Lista de Poemas
Dos mistérios
E de todos os terços inteiros, são partes.
Encartes e cenas; com desenho na mente.
À frente a fé; tetos, janela e baluartes
Artes escritas, do passado é presente.
Vigente Rosário, mistério: uma oração:
A anunciação do anjo feito à Maria;
Daria a luz a quem seria a salvação.
visitação a prima; três meses ajudaria.
Nascia o menino; manjedoura e pastores;
Adoradores; Jesus, a apresentação;
Simeão: tomou-o nos braços; e louvores.
Doutores no templo, encontros e interação.
Integração; de vida, caminhos e dores.
Flores de palavras, plantando a boa ação.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
👁️ 15
Mais notas sobre ela
Com ciência, a sua história ela escreve;
Atreve, mas quase sempre sensata.
Acata e tenta administrar, é leve.
Deve, paga; sem a tal concordata.
Data e hora, ela busca ser pontual.
Afinal: é respeito; ela é grata.
Retrata e desculpa, sem pedestal.
Visceral intensidade; desata.
Chata às vezes, é meio normal.
Total sua engenharia, acrobata.
Se engata uma ideia: isso é fatal.
Atemporal, tempestade e pacata.
Trata os outros: incondicional.
Natural; humana pra ser exata.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
👁️ 4
Das raízes...
Suplante; interior é o que vem e aflora.
Fora o que falam! Filtre só fertilizante.
Importante preservar a raiz, sem demora.
Embora o externo mostre bem intoxicante.
Cante, te regue, te cultive e monitora;
A hora? – sempre! Com todo afinco, relutante.
Infectante é ódio, a inveja que a alma gora,
Bafora coisa boa; e te firme elegante.
Excitante: estender tua raiz; onde mora;
Enamora; nutra teus ramos, confiante.
Replante-te; reserva-te: só corrobora.
Revigora: sais amor-próprio: edificante;
Assaltante de sorriso flor; ‘mundo’ adora,
Ignora o perrengue; e te lista figurante.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
👁️ 19
Bilhete
Fazia tempos que nem escrevia;
Poesia bilhete p'ro meu amor;
cor azul de costume, é magia.
Alegria e desespero em calor.
Torpor saudade, dentro ventania.
demasia: poros pulsam tambor;
Multicor se fez o cinza; euforia.
Ria a minha alma com lábios de flor.
Pôr do sol, em nós é pertencimento;
Evento é minha declaração.
Oração do tamanho firmamento.
Vento, caneta; do papel, porção.
Então, eis aqui o bilhete rebento.
Ostento:- ‘Amor, é seu meu coração!’
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
👁️ 19
Às vezes, penso que foi assim...
A letra ‘A’ se sentia tão sozinha;
pontinha que principia o alfabeto,
Incorreto! Pensava a pobrezinha,
Tinha desejos para com o afeto.
Trajeto entre letras era uma linha;
Quietinha, de soslaio observando.
Minhocando, a letra ‘M’ sempre vinha;
Advinha? A letra ‘A’ foi se apaixonando.
Osculando, a letra ‘O’ quase ronrona;
Carona com A.M, em bom humor,
Acolhedor, o ‘M’, se impulsiona.
E fricciona: AMO; quase um torpor.
Da flor se solta o R, se emociona;
À tona inventa-se a palavra AMOR.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
👁️ 18
Lalá torresminho
E lá vai a porquinha, rebolando e roliça.
Preguiça nas passadas; que é de dar dó;
Cafundó do brejo, lá vai ela para a missa;
Castiça e macia, rabinho rococó.
Pó no caminho; segue a bichinha robusta;
Custa ter um uber? Sua raiva se atiça.
Larissa é o seu nome; Lalá, a augusta.
Ajusta sua franja com a unha postiça.
Aterrissa no cocho, e nadica ela susta,
Degusta tudo; devora toda hortaliça;
É profissa no fuçar, e isso nada custa.
Injusta às vezes; gulodice maciça;
tolhiça, que na sua gordurinha incrusta.
Assusta ao orar: Deus, não quero ser linguiça!
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
👁️ 20
Hoje vim trazer flores para mim
É claro que são para mim! Mereço.
Obedeço quando quero; vou e faço.
Chumaço de girassóis me ofereço.
Agradeço; é sempre que me abraço.
Laço todos os meus lados: conheço.
E cresço ocupando em mim cada espaço.
Ultrapasso a ousadia; e é sem preço.
Endureço às vezes; me refaço.
O descompasso existe; reconheço.
Apreço pelo que sou; em cada pedaço.
Braço, cabelos; alma, pele e avesso.
Endereço de mim, sou eu; e me retraço.
Entrelaço os meus dias à cor; teço.
aqueço em flores; mesmo em estilhaço.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
👁️ 24
Parnasiano ser
A desumanização à solta, corre.
E morre a empatia, mata dignidade;
Imoralidade romantiza e escorre.
Decorre da indiferença e crueldade.
Verdade é ilegal; respeito: porre
Incorre da lesão sensibilidade;
Realidade do outro? Dor? - Não socorre.
Concorre com nocivo em intensidade.
Capacidade de enxergar o outro: cega,
nega estender a mão; também vira a cara.
Para, subjuga, sangra, à bens apega.
E rega espinho; recusa-se e mascara.
Declara o caráter, ao atroz se entrega.
Alega bom; arrancar olhos é tara.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
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Sobre poetas
Poeta não define; alma paradoxal.
É natural, sem cor; aparência não importa.
Comporta dentro uma sacada genial;
Pessoal, mas é transferível; e conforta.
Transporta para o papel seu emocional.
Varal que com o seu vento, na gente toca,
Choca; é sem contornos e transcendental.
Termal; e parece coisa de anjo essa troca.
E convoca a sua essência, estende de fato;
Ato sem mãos, dedos; que aos olhos: encanta.
Decanta na divisa com a escrita; tato.
Olfato nos versos; se atinge, não adianta;
Planta na gente semente que vira mato;
Imediato; não aperta mão, mas garganta.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
Um afago às meninas e aos meninos poetas e não poetas;
imensamente agradecida pelas leituras e comentários!
Xêro minêro!
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BBB
Feito: TV reporta seu desserviço,
é isso; mas qualquer pessoa entende,
tende toda a falta de compromisso.
Cortiço de conteúdo que ofende;
E transcende uma falta de respeito;
É estreito o saber, da inteligência;
Referência a nada é o conceito.
Eito entre a sanidade com demência.
A essência parte; fica a condição.
Contramão do instruir e de cultura.
Estrutura que traz desconstrução.
Educação não tem. Falta postura,
Ruptura, desavença e confusão.
Milhão; do tevente, fora da altura.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
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Comentários (1)
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ademir domingos zanotelli
2026-02-17
Cara poetisa. tu és tão linda ... que o amor nunca faltara para ti... adorei os versos. bom dia.
Eu poesia
Em uma palavra já me resumi,
Por vezes já me senti um verso,
Nas frases me dei conta; cresci,
Vi-me haicai em meu universo.
De trova em trova subi degraus,
Em forma de pensamento andei,
Levei o indriso nas minhas naus,
Colhi poesias, soneto me tornei.
Não agradada à alma embrenhei,
Brotei-me no encarnado da rosa,
Leram-me por aí feito uma prosa.
Meus olhos, refrão da minh’alma,
O sentimento dimana sem ponto,
Estendo-me em ilimitado conto...
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
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