Entre tantos
Perdi o medo de escrever
tudo o que me vem enquanto penso
Sei que não digo nada
e com nada quero dizer... Tanto
Me alegro só em pensar seu espanto
e seus ligeiros arroubos de sem mente...
Sem razão
Pois nada que digo
Não pode fazer-lhe sentido
e com toda razão
Como podem tantas letras
tantas frases e
estrofes...
nada dizerem? E tanto!
de certo... É um grande desatino
E eu rio
pelo não escrito
ditado nas entrelinhas
que é onde nada se escreve
Mas que nos diz tanto... Tanto!!!
Há tanto e tão mal
descrito
Mal ditos que eu
descrevo sem no entanto digitar
a verdade que me motiva
a enfileirar letras sem me preocupar
sem muito pensar
nos erros nem no pouco
que é muito louco
E essa é
uma grande verdade
aqui escancarada
Que muitas vezes
se rimam como certas verdades
Mas no geral muito pouco
e nem tanto
Assim
mas não é poema o que escrevo
e sim o que me expõe a alma
que quer porque quer
me dar um rumo na vida
ela sim é quem me dita
e eu apenas... Publico
minhas meias verdades
confusas
Escancaradas
quando vistas e imaginadas
Enevoando entre as linhas
ligado-as aos entre tantos
indigitáveis por palavras
que preciso compor e inventar
Em dialeto próprio
Muito particular
Indigestos versos publico
que nunca acabam
ao fim de cada comunicação
Leitura sem nexo
cheias de anexos
Sem intérpretes capacitados
Que me compreendam e
Com toda a razão
Sem razão
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