Lista de Poemas
QUERO
Quero ver o teu sorriso nas minhas chegadas
E a confiança de quem ama nas minhas partidas
Quero o teu encanto nas manhãs ensolaradas
Mas também teu canto nas tardes caídas
Quero teu mimo nas noites cor-de-rosa
Mas também as rosas nas noites sem cor
Quero a euforia no ouvir de minhas prosas
Mas também ternura quando calado for
Não quero presentes para fazer amor
Quero o amor a se fazer presente
Mesmo quando a jornada difícil esteja
E quando a formosura do teu corpo se for
Tua simples companhia me fará contente
Pois na graça de tua alma está tua beleza
E a confiança de quem ama nas minhas partidas
Quero o teu encanto nas manhãs ensolaradas
Mas também teu canto nas tardes caídas
Quero teu mimo nas noites cor-de-rosa
Mas também as rosas nas noites sem cor
Quero a euforia no ouvir de minhas prosas
Mas também ternura quando calado for
Não quero presentes para fazer amor
Quero o amor a se fazer presente
Mesmo quando a jornada difícil esteja
E quando a formosura do teu corpo se for
Tua simples companhia me fará contente
Pois na graça de tua alma está tua beleza
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LUA NEGRA
Tua jornada é escura, tenebrosa e triste
Nenhuma luz norteia o teu caminhar
Só em desesperanças teu viver consiste
Alma sem alento, triste a vaguear
Que lauréis esperas ao findar da vida?
Que propósitos levas no viver insano?
Onde a tua alma encontrará guarida
Quando da morte fria te cobrir o manto?
Há uma alegria que em tua vida cabe
Cristo a luz do mundo veio a revelar
Vida além da vida podes desfrutar
Derrotou a morte, descerrou o hades
Vivo e ressurreto, veio apresentar
Paz e vida eterna em um novo lar
Nenhuma luz norteia o teu caminhar
Só em desesperanças teu viver consiste
Alma sem alento, triste a vaguear
Que lauréis esperas ao findar da vida?
Que propósitos levas no viver insano?
Onde a tua alma encontrará guarida
Quando da morte fria te cobrir o manto?
Há uma alegria que em tua vida cabe
Cristo a luz do mundo veio a revelar
Vida além da vida podes desfrutar
Derrotou a morte, descerrou o hades
Vivo e ressurreto, veio apresentar
Paz e vida eterna em um novo lar
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OURO DE LOUCOS
Há muitas dores que a terra nutre
Nem sempre prontos a suportar
Maldiga a Deus, diz-nos o abutre
Que na aflição, vem nos tentar
Onde a tua fé enfim reside?
Na boa vida, no banquetear?
Se crês em Deus, na fé persiste
Mesmo se a dor vir te sufocar
Que maior glória aguarda o homem?
Que galardão da bonança vem?
Os que só vivem para o abdome
Perdem a glória que aguarda além
Não teve Lázaro, saradas feridas
Nem do pão farto, o sobejar
Mas recebeu, além da vida
Da glória eterna, o desfrutar
Ouro de loucos te oferecem
Os que na terra têm a visão
Atrás de dinheiro a fé perece
Longe se postam da salvação
Nem sempre prontos a suportar
Maldiga a Deus, diz-nos o abutre
Que na aflição, vem nos tentar
Onde a tua fé enfim reside?
Na boa vida, no banquetear?
Se crês em Deus, na fé persiste
Mesmo se a dor vir te sufocar
Que maior glória aguarda o homem?
Que galardão da bonança vem?
Os que só vivem para o abdome
Perdem a glória que aguarda além
Não teve Lázaro, saradas feridas
Nem do pão farto, o sobejar
Mas recebeu, além da vida
Da glória eterna, o desfrutar
Ouro de loucos te oferecem
Os que na terra têm a visão
Atrás de dinheiro a fé perece
Longe se postam da salvação
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DOCE RECADO
Singelo recado se transmite com flores
Símbolo do carinho e do afeto o calor
Na delicadeza e no pulsar das cores
Mais que palavras, nos falam de amor
Restauram da alma as belezas perdidas
Apagam a amargura, despertam a paixão
Relembram ao tristonho quão bela é a vida
Despertam a doçura, renovam a ilusão
São tuas estas flores, as colhi para ti
Não segue missiva, pois nada escrevi
Recado calado, sem início e sem fim
Elas já dizem tudo que não ouso dizer
São tudo que vejo e que gosto em você
Agradeça-me apenas sorrindo pra mim
Símbolo do carinho e do afeto o calor
Na delicadeza e no pulsar das cores
Mais que palavras, nos falam de amor
Restauram da alma as belezas perdidas
Apagam a amargura, despertam a paixão
Relembram ao tristonho quão bela é a vida
Despertam a doçura, renovam a ilusão
São tuas estas flores, as colhi para ti
Não segue missiva, pois nada escrevi
Recado calado, sem início e sem fim
Elas já dizem tudo que não ouso dizer
São tudo que vejo e que gosto em você
Agradeça-me apenas sorrindo pra mim
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ROTAS OPOSTAS
A beleza da adoção
Do abandono a loucura
O amor de uma paixão
O ódio na desventura
A dedicação dos pais
A ingratidão dos filhos
Multidões nos festivais
Mas de corações vazios
A ilusão dos que chegam
O desengano dos que se vão
A luta dos que trabalham
As mordomias da prisão
A alegria das crianças
A tristeza dos velhos
Os olhares de esperança
Nos que se fazem de cegos
Sustento para os vadios
Miséria pra aposentados
Estádios reconstruídos
Hospitais abandonados
Cura e graça as multidões
A calúnia, a cruz e os pregos
Mensagens nas televisões
Mais distância do evangelho
Do abandono a loucura
O amor de uma paixão
O ódio na desventura
A dedicação dos pais
A ingratidão dos filhos
Multidões nos festivais
Mas de corações vazios
A ilusão dos que chegam
O desengano dos que se vão
A luta dos que trabalham
As mordomias da prisão
A alegria das crianças
A tristeza dos velhos
Os olhares de esperança
Nos que se fazem de cegos
Sustento para os vadios
Miséria pra aposentados
Estádios reconstruídos
Hospitais abandonados
Cura e graça as multidões
A calúnia, a cruz e os pregos
Mensagens nas televisões
Mais distância do evangelho
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PORTA DO CÉU
Amor igual jamais se viu
Amor assim não haverá
De sua glória a porta abriu
Ao pecador deixou entrar
Amor repleto de perdão
Ao recomprar o que era seu
Pagar em sangue, expiação
Para apagar, pecados meus
Ninguém consegue imaginar
A imensidão deste amor
Seu próprio filho expiar
Pra ser pra sempre o Salvador
Jamais pensei, jamais sonhei
No céu poder um dia entrar
Mas em tua graça encontrei
Admissão no eterno lar
Amor assim não haverá
De sua glória a porta abriu
Ao pecador deixou entrar
Amor repleto de perdão
Ao recomprar o que era seu
Pagar em sangue, expiação
Para apagar, pecados meus
Ninguém consegue imaginar
A imensidão deste amor
Seu próprio filho expiar
Pra ser pra sempre o Salvador
Jamais pensei, jamais sonhei
No céu poder um dia entrar
Mas em tua graça encontrei
Admissão no eterno lar
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DISCERNIR
- O querer de quem ama e o amar de quem quer;
- A paixão dos que amam e os que amam as paixões;
- As fantasias de amor e o amor de fantasias;
- O prazer dos amantes e o amante dos prazeres;
- O falador da verdade e a verdade do falador;
- Os poemas ao amor profundo e o profundo amor aos poemas;
- O mundo de quem ama a verdade e a verdade de quem ama o mundo;
- O desejo de quem te ama e o amar de quem te deseja;
- A beleza dos adoradores e os adoradores da beleza;
- Os que pensam muito a teu respeito e os que respeitam pouco o que tu pensas;
- A paixão dos que amam e os que amam as paixões;
- As fantasias de amor e o amor de fantasias;
- O prazer dos amantes e o amante dos prazeres;
- O falador da verdade e a verdade do falador;
- Os poemas ao amor profundo e o profundo amor aos poemas;
- O mundo de quem ama a verdade e a verdade de quem ama o mundo;
- O desejo de quem te ama e o amar de quem te deseja;
- A beleza dos adoradores e os adoradores da beleza;
- Os que pensam muito a teu respeito e os que respeitam pouco o que tu pensas;
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MARCHA NA AREIA
Me despi do medo dos meus desencontros
Me desfiz dos sonhos da trilha da ilusão
Esqueci os motivos de todos assombros
Me livrei do amor e também da paixão
Sigo nova marcha por trilhas na rocha
Onde a flor não brota e pássaros não há
Lá de veios d'água, só marcas remotas
Sombras, só de pedras, vento a assoviar
É uma marcha triste, mas é livre e solta
Nenhum espinho nasce nessa sequidão
Meu calçado é velho, minha veste é rota
Mas lá mágoas não atingem o meu coração
Me desfiz dos sonhos da trilha da ilusão
Esqueci os motivos de todos assombros
Me livrei do amor e também da paixão
Sigo nova marcha por trilhas na rocha
Onde a flor não brota e pássaros não há
Lá de veios d'água, só marcas remotas
Sombras, só de pedras, vento a assoviar
É uma marcha triste, mas é livre e solta
Nenhum espinho nasce nessa sequidão
Meu calçado é velho, minha veste é rota
Mas lá mágoas não atingem o meu coração
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A MORTE DO AVARENTO
Chega a noite escura sobre o avarento
De sua soberba se extingue a voz
Todos o desprezam, deixam-no ao relento
Padece sozinha, sua alma atroz
Por suas riquezas querem o seu emborco
Nenhuma companhia no seu desviver
Abreviem a morte, cremem logo o corpo!
É o que, de seus entes, se ouve o dizer
Como erva daninha, sua vida encerra
Palha que esvoaça em meio a ventania
Murcha, seca e morre, cessa a tirania
A viuvez dispara o dividir das terras
Filhos se espedaçam em meio a partilha
São as cópias exatas do rei da matilha
De sua soberba se extingue a voz
Todos o desprezam, deixam-no ao relento
Padece sozinha, sua alma atroz
Por suas riquezas querem o seu emborco
Nenhuma companhia no seu desviver
Abreviem a morte, cremem logo o corpo!
É o que, de seus entes, se ouve o dizer
Como erva daninha, sua vida encerra
Palha que esvoaça em meio a ventania
Murcha, seca e morre, cessa a tirania
A viuvez dispara o dividir das terras
Filhos se espedaçam em meio a partilha
São as cópias exatas do rei da matilha
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SINCRETISMO
Olhos azuis, cabelos dourados, boca pequena
Lábios grossos, cabelos crespos, pele morena
Diferenças a parte, nasce o amor, a paixão reina
Derruba os tabus, mistura valores e miscigena
Malas aparentemente iguais em forma e porte
Numa vive Jeová, mas na outra está Moloque
Sincretismo de fé, com tolerância o amor suporta
Até que nasça a dor e a aflição lhes bata à porta
Cada um a seu jeito busca saída para o problema
Instala-se um altar e acende-se velas ao deus de lata
A outra mala jaz vazia, Jeová a muito saiu de cena
Jeová é Deus, com a idolatria não miscigena
Nem tem promessas para o cristão vira-casaca
Lembre-se disto em seus amores e seus dilemas
Lábios grossos, cabelos crespos, pele morena
Diferenças a parte, nasce o amor, a paixão reina
Derruba os tabus, mistura valores e miscigena
Malas aparentemente iguais em forma e porte
Numa vive Jeová, mas na outra está Moloque
Sincretismo de fé, com tolerância o amor suporta
Até que nasça a dor e a aflição lhes bata à porta
Cada um a seu jeito busca saída para o problema
Instala-se um altar e acende-se velas ao deus de lata
A outra mala jaz vazia, Jeová a muito saiu de cena
Jeová é Deus, com a idolatria não miscigena
Nem tem promessas para o cristão vira-casaca
Lembre-se disto em seus amores e seus dilemas
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Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.