Escritas

Lista de Poemas

Homônimas perfeitas

Tu és o nome que eu dei para minha saudade

Em um dia que o mundo chorou tua ausência

Para tentar suportar a triste realidade

Que o rastro do teu cheiro

Abandonou-me em abstinência.

Do teu constante sorriso

Restou-me apenas o silêncio

Onde houvera um olhar preciso

Agora só encontro o prenúncio

Dos dias de solidão que suportarei,

Mas enquanto o teu amor for só verdade

O teu nome seguirá se chamando ‘saudade’. 

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Fuga e horizonte

Fugindo dos braços da tristeza

Eu corro em busca do abraço do destino

Apertando a mão da saudade com firmeza

Eu encaro um horizonte clandestino.

Corro fujo aperto encaro

E volto

Em um movimento nem sempre raro

Como a ingratidão de um mar revolto

Eu fujo dos braços da tristeza

E dessa vez ganho um abraço da saudade

E a mão já não tem tanta firmeza

Mas o horizonte ainda é minha liberdade.

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O meu pássaro azul


O pássaro azul hoje parece não sossegar-se.
Parece morrer de ansiedade
Por estar morto de saudade...
O pássaro azul hoje parece não localizar-se
Procura abrigo em vão
Na prisão de tua liberdade
O pássaro azul hoje só quer inclinar-se
Até beijar-te em despedida
Do único até logo que me deste em vida.
Hoje o pássaro azul só quer cantar
Cantar as palavras que sussurraste em meus ouvidos
Mas a voz presa na garganta não lhe deixa ecoar...
Hoje o pássaro azul só quer voar
Mas dentro do meu peito
Antigo lar
O pássaro azul já deixou de morar...
 
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Odeio


Odeio quando o tempo me arrasta

Mas não me leva para perto de ti

Odeio quando a brisa sopra o meu ouvido

E eu não ouço a tua voz;

Odeio quando me encaras

Mesmo que não saibas.

Teu olhar me domina

Mesmo que não me vejas;

Eu odeio não perder a esperança

Porque mesmo que eu perca o caminho

Um dia talvez eu entenda:

O amor faz acreditar-se

Até no que se duvida!

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Se depender de mim

Se depender de mim

Não hei jamais de beijar outros olhos

Nem tampouco desejar outra lua cheia

Que não seja a que nos ilumina,

Se depender de mim

Não hei jamais de tocar outro rosto

Nem tampouco desejar outra boca

Que não pertençam a ti,

Se depender de mim

Não hei jamais de buscar outro caminho

Que não seja o que me leva aos teus braços

Nem tampouco desejar outros sinais

Que não sejam os do teu corpo,

Se depender de mim

A cada despedida

Para sempre teu nome será amor

E o meu saudade.

 

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Ritmo descompassado


A alma do poeta é o seu repouso
E o coração da musa, seu bálsamo;
Tua pele de alabastro
Riscada pela minha mão
Tal fosse uma faca,
Defrauda a paz de todo o meu ser.
E, em desespero, quem sabe...
Afogar-me-ia em goles de torpor
Se isto acaso te trouxesse
Às minhas mãos,
No entanto,
A despeito da nossa distância
O coração bate em descompasso
No exato ritmo do teu.
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Meu acaso


Eis que a vida me presenteou

com o maior dos acasos,

pondo-me lado a lado

à minha outra parte,

uma que eu ainda não conhecia

e que ainda não desvendara,

a minha outra cara

metade rara

que só o amor me permitia...

E o que a vida escondia

passou a mostrar pro mundo

ficando decretado assim:

Tu do meu lado

É tudo pra mim...

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O meu mundo

Tudo que nos rodeia é periférico
o que não te diz respeito
não me interessa.

Tu és o centro do meu mundo
e razão por que eu escrevo
por que caminho
por que me deleito
em pensamentos que vão de encontro
ao mesmo lugar.

Porque o que não nos pertence
é só detalhe
e o que não é de nós
não é. Inexiste.

Meu plano de felicidade
é muito simples
e o meu conceito de mundo
este que o teu espelho entrega.

e o meu olhar apaixonado
não nega
tampouco resiste
porque a imagem do teu rosto lindo
em meu mundo
é a única que existe.

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Poesia não combina com felicidade


Poesia não combina com felicidade

Nem o amor com afobação

Para se construir um poema

[com sentimento]

É preciso morrer de saudade

E sofrer um pouco de solidão

No entanto em teus braços

Estou sempre seguro

Fazendo jogo duro com o tempo

Que insiste em passar rápido demais

Porque longe de ti tanto faz

Se é para sempre ou nunca mais;

Em teu domínio desconheço o mal

Vivo apenas do teu sentimento

E,afinal...

A poesia fica por um triz

Pois que enquanto eu estiver ao teu lado

Abdico de ser poeta

E prefiro ser feliz.

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Poeminha-quase-um-soneto


Desaprendi a medida da saudade

E desprezei o tempo da solidão

Quando descobri em ti, felicidade

Quando em ti encontrei minha paixão.

Aprendi a viver o tempo do amor

Quando nosso destino se viu entrelaçado

E a vida me fez um sonhador

Para viver e sonhar só a teu lado.

Entreguei-me totalmente em tuas mãos

Sem ao menos pedir-te licença,

Desejei do teu amor – onipresença,

Sem medo do inglório não;

E, apenas viver do amor que emanas

Meu bem,minha amada Luana.

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