Lista de Poemas
SIMPLESMENTE NADA!
... nem a vida nem a morte,
nem o céu, nem o inferno,
nem a salvação, nem o apocalipse,
nem o amor, nem a dor, nem o rancor,
nem a paixão, nem o tesão,
nem o sonho, nem a fantasia
nem nenhuma dos sapiens criação
realmente é de conhecimento
ou importa ao eterno, frio e insenciente
Cosmo de Deus!
nem o céu, nem o inferno,
nem a salvação, nem o apocalipse,
nem o amor, nem a dor, nem o rancor,
nem a paixão, nem o tesão,
nem o sonho, nem a fantasia
nem nenhuma dos sapiens criação
realmente é de conhecimento
ou importa ao eterno, frio e insenciente
Cosmo de Deus!
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LAÇOS AMALDIÇOADOS
Passou por mim
uma flor de fulgas palavras,
a me mostrar rotas de liberdade
entre sonhos e fantasias
bordadas;
quando percebi
que ela escondia seu outro lado
que, obscurecidamente, nada
tinha de agrado,
já era tarde demais:
foi então que começou meu fardo
entre ventos, tempestades
e descalabros.
uma flor de fulgas palavras,
a me mostrar rotas de liberdade
entre sonhos e fantasias
bordadas;
quando percebi
que ela escondia seu outro lado
que, obscurecidamente, nada
tinha de agrado,
já era tarde demais:
foi então que começou meu fardo
entre ventos, tempestades
e descalabros.
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SE NÃO CONTIVER LOUCURA, NÃO É AMOR!
Não consigo amar,
porque o ser humano não sabe
amar ddebaixo da água
sob a carestia de oxigênio,
nem no sincero escuro
onde, tendo de ser apalpado ou imaginado,
tudo e qualquer coisa pode acontecer
e se tornar incontrolável;
não, não sei amar
porque as estações que me dão contêm
muitas promessas e poucas dádivas
e eu sou do tipo que,
para amar, não me protejo do frio,
do ângulo em fúria ou do inferno
em gula:
eu apenas seuspendo o céu
e lambo, e chupo, e engulo todo o rio
que deságua da beldosa
criatura,
mesmo que eu tenha
de cerrar a noite, ou o dia, ou o paraíso
ou meu inferno com silêncio
e gula!
porque o ser humano não sabe
amar ddebaixo da água
sob a carestia de oxigênio,
nem no sincero escuro
onde, tendo de ser apalpado ou imaginado,
tudo e qualquer coisa pode acontecer
e se tornar incontrolável;
não, não sei amar
porque as estações que me dão contêm
muitas promessas e poucas dádivas
e eu sou do tipo que,
para amar, não me protejo do frio,
do ângulo em fúria ou do inferno
em gula:
eu apenas seuspendo o céu
e lambo, e chupo, e engulo todo o rio
que deságua da beldosa
criatura,
mesmo que eu tenha
de cerrar a noite, ou o dia, ou o paraíso
ou meu inferno com silêncio
e gula!
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A BARREIRA ESTÁ FIRME COMO ROCHA SEMINAL
... armem-se
dos princípios do amor
para sonhar,
para namorar,
para transar,
para voar,
para dançar,
para fantasiar
e, sobretudo,
para sentir dor!
dos princípios do amor
para sonhar,
para namorar,
para transar,
para voar,
para dançar,
para fantasiar
e, sobretudo,
para sentir dor!
👁️ 167
NEMO MUNDO REPELE UM GRANDE AMOR

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A MORTE VEIO E DEIXOU TUDO TARDE DEMAIS!
Às vezes,
sinto até um pouco de falta
daquela viciante
___ droga,
mas não atendo
chamados, nem a convoco
___ de volta,
por ter certeza
de que abriria todas as feridas,
e lançaria nossa vil
___ existência,
e nosso
ominosa estória de outrora
ao lugar certo: na lama
___ e no caos.
sinto até um pouco de falta
daquela viciante
___ droga,
mas não atendo
chamados, nem a convoco
___ de volta,
por ter certeza
de que abriria todas as feridas,
e lançaria nossa vil
___ existência,
e nosso
ominosa estória de outrora
ao lugar certo: na lama
___ e no caos.
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O DESERTO DO POETA
... o verdadeiro poeta,
com seus sonhos, seus devaneios
e suas esferográficas
___ grávidas,
nunca sabe
___ exatamente onde está,
se no quentume
do corpo, se no silente e sublime
___ voo das asas,
ou se
naufragado nas solitárias
sombras de uma fria
___ madrugada!
com seus sonhos, seus devaneios
e suas esferográficas
___ grávidas,
nunca sabe
___ exatamente onde está,
se no quentume
do corpo, se no silente e sublime
___ voo das asas,
ou se
naufragado nas solitárias
sombras de uma fria
___ madrugada!
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INSOLENTES MÁSCARAS
Os abnormais se disfarçam
com insolentes máscaras,
entre labirintos idílicos
e bestiários demoníacos.
As rimas que engravidam sonhos
e os verbos que ressoam regozijos
evidenciam as hégiras iludidas
das próprias senciências espúrias.
A pura e virgem floresta foi
inexoravelmente violada,
gerando multidões de filhos apócrifos,
de modo que as chagas marfolhas
se espalharam por todo espectro:
pássaros artificiais
voam a cingirem os céus
com sonhos, fantasias
e esperanças exíguas;
borboletas flutuantes
pululam, de flor em flor,
a adornarem esplêndidos
jardins rupestres;
pavões menestréis
pupilam composições de belas sinfonias,
para tentarem mover
inércias oníricas;
papagaios despercebidos
tartareiam, em repetições moucas,
as reticentes promiscuidades
dos verbos e dos versos;
vagalumes incautos
elogiam, luzindo seus faróis,
os ermos e frios silêncios
das sombras noturnas;
marimbondos negros
não conseguem, carregados
de solidão e ruína, ladear risos
em quimeras inexeqüíveis;
serpentes assassinas
silvam, em fome insaciável,
às rasas e secas superficialidades
dos chãos e dos lodos;
lobos se vestem ovelhas,
em soturnas esperas,
para o abate das frágeis presas
que perderam as asas.
Ao fim, o baile está formado
no inferno dos homens;
e os corpos dançam encurvados
em intensos frenesis,
à nau das insânias
incontidas, das palavras voláteis,
das concupiscências vadias
e das esperanças exíguas.
E as almas - se existem -
singram em agonia, por não termos
o mínimo de cuidado para que
não morram no vazio.
com insolentes máscaras,
entre labirintos idílicos
e bestiários demoníacos.
As rimas que engravidam sonhos
e os verbos que ressoam regozijos
evidenciam as hégiras iludidas
das próprias senciências espúrias.
A pura e virgem floresta foi
inexoravelmente violada,
gerando multidões de filhos apócrifos,
de modo que as chagas marfolhas
se espalharam por todo espectro:
pássaros artificiais
voam a cingirem os céus
com sonhos, fantasias
e esperanças exíguas;
borboletas flutuantes
pululam, de flor em flor,
a adornarem esplêndidos
jardins rupestres;
pavões menestréis
pupilam composições de belas sinfonias,
para tentarem mover
inércias oníricas;
papagaios despercebidos
tartareiam, em repetições moucas,
as reticentes promiscuidades
dos verbos e dos versos;
vagalumes incautos
elogiam, luzindo seus faróis,
os ermos e frios silêncios
das sombras noturnas;
marimbondos negros
não conseguem, carregados
de solidão e ruína, ladear risos
em quimeras inexeqüíveis;
serpentes assassinas
silvam, em fome insaciável,
às rasas e secas superficialidades
dos chãos e dos lodos;
lobos se vestem ovelhas,
em soturnas esperas,
para o abate das frágeis presas
que perderam as asas.
Ao fim, o baile está formado
no inferno dos homens;
e os corpos dançam encurvados
em intensos frenesis,
à nau das insânias
incontidas, das palavras voláteis,
das concupiscências vadias
e das esperanças exíguas.
E as almas - se existem -
singram em agonia, por não termos
o mínimo de cuidado para que
não morram no vazio.
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O ÚLTIMO ENTARDECER VERMELHO

👁️ 132
EU QUERIA

👁️ 145
Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*