Escritas

Lista de Poemas

Um rapaz de oitenta e poucos



 Ele é Luiz Duarte de Ulhôa Rocha,
Debocha?Talvez seja assim por natureza
Acesa a vida, até hoje desabrocha.
De galocha, pra sempre gato. Esperteza.
 
Profundeza no saber, ser eclético,
Dialético, e ninguém lhe é estranho,
Risonho, de seriedade, ora patético.
Frenético; é sem idade o seu sonho.
 
Ponho-lhe coroa; peça do quebra cabeça,
Esqueça se deseja passa-lo para traz,
Sagaz, vá por mim, não o aborreça.
 
Envaideça, se sua amizade lhe é cartaz,
Rapaz de oitenta e poucos, inda que não pareça,
Ofereça-lhe respeito; sei que disso é capaz...
 

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
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Abra-se...



 
Trava fechada; dia ou noite na sala?
Cala o coração; há perigo e há escuro.
Um muro se fez, sem nenhuma escala.
Abala o cerne, ali o tempo é duro...
 
Apuro: e o sol aceito no entreaberto,
Acerto; apenas por dentro posso abrir!
Um sorrir; um vento eu sinto por perto.
Alerto: preciso urgente me permitir.
 
Sair da zona de conforto é ter energia,
Ver anarquia de crianças; é ímpar tela.
Na sela, há um frio que a pétala congela.
 
Destaramela; há pássaros e cantoria,
Qual poesia que chega e abre a janela,
Nivela a alma; a cidade de nós se faz bela.
 
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo

Uberlândia MG
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Excitação poética



É patética, enfim, é natural,
E no canal da mente, ação mofética,
Dialética de alma com carnal,
Vendaval que bagunça toda estética.

Cética até, porém vem sem aval,
Um oral engolido sem fonética,
Frenética emoção descomunal,
É amoral, profana, santa: eclética.

Hipotética ideia ora real,
Literal, de miragem imagética,
É atlética prática, afinal.

Liberal, ejacula-se a poética.
Sincrética; estimulo manual,
É visceral, de síntese magnética.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
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Pulsátil

Por fora, por dentro, um vento que bate,
Remate em linhas finas: sentimento.
Alento, paradoxo; um disparate,
Empate: nós em nós, gol do momento!

Fragmento de vida; é vida inteira,
Arteira eu sou; nós, quase adolescentes,
Mentes em asas abanam a poeira,
Beira do céu, ‘almantes’ e confidentes.

Poentes, luz que à noite submerge.
Diverge em sol e a sombra é volátil.
Portátil em viagens, o imo imerge.

Asperge o sentir, tremores, vibrátil,
Tátil, nossa alma na mão; tudo adverge,
Converge, seu sentir e o meu; pulsátil...


#ordonismo
Uberlândia MG
Raquel Ordones - Uberlândia MG
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...

Trance seus eus nos meus
Num rabisco...
E trace-me nas suas entrelinhas
Poeme-me...

 

Raquel Ordones
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Par (i)ndo, eu e a poesia

Hoje ela quis parir um verso
 Contrações no reverso da alma
E com calma, respirou pensamento.
Respirou... Sem esforço.
A alça da bolsa... Ouça!
Tantas coisas caíram sobre o papel
Silenciou, respirou...
Olhinhos de luz,

Era um garotinho poema...

Raquel Ordones
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Sim, sou...

Sou a favor de abraço apertado.
Do carinho expresso em bilhete.
Da ajuda, de chocolate aerado.
De vento na cara e de sorvete.

Raquel Ordones
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A primeira máquina era uma Bicicleta.



Eu, bem pequena, cabelinho esvoaçante,
Intrigante era a vida; e tanta descoberta.
Alerta-perigo da mamãe era constante.
Fascinante, tão arteira; mexe aqui, ali aperta!

 Esperta me achava; serzinho sem tamanho,
Banho; e o cabelo penteava em hora certa.
E liberta de obrigação, e nada era estranho,
Ganho com sorriso, confiança desperta.

Desconcerta-me; imagino o vento no rosto.
Gosto por voar, do papai era a bicicleta,
Meta: aprender a pedalar até agosto...

 Contragosto da mãe: ouso: miúda poeta,
Inquieta, ganho as ruas; garota, o oposto,
Transposto risco, eu voo, asa que “borboléta”
 
ღRaquel Ordonesღ  #Ordonismo #duodecassílabo
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Sampa



Ruas nada nuas.
 Vestidas de chuva e casas.
Arrasa edificação,
Tum-tum, coração!
Centro, favela
Bela, não deixa de ser!

Ônibus, corredores.
Olores ruins e bons,
Entretons e artes.
Por todas as partes.
Carros, metrô...
Aonde vou?
 
Convention?
Next station?
Carnaval?
 
Vinte e cinco
Em quatro de março.


Pomar no mercado
Varejo, atacado.

Fechado o Braz!
                                                           

Pessoas esnobes,
Pobres de calçadas,


Amiga cicerone,
Por um S
Não rima com Ordones!
A turista alada...


Igreja: ateu e fé,
Viaduto do chá.

 
Amor

E um café...

 

Raquel Ordones

(SP, 04/03/19 )

 

 

 

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Sobre sexta santa



Penso: deveria ser todo dia; santo!
Canto de paz entoando por todo lado,
Um desarmado mundo, sem qualquer espanto.
Manto de respeito no coração espalhado.

Telhado aberto 'pro' destrancado portão,
Boa ação seria coisa tão rotineira,
Verdadeira humanidade a lançar a mão,
Pão com fartura. Saúde, atenção primeira.

Quaresmeira por toda parte em cor, verdade,
Maldade não existiria em dicionário,
Cenário digno de amor supra; e liberdade.

Afinidade entre seres; jejum da língua,
Íngua de fofoca não causaria o mal...
É surreal, né? E a esperança só em míngua.

#ordonismo


P.S. nem falei sobre a sexta-feira santa, mas é isso.
Nem sei falar mesmo, só sentir...
(soneto duodecassílabo)

Raquel Ordones
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Comentários (1)

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ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2026-02-17

Cara poetisa. tu és tão linda ... que o amor nunca faltara para ti... adorei os versos. bom dia.