Lista de Poemas
Mórbida Reflexão
Mais um anoitecer pensando em outrora, nostalgia que deveria me pungir, só me deixa desvairado com uma utópica felicidade. Algo falta para compensar o meu vazio. Aniquilo a mim mesmo com meus devaneios[...]. O perecimento me trará paz.
O desejo de eliminar-se desse mundo funesto, como um solitário no alto de um edifício, um problema qualquer no sistema de controle, emerge e cresce. Refletindo aqui não chegarei a lugar nenhum? Seria eu sadomasoquista mental? Por que tantas questões? Seria eu um alheio ao rebanho ou um inconsequente se preocupando com coisas banais?
''A vida a doce ilusão; a realidade a solidão; o abismo o medo; as correntes o eterno pesadelo''.
Clamo por felicidade nesse universo errôneo. Queria sentir o sabor da famosa felicidade; o paladar da existência. Enquanto isso não acontece, sentirei a dor na pele a doença chamada vida corroer-me por dentro. Agonia infernal inerente, talvez contingente. Para retribuí-la, sinto o sangue mortuário exaurir de minhas veias.
Minha alma aqui jaz...
O desejo de eliminar-se desse mundo funesto, como um solitário no alto de um edifício, um problema qualquer no sistema de controle, emerge e cresce. Refletindo aqui não chegarei a lugar nenhum? Seria eu sadomasoquista mental? Por que tantas questões? Seria eu um alheio ao rebanho ou um inconsequente se preocupando com coisas banais?
''A vida a doce ilusão; a realidade a solidão; o abismo o medo; as correntes o eterno pesadelo''.
Clamo por felicidade nesse universo errôneo. Queria sentir o sabor da famosa felicidade; o paladar da existência. Enquanto isso não acontece, sentirei a dor na pele a doença chamada vida corroer-me por dentro. Agonia infernal inerente, talvez contingente. Para retribuí-la, sinto o sangue mortuário exaurir de minhas veias.
Minha alma aqui jaz...
👁️ 382
Repressão Poética
Caminhando entre versos perdidos
na mão, os papiros ditando as regras
da razão. Sílabas nas construções,
nos grandes muros, sermões;
exército marchando a pátria
poética, cantarolando na mira
de rima noética.
Ele atira contra a vanguarda:
sangra o civil em desalento.
Exaure sua mágoa, escreve
antologia de lamento, e apaga
o macabro livro, suspira...
vidas perdidas um dia.
na mão, os papiros ditando as regras
da razão. Sílabas nas construções,
nos grandes muros, sermões;
exército marchando a pátria
poética, cantarolando na mira
de rima noética.
Ele atira contra a vanguarda:
sangra o civil em desalento.
Exaure sua mágoa, escreve
antologia de lamento, e apaga
o macabro livro, suspira...
vidas perdidas um dia.
👁️ 317
A Lindeza do Feio
Salvai-os da fuga do belo,
fisionômicos abutres
vivos, perpetuam o zelo
dos noctívagos alvitres;
da estética mundana.
Gárgula esdrúxula em caça
de carne podre, morgado
pela antípoda do bem; crassa.
Revirado o pecado expurgado.
Feiura belíssima dos mancos,
que perambulam o sublime
na estrada longa dos francos.
Ao deleite da agonia, exprime.
Baila-vos na grotesca dança,
no inferno da terra carnal,
ímpio esqueleto balança...
Na festa da beleza banal.
fisionômicos abutres
vivos, perpetuam o zelo
dos noctívagos alvitres;
da estética mundana.
Gárgula esdrúxula em caça
de carne podre, morgado
pela antípoda do bem; crassa.
Revirado o pecado expurgado.
Feiura belíssima dos mancos,
que perambulam o sublime
na estrada longa dos francos.
Ao deleite da agonia, exprime.
Baila-vos na grotesca dança,
no inferno da terra carnal,
ímpio esqueleto balança...
Na festa da beleza banal.
👁️ 317
Impostor de sentimentos genuínos
Impostor de sentimentos genuínos,
após anos de funesta lamúria,
acordo do sono adentro no ímpio.
A mentira que contei para outrem
balsama-me o coração sujo de graxa,
sua negritude é a metáfora da inação:
escura, sem vida e com odorosa ilusão.
Eis a suma de minhas palavras soltas.
Provérbios, frases e poemas falsos,
tudo em nome de impostura; medo
talvez em querer se deleitar no colo
de quem queria me proteger com seu
afago carinho, mas que para mim era
apenas educação ou dor de consciência.
Eu agora sou o juiz, réu e promotor da
própria existência: júri, repreendido e
acusador dos meus sentimentos genuínos.
após anos de funesta lamúria,
acordo do sono adentro no ímpio.
A mentira que contei para outrem
balsama-me o coração sujo de graxa,
sua negritude é a metáfora da inação:
escura, sem vida e com odorosa ilusão.
Eis a suma de minhas palavras soltas.
Provérbios, frases e poemas falsos,
tudo em nome de impostura; medo
talvez em querer se deleitar no colo
de quem queria me proteger com seu
afago carinho, mas que para mim era
apenas educação ou dor de consciência.
Eu agora sou o juiz, réu e promotor da
própria existência: júri, repreendido e
acusador dos meus sentimentos genuínos.
👁️ 351
Ódio Latente
Ódio latente que me faz lamuriar sobre essa vida
Nenhum senso de esperança
Somos levados a acreditar na mentira da esperança
Enquanto somos levados discrepância
Falsa liberdade, mentira da verdade
Escravo da liberdade, senhor do ócio da maldade
Nunca pedi para entrar, mas sou obrigado a sair
Todavia, um porém, um ótimo porém: sou livre
Como um macaco enjaulado na gaiola, sou livre
Livre para morrer e com amargura no coração
''As minhas lembranças são como espinhos cravados na pele
Pregos que encerram o meu caixão
Durante anos visitei esse mato, não para me prolongar de sofrimento
Mas para apaziguar o meu espírito dos tormentos
[...]Uma vez mortas…
Os momentos penosos, as sombras ilustram figuras
Uma vez morto…
Jamais sentirei dor…
Jamais sentirei Dor… Da vida.''
Condicionados ao ego, elevados ao apogeu da ignorância
Somos irrelevantes porcos em busca de um chiqueiro dos sonhos
Diante do agora, o tempo nos parece tão sujo, por isso necessitamos o transcendente.
Qual a conclusão da vida? Não se segue, é uma mentira porca que somos obrigados a aceitar.
Nenhum senso de esperança
Somos levados a acreditar na mentira da esperança
Enquanto somos levados discrepância
Falsa liberdade, mentira da verdade
Escravo da liberdade, senhor do ócio da maldade
Nunca pedi para entrar, mas sou obrigado a sair
Todavia, um porém, um ótimo porém: sou livre
Como um macaco enjaulado na gaiola, sou livre
Livre para morrer e com amargura no coração
''As minhas lembranças são como espinhos cravados na pele
Pregos que encerram o meu caixão
Durante anos visitei esse mato, não para me prolongar de sofrimento
Mas para apaziguar o meu espírito dos tormentos
[...]Uma vez mortas…
Os momentos penosos, as sombras ilustram figuras
Uma vez morto…
Jamais sentirei dor…
Jamais sentirei Dor… Da vida.''
Condicionados ao ego, elevados ao apogeu da ignorância
Somos irrelevantes porcos em busca de um chiqueiro dos sonhos
Diante do agora, o tempo nos parece tão sujo, por isso necessitamos o transcendente.
Qual a conclusão da vida? Não se segue, é uma mentira porca que somos obrigados a aceitar.
👁️ 359
Supremo
Esculpido na influência venusiana,
perfeito e grandioso mármore,
o corpo pintado pelo sangue divino
das cores mais vitais.
Puro como conceitos não compostos,
Uno por clara excelência,
imortal e rei do esplêndido florescer:
conhecei-vos o inominável!
Excita todos os corpos existentes,
e outrossim, ninguém o toca,
traz metáforas mais que poesias
e aquém da imaginação.
Vislumbrado nas belas-artes,
crucificado pelos fracos,
abre os braços para universos,
deuses e mundos subjugados.
perfeito e grandioso mármore,
o corpo pintado pelo sangue divino
das cores mais vitais.
Puro como conceitos não compostos,
Uno por clara excelência,
imortal e rei do esplêndido florescer:
conhecei-vos o inominável!
Excita todos os corpos existentes,
e outrossim, ninguém o toca,
traz metáforas mais que poesias
e aquém da imaginação.
Vislumbrado nas belas-artes,
crucificado pelos fracos,
abre os braços para universos,
deuses e mundos subjugados.
👁️ 88
Talvez o tempo me matará
Sinto que a dor será eterna.
Sinto que felicidade é ilusão,
os jovens são a plateia,
o sistema é o circo e os palhaços,
adultos pagando os ingressos.
O mundo para mim é intenso,
mas eu sou tão palerma
quanto o desabrochar da rosa.
Sou tão morto quanto o outono,
quando o outono chega a rosa já murchou.
👁️ 88
Os tais sofredores
I
Você, o tal salafrário
daquelas noites sem fim,
madrugada, tal horário
pra tentar fugir assim:
rastejando a escuridão
sob as presas do acaso,
as drogas acabarão
nas picadas do trago.
II
Você, tal itinerário
no qual viaja sem rumo,
sem bagagem, solitário,
vai na estrada do luto.
Foge da tal polícia:
sentenciado por ter medo
de caminhar sem carícia...
de ser réu por ter apego.
III
Você, o tal hereditário
programado pro inferno,
e num maldito cenário
sofrer por quem está perto.
Mas não tem culpa de nada,
pois então, aguente a vida,
cairá como gota d'água,
e sofrerá em seguida.
IV
Você, o tal dicionário
das mil palavras perdidas,
acha até o meu diário
de anotações castiças.
Sou casto por amar muito,
amo o verdadeiro amor,
mas eles riem no intuito
de anotar a minha dor.
Você, o tal salafrário
daquelas noites sem fim,
madrugada, tal horário
pra tentar fugir assim:
rastejando a escuridão
sob as presas do acaso,
as drogas acabarão
nas picadas do trago.
II
Você, tal itinerário
no qual viaja sem rumo,
sem bagagem, solitário,
vai na estrada do luto.
Foge da tal polícia:
sentenciado por ter medo
de caminhar sem carícia...
de ser réu por ter apego.
III
Você, o tal hereditário
programado pro inferno,
e num maldito cenário
sofrer por quem está perto.
Mas não tem culpa de nada,
pois então, aguente a vida,
cairá como gota d'água,
e sofrerá em seguida.
IV
Você, o tal dicionário
das mil palavras perdidas,
acha até o meu diário
de anotações castiças.
Sou casto por amar muito,
amo o verdadeiro amor,
mas eles riem no intuito
de anotar a minha dor.
👁️ 90
Liberdade de expressão
Liberdade de expressão é quando nossa essência expande ao desconhecido. Quando somos folhas transvoando todas as ruas e os novos bairros. Para alguns, as folhas ao vento são uma dança da natureza, bailando o ar no compasso da beleza. Já para outros, as folhas sujam as avenidas, amiudadamente tendo que serem varridas para em seguida serem sujas novamente. Nada mais claro que expressão é o nosso ser interrompido e fomentado ao mesmo tempo. Vivemos na era da censura, pois somos afetados pelo açoite do outro, ainda mais que a subjetividade apoquenta a civilização. Ser sem essência nada é, então como podemos ainda estar de pé? Somos livres amenos quando afeta o outro, o que é deveras correto, mas e quando somos todos afetados? Quando nossos sentimentos ditam as regras? Nem sempre as folhas ao vento podem ser belas, podem perturbar com a feiura do vendaval. Todavia, liberdade de expressão agora é uma árvore com troncos caídos e quebrados: somos todos podados. Folhas incomodam.
👁️ 85
Não sei o que é beleza
Nossa arte morreu faz tempo
O que sobrou são restos de desalento
Olho um quadro abstrato e vejo vômito
Regurgito o material do quadro insólito
Minha náusea faz parte da obra moderna
A barriga está fria, é a vontade que não se alterna
Excrementos da feiura compõe natureza-morta
A pífia subversão da beleza-morta
Deixaram no caixão velho uma mentira intelectual
Ou talvez eu seja apedeuta e não veja o novo normal?
Não sei o que o é a beleza
Não sei ver as formas da pureza
Talvez você não enxergue também
Talvez seus olhos foram tampados com um ‘’além’’
Um dia a essência das coisas se mostre à tona
Até lá, pulemos de cabeça no kaliyuga atoa
O que resta ao poeta ao se autocontemplar?
A caneta é o canhão da verdade ao lutar
A pólvora: combustão que ilumina o céu
E a guerra: necessária, mas boa aos bêbados de fel
O que sobrou são restos de desalento
Olho um quadro abstrato e vejo vômito
Regurgito o material do quadro insólito
Minha náusea faz parte da obra moderna
A barriga está fria, é a vontade que não se alterna
Excrementos da feiura compõe natureza-morta
A pífia subversão da beleza-morta
Deixaram no caixão velho uma mentira intelectual
Ou talvez eu seja apedeuta e não veja o novo normal?
Não sei o que o é a beleza
Não sei ver as formas da pureza
Talvez você não enxergue também
Talvez seus olhos foram tampados com um ‘’além’’
Um dia a essência das coisas se mostre à tona
Até lá, pulemos de cabeça no kaliyuga atoa
O que resta ao poeta ao se autocontemplar?
A caneta é o canhão da verdade ao lutar
A pólvora: combustão que ilumina o céu
E a guerra: necessária, mas boa aos bêbados de fel
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