Lista de Poemas
ANJOS DE VEGAS
... às vezes,
para alimentar (-se do ) o frenesi
e o êxtase dos inconscientemente sábios
hatitantes das superfícies,
é preciso evitar
os pensamentos e as especulações
sobre seus céus, seus sóis
e seus sais;
assim como
(e sobretudo) é essencial não adentrar
- um pouco mais profundo
que seja -,
em seus secretos
esconderijos, sobe o risco de ver
(e de se perder nos) os próprios reflexos
neles revelados.
para alimentar (-se do ) o frenesi
e o êxtase dos inconscientemente sábios
hatitantes das superfícies,
é preciso evitar
os pensamentos e as especulações
sobre seus céus, seus sóis
e seus sais;
assim como
(e sobretudo) é essencial não adentrar
- um pouco mais profundo
que seja -,
em seus secretos
esconderijos, sobe o risco de ver
(e de se perder nos) os próprios reflexos
neles revelados.
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AS LUZES DA CIDADE DOS HOMENS
... sim, caríssimos menestréis
e pássaros azulados,
abnormal
e senciente andante que é,
o sapiens se movimenta
constante,
porém nem sempre
para frente.
e pássaros azulados,
abnormal
e senciente andante que é,
o sapiens se movimenta
constante,
porém nem sempre
para frente.
👁️ 165
ALÉM DA NOITE
... há um lugar,
além (bem além) das bordas difusas
que saem de nossas
retinas,
por onde ainda
se arrastam (entre sombras e brumas) fantasmas
- com suas duras sinas -
sofridos,
por onde ainda
voam ( entre o distante e o infinito) pássaros
- com suas tristes melodias -
feridos
por onde ainda
se escorrem lágrimas (em chuvas invisíveis)
por nosso amor outrora
malferido
e por nossos pecados
não remidos.
além (bem além) das bordas difusas
que saem de nossas
retinas,
por onde ainda
se arrastam (entre sombras e brumas) fantasmas
- com suas duras sinas -
sofridos,
por onde ainda
voam ( entre o distante e o infinito) pássaros
- com suas tristes melodias -
feridos
por onde ainda
se escorrem lágrimas (em chuvas invisíveis)
por nosso amor outrora
malferido
e por nossos pecados
não remidos.
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OS TROPEÇOS DA PURITANA
... sem dúvidas
és pura, pura, puríssima,
como sempre disseste a mim entre um
e outro sonhos camuflados
de amor,
mas,
e tua autoproclamada inocência,
onde está depois que deixaste pássaros
menestréis e anjos puristas
verem e foderem
sua boceta;
e tua vendada soberbia,
onde está depois que babaste aos pés
de filósfocos e imperativistas que,
à terra, perderam
a cabeça?
e sua regozijada nobreza,
onde está depois que andaste escondida
com ratos, vermes e outros - como eu -
famintos e aputaiados
cães?
és pura, pura, puríssima,
como sempre disseste a mim entre um
e outro sonhos camuflados
de amor,
mas,
e tua autoproclamada inocência,
onde está depois que deixaste pássaros
menestréis e anjos puristas
verem e foderem
sua boceta;
e tua vendada soberbia,
onde está depois que babaste aos pés
de filósfocos e imperativistas que,
à terra, perderam
a cabeça?
e sua regozijada nobreza,
onde está depois que andaste escondida
com ratos, vermes e outros - como eu -
famintos e aputaiados
cães?
👁️ 116
MALDOSAMENTE AUTOILUMINADOS
Os anjos são mesmo
maliciosos e uns grandessíssimos
filhas da puta:
enchem
as virgens sombras de ruínas,
só para depois virem
de manso
(dissimulados de branco),
a foderem
escondidos as raspas das asas
das tristes, belas e frágeis
borboletas.
maliciosos e uns grandessíssimos
filhas da puta:
enchem
as virgens sombras de ruínas,
só para depois virem
de manso
(dissimulados de branco),
a foderem
escondidos as raspas das asas
das tristes, belas e frágeis
borboletas.
👁️ 145
AMOR SALGADO
Tinham quase
a mesma idade quando ela quis
amá-lo
e, em indecifrável mistério,
começaram a voar por oníricos céus,
enquanto desdenhavam
horizontais chãos;
até que se lhes foram esvaindo
as tremeluzentes alvas, as soberbas asas
e, por fim, até as extáticas
carnes,
em consequência
de suas quedas em outras aladas pedras
e de suas ominosas chuvas, extruídas
pelas bocas e mãos.
a mesma idade quando ela quis
amá-lo
e, em indecifrável mistério,
começaram a voar por oníricos céus,
enquanto desdenhavam
horizontais chãos;
até que se lhes foram esvaindo
as tremeluzentes alvas, as soberbas asas
e, por fim, até as extáticas
carnes,
em consequência
de suas quedas em outras aladas pedras
e de suas ominosas chuvas, extruídas
pelas bocas e mãos.
👁️ 167
PERDA TOTAL
A eterna ausência
afaga (diluvicamente) minha mente,
meu rosto e meu corpo
cansados;
do deserto, percebo
que nada aprendemos com nossos erros
e com nossas chuvas
de fogo,
a não ser
que somos extremamente parecidos
em ofertar (enquanto ordenhamos
imagens de todo tipo
por aí)
ominosos espelhos:
todos viciados em faustas
e falsas luzes.
afaga (diluvicamente) minha mente,
meu rosto e meu corpo
cansados;
do deserto, percebo
que nada aprendemos com nossos erros
e com nossas chuvas
de fogo,
a não ser
que somos extremamente parecidos
em ofertar (enquanto ordenhamos
imagens de todo tipo
por aí)
ominosos espelhos:
todos viciados em faustas
e falsas luzes.
👁️ 191
A REDENÇÃO!
O único porto
seguro para o ser é quando
seu pensamento para,
seus sentimentos param,
seus sonhos, esperançar, ardores,
amores e dores param,
suas senciências todas param,
seu coração para
e ele adormece em eterno e sublime
leito de honra e morte!
seguro para o ser é quando
seu pensamento para,
seus sentimentos param,
seus sonhos, esperançar, ardores,
amores e dores param,
suas senciências todas param,
seu coração para
e ele adormece em eterno e sublime
leito de honra e morte!
👁️ 142
CADÁVER QUE RESISTE
Há uma canção
minha que morreu contigo,
há milhares de poemas
meus que morreram contigo,
há algo em mim
que ficou ferido, e não cicatriza,
depois que partiste,
eu já não sei mais
de meu EU ou se simplesmente,
em alucinado suicídio, já tornei-me-me
cadáver andante que não
mais existe.
minha que morreu contigo,
há milhares de poemas
meus que morreram contigo,
há algo em mim
que ficou ferido, e não cicatriza,
depois que partiste,
eu já não sei mais
de meu EU ou se simplesmente,
em alucinado suicídio, já tornei-me-me
cadáver andante que não
mais existe.
👁️ 147
HÁ EM NÓS
Há em nós
um pouco de pó estelar,
um pouco de caos
e ocaso,
um pouco de quântica
e de possibilidades factíveis
ou absurdas;
há em nós
um pouco de amor,
um pouco de ternura,
um pouco de luz, muito de desejo
e de aventura
e, claro, há também
em nós um pouco de sombras,
um pouco de areia que já se pensou
ser rocha
e, sobretudo,
um tanto demasiado de senciente
loucura!
um pouco de pó estelar,
um pouco de caos
e ocaso,
um pouco de quântica
e de possibilidades factíveis
ou absurdas;
há em nós
um pouco de amor,
um pouco de ternura,
um pouco de luz, muito de desejo
e de aventura
e, claro, há também
em nós um pouco de sombras,
um pouco de areia que já se pensou
ser rocha
e, sobretudo,
um tanto demasiado de senciente
loucura!
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*