Lista de Poemas

Desconhecimento

Eu sou uma criatura
Que vive a toda e qualquer altura
Eu vivo por viver
Para eu não poder esquecer
Que eu me desconheço
Desde quando eu amanheço
Eu fico somente a olhar para o nascer do sol
Como um girassol
Pensando e querendo saber
Quem eu sou?
Ou quem sou eu?
Que ninguém me conhece
Muito menos a mim mesmo
Eu tento filosofar sobre a vida
Sobre o porquê de eu estar aqui
Sobre o porquê de eu estar vivendo
Sobre o porquê de eu estar aqui escrevendo
Mas ninguém me responde
As minhas perguntas
As respostas que eu tanto procuro
Eu não as alcanço
Elas são para mim
Assim algo obscuro
O que eu procuro
É igual uma poesia infinita
Uma poesia bendita
Que até hoje
Nunca foi escrita
Por ninguém
E que eu como sendo um poeta
Pretendo escrever
Porém eu não sei o que fazer
A ideia da poesia está viva em minha mente
Mas não sei por onde nem como começar
Com quais palavras
Para que essa minha poesia
Que me perturba emocionalmente
Possa durar eternamente
Assim como essa dúvida existencial
Que existe cá dentro de mim
Que existe cá dentro do meu coração
Seja uma escrita importante ou em vão
Desde quando eu nasci
Do ventre maternal
O mais importante
Nesse instante
É que nessa vida,eu vivi.

Wilhans Lima Mickosz
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A morte

Para que nascemos?
Senão,para morrer!
Muitos não se dão conta disso
Mas,essa é a vida
Que meramente é o nosso destino para a morte
Todos nós a enfrentamos
Dia-após-dia
Em nossas vidas vividas
Desde o momento que acordamos
Até o momento que vamos dormir
A vida é um risco!
A vida é um sopro!
A vida sozinha é uma linha
Que quando se é cortada pela tesoura afiada 
Que é a morte
Tudo se acaba
Portanto,devemos viver
Aproveitando a vida
O nosso máximo possível 
Porque,nunca,se sabe
Até quanto tempo temos de vida
Porque,como já sabemos a morte é imprevisível 
A morte é imperdoável 
E também não adianta nada só trabalhar 
E do seu dinheiro,só no banco guardar
Porque,quando,se chega,a hora certa da partida
Você não mais poderá  aproveitar nada do seu dinheiro
Você não poderá mais guardar
E também para a morte não existe essa
De situação financeira
De classe econômica 
Seja rico ou Seja pobre
Todos,sem nenhuma exceção,vão,um dia
Para o mesmo vão 
Mas nada disso é nem será  em vão 
Assim como todos nós  encontraremos a tão esperada
E temida para alguns ou destemida para outros
A traiçoeira morte
Que quando vem
Vem sem dó nem piedade
Para poder nos buscar
E enfim nos levar
Para algum lugar
Que ninguém conhece 
Porque,quem foi
Jamais voltou
Ou seja,esta é a morte
Nossa única sorte
Que sempre nos levou
E para sempre nos levará.

Wilhans Lima Mickosz
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O bem-te-vi sumido

Por acaso,alguém sabe,onde está o Bem-te-vi?
Aqui ou Ali?
É aquele que canta a nota "Si"
E também a "Mi"
Que por causa dele
Eu nem dormi
E também,por causa disso,todos costumam me falar
Assim,o seguinte que percebe-se
Isso em mim,Tudo em razão desse Bem-te-vi 
Que eu estou a procurar 
Sem fim!
Mas,afinal,onde estará  esse bendito Bem-te-vi?
Que eu mal vi!
Aqui ou Ali?
Ele não saiu daqui,dali nem de acolá 
Porém,onde esse Bem-te-vi estará?
Enfim,aonde esse Bem-te-vi  terá ido?
Que está sumido.

Wilhans Lima Mickosz
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Passarinho sozinho

Por que o passarinho está a cantar?
Por que canta tanto?
Será que, por acaso,ele está  sua companheira a procurar?
Ou será que, por acaso,ele está a encher-se de pranto?
De qualquer modo,seu canto
É um encanto!
Para minha audição 
Que escuta sua canção 
De todo meu coração 
Pode continuar a cantar
Sem parar
E também a voar e a sobrevoar
A beleza da natureza
Voando de árvore em árvore 
Eu o vejo da janela da minha casa
Assim,sozinho
No seu ninho
Só, à espera de sua companheira 
Que não vem
Que foi logo ali
E sumiu
Partiu
Sua companheira 
Talvez tenha ido para o céu dos passarinhos 
Ou,quem sabe,tenha sido capturada 
Para viver engaiolada
Enquanto,isso,o passarinho
Mesmo assim,continua sozinho
No seu ninho
A cantar
Sem parar
Só, à espera de sua companheira 
Da vida inteira 
Que não vai voltar.

Wilhans Lima Mickosz
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A luta e o luto

Eu vou à luta
A luta,eu vou
Eu me entrego à labuta
Dessa vida bruta
Mas,às vezes,eu não sei
Quem sou eu?
Ou quem eu sou?
Eu só luto,luto e luto
Até que chegue,um dia
De tanto,eu lutar
Em vão 
Sem sequer de nada poder conquistar
Alguns no meu enterro,chorarão 
E,também por alguns dias
Permanecerão em luto.

Wilhans Lima Mickosz
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Uma pomba doente

Ela era uma pomba doente a mancar

Que não podia mais voar

Que não voar mais podia

Como ela costumava-se antes

Ela entristecida vivia

E por algum motivo inexplicável

Ela já sabia que morreria

Em instantes

Foi então,que certo dia

Ela estava parada no meio da rua

Com uma tristeza toda sua

E,de repente,um carro veio

E lhe atropelou

Sendo assim,matando-a

Consequentemente disso

O  motorista do carro,fez-lhe o favor

De libertá-la da prisão

Do seu coração

Nesse mundo de sofrimento

E assim,sua alma de pomba

Finalmente pôde voar

Para o firmamento

Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Uma Professora e seu Aluno

Certa professora e seu certo aluno,viam-se e reviam-se,em sala-de-aula,uma vez por semana,em todas as semanas do mês,junto com outros alunos.

E este,seu aluno,especificamente,a admirava,com seus olhos de uma forma indescritível.

Ele a amava,ele estava apaixonado por sua professora secretamente,ninguém sabia disso,muito menos,ela própria e mesmo assim,caso,se ela soubesse,não se sabe,ao certo,de sua parte,se a mesma poderia retribuir esse seu tamanho amor estudantil.

Ele sabia que ela falava:Inglês,Espanhol,inclusive,o nosso Português,é óbvio!

Ela tinha 31 anos de idade,mas, parecia ter 25 ,com seu rosto e corpo de princesa,ela era lindíssima,formosíssima,chamava-se:''Ana Terra''.

Ela também tinha uma tatuagem no seu pé direito,ela já havia ido aos Estados Unidos da América em Nova York com sua mãe e irmã.

Enfim,ele procurava saber de tudo sobre ela,tim tim por tim tim,detalhadamente,a respeito de tudo que ela falava,ele procurava saber e decorar em sua cabeça atentamente,porque ele estava interessado por sua pessoa de corpo e alma.

Mas só que,ele não sabia,como aproximar-se dela,afinal de contas,ela era sua professora.

O que ele perguntaria a ela?Assim que todos os demais alunos,saíssem da sala-de-aula.

Professora!Você têm namorado?

Essa seria uma pergunta,um tanto quanto ousada,talvez,feita por um aluno à sua professora.Assim imaginava ele.

E ela poderia lhe responder,isso não lhe diz respeito,com toda sua razão,porque,ela estava ali em sala-de-aula para poder lecionar e esclarecer possíveis dúvidas relacionadas à sua disciplina e não sobre sua vida pessoal,íntima.

No entanto,ele não conseguiu resistir a tentação da oportunidade e este,resolveu lhe perguntar,algo à respeito.

E lá foi ele,numa certa ocasião propícia e então,lhe perguntou,no fim de uma de suas aulas,quando todos os outros alunos,já haviam saído da sala-de-aula.

E estavam,eles dois,ali,à sós.

Sua pergunta,foi da seguinte maneira:''Com sua licensa,Professora!

Esta,lhe respondeu:Pois não?              

Ele continuou dizendo:Eu poderia saber,se você está solteira?

Ela,então,surpreendeu-se com sua pergunta inesperada e logo em seguida disso,lhe respondeu:

''Eu deixarei você descobrir por si só!''

Dito isto, por ela,ele já sabia que naquele certo dia,à noite,ela iria embora para o seu apartamento ,no mesmo horário de saída de seus alunos.

E ele,despediu-se,da mesma,respeitosamente,com um beijo no rosto,porque, ela ainda era sua Professora Universitária e não sua namorada,assim como ele almejava.

E ela,acabou deixando-lhe esse seu mistério no ar e por outro lado,ele tinha ficado enlouquecidamente interessado para que assim pudesse desvendar esse seu mistério,ou seja,o mistério sobre a vida particular de sua professora de:''Morfossíntaxe da Língua Portuguesa''.

Naquela mesma noite,esse seu certo aluno, ele foi se deitar,encostando sua cabeça curiosa no travesseiro,só pensando assim,da seguinte maneira:''Será que a professora está sozinha?

Pois é isso que eu vou tentar descobrir por mim mesmo!Pode deixar!

Ou eu não me chamo:Fulano de Tal! Disse convicto ele!

Isso era a única coisa que ele ainda não sabia sobre sua professora,porque,sua amada e desejada:''Aninha''.

 Assim como ele passou a chamá-la mentalmente,não deixara-se saber nada a esse respeito,desde então.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Minha conquista de amor

Quando eu a vi pela primeira vez

E eu disse comigo mesmo

Eu tenho que conversar com ela

Eu tenho que puxar um assunto qualquer

Quem sabe,começando elogiando sua beleza

Porque toda mulher adora um elogio

Eu sei que,um não

Eu já tenho

Pois,eu tinha que lutar pelo sim

Para isso,eu tinha que ir conversar com ela

 Com àquela bela donzela

Tentar fazer com que ela me dissesse um sim

Que me desse certeza

Que aceitasse o meu convite para sairmos

Que não me desse,um não

E nem um talvez

Porque essas duas opções

São horríveis

Foi então que eu parei de pensar em que fazer

E eu fui conversar com ela

E logo,me despertou uma paixão

Assim como também, eu despertei-lhe uma paixão

Na verdade,era amor.

Ela gostou de mim

 E eu dela.

Foi amor à primeira vista de ambos

E para minha alegria

Ela aceitou o meu convite para sairmos

Quando,eu então lhe perguntei

Você aceita sair comigo?

E ela, me respondeu: Sim,eu aceito!

 Dito isto já foi meio caminho andado

Com aquele seu sorriso e aquele seu olhar

Pois bem!Nós,então,saimos,aproveitamos nossos momentos juntos,

Nos beijamos e agora.

Nós dois somos namorados

Um casal de namorados verdadeiramente felizes e apaixonados.

Um pelo outro

Assim como tem que ser.

E para sempre será

Wilhans Lima Mickosz
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O motorista de ônibus

O ônibus
Em que eu estou
Vai e não Vai
O motorista pirou
Do lugar
O ônibus
Não sai
E quando,sai
Do lugar
O motorista se põe a acelerar
E também dá cada freada brusca
Que eu em pé
Até cai
E reclamei do motorista
Que dirige o ônibus
Com seu vai e não vai
Que do lugar,não sai
E,quando, sai do lugar
O motorista se põe a acelerar
Até os passageiros começarem a falar
Do seu modo de dirigir
Que faz os mesmos a pensarem
Que o motorista as leis de trânsito está a infringir
Esse é o meio de transporte da gente ir?
Pergunto eu que sou um passageiro esgotado
No ônibus lotado
Após,eu ter trabalhado o dia inteiro
E desse ônibus,enfim,eu poder sair.

Wilhans Lima Mickosz
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Um milagre musical

Era uma vez,um menino que havia nascido surdo,portanto,ele não podia escutar nem falar,ou seja,ele era um surdo-mudo.

Ele tinha 10 anos de idade e a partir dessa sua idade,ele havia descoberto algo mágico em sua vida que era a música,ele não podia ouvir a música,mas ele podia sentir as vibrações sonoras dos instrumentos musicais que ele havia aprendido a tocar sozinho,isso mesmo,ele era auto-didata.

Ele era muito inteligente,ele havia aprendido a tocar piano e violino por sua conta própria,ele tocava: Bach,Beethoven,Mozart e toda a gama de compositores eruditos de primeira linha.

Ele sabia que não podia ouvir sua música,mas,ao mesmo tempo,sabia que tocava bem,e surpreendia,porque todos que passavam por perto dele a tocar pelas ruas da cidade em suas apresentações se alegravam e se fascinavam com sua superação de poder tocar ,sem nunca ter aprendido com um professor e principalmente,pelo fato de nunca ter escutado uma só nota.

Era um verdadeiro milagre musical!

Assim como Beethoven,ele se superou,mas tem um porém,Beethoven não nasceu surdo e sim ficou surdo e esse menino já havia nascido surdo,ele era surdo e ainda mudo de nascença e sua única linguagem era a linguagem musical.

Que é a linguagem universal que todos os povos entendem,basta querer e tocar para que todos possam se impressionar.

Mas só que nem todo mundo,nasce com um dom divino que é a capacidade de fazer música intuitiva,assim como esse menino surdo-mudo fazia.

Que nasceu com um poder musical inigualável,inexplícavel e inegável.

Mas só que houve um dia,que de tanto tocar,esse menino,de repente,pôde começar a escutar suas músicas,as músicas que ele tocava,ele conseguiu ouvir a  primeira nota musical de tantas notas musicais por ele já tocadas e espalhadas aos arredores da cidade.

Assim que o menino ouviu o primeiro som de música,o primeiro som do canto de um passarinho,ele não quis acreditar em tal fato e começou a chorar,e achou estar louco ou sonhando.

Ele ainda não podia falar,porque,nunca tinha ouvido antes,mas logo aprenderia a falar conforme o passar dos anos,mas podia escutar,a partir daquele exato instante,ele se emocionou e continuou a tocar seu violino e depois seu piano pelas ruas da cidade.

Suas lágrimas de menino primeiro foram derramadas pelas cordas do violino e depois,por último pelas teclas do piano ao serem tocadas pelos seus dedos escorregadios e ligeiros.

E,finalmente,esse menino,tornou-se um músico de corpo e alma,capaz de tocar ainda mais e de ouvir as músicas que ele encantava e se espalhava pelo mundo.

Realmente,foi um verdadeiro milagre musical ocorrido na vida desse menino em questão.

Wilhans Lima Mickosz
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