A TUA FALTA
Saudosa poesia
Mas tu já não frequentas
Mais os meus olhos.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO-TE NA SUBLIME
Desta minha paixão deste meu desejo
De amor por ti num quente desejo teu
Para perder-me no teu corpo loucamente
Se eu pudesse voltar atrás por momentos
Seria louca mas procuraria na tua boca
O sopro de vida que me falta neste momento
"Amando-te mais ainda"
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
POR MAIS QUE TENTEM
Por mais que tentem
Nunca acabarão com o amor e o ódio
Nem todos os cremes do mundo acabarão
Com as rugas do nosso rosto
Nem com a dor da distância
Nem com a saudade
Em cada sílaba que escrevo.
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