Reirazinho

Reirazinho

n. 1999 BR BR

Túneis de pensamentos perdidos.

n. 1999-01-09

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Mórbida Reflexão

Mais um anoitecer pensando em outrora, nostalgia que deveria me pungir, só me deixa desvairado com uma utópica felicidade. Algo falta para compensar o meu vazio. Aniquilo a mim mesmo com meus devaneios[...]. O perecimento me trará paz.
O desejo de eliminar-se desse mundo funesto, como um solitário no alto de um edifício, um problema qualquer no sistema de controle, emerge e cresce. Refletindo aqui não chegarei a lugar nenhum? Seria eu sadomasoquista mental? Por que tantas questões? Seria eu um alheio ao rebanho ou um inconsequente se preocupando com coisas banais?

''A vida a doce ilusão; a realidade a solidão; o abismo o medo; as correntes o eterno pesadelo''.

Clamo por felicidade nesse universo errôneo. Queria sentir o sabor da famosa felicidade; o paladar da existência. Enquanto isso não acontece, sentirei a dor na pele a doença chamada vida corroer-me por dentro. Agonia infernal inerente, talvez contingente. Para retribuí-la, sinto o sangue mortuário exaurir de minhas veias.
Minha alma aqui jaz...
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Poemas

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Soturna melancolia

Soturna melancolia
Que de sua sombra
Me dá nostalgia
Açucarada dose de morfina
Para conseguir dar mais um passo
No dia a dia

Do cansaço consigo crescer
Por mais perene que esse
Caminho parece ser
Aqui lá vou eu mais uma vez
Agradar mais um freguês
Que é uma anta
Mas que finge sensatez

Ando com a pomba branca no peito
Não imponho respeito
Até porque impor pode levar a um leito
Nessa selva de animais eu sou uma lesma
Em meio de gorilas ariscos prontos para
Retirar a escopeta
Mas não me importo, o que vale é o meu café
Sem ele eu não voo igual o meu caburé
Corujinha observadora, mas diferente de mim
Ela felizmente vive atoa
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