Escritas

Lista de Poemas

Quero deixar teu regaço



Quero deixar teu regaço
Tua sombra embrulhada
Em flores doutros dias
De cores ainda inexistentes
Onde só podemos sonhar com elas
E mergulhar na nossa imaginação

Sonho colher tuas amoras
Nos teus frutos ainda por amadurecer
Brincar com a tua fiel aurora
Que desabrocha em mim sem querer

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MELODIAS DOUTRO DESPERTAR


Perdido no meio destas montanhas me sinto
Montanhas de histórias de vida que não conto 

Aprisionando os sentimentos 
Que peço para não voltarem 


Sentado na colina do teu norte 
Não sinto senão esta música de esperança 
Que me delicia os ouvidos e encanta

 
A vontade fugiu 
Como esse vento que as árvores já não beija 

Perdeu a força do seu cantar e do seu amor 
E se acaba neste dia sem pranto e sem dor 


Sentindo a penumbra se aproximando 
Devagar
Soprando de mansinho

Essas canções de amor pairando
Serão melodias
Dum outro despertar
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O amor é assim...

O AMOR É ASSIM

O amor é assim 
Fugaz... Culpa minha 
Boleia duma lembrança 
Coração de esperança 
Em sonhos recordado
Ao mar libertado

O amor é assim, fugaz, 
Culpa minha, culpa tua, 
Um dia com vontade de sair 
E bailar com a lua, 
Outro dia esperança de flor de papel 
Em dia de chuva

O amor é assim 
Fugaz... Culpa tua, culpa minha 
Em sonhos recordado 
Devolvendo a lembrança
Nesse coração de esperança 
Ao mar libertado

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DESPERTAS


Despertas para mim 
E me adormeces nas águas 
Que ao mar arremessamos 

Alegremente fugimos 
Dos nossos pecados 

Sobrevoamos nossas tempestades 
Respiramos todas as tormentas do mundo 

Somos só tu e eu 
Neste vazio infinito
Nos completamos em união 
Como se infinito fossemos
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Pássaros sem gaiola

Somos pássaros sem gaiola 
Querendo poisar 
Em todos os beirais 
Que devolvem
Nossos abraços á liberdade 

Não nos queremos sentir escorraçados 
Por qualquer nossa diferença 
Só queremos viver 
Em qualquer outra esfera 
Em qualquer outro lugar 

Nas matas tropicais 
Deste nosso calor húmido 
E sufocante 
Nesta estação de véu claro 
Acabada de chegar 

Com pássaros de cores 
…Imensas 
De asas raiadas 
De sufoco de amor 
Em nós transportado
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CARINHO DE AMOR


Foge a alegria das minhas mãos
Para a enviar saudosa
Com carinhos repartidos em cada viagem
E a eles peço que libertem toda a sua magia e cor
As dores que cada dia nos chegam
Adormeçam maldades
E nos tragam eternas liberdades

Vi o céu descendo
Querendo se entregar à terra
Trazendo na sua aragem
A promessa que me fizeste
E num rodopio de sentimentos
Voltei, corri para ti
Senti o teu suor
Repartido em cada carinho

Só sei que me lembras os meus passos
Que fogem e se perdem
Sempre que penso em ti
No teu suor
No inferno de cada carinho
Repartido com nuvens de prazer
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Lavadeiras e cantadeiras

Hoje, ao ver umas fotos dum passeio á beira rio, de paisagens fantásticas, verdes inimagináveis, bem perto de nós, lá para o lado da Foz do rio Sousa, os moinhos adormecidos mas, não esquecidos, me fizeram lembrar algo que escrevi há tempos sobre este tema e que aqui os disponho para que todos os que queiram, os possam apreciar com o mesmo carinho com que os escrevi…recordando as mulheres do povo e dos lugares mais distantes da freguesia (Mó e Carvalhal) que se dispunham a lavar roupa para os grandes senhores da terra, a troco de muito poucos cobres, nas margens do rio Ferreira, que serpenteia a nossa freguesia e desagua no rio Sousa.

No rio
a água corre
moinhos velhos movendo
farinha nova
vida pobre
trabalho árduo
água correndo

Dois lugares
um só pensamento
vinte cestos
montes de roupa
dez lavadeiras
nem um lamento
mãos embalando
uma voz rouca

Moinho velho
triste e só
na mó
seu leito gemendo
água do rio
farinha em pó
nas casas
familias sofrendo

Tantas voltas
uma cantadeira
uma bacia
para tanta roupa
dez cestos
cinco lavadeiras
mãos chorando
a paga tão pouca
 
 
 
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HOJE....

HOJE


Gostava de poder escrever
Hoje
E dedicar-te todos os meus versos 
Mas trariam rimas tristes e impotentes 
E não seriam os meus versos
Mergulhados em palavras doces e quentes
Livres de todos os medos

Gostava de poder dizer ao céu que és minha
E cantar, 
Cantar a dor dessa viagem 
Do amor que está tão longe 
Moendo esta saudade 
      Que de novo se acerca       
E do coração não parte

Gostava de dedilhar-te nestes versos
Hoje, 
Mas seriam versos tristes de dor, 
O céu já não sorri em azul 
É despedaçado noutra cor
… Jaz no amor lua em corpo celeste

Gostava de dedicar-te meus versos, 
Hoje
...antes que o amor se acabe
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AMANHEÇO...



Amanheço 
No fundo dos teus olhos 
E sonho inventar teu aroma 
Em meus desejos

Adormeço nos teus lábios 
Que chegam a esconder carícias 
Perdidas no tempo 
Em recordações que não voltam

Amanheço 
                                   No fundo dos teus olhos                                      
Morrendo por inventar uma noite azul
E teu mar em meus desejos,

Renasço nos teus lábios
Que escondem caricias perdidas
Na tua voz de cristal

Resgatada aos teus ardentes beijos
São caricias perdidas no tempo
Em recordações que não voltam 
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Há amor...2

Há amor em todos nós 
Há amor em cada ser perdido 
Há amor perdoado e ofendido 
Há sempre amor mesmo que não queiras 
Há amor sem barreiras 

Pois amar é pedir 
É sofrer e sentir 
Que não voltarei 
A te perder 

É este amor que chega 
Sem querer 
E me desperta 
Para todo este céu 

Que me ilumina 
Me acolhe 
E seu vento 
Sussurra de dor 

É amor o que ficou 
E não trouxeste 
É amor o que tens 
É amor o que sentes

O que no vento vai 
E no meu coração cai
Em todo o esplendor
Aí sim… há amor!
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Comentários (2)

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joaoeuzebio
2020-08-02

Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço

marniellyfs
2018-11-11

Que linda poesia,realmente me tocou