Lista de Poemas
Nada e Ninguém
como não pensar
cair ou voar?
o aventurar
e a cada passada
passada...
o fim vai ficando á frente
o sempre ausente
que insisto arrastar comigo
e
seguem juntos
assustados...
todos mudos
por não saber o que buscam
e o que podem encontrar
num mundo sem pé nem cabeça
Onde eu prefiro avançar
apreciando
tudo
divagar
Odor das dores
Ela finalmente soltou
que cheiro...
Que horror!!!
Eu ao ouvi-la
sorri...
O que ela não entendeu
Então pacientemente
Respondi...
É meu odor das dores
estou incinerando por dentro
Ela com olhos de espanto
quase caiu em prantos
Eu?
Agradeci e sai...
Por certo...
Ninguém aquilo merecia
Eu?
Fui queimar calada
O mais longe que eu podia
Fumaçando
meus horrores
Por fim ao cair da noite
Minha porta foi tocada
com três doces batidinhas
era ela...
Se achegando
e me presenteando
com sorrisos
Meio encabulada
me deu
um tecido com forma de braços
que me agarrei
e abracei-me
aquela blusa
Tão bonita e única
quanto ela
E ela...
Toda sem jeito
Se aproxima de meu corpo
Eu...
Apenas sinalizo e...
com um sorriso aviso...
AINDA ESTOU A INCINERAR
Melhor você se afastar
Ela acenou...
Me sorriu
e me falou com um doce olhar
compreendi
se precisar estou aqui
agradeci
eu...
Ainda estou...
queimando por dentro
minhas dores...
meus medos...
horrores...
sem medo de me acabar
Zé Mané
Seu mundo é do tamanho
de sua interpretação
Uma bala é uma bala
Que adoça
ou
Que mata
Uma bala será o que é...
Depende da intenção
Zé Mané
Esvaziamento lento
Com toda a minha alegria
Que seja feliz SUA VIDA, neste dia
que já nem ONTEM tem mais
és de novo novo
Amanhã...
Talvez será fresco como Imaginas AGORA!!!
a cada gole
com toque de Mestre
Esgrimas com uma xícara
que voa soltando
aromas no AR
que respiras sorvendo
o prazer do negro
que não nos assusta
mais
como é bom
um bom café
Memória
SOMOS...
SERES TÃO...
MEMORÁVEIS !!!
NÃO SE ESQUEÇA
DISSO QUE POSSUIS
SENÃO...
TORNAR-TE-Á- RAS...
UM GRANDE...
NADA...
ABSORVIDO PELO ABISMO...
DESCONHECIDO
CHAMADO ATUAL... MENTE
DE UM ESTADO
FORMATADO
MORRIDO
MAS...
CHEIO DE POSSIBILIDADES
DE
ATUAÇÃO
Quereres
aquele dia a noite
ela sem medo
me dizia dela
Enquanto jorrava
em mim
toda a sua confusão
eu de mim
nada diria
ela era
e para sempre seria
a musa do meu
amor
bem dentro de mim
guardada
embalada suavemente
por um tum tum
ritimado
gostoso de se deixar...
Acalentar
então ela sorriu
e os olhos dela
brilharam
eu vi bem aqui
sentada em frente
ao computador
Vi por vias diretas
que penetram células
moléculas
paredes ou seja lá
o que for matéria
mentiras eu não as conto
eu apenas avento
o melhor sempre possível
chamem de encantamento
chamem do que quiser
Pois querer
tem tanto poder
que só os loucos
sabem domá-lo
do bem
do mal
do norte
ou do sul
tudo é um
jeito de amar
Que reconhece quem não
de certo...
está
errado...
virar o mundo do avesso
eu recomendo
passar
antes...
lavar e quarar
deixar o sol penetrar
mesmo em dia
de noite escura
e os racionais me diriam
és louca
e eu lhes responderia...
Como poucas
ousaram SER
Embora não tenham poemas
eles são o que são...
Apenas um sem querer
querendo virar
meu mundo
de ponta cabeça
prá cima
Tem vez
que confundo as rimas
e elas...
riem prá mim
piscam os olhos
cheios de vida
com todas as letras
e logo se calam
se juntam em formação
ficando a minha
disposição
e eu?
Perco sempre a razão
e morro de amor
por elas que voam em revoadas
me diriam
de novo...
Os sãos
a ralhar...
pois o que são só falha
e tudo neles...
repito... ralha
O sol
Só raia
de dia
e eu...
rio junto com as rimas
e eu pacientemente
responderia
Novamente...
O sol de noite
é mais um dia
que escureceu
suas vistas
feito um breu eclipsado
que apaga
a luz
dos muitos loucos
fingidos de sãos
E com toda razão
Valha me DEUS!!!
Como é triste...
ter sempre e sempre razão
Razão é algo esquisito
é sem querer
Ser demente...
que embota
e parasita...
paralisando toda uma vida
Ao ponto
do ponto final
se tornar
um mundo alheio
onde aponto
com o dedo
o fim
que te espera
reticente
entre parenteses
é onde vives
com toda a sua razão
acorda senhor
a corda rebentará
sem hora
de hora prá outra
você vai ter que
renovar
reticente AR
Sair desta casca e morrer
e isso será renascer
por SI parir-se inteiro
de dentro...
No centro
foste concebido
Por DEUS
que as entranhas
agora em SI mesmo
te gestam
És gravido do SI Brilhante
Amante que te
penetrou
seu gozo?
Ainda não ecoou
as dores são contraídas
Pelas posses
do irresistível
que negas
sem saber
sem querer
sem viver
ao certo
viver é tão plenamente
que fluímos de contente
não resistas
se queres viver
uma vida
livre de penas
é fácil...
é só...
É... SI soltar
Apenas!!!
erro com tempo
e o tempo me corrompeu
desde ontem não sou eu
agora me desconheço
e esqueço o que tudo serei
depois eu começo de novo
e o que é sempre novo
o tempo não corrompeu
só o que era velho
morreu
de novo é recomeçar
que bom que em mim
não ha mais
do que algo mais
que nascer e nascer
de novo
perdi o medo da morte
e os anos
foram enganos
que sempre morreram
e o tempo nunca errou
foi só parar
de achar que com o tempo
me acabaria
e tudo logo se deu
desde ontem
algo em mim
em si morreu
mas não eu
DE CERTO
No palco da vida... Passo a passo e sem RASCUNHO ATUO.
Ao VIVO vivo meu roteiro...
ACRESCENTADO DE NOVAS FALAS...
NOVAS SEGUNDAS-FEIRAS
ANOS A FIO... CONFIO
E ME REVELO ATRIZ...
ARRANCO APLAUSOS ou VAIAS...
E RIO... SEMPRE POR DENTRO
ORA DESÁGUO
ORA DESERDO
E ME RECRIO DE CERTO
Traz para frente
Parece que não esqueço
de pensar...
De trazer tudo prá frente
mas olhe nem é tão simples
há que pensar no caso
Faz tempo que tudo que vejo
se acaba assim que começo
e penso
será porque penso?
Será que pensar é que acaba?
Nem sei o que pensar direito
E vou e volto nos fatos
será que seria certo
caminhar até o fim
e depois volto ao inicio
de onde começo do fim?
Começo a me achar
dispersa
como pode essa conversa
acabar dentro de mim?
Talvez tenho que mudar de assunto
daí então me pergunto...
Seria bom esconder-me
de mim?
Dizendo que isso não é nada
Tem dia que mesmo assim...
Tem noite que nunca chega
quando vou ver...
nem dormi
nem do coma sai
Parece que ando...
de traz para frente
ou será que nem
parti?
E estou em lugar algum
Bem no meio do sem fim?
Desertar
instável o meu momento
segure-me pela mão
não faça mais nada
nem ao menos fale
só quero sentir meu corpo
preciso da sua presença
e que estes olhos me vejam
não sei se estou só...
nem sei se estou mesmo aqui
é tão real o etéreo
tão surreal me imagino
que tenho o tamanho
que penso
mas não me diga nada
nem mesmo uma só palavra
apenas olhe para mim
sem julgar
minhas medidas ou
se estou proporcional
o grande
o enorme...
não é do lado de fora
é dentro desta minha cabeça
imagino que aconteça
com todo mundo
até com você
tem hora que fico só lá
mas quero também estar aqui
como agora
Sou do tamanho do mundo
tem hora
com um corpo cheio de mim
que é levíssimo quando pesado
e penso aventar de vez
de quando em quando
prá lá e prá cá
balançando
com qualquer sopro assoprado
imagina um espirro bem dado
me pegando de supetão?
corro riscos
você nem imagina...
não largue a minha mão
me amarra...
me agarra...
tenho medo...
dos pé de vento
não consigo virar
cata-vento
Tenho só hoje
o que agora sinto
ontem já não tive mais
tem hora que me confundo
por não saber onde me encontro
com minha cabeça no vácuo
que é lá
bem lá afora
do corpo fechado por dentro
estou como que
presa... Prensada
no espaço de um tempo
sem saber dos contra-tempos
nem que compasso seguir
tem sempre um atravessando
porque não ir mais adiante
do ré ou sigo em frente?
Enfrento muitos dilemas
não sei... quais notas tocar
do ré... mi... fa
vou parar
algo mi fará chorar
melhor eu sair daqui
Para onde?
Lá perto do SOL
junto DO LÁ do SI
Bem ao lado logo ali
bem depois... Depois
Mais a sua esquerda
A direita de onde estive
um pouco antes
sabe ali?
Isso é bem LÀ mesmo
já fui por ali e me encontrei
um dia
nem sei o que fazia eu...
LÁ
se vou de novo...
outra vez?
vou... Posso ir
com o tempo seco irei
com chuva...
Aí já não sei se iria
difícil dizer ao certo
Mas não é um talvez
maior que cem mais cem
prefiro bom tempo sim
você também?
Eu sabia!
Mas vou
com algumas
restrições e
já nem sei mais em que dia
mas sei que faz muito tempo
quero saber não agora
depois...
e você?
onde você ficaria
se depois de agora
fosse só amanhã?
quem saberá dizer-me
te dirá um dia
mas me ouça com todas as letras
que virão a ser infalíveis
inteligíveis de tão bem codificadas
leia em particular
e eu te verei e chegarei
junto com você ao fim do
invisível poema mas...
parto logo em seguida
a qualquer momento da hora
quem sabe...
seria melhor agora ou
melhor seria
as quatorze e meia?
de antes de ontem
Segura a minha mão vai
me olha e não me larga
tenho medo de cair no vão
sem chão
do mundo que me gerou
a partir de coisa alguma
bem assim do nada
segura-me
me abraça
preciso sentir-me aqui
me solte com muito vagar
mas só quando
eu dormir que é bem depois de agora
e envolta por cobertas de lã
com fios tramados a mão
tecidos para todo o sempre
você saberá quando é
o determinado momento
exato
a hora sempre chega
sem atraso
bem devagar
quase nada
quase nunca
quando menos se espera
é hora
que espaciou fingindo que não viria
e pronto pousou
aqui bem no centro dentro
como é grande este lugar algum
de mim mesma
é bem aqui onde estou
neste ponto do tempo
e tão ermo
que deserto imenso
comigo ao centro
será que fico ou
deserto?
Parece...
Que não acabo!
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