PROSA


Nada como um dia atrás do outro.
Há um bom tempo que não paro para prosear
num domingo de manhã.
Uma conversa aqui, outra lá, outra ali.
E assim vai!
Nada como um dia atrás do outro.
Há um bom tempo que não paro para prosear
Entre o tatear de uma fruta ou legume:
— Qual o preço mesmo, moço?
Dei-me conta de que já estava na
barraca de pastel
e pedi, na outra, um caldo de cana.
Nada como um dia atrás do outro,
uma prosa aqui e outra ali!
E a manhã de domingo passou
feito o gosto do caldo de cana.

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