Lista de Poemas
Emaranhado social
E me sinto emaranhada
como um tapete sintético
preso a etiquetas sociais
lavagem à seco
lavagens cerebrais
Vejo o que sinto e calo
Observo rótulos
Todos estão rotos
Mas
celebram a chegada das falsas palavras
transmitida pela mídia
em forma de informes culturais
ludibriantes são os lubrificantes
que colocam as maquinas a funcionar
tornou-se obsoleto... Sentir
antes de transmitir...
Sorria...
PolidaMENTE
manuais de adestramento
olhos sintéticos
óleos antinaturais
são forçosos os treinamentos
espontâneas as novas técnicas
de empobrecimento sinestésico...
sensorial
analgésicos
anestésicos
epilético jeito de virar ser
Atam-me a nós... A vós...
Venha a nos o reino da pura matéria contida
Crescei e multiplicai
por todos os quatro cantos do planeta
Do globo já recortado
Na esfera enquadrada
depilada e maquiada a força
Quinas por toda esquina
Vincam os meus conformes
Vestiram-me com fios nesta teia uniforme
que me oprime
me enlaça e me fisga a inocência
Não sou... Mas pareço ser um ser ciente e social
Inteligente por natureza formal
há uma cela invisível e endurecida
tecida de cola estranha
que me separa de mim
estou presa em nãos e sins
Presa num zipado programa instalado
Cercada por uma pandemia virtual
Onde tudo que é sucesso é... Viral
Virótico
Neurótico
Caótico como um anticristo... Antissocial
Busco o silencio
Onde sei que sou o livre sentir
Livra-me de definir ou nomear verbalmente
O que é... Existência
Existo sem resistência...
Sou um nada capaz de criar um algo
Com a força gestora do meu ser existencial
Sou porque sinto... Muito!
Penso e nomeio tudo o que vejo
Crio meus próprios erros e acertos
Crio os meus medos...
Meus sustos
Meus absurdos
fora de mim
mortos vivos e vultos fantasmagóricos que já
não assombram o meu roteiro
Enlouqueço os zumbis
Pois não reconheço a morte...
O fim
Nada
Começa
Sem
Mim
Nada
Existe
Por fim
Dentro ou fora daqui
Neste sentir pulsante que
É um todo
Concêntrico
Sou excêntrica
Quando penso
No que penso
Fantasio o que
Descrevo
Uso palavras usadas
Mas meu real vocabulário
É
Silencioso e calmo
Por isso
Mudo!
Vivo fora de moda e das ondas passageiras
Sou só...
Sou amante do AMOR
Sou apenas...
um infinito e desmedido exagero
Omito
minto
omito
reconheço
ser
um mito
sei criar
real e falso
aparente
modo de ser
sem ser
admito
me assusta rever
escondidos
gritos
sufocados
aprisionados
algemados
à corrente
de
Não ditos
sentidos
anelados
girado alheios
inconsistente...
É
no caos !!!
sem sentido
dizer o quê?
sobre medos
e
assombros?
do silencio planejado
como algo impensado?
escondidos
com
clareza
pela incerteza
do que sei
de ante mão
como
viver
sem
ter
c
e
r
t
e
z
a
do que pode
v
i
r
à
SER
não é uma
interrogação
Gaivota 3
senti apenas leveza
e
ela se fez gaivota
voou por sobre mim
envolvendo-me
TAO...
leve pluma
aquele sorrir
fluia
enquanto usufruia
sentindo
a causa
daquelas asas
surgidas como um
efeito perfeito
nascidas durante o ritmado roçar
almejado com prazer em pleno gozo
tudo voltou ao que era antes
aquém e além do tu
Tudo e nada
nUM
vago espaço
nomeado
Nú
agora
e
sempre
centrados
fora do
concreto absurdo nomeado mundo
feito fecundo
sentidos no corpo
auto-gerando
sem
eu
dentro pulsando
um todo gestando...
outroras sonhados
há tempos
senti-me
sendo ao vento
aninhada àquele peito
senti
alegria...
aconchego...
presentes
em meus íntimos sentidos
corpo poroso
vulcão lavando odores
molhados vapores
sublimados em
brancas nuvens
sem peso
sem penas
apenas desejo sentido
um só...
amor
com e por tudo
sem pressa
sem medo
sem presas
prá ancorar
cem horas
prá repousar
soltas ao Deus dará
soube dos céus
que amor flutua
por ondas
frequentes de AMAR
frequencias
que descem à terra
molhando o barro
com vida
revestida
de
matéria
risos nos olhos
alegria eterna
brotando dentro
com vida
alvejada
a
pele translúcida era clara
e
tudo luzia
e
eu...
era nela
UMA
CALMA
UNA
só
alma
apreciando
com gozo
um
mistério
revelado
quando
2
é
1
haverá
sempre
3
Engrenagem dentada
Eu não me reconheço
SENDO UM todo
No Universo!
mas
Todos nos achamos
especiais...
ÚNICOS
e
DIVERSOS
Eu não me reconheço... Como terra!!!
Muito embora me explicaram, que eu sou...
química
física
e
ATÔMICA!!!!
Eu não me reconheço... Como País!!!
Muito embora me explicaram, que eu tenho "força" ao... VOTAR!!!
Eu não me reconheço... Como ESTADO
E
NEM
bairro!!!
Eu não me reconheço... Como rua!!!
MUITO MENOS
CAMINHO
Eu não me reconheço... Como casa!!!
MORADA
DA
DIVINA
HARMONIA!!!
Eu não me reconheço...
Como família
DOCE
CAPAZ
e
HUMANIZADA!!!
Eu não me reconheço... Como EU mesmA!!!
Todos me roubaram...
E
estão há muito tempo sendo
despojados
de suas
CAPACIDADES
de
PENSAR
CRIAR
ESCOLHER
E
EXERCITAR
DISCERNIR
Parece que ninguém nos reconhece
Eu não me reconheço!!!
Confesso!
neste
não
sei
de
nada
não
Estou percebendo
o
meu
PROGRAMA
PSEUDO
UM FEIKE
FAJUTO E INSTALADO
COMO...
ALGO VERDADEIRO
CRIATIVO
E
IMPORTANTE
PARA
ALGO
QUE
SEI
NÃO
SEI
EU?
SINTO
QUE
Eu
NÃO!!!
Não...
ACONTECENDO... DESCOBRINDO... SENDO... PENSANDO... DISCERNINDO... INTERAGINDO!!!
e
que
Eu não me reconheço...
COMO SENDO MÁGICO
E
ETUSIASMADO
Eu APENAS reativo e respondo
no
piloto
AUTOMATO
AUTOMÁTICO
SHOW de tristeza...
pobreza de espirito
e
horror!!!
É proibido RIR...
Como um SER
INDEPENDENTE
Somos dormentes
BATENTES
E
COM BATENTES
PARA
QUE
SE
FECHEM
AS
PORTAS
DA
IMAGINAÇÃO
CRIADORA
Nos tornamos
Cumplices SIMPLESMENTE!!!
Descartáveis e inúteis!!!
como DENTES ENFILEIRADOS
NUMA PRÓTESE
DISSIMULADA
Terceiros
EM
SUAS
CLASSES
DE
ESCOLHAS
terceirizando
postiços
sorrizos
e
terceira
dentição
Mas podemos rir...
Dos outros!!!
E até chorar...
Pelos outros!!!
Eu não me reconheço...
E você?
Sabe o que, sobre MIM?
Sobre
esta
dentada
engrenagem
que nos
come
e
consome
como
seres
indigestos?
ALGUÉNS
Estou a fim de ver ninguém
E quem é ninguém?
É quem já SENTE que É...
Forte o suficiente e...
Serenamente!
Seres que são de ante mão
Sem preconceitos ou programação
Estou a fim de SER ninguém
EM MEIO a tantos ALGUENS absolutamente
Inúteis ao sistema
Seres sem tempo
Seres além do tempo
Sem nome
Sem rótulos
Sem medo de ser apenas
Alguém ...
Apesar de mim
Seres com suas verdades próprias
Seres com suas percepções e
confirmações de existência!!!
Seres sem resistência
Seres libertos de obediência
Seres... Alguéns
Que são como são
Sem
Esforço algum
E
Que
Assumem-se
incomuns
Equacionada
Como é bom sentir
Que a natureza conduz a cada um
E que ninguém
Depende de mim
Não formular
O ninguém é um alguém
Parecido comigo!!!
Por isso ei digo...
Melhor não explicar
Não confabular
Não formatar
Não formular
Einstein...
É considerado um gênio
Por que...
Formulou!
Eu...
Sou o que não será...
NUNCA ROTULADA!!!
Sou
inadequada
sou
informulada
sou
inacabada
sou
inexplicada
sou
sem ESFORÇO
SOU
sem
precisar
FAZER
Emaranhado social
E me sinto emaranhada
como um tapete sintético
preso a etiquetas sociais
lavagem à seco
lavagens cerebrais
Vejo o que sinto e calo
Observo rótulos
Todos estão rotos
Mas
celebram a chegada das falsas palavras
transmitida pela mídia
em forma de informes culturais
ludibriantes são os lubrificantes
que colocam as maquinas a funcionar
tornou-se obsoleto... Sentir
antes de transmitir...
Sorria...
PolidaMENTE
manuais de adestramento
olhos sintéticos
óleos antinaturais
são forçosos os treinamentos
espontâneas as novas técnicas
de empobrecimento sinestésico...
sensorial
analgésicos
anestésicos
epilético jeito de virar ser
Atam-me a nós... A vós...
Venha a nos o reino da pura matéria contida
Crescei e multiplicai
por todos os quatro cantos do planeta
Do globo já recortado
Na esfera enquadrada
depilada e maquiada a força
Quinas por toda esquina
Vincam os meus conformes
Vestiram-me com fios nesta teia uniforme
que me oprime
me enlaça e me fisga a inocência
Não sou... Mas pareço ser um ser ciente e social
Inteligente por natureza formal
há uma cela invisível e endurecida
tecida de cola estranha
que me separa de mim
estou presa em nãos e sins
Presa num zipado programa instalado
Cercada por uma pandemia virtual
Onde tudo que é sucesso é... Viral
Virótico
Neurótico
Caótico como um anticristo... Antissocial
Busco o silencio
Onde sei que sou o livre sentir
Livra-me de definir ou nomear verbalmente
O que é... Existência
Existo sem resistência...
Sou um nada capaz de criar um algo
Com a força gestora do meu ser existencial
Sou porque sinto... Muito!
Penso e nomeio tudo o que vejo
Crio meus próprios erros e acertos
Crio os meus medos...
Meus sustos
Meus absurdos
fora de mim
mortos vivos e vultos fantasmagóricos que já
não assombram o meu roteiro
Enlouqueço os zumbis
Pois não reconheço a morte...
O fim
Nada
Começa
Sem
Mim
Nada
Existe
Por fim
Dentro ou fora daqui
Neste sentir pulsante que
É um todo
Concêntrico
Sou excêntrica
Quando penso
No que penso
Fantasio o que
Descrevo
Uso palavras usadas
Mas meu real vocabulário
É
Silencioso e calmo
Por isso
Mudo!
Vivo fora de moda e das ondas passageiras
Sou só...
Sou amante do AMOR
Sou apenas...
um infinito e desmedido exagero
face... tez
O amor que sinto
como algo tão imenso
inesplicável
de grande
É tão delicado
que pode
marcar
tua face
tua tez
Não quero te distinguir
Entre meus humores
como um de meus
varios
amores
Amores são muitos
muitos
muitos
vãos
Amor é só UM
sentir
sentir-se
completo
por
SER
INTEIRO
UM
Engravidamento
Sem parto
E
sem hora
Prá
Começar...
ALGO
a mudar
Ou
FINDAR
acalmação
Parece absurdo
anestesia
Ruídos
Rangendo no peito
Silenciosa a mente
Prendeu-se
numa repentina dor
Alegrias mescladas de nos
Emaranhadas como nós
Amarras que me suspendem
No corpo
Um estado tão ausente
Que me surpreende
Por não saber mais onde estou
Alegria fria... Sem poesia
Tristezas sem lágrimas
Tristeza nos vãos
Anestesia nas mãos
Perco-me na ação
Um sem saber que me absorve
Dissolve-me
Um silêncio imenso
Que
Revela
Tudo
O
Que
SOU
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