Lista de Poemas
Silêncio é um senhor?
Credor místico cheio da verdade.
Invade a alma ao bumbo de tambor.
Rancor nenhum, pois é a raridade.
Sonoridade ímpar; e não ator.
Amor; é integral complexidade.
Agrade ou não; é franco no sabor.
Licor que na garganta abre sem grade.
Cidade é lisura; asa pudor.
Por limpos pratos: é habilidade.
Frade que o diga em todo o seu transpor.
Terror nalguns, já outro: airosidade
Sinceridade é o seu sensor.
Cor é castiça; além da extremidade.
Idade do silêncio?_ Tem vigor.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
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Solidão
Refrão calado, alado pensamento.
Vento em refrega, desalinho vão.
Rouquidão pela alma num tempo lento.
Sonolento, sem asa o coração.
Canção sem nota arrota todo evento.
Acento afundado; esgarça colchão.
Corrimão intacto num escuro bento.
Cimento frio sem combinação.
Chão circunda, inverno é andamento.
Momento tanto faz; só solidão.
Extensão d’um túnel, luz isento.
Requento nenhum da vida; sem mão.
Dimensão análoga a qualquer invento.
Relento, jogado ser; imersão.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
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Só, em seu funeral.
Quintal vazio, sala sem ninguém.
Além do mais há vácuo no mental.
Visceral dor que tira todo zen.
Alguém diz: é doença e é viral.
Arsenal de perguntas, ora, amém.
Bem nenhum me deixou, material.
Portal sem flores. É íntegro, acúmen.
Desdém; sem um abraço é brutal.
Normal: o breve, quem proíbe? Quem?
Tem-se inicio, meio e seu final.
Mortal, simples assim: deuses aquém.
Vem o carro funéreo do hospital.
Sinal: é o cortejo e a ida também.
“Blém” toca o sino. Só; seu funeral.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Além do mais há vácuo no mental.
Visceral dor que tira todo zen.
Alguém diz: é doença e é viral.
Arsenal de perguntas, ora, amém.
Bem nenhum me deixou, material.
Portal sem flores. É íntegro, acúmen.
Desdém; sem um abraço é brutal.
Normal: o breve, quem proíbe? Quem?
Tem-se inicio, meio e seu final.
Mortal, simples assim: deuses aquém.
Vem o carro funéreo do hospital.
Sinal: é o cortejo e a ida também.
“Blém” toca o sino. Só; seu funeral.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
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Memoricídio
Varal de poemas, artigo e conto.
Ponto de vista além do seu quintal.
Normal. Não, não; mulher não pode e pronto!
Afronto vira; se tira o avental.
Natural; inteligente em pesponto.
Tonto pensa o avesso e não dá aval.
Brutal tirar o justo; contraponto.
Confronto pra que, se é tão legal!
Rival à mulher, há um amedronto.
Aponto: já é intelectual.
Afinal: há igualdade; remonto.
Monto o enigma; não fecha nem a pau.
Letal rasgar registros. Desaponto.
Reconto: ainda devastando o jornal.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 20/06/2020
“Não só no Ceará, mas em todo o mundo,
houve um apagamento histórico do nome das escritoras.
Para a pesquisadora Constância Lima Duarte, este fenômeno se chama
“memoricídio”. O termo é utilizado para se referir ao apagamento das produções artísticas
e científicas de autoria feminina com o intuito de silenciá-las e invisibilizar suas produções intelectuais. ( Literatura Cearense)
.
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Com certeza, catastrófico
Caminho corte; cabe cumprimento.
Constrangimento, cativo carinho.
Cozinho carne, couve, condimento.
Contento com centavos; com cofrinho.
Conjuntinho cotton, curto, cinzento.
Complemento: com coque, chinelinho.
Cedinho: crença, comprometimento.
Convento: caos, cursos, cafezinho.
Caldinho, cinema: cancelamento.
Casamento, creche, culto, cantinho.
Cheirinho clássico: casa e cimento.
Confinamento, covid, curralzinho.
Cubinho cova, com cura caimento.
Cruento chinês. Chefe, coitadinho.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
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Rios e pântanos
Corre a límpida água de criança.
Esperança em porvir, contudo morre.
Percorre no caminho, riso e trança.
Herança transformando-se num porre.
Alforre elos; incide essa tal lança.
Fiança quase nada, mas transcorre.
Discorre: tudo bem! É essa dança!
Aliança com zelo tem um borre.
Forre seu trilho, faça uma mudança.
Confiança; respeito nele jorre.
Socorre! Há crueldade pela entrança.
Cobrança: _O riso da criança escorre!
Ocorre nesse pântano a lambança.
Cansa esse abuso; só pode-o e torre.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
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Influenciadora digital meia tigela
A tal; influencer; o nome indica.
Fica o dia todo em mundo irreal.
Legal, acha que é boa de dica.
Explica como sendo magistral.
Digital; compra seguidores, rica.
Dedica o tempo em prol de si, normal.
Final: ganha tudo e resignifica.
Pudica até, pacto unilateral.
Canal perfeito de uma alma nanica.
Nadica inteligente; zen e astral.
Jornal faz de conta, seda e pelica.
Suplica: sandália por um postal?
Total absurdo; preço prejudica.
Titica; faz beicinho sem o aval.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 28/06/2020
Todo trabalho, qualquer que seja ele deve haver um mínimo de estudo sobre e respeito. Não sabe, não faça.
Não é porque ser “Digital influencer” está em alta que devemos ceder aos pactos que deveriam ser bilaterais. Pessoas de caráter duvidoso se passam. Ganhar é legal, né? Mas na hora de cumprir o prometido a outra face se mostra.
Não venha me dizer que você tem 15 milhões de seguidores sem comprar nenhum, que, aliás, comprar fantasmas é realmente coisa de “trouxa”; ilusão, meu bem! Talvez o Papa eu acredite.
Aos profissionais que realmente levam o trabalho a sério: a minha admiração. Aos picaretas: que peninha!!!
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Feijão
Semente na mão; terreno adubado.
Molhado, rescendendo intensamente.
Sutilmente cada grão foi jogado.
Abraçado pelo chão docemente.
Naturalmente o feijão foi adotado.
Confinado no escuro; claramente.
Presente no processo: é plantado.
Aguardado, na fé: rapidamente.
Contente o lavrador crê: capinado.
Brotado; vem um ramo ‘verdemente’.
De repente a vagem; algo encantado.
Olhado o casulo; surpreendente.
Recipiente bom, multiplicado.
Sagrado; mesa farta brevemente.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 31/03/2020
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O poema só quer ser feliz...
Quis o poema ser feliz. Falou:
_Ou, quero borboleta e chafariz!
Matiz verde nas folhas. Assinou:
_Sou o que quero ser e xô cicatriz!
Fiz o primeiro verso; concordou.
Estalou os dedos, então ergueu o nariz:
_Motriz é esse amor! A ele apelou:
Fechou sua boca após pedir bis.
Verniz: resguardei o cerne, seu teor.
Flor? _Muitas no balanço, ao vento.
Alento. _Figura linda de amor.
_Senhor poema, está a seu contento?
_Isento de reprovação; um primor!
Beija-flor pousou e beijou nosso invento!
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG – 27/03/2020
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Ciclicamente, vida e amor.
A vida é ciclo; é feita de eras.
Há primaveras, igualmente inverno.
Caderno de folhas secas e de heras,
Deveras; um verão no dentro e externo.
Governo sem a total governança,
Confiança é reta principal,
Portal aberto, nenhuma cobrança,
E trança: meu caminho e seu quintal.
Afinal somos triângulo terno
Hiberno em sentir: eu, você, o amor!
Flor de todo tempo; a ele subalterno.
Eterno sentimento em toda cor,
Calor do trilho, semirreta; hiberno,
Moderno e nobre; unívoco de humor.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG 13/10/19
http://raquelordonesemgotas.blogspot.com.br/
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Comentários (1)
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ademir domingos zanotelli
2026-02-17
Cara poetisa. tu és tão linda ... que o amor nunca faltara para ti... adorei os versos. bom dia.
Eu poesia
Em uma palavra já me resumi,
Por vezes já me senti um verso,
Nas frases me dei conta; cresci,
Vi-me haicai em meu universo.
De trova em trova subi degraus,
Em forma de pensamento andei,
Levei o indriso nas minhas naus,
Colhi poesias, soneto me tornei.
Não agradada à alma embrenhei,
Brotei-me no encarnado da rosa,
Leram-me por aí feito uma prosa.
Meus olhos, refrão da minh’alma,
O sentimento dimana sem ponto,
Estendo-me em ilimitado conto...
ღRaquel Ordonesღ
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