Lista de Poemas
Fuck off
Não precisa ser impuro
podre, pobre, burro,
decadente e nem à margem de.
Pra ser obscuro, tênue
subcutâneo e inerte.
Não precisa ser muro,
murro, rota sem rumo
e nem àgua ardente.
Pra ser uno, louco,
nulo e indecente.
Pode apenas ser
surdo, incerto, puro
e inseguro.
Pra ser rente, fingir que é
chegar perto, impreciso e urgente.
Eu te aceito, assim, sem precisar.
Barcelona
do todo ao qual, em intento, pertence
Se esvai do simulacro
E mais perto, chega.
Do nada ao qual
sempre vai pertencer
perto ou longe
Estar e ser
O tudo, mora entre o todo,
torto, morno e pouco,
E o nada, que extrapola, extravasa,
inunda e naufraga.
No infinito das possibilidades negativadas
O tudo é um intervalo de tempo
No seu e no meu tempo
Quando existimos, e não, no nada.
Nessa singularidade hipotética
Não cabemos em lugar algum.
Sequer em um outro lugar
Desconhecido.
Excedemos nossa capacidade de armazenamento
Somos particionados
E assim permaneceremos.
um no outro, eclipsados.
‘til the end, ma friend…
Beduínos
Calma, vai passar
Note, na lama atolada,
colada a cama essa alma cansada,
não, em si, levanta.
A vantagem na loucura é a cura da alma ,
que, calada e insegura,
percebe-se alada
na escura noite alienada de agruras.
E o vento que venta quente
ainda traz entre os dentes
A alma que Deus não lhe deu.
Note.
Voaste e mal percebeste.
Ad Astra Et Ultra
Amábile - O segredo da Fascinasção
Ad astra et ultra - primus et secundus
ferruginoso

Deixa acontecer
de sorrir o seu
no meu sorriso triste
de rir de um amor que
sequer
existe.
que não é meu
que não é meu e não me enternece
que não é seu
que não é seu, embora pudesse.
Esquece de lembrar
de lembrar que não se insiste
e se puder esquecer
que não resiste a esse sorriso
metálico e triste
Deixa acontecer.
Foi

Talvez fosse o que não tem mais jeito, eu.
Talvez fosse o que podia ter sido, eu.
Talvez fosse o silêncio que ardia perdido, eu.
Ou minha ausência emudecida, você.
O resto é Silêncio
A lucidez
parece desaparecer
perante esse escuro.
Esse, não outros.
Ouço as vozes
por vezes
uníssonos murmúrios:
"O próprio sonho não passa de uma sombra."
Altos muros
de uma sanidade
sem pertinência.
Ente desnudo
unindo oamor
e a ausência.
A lucidez se assemelha
a areia de uma ampulheta
quebrada.
Ouço vozes
por vezes
dissonantes sussuros:
"Dormir, dormir... talvez sonhar."
A morte é acordar.
Comentários (1)
horrivel infantilizada
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