Lista de Poemas
Meu mundo, meu universo
Meu mundo, meu universo
Meu mundo, meu universo
Quando acordei, pensei que havia perdido você.
Seu mundo parecia não ser mais o meu.
Quando me dei conta, a casa estava vazia,
apenas soava no ar uma voz que ecoava pelas paredes,
que um dia foi cúmplice da sua voz.
Engano meu: no meu íntimo eu te escutava.
Foi apenas um sonho passageiro, um pesadelo que se foi.
Quando acordei, de fato, me dei conta de que nada estava perdido;
não era um pesadelo, e sim o seu corpo ao meu lado,
o seu perfume, o seu cheiro me acalentando.
Chorei intimamente no meu mundo e falei com o meu eu:
“Por onde anda o meu amor?”
A depressão, por um instante, tomou conta de mim.
Lacrimejei, senti que o amor estava por completo em mim.
Essa sensação de perda e de amor poucos sentem,
e outros não.
Acordei: era um pesadelo.
O amor estava em mim e ao meu redor.
Meu mundo, meu universo é você.
Professor Antonio Raimundo Dias Dos Santos
22 de agosto de 2025
1
CLIENTE DO BRASIL NO DIVÃ DO ANALISTA
Faço uma terapia no final do dia, acordo pra viver, hoje é meu dia,
não tenho medo mais da vida,
procuro um pouco mais de alegria no divã do analista.
Vejo a vida de cadeira cativa, acordo pra viver mais um dia ,
tudo é uma aventura mesmo que seja uma revista de mulher nua, pode ser sua vida,
tudo bem, tudo bom a gente se sente refém, cliente do Brasil.
AMOR EM CAMPOS.
Acorda amor, a sua música está tocando.
Ouve, não é linda! lembra o frio e o amanhecer em campos.
Do alto no morro dos elefantes estamos a apreciar a vista e a namorar,
Lindo, lindo, estamos agora de alianças simbólicas ao som incaico e enamorados pela paisagem.
Lindo amor! lindo! estamos entrelaçados pelo desejo, momento único dos amantes.
lembra amor, é o amor de campos, a nossa música está tocando é de campos.
É campos o amor de campos, o cheiro e o desejo de campos! ouve é o amanhecer em campos!
o cântico incaico de campos!
Acorda amor a música está tocando
CARTA DE CONSCIÊNCIA
CARTA DE CONSCIÊNCIA
Minhas cartas contêm meus direitos.
Cartas minhas são respostas e solicitações!
Soltem os presos de consciência no mundo.
Onde houver um preso de consciência e torturado, soltem-no.
É nosso direito à consciência, amigo.
Não faça das minhas cartas uma arma para o seu poder.
As cartas são minhas e dos presos de consciência,
consciência essa que você não tem
e tenta me oprimir.
Um dia ouvirá falar de mim
e estarei a lhe entregar minhas reivindicações na empresa.
Pobre de consciência,
acha que é dono do poder.
Nós, conscientes, não lhe outorgamos nenhum poder.
O poder está na carta de consciência.
Minhas cartas contêm meus direitos.
Cartas minhas são respostas e solicitações!
Soltem os presos de consciência no mundo!
Autor:
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
Professor de Geografia
Fruto Proibido
FRUTO PROIBIDO
Nada de novo no meu cantar!
Sempre estar aberto para conversar.
Filmes que assisti e livros que li
traziam histórias, romances e dramas,
com finais felizes e, às vezes, trágicos.
Proporcionavam delírios
e viagens por páginas perfumadas.
Hum... que cheiro bom!
Quais serão as próximas frases?
Conheci mundos desconhecidos,
sociedades longínquas
que talvez ainda vá conhecer.
Imagens coloridas
que nos remetiam
a lugares inalcançáveis.
Nada de novo no meu cantar,
sempre estar aberto para conversar.
Embebedar-me-ei em palavras e frases
e comerei cada uma delas
feito um fruto proibido.
Páginas perfumadas...
Hum, que cheiro bom.
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
Professor de Geografia
PROSA
Nada como um dia atrás do outro.
Há um bom tempo que não paro para prosear
num domingo de manhã.
Uma conversa aqui, outra lá, outra ali.
E assim vai!
Nada como um dia atrás do outro.
Há um bom tempo que não paro para prosear
Entre o tatear de uma fruta ou legume:
— Qual o preço mesmo, moço?
Dei-me conta de que já estava na
barraca de pastel
e pedi, na outra, um caldo de cana.
Nada como um dia atrás do outro,
uma prosa aqui e outra ali!
E a manhã de domingo passou
feito o gosto do caldo de cana.
O campo e os perrengues
O campo e os perrengues
Homem, a cidade é logo ali,
queremos passar
e a estrada de chão batido não deixa —
um perrengue atrás do outro.
Oia, gente, tem mato, campo e vaca,
e esse cheiro no ar eu gosto.
É bom demais, sô!
Tô pensando até em fazer um som!
Deixa eu juntar
o homem do campo,
a roça,
o pequi
e os frangos!
Agora vai — abriram o caminho,
o perrengue passou,
o ônibus leva minha canção,
com vontade de comer e de cantar.
Oia, mãe, tô chegando pra almoçar,
não esquece de acender o fogo:
hoje a lenha vai comer.
O VIAJANTE
O Viajante
Pelos caminhos que me levam além-mar,
enfrentarei batalhas, monstros, lendas e mitos.
Jamais me sentirei só; estarão comigo meus protetores e suas profecias,
guiando-me pelas estrelas, bússolas e sextantes!
Deparar-me-ei com ilhas e tripulantes perdidos e à deriva em suas naus,
procurando aquilo que sempre procurei: o tesouro e os pergaminhos dos aliens que aqui pousaram há milênios!
Em suas astronaves, viajantes entre galáxias,
procurando um lugar para se firmar.
Em meus sonhos eles apareceram, entre nuvens e pesadelos,
indicando o caminho a seguir!
Peguei minha nau e andei pelo mundo
à procura da profecia,
buscando o mundo perfeito, o verdadeiro caminho para o pergaminho da sobrevivência e da sabedoria.
NOSSO GRITO
NOSSO GRITO
Somos fruto de uma miscigenação entre continentes; europeu, africano e americano.
O espelho europeu refleti no Brasil sua politica e economia, divisão de classes, d'um lado, meia dúzia de ricos, a elite branca, a comandar desde a administração portuguesa, do outro a classe média mesclada e do outro, nós proletários,
oriundos desta miscigenação, escravos do mercantilismo, do capital pelo capital.
Foi dado o grito de independência no século dezenove, mas a elite vendida e exploradora não escutou! Não somos livres totalmente, nem libertos dos opressores! Os países desenvolvidos e conservadores nos exploram e ditam as regras do mercado.
Vivemos a mercê da política-econômica europeia e estadunidense.
Só seremos libertos desta escravidão moderna, quando o nosso povo se unir e ouvir o grito lá atrás, e desta fazer um instrumento de poder contra os opressores, nossa voz, nosso grito,
Nascemos livres antes de sermos Brasil,
nosso grito, nossa voz!
CHEIRO DE NORDESTE
Cheiro de Nordeste
A nossa história perpassa pelo Nordeste,
há um cheiro diferente no ar
em relação a outras regiões do meu país.
Um cheiro de aventura no sertão do agreste, e na zona das matas,
e de praias paradisíacas e águas cristalinas.
O luar no sertão é lindo de se ver!
Não imagino outro lugar.
Um silêncio que às vezes é quebrado
por um bicho ou outro
que anda pela mata, pelas roças.
As histórias folclóricas nos remetem a:
— Comadre Fulozinha:
Espírito da floresta.
— O luar do litoral;
o folclore litorâneo nordestino
é uma rica mistura de influências.
Lendas marinhas, festas religiosas, mito.
O luar no Nordeste é lindo de se ver!
O cheiro de sertão e de mar nordestino
são inigualáveis.
O cheiro!
O luar!
A vida!
O meu sertão!
O meu luar.
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Brasileiro, Nordestino (BA), PAULISTANO, SIGNO DE PEIXES, CASADO COM A ZENAIDE, PROF.Geo e Hist
Graduação: Licenciatura e Bacharelado em GEOGRAFIA pelo CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTANNA (2004). CONCLUÍDO. Atualmente é professor de Educação Básica II - titular de cargo efetivo - Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (E.E.PROFESSOR JOSÉ DO AMARAL MELLO) 2005 à 2016 e 2014 à 2016 (EE PEDRO ALEXANDRINO). concursado nos dois cargos. Atuou também na pmsp-sme nas emefs da zona norte 2010 a 2013 como contratado no cargo de Professor de Geografia. Tem experiência na área de EDUCAÇÃO (Geografia e História), com estágio na fundap - secretaria de estado da cultura - arquivo do estado (1995 a 1996) setor icnográfico. Possuo também curso de especialização - Lato-Sensu (Formação de Docentes Para o ensino Superior pela Universidade Nove de Julho), ano de 2006 a 2008 (400 H). Cursei 5 anos de Estudos Sociais sendo que optei no 3º ano pela área de História - pela FMU, mas não formado, ano (1992 a 1996).
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