Lista de Poemas
Laboratório mágico; coração.
Coração é agitador, balança.
Avança com bastão do pensamento,
Invento, quimera, vida e lembrança,
A poupança do melhor sentimento.
Experimento, sonho, soluções,
Reações físicas e aquecimento,
O resfriamento, não exatidões,
Situações se misturam; o vento.
Sustento de verbo, das emoções,
Frações e o todo, total harmonia,
Alquimia, filtro de ‘encantações’.
Concentrações; ganho de sinergia,
Banho-maria; eu, você, nós fusões.
Aquisições nossas em poesia.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 13/10/19
http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/
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Nós
Retalhos meus, retalhos teus
se costuraram em nós
colcha de sentimentos...
Ventos e silêncio...
Retalhos teus, retalhos meus.
Agasalho!
Aquecemo-nos...
Raquel Ordones
Uberlândia MG
se costuraram em nós
colcha de sentimentos...
Ventos e silêncio...
Retalhos teus, retalhos meus.
Agasalho!
Aquecemo-nos...
Raquel Ordones
Uberlândia MG
👁️ 181
Ode aos bardos
Seu verso carregou, assim fez Bandeira.
Ferreira fê-lo com graça e sem rima,
Lima Jorge; poliu dentro e beira,
Ladeira abaixo Lispector em clima.
É acima o Machado, Adélia em Prado,
Alado Leminski de pequena asa,
Brasa Vinícius, boêmio arraigado.
Pirado Pessoa, pseudo extravasa.
Arrasa Drummond, a Cora em coral,
Varal Quintana, Cecília intimista,
Lista parnaso, Bilac é canal.
Ficcional Hilda; Espanca feminista,
Avista Suassuna armorial,
Aval de Barros, em ode é legista.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
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“Toca Raul”
De precisa voz, o tom era claro.
Raro saber, o ‘maluco beleza’.
Grandeza. Da música bom faro,
Comparo-o a um poeta nobreza.
Clareza ao dizer: ‘tente outra vez’,
Talvez ‘ainda queima a esperança’,
Aliança rock ‘controlando a maluquez’,
Insensatez do ‘carimbador’ criança.
Lança ‘medo da chuva’, acreditei!
A lei do cowboy totalmente fora
Embora ‘Plunct Plact Zum’, cantei.
E voei no seu ‘disco voador’, afora.
Agora, ‘óculos escuro’ também usei!
_Ei ‘metamorfose, nunca foi embora!
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
👁️ 188
Lúbrico
Letras soltas; faceiras juntas: ai!
E sensuais palavras enroscam pernas,
Badernas; hastes se tocam, grupais,
Varais roçando, exibidas cavernas.
Modernas verbalizações, florais,
Atrais; e se pegam por entre a linha,
Alinha a rima, põe, tira; põe: orais.
Canais ledores; mente desalinha.
Engalfinha; implícitos corporais,
Bilaterais; sentimento ninfeto,
No folheto, versos quase carnais.
Viscerais. Ode no ultimo terceto,
Dialeto excita em línguas anais,
Emocionais jaculam soneto.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
👁️ 221
Soldadinho
Vá em frente soldadinho,
No caminho tem perigo,
Seja amigo, abraço ninho,
Em alinho e sem castigo.
Digo: nosso salvador!
Com amor dentro do peito,
Sujeito; porta alma flor,
Calor, verdade e respeito.
Perfeito! Vá soldadinho!
Carinho não deve a idade.
Lealdade, ser bonzinho!
_Beijinho sociedade!
Com seriedade e alinho!
Sozinho? Com amizade!
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
👁️ 205
Onda
Adentra no seu pélago e no meu; onda,
Redonda, seios, forma coração,
A sensação do vento, dentro estronda,
Ronda na alma, desce sem corrimão.
Oscilação; o meu eu para o seu se leva,
Eleva a perna em estado febril;
Abriu a boca, em desafetação de Eva,
Treva incógnita, nunca existiu.
Aderiu ao abraço: ondas lambidas,
Tolhidas vísceras vestem apenas.
Dezenas, milhões; comida e bebidas.
Exibidas chuvas; moldes de vidas,
Contorcidas línguas com as mãos plenas,
Cenas de areias úmidas proibidas.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 28/08/2019
👁️ 179
Dê preferência à vida...
Tempo não espera; organizar é tudo,
Mas, contudo tem sempre um atrasado.
Desalinhado em trânsito, cabeçudo,
O estudo aponta: ei, tome mais cuidado!
Parado na faixa há quase meia hora,
A senhora acena ninguém se importa,
E comporta mal, a vida penhora,
Outrora respeito, cá, faixa corta.
É! A porta da educação se encosta,
A proposta não mais atrai ninguém,
Não convém educar-se; é resposta.
Gosta de conforto, em ônibus, amém!
Alguém cede seu banco; quem aposta?
Bosta! A senhora vai de pé também!
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
.mobilidade urbana e a intolerância de cada um
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Crime “paixonal”
Era uma vez uma saudade dominadora, possessivamente quente.
Mostrando flashes de um passado bom, logo ali acontecido, quase ao alcance dos corpos,
num tempo presente não permitido o reencontro.
Mas a oportunidade veio e veio armada da desforra;
foi chegando de mansinho
E como num pulo de gato, o abraço!
A saudade foi atingida pelo não motivo de ser no momento.
Estrebuchou de vontade de estar ali, bem no meio. Sem cabimento.
Foi ignorada, não correspondida, não reconhecida e
ferida jurou vingança:
_Quando eles se forem, eu volto e pego um por um!
Raquel Ordones
👁️ 217
Urgente
Urgente
E na pele um sol, se é noite ou dia.
Poesia derrama em toda cor,
O calor era o que transparecia,
Sentia a bolha d’água em fervor.
A flor da pele; no pelo o frisson,
Batom já havia sido comido,
Atrevido é o vento e tão bom,
O som do silêncio em alto ruído.
E caído no chão; veste amassada.
Jogada ali a surrada camiseta,
Gaveta da alma, nua escancarada.
Trançada à perna; e sem silhueta,
Careta em graça; face aliviada.
Amada criatura; e borboleta.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 20/08/2019
E na pele um sol, se é noite ou dia.
Poesia derrama em toda cor,
O calor era o que transparecia,
Sentia a bolha d’água em fervor.
A flor da pele; no pelo o frisson,
Batom já havia sido comido,
Atrevido é o vento e tão bom,
O som do silêncio em alto ruído.
E caído no chão; veste amassada.
Jogada ali a surrada camiseta,
Gaveta da alma, nua escancarada.
Trançada à perna; e sem silhueta,
Careta em graça; face aliviada.
Amada criatura; e borboleta.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 20/08/2019
👁️ 147
Comentários (1)
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ademir domingos zanotelli
2026-02-17
Cara poetisa. tu és tão linda ... que o amor nunca faltara para ti... adorei os versos. bom dia.
Eu poesia
Em uma palavra já me resumi,
Por vezes já me senti um verso,
Nas frases me dei conta; cresci,
Vi-me haicai em meu universo.
De trova em trova subi degraus,
Em forma de pensamento andei,
Levei o indriso nas minhas naus,
Colhi poesias, soneto me tornei.
Não agradada à alma embrenhei,
Brotei-me no encarnado da rosa,
Leram-me por aí feito uma prosa.
Meus olhos, refrão da minh’alma,
O sentimento dimana sem ponto,
Estendo-me em ilimitado conto...
ღRaquel Ordonesღ
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