Escritas

A Lindeza do Feio

Reirazinho
Salvai-os da fuga do belo,
fisionômicos abutres 
vivos, perpetuam o zelo
dos noctívagos alvitres;
da estética mundana.

Gárgula esdrúxula em caça
de carne podre, morgado 
pela antípoda do bem; crassa.  
Revirado o pecado expurgado.

Feiura belíssima dos mancos,
que perambulam o sublime
na estrada longa dos francos. 
Ao deleite da agonia, exprime. 

Baila-vos na grotesca dança,
no inferno da terra carnal,
ímpio esqueleto balança...
Na festa da beleza banal.