Lista de Poemas

Poema das Minhas Referencias

Sentado entre a beira mar leio
Mil vezes as mesmas cartas de amor
Que me causaram melancolia
Do tempo em que também escrevia
Cartas de amor iguais a do Pessoa
Também ridículas que este tempo.

E por puro medo de errar as palavras
Errei o meu sentimento com você
Que tantas vezes foi maravilhosa comigo
Não por que quis brincar contigo
Como brinco comigo
Quando leio os meus próprios erros.

Porque sou um vazo vazio
Que se quebra com facilidade
Prefiro não ter preferência disto
Que não é isto e nunca será isto
Para ser sozinho em meu leito
Bebendo o conhaque das suas lágrimas.

Porque estavas aqui a corrigir os meus erros
Ao ler as suas cartas de amor
Que ficaram espalhadas em meu íntimo
Como agora que estou quebrado
Entre o telhado do meu pensamento
De quer o que bem quero para ti
Que escrevi este poema.

Agora vou me embora
Antes que jazem os mares
E me levem junto de ti
Minha falecida inspiração
Que busco na ilusão dos ventos
Das vozes noturnas da Bahia
Para te escrever poemas
Que um dia serão teu consolo.

Quando já não haver tempo
De os ouvir da minha boca
Que treme toda vez que chama
Pelo seu nome Lina
Minha esperança de ouvir
A chegada da minha partida.

E se me resta algo agora
Antes de partir, que seja isto
Adeus, até para sempre
Minha prematura inspiração!

Sanjo Muchanga
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Poesia de Combate III

É tempo de arrumar as minhas malas

Cansei de fazer a caneta vomitar

E nada mudado na sua consciência

Vou a aprender a pegar a espingarda

 

Para disparar na hora do regresso

Não quero matar o cão tinhoso

Quero denunciar as minas retardadas

E as comadres da democracia.

 

Quero disparar as balas da liberdade

Quero disparar a luta pela justiça

Quero gritar o bum, bum

Ao crime organizado

 

Se morrer a minha espingarda

Entreguem ao meu filho cassúla

E todos os meus poemas escritos

Servirão como conforto da minha morte.
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Amor Eterno

Foi Para ti
Que cessei o meu discurso
Para ti
Procurei a melhor música no silêncio
e naufraguei no vazio
Para ti
Parei o tempo pelos olhos
E despertei o grito da sua alma
Para ti
Troquei o amor pela solidão
E me guardei na memória dos livros
Para ti
Deixei de ser o que era
Para ser esta opéra de lembranças
E não é isto
Que o tempo vai chamando de poeta
Aos olhos do seu coração

Para ti
Recusei ser o que a sua boca
Se nega chamar de amor.

Sanjo Muchanga

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Ao PCA de EDM





Senhor Presidente, sei que muitos presidente não dão ouvidos as seus povos quando reclamam ou choram sobre um determinado assunto. Mas como sei que o senhor sai deste povo que hoje chora no seu mandato, quero através desta minha humilde carta pedir que tenha misericórdia de nós caso não pelo menos tenha compaixão apesar de saber que esta última quem o teve foi Cristo. Porque também tenho a certeza que é crente e confia no mesmo Deus e no seu filho Cristo quero esperar que me oiça.

Por varias vezes as coisas aqui no nosso país tende a subir e nunca descem, antes alegavam a subida do dólar, ora as divida ocultas que nós como povo não sabemos nada isso, porque em nossas casas não matabichamos, almoçamos e nem jantamos com a politica. O que nos interessa é ter um pão para chá e uma xima para jantar o resto que se dane.

Agora voltado 10 meses o senhor agravou a tarifa de energia a unica coisa que levamos anos a pensarmos que era nossa mas que afinal de conta não era nossa coisa nenhuma. O que me deixa mais fustrado é que os senhores e os vossos trabalhadores tem uma percentagem diferenciada de o resto do povo, afinal nós os sem terra ou patria como vamos viver se tudo para nós esta ser dificultado!

Os senhores incluíram os descontos de taxa de radio, lixo automáticos na compra de energia mas nunca vi ninguém de vós a vir recolher o lixo na minha casa e para piorar nem radio tenho em minha casa para pagar a tal da taxa da radio. Para alem disso tudo tenho de lamentar que na minha casa não tenho nada que polui o ambiente tanto sonoro tanto natural senão suportar o meu vizinho que modernizou o batuque pelos microfones que também são de usos de diabos ou maus espíritos que manifestas naquela tal de igreja.

Senhor presidente por favor poupe-nos desta escravidão não declarada que dia pois dias nos coloca numa condição desfavorável e sem norte, deixe nos sentirmos o que os nossos pais deram as suas vidas a tentar nos trazer para que nós os sem patenças posamos rescaldar em nome da democracia e dão da hipocrisia.

As vezes digo que era melhor a EDM quando estava na gestão dos portugueses ou alias certas coisas foram bem geridos pelos portugueses do por nós moçambicanos. Sei que muito vão me interpretar muito errado mas os factos revelam isso porque muitos de nós somos movidos de ganancias e poderes e vontades de ver os outros na miséria para lhes pisar.

Desde o dia que se declarou que a Cahora Bassa era nossa vi que que a desgraça era nossa e o patrão era o escravo que nunca saio da senzala que se se achar Senhor dos seu irmãos.



Sanjo Muchanga
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Aos Amigos dos Meus Amigos





Nasci com sede de fazer alguma coisa que preste, por isso escolhi a literatura para me aturar, mas não sei o que pode ser certo para mim, porque ao escrever sofro muita crítica, desde a prosa, a poesia, a trova, o ensaio e os outros estilos literários. Alguns exigem sempre de mim muita leitura, mas como posso ler se não tenho livros para ler. Se um dia me desse a oportunidade de ter o meu próprio livro editado com perfeição, talvés me seria muito grato ao ler-o ene vezes sem o deixar empobrecer de correcções e analises.

Mas como não me foi dada a oportunidade de o ter, e porque ainda nao escrevi nada que o possa compor, ao menos me deem a oportunidade de lerem os meus pobres escritos, que no meu ver nao carregam nenhum ressentimento, nenhuma solidao, nenhum vario e muito menos desperta curiosidades de serem analizados como regem os as caracteristicas literarias e academicas, pela simplicidades que os identifica como o proprio autor.

Se por ventura acharem uma aventura neles, agradeço a franqueza de me anunciarem para que nao me venha a renuncia precoce, como a que tenho visto dos outros jovens poetas ou escritores que alias, inspiram os outros jovens poetas e escritores, os ditos poetas emergentes: uma designação muito opaco no meu ponto de vista para a nossa geração de faz de conta sou isto que nao isto, porque nao sei o que é isto que acho que não é nada.

Porque ninguem pode aconselhar aos outros a deixarem de ser isto que muitos pensam que é melhor serem, talves me recomendam uma emenda nos meus escritos como o fez o Reiner Maria Rilke ao jovem poeta Franz Kappus, nao disse que nao escrevi poemas, nao deixou se perder ao que viria a ser com criticas infudadas de escrever mal, ou queimar os seus pobres escritos como muitas das vezes o fazemos aos actuais jovens poetas e escritor.

Também resalvo a importância de alucidar aos meus jovens amigos que amanhã seremos poetas ou escritores, se de facto sabermos porque escrevemos, qual é a razão dos nossos escritos, sera que escrevemos para merecermos aplausos, links ou o nome de que somos o que na verdade não somos? Pode ser muito cansativo ler tantas vezes as mesmas porcarias de um desequilibrado que tenta ganhar equilibrio ao que tem escrito, mas digo vale apena ser louco ao enves de ser psiquiatra ou pscoloco que a maior loucura reside no saber os motivos de ser louco, logo sofrem essa epedemia de razão que nao lhe pertence e ficam loucos.

Já que é notório o rompimento de busca de conselho dos mais velhos na nossa literatura como o Franz Kappus o fez ao Reiner Rilke, quando lhe confiou os seus textos para que o dissesse se estava num bom caminho de ser poeta ou não se a resposta fosse negativa renunciava a sua vontade de quer o ser, o que não aconteceu, talves posso aqui me ariscar a falar dum aspecto muito importante no meu ponto de vista, que é muito fustrante, isto é, aqui politicalizamos a literatura de geração em geração, fora a isso cortamos as asas de quem tem votande de um dia ser poeta ou escritor.

Assim como também estragamos o rumo do desenvolvimento da nossa literatura quando excluímos a leitura e a critica do que escrevemos antes de o fazermos chegar aos nossos leitores como o caso desse texto que me arrisco a vos enviar. Existe Maquiaveis, Aristotiles, Platões ou por outra filosofos e criticos da nossa literatura juvenil para o seu efatismo e existem academicos para darem meritos e glorias a nossa literatura adulta, afinal filho de um afibio afibio é e porque desse tratamento diferenciado:

1º aspecto, O critico do Barcelona e adepto do Real

2º aspecto, O professor do meu filho é meu aluno ou foi meu aluno.

3º aspecto, Não existe urgencia ao um pobre de todos aspectos.

Para terminar a minha loucura e vontade de escrever sempre estas coisa, digo o rico pode ser atendido na clinica e o pobre numa unidade sanitaria rural, o certo é que ao morrerem vao ao mesmo cimiterio e sofrerão a mesma decoposição.

Escrever é uma vontade

Ler é uma obrigaçao

Critica é uma certificação

Do que relamente escrevemos!



Sanjo Muchanga

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Aos Meus Amigos





Não tenho nenhuma intenção de dar aulas e nem de criticar a ninguém por se achar poeta ou escritor, pelo contrário quero aprender e ver a minha geração de poetas e escritores a crescerem literalmente e chamar atenção aos ignorantes que o fim da ignoração é a busca do saber que muita das vezes pode ser tarde, se não analisado com crítica e autocritica.

Já que temos que deixar o povo ser o que nem ele sabe ser, quem sou eu para dizer que isto que escrevemos não é nada se há gente que gosta e nos motiva a escrever? E para não passar vergonha ao escrever ridiculo e ser considerados poeta ou escritor, não descarto o que disse na minha análise: "é preciso tempo para que o jovem poeta ou escritor seja digno de ser o que pensa que é". Esquecem a pressa isso é um assunto já antigo que sempre terminou assim.

Já que ao falar da crítica literária toco a sensibilidade dos poetas ou escritores autoproclamados por si próprios, deixo a minha ignorança de chamar assuntos à coisas banais que podem ser chaves do progresso da nossa literatura que está em constante transformação, aliás existe no seio dos jovens poetas, alguns com visões claras duma boa literatura, assim como também existem outros que são prematuros até ao escrever o que pensam sobre a literatura.

Se tomarmos em conta as palavras do Alvaro Fausto Taruma, que disse que o assunto por mim levantado achava que era um não assunto, assim como diria o amigo poeta Amosse Mucavele, mas se quisesse aprofundar melhor poderia lhe encontrar no lançamento de Música Extensa do poeta Luís Carlos Patraquim e que mais não dizia, percebi que não queria tocar as sensibilidades dos demais, como tambem notei que seria perca do tempo falar nisso nas redes socias, porque as palavras ditas são parasitas de percepções dos desprercebidos.

Meus amigos, tem sido erros de todos pensarmos no lugar das pessoas, porque não querermos aceitar uma chamada de atenção. Olhem, aqui nas arterias da cidade de Maputo existem varios movimentos que movimentam pessoas que gostam de gastar tempo ouvindo-nos a dizer absurdos e a lhes iludir os tipanos de palavras suaveis que no fim merecem aplausos, assim como acontece quando publicamos um texto no facebook, onde voltados dois minutos recebemos linkes, aplausos e bravos... agora pergunto porquê tudo isso... escrevi bem? Rimei perfeitamente ou toquei o eu poetico existente nessas essas pessoas?

Uma coisa que também aprendi desde que comecei a ler poemas e poetas romances e romancista, prosas e prosistas, percebi que o que nos difere desses todos é que eles tem tempo de ler o que eles mesmos escrevem, é certo também que para quem escreve merece ser lido, elogiado e ser chamado escritor se necessário, mas também merecer ser criticado quando precisar. Poetas! Escritores! Sem leitores que merda...

É preciso chocar o ovo

Para que dê pintos

Um ovo não chocado

É um peido do egoismo.

Se deixarmos de pensarmos que o fulano e o betramos estão com inveja ou porque tenho mais livros que eles nas bibliotecas, estaremos sempre num estado em que as nossas referências são importadas e nunca são nossas.

O nosso melhor professor é a nossa vontade de quer sermos o que realmente queremos ser.



Sanjo Muchanga





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Celebração





A dia faz a festa

Olha que não manifesto

Este protesto igoista

Que me dá fermento



A lua brilha ao pomar

Os gatos miam ao redor

A gitarra ginga ao amor

Que transborda ao luar



A madrogada embriaga

Todos ao meu redor

Os corpos suam ao assobio

Desta estupida cantiga



É festa todo mundo dança

Menos eu e a minha solidão

No brinde da modesta canção

Que morre sem vingar a taça.



Sanjo Muchanga
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O Poeta e o Patrono






Ao Affonso Romana Santanna



Ao meu grande amigo e poeta de todos os tempos Affonso Romano Santanna, que me acompanha sempre nos caminhos da leitura e da escrita.

Primeira, quero agradecer a essa gente querida que nos tem lido e visto como pessoas do outro planeta o que não somos, embora compartilhamos de pensamentos e filofofias que criam a magia na poesia que escrevemos ou temos o prazer de levarmos nas pessoas que nos amam a lua em imaginação. Não quero aqui dizer que somos extraterrestres ou deuses da literatura moderna ou contemporanea, muito pelo contrário somos tão aprendizes quanto os que busca estilos e figuras nas suas civilizações imaginárias em cada escrita.

Affonso, podem até me questionar como temos conversados sobre as nossas criações literárias ou filosoficas, uma vez que se trata de duas pessoas ou personalidades, se é que somos, com formações, profissões bem como culturas e continentes diferentes. Ora não é pragmática a minha resposta aos que procuram lugares em coisas ou coisas em lugares que não existem. Realmente somos formados e exercemos profissões diferentes, uma vez que me Formei em Teologia e sou Funcionário Público e o Affonso é professor, Ensísta, Cronista e formado em Jornalismo. Mas como a literatura não tem limites e nem sabe nada da cultura, raça, civilizações e outras ciências da vida ou da filosofia.

O certo é que temos a tecnológia que nos transforma em mágicos e deuses sem sabermos fazer a mágia e operarmos milagres, não somos ilusionistas, nem somos sonhadores, embora o que nos assemelha aos sonhadores e aos ilusionistas é o minuto que temos para pensar na vida que nos é digna de viver. Hoje tenho a honra de lhe estudar como meu patrono, amanhã alguém me estudará assim como lhe estudo e não importa se me compreenderá assim como não lhe compreendo, porque a literatura é uma profecia e a regra da vida é circular.

Não damos importancias a coisas banais ou a mundos dos egos e ilusionistas mas das vidas e criamos o mundo para esses egos e coisas, por isso que ninguem nos entende ou compreende, porque profanamos verdades aos homens que se deixam cegar com as vaidades e paixões da estagnação mental e intelectual.

Affonso não sei quando voltaremos a falarmos destes absurdos que fazem as nossas vidas serem vidas e lendas de poesias, poemas, cronicas, ensaios e até mesmo entrevista, porque onde cruzam os vulcões há vestigios sugiro que deixemos nossas mentes falare literalmente ao mundo que nos faz sermos nós.

Sanjo Muchanga
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Filosofia Politica


O mundo político paramim é injusto quanto a sua acção

Pois preocupa-se muito maisna instrumentalização

Das pessoas que neleacredita a favor de outrem

Ou eu estou equivocadomas é a minha opinião pessoal.

Sanjo Muchanga

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Fofoqueira

Fofoqueira

Quando eu te amava

Fazia a serenata na hora

Em que o gato miava

No ritmo de tristeza

Cantava a tua saudade

E o teu sorriso na tela pintava

Com as cores vivas das aguarelas

O teu bailar em meu peito

Sufoca cada olhar meu na janela

A casa onde tatuaste

O teu amor ao vento

Ficou quebrado com o telhado

De sonhos meus...

SanjoMuchanga

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