Lista de Poemas

NÃO RESTOU UM LUGAR PARA ONDE IR, ANA!

Depois de tantos amores
onde me dispus a amar e a ser amado
com desejos, com sorrisos, com flores
e com dores,
(em paraísos,
em infernos,
em sonhos e em camas térreas
em voos e em quedas)
descobri tarde demais,
com esta sombra de saudade de ti,
que me acompanha por
todo lado,
que
somente contigo o meu inferno
realmente teve
um céu!
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E O DESTINO FOI LANÇADO...

Não chegou a ser surpreendeendente,
posto que era já há muito sonhado
e desejado

mas foi um súbito e fatal
golpe:

quando Ana
tirou as asas e ficou nua
diante do espelho,

tomou o poder
e trouxe um amor e um temor
tão grandes que a ele, ainda vivo,
levou à morte!
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AINDA DANÇAMOS NAS CORDAS DO UNIVERSO!

Lilith, a enegrecida,
com sua maqueagem de anjo
branco,

com sua pálida
beleza, com sua afiada filosofia
com sua improvisada e sedutoríssima
poesia,

quando chegava
envolvia-me de tal modo, logo
ao niilista do diabo,

que me fazeia
chover com tanta vontade
e tão aluscinadamente descontrolado
que, por um bom tempo,
o sol se apagava!
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TUA MORTE NÃO ENCERROU NOSSO SONHO!

Nosso sonho ainda
ecoa no Universo contínuo,

somos elementares mínimos
fazendo parte de um todo que sempre
quisemos decifrar, e não
conseguimos,

ainda ouço teu mar,
ainda sinto o cheiro de teu corpo,
ainda sinto o gosto de tua boca
sedutoramente linda:

ensaio um poema,
aquela janela por onde olhávamos
ainda está lá,

vejo o infinito,
a lua, as estrelas, o vento, tudo
parece refletir nosso condenado
momento!
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A SENCIÊNCIA É A GLÓRIA E A DESGRAÇA DO SER!


Embriagado e perdido,
a vagar pelos estranhos fulcros
de minhas próprias
senciências,

tudo que já se me ocorreu,
desde a raiz brotada ao chão
até o galho mais alto que
já alcancei na vida,

agora parece repassar-me,
em câmera lenta,
aos falhos e doloridos sentidos
da memória:

arlequins, pierrots e colombinas
com suas fantásticas estórias
e aventuras pelos caminhos
do mundo,

menestréis e damas puristas
com suas esplêndidas palavras
feitas a fluorescências
tremeluzidas;

e, entremeio a eles,
um alucinado niilista
ora se pensando um deus,
ora um mito ou lenda,
ora ainda um cão a se esgueirar
pelas sobras das imagens
fabricadas,

mas que, após aplausos e vaias
em tantas atuações pelos palcos mambembes,
percebeu-se um mero e acidental sapiens
condenado à pseudoimensidade
que de si faz emergir
abnomalamente.

E compreendeu, enfim,
que o esplêndido e o abissal de tudo
sempre esvaem juntamente
nos rápidos veios
do tempo.
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O COSMO TREMEU NAQUELE DIA

... quando foi a última
vez que te vi andando pelas sombras
da madrugada

com aqueles
teus olhos de molhados de chuva
não sei;

mas sei que agora,
enquanto os anjos e os santos
contigo festejam nas nuvens em cama
do céu,

enlouqueço-me
angustiado e solitariamente
sob a cheia, clara e tresloucada
lua!
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ÁGUA, FOGO E PÓ

Anjos de todos os paraísos,
demônios de todos os abismos,
e espíritos

sim, espíritos
sapiens de todos os tipos,
com vossas vocálicas
luzes e viscos;

não queirais mais
me ofertarem prazeres em cura
a minhas tormentas,

nem me presentearem
com virgenss para que eu coma
em delírios uivantes;

pois eu vos desprezo,

(há tempo cobrindo-me
com toalhas e com mascaras adequadas,
nada se me vingou a algum
sublime momento)

e já não confio mais
na fausta realidade de vossos
fundamentos!
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SEM MAIS SONHOS!

Eu ainda vou
visitar teu túmulo um dia,

para depositar
uma rosa, vermelhíssima, soberba
em beleza e vivacidade;

uma rosa como tu
que fez parte anos e anos
de minha sombrosa
vida,

trazendo-me
esperançar, conforto e amor e deixando,
quando partiste, tão somente,

no precipício
vazio, saudade, angústia
e dor!
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FOSTE MINHA MAIS BELA FLOR E MINHA MAIOR DOR!

De tanto tentar
me livrar das esplêndidas imagens
e das palavras voláteis
dos sapiens,
tornei-me
um zombie insone, padecendo
entres libidos, desejos e delirantes impulsos
negros;
foi com ela
que aprendi a amar com infinitos
e com abismos, tentando me livrar me alimentar
de suas imagens e de suas palavras;
sim, foi depois que
ela se foi, que perdi todos os meus sóis noturnos
e me tonei definitivamente escravo
de mim mesmo!
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VERSOS VIS

Grande é a dor
que há nas entrelinhas secas
de meus mal traçados
versos;

sim, grande e invisível,
tal qual a angústia que há por trás
dos sorrisos dos palhaços
sentinelas,

tal como angústia,
(feita a cacos de espelhos e de pedras)
que se me assentou à alma
amarela.
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Comentários (7)

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fernanda_xerez
2018-08-17

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez
2018-02-26

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium
2018-01-09

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez
2017-12-23

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez
2017-12-23

Lindo e provocante!