Lista de Poemas
O ÚLTIMO TREM DE ANA

👁️ 185
SEM ELA
Silenciem-se
os anjos do céu e os porcos
do inferno,
parem os sádicos
ventos e tempestades que querer
correr em nossos corpos;
agora, neste último
instante, sem ela, sobrevivo apenas
ao preâmbulo das cinzas,
porque minha alma,
sombria e destruída, já me consome
antes mesmo da morte!
os anjos do céu e os porcos
do inferno,
parem os sádicos
ventos e tempestades que querer
correr em nossos corpos;
agora, neste último
instante, sem ela, sobrevivo apenas
ao preâmbulo das cinzas,
porque minha alma,
sombria e destruída, já me consome
antes mesmo da morte!
👁️ 194
FLUXOS INFECTADOS
Quando se nos abre
um outro tipo de estrada:
a seca pode ficar incomunicável;
não se convém ficar
desejando rituais em voos,
nem ilusões molhadas
aos leitos:
"Desejar
arrrrr,
arrr" - Eu ali sentado.
"Toc, toc, toc - abre logo,
que estou apertado !"
"Já vai, já vai, já vai!"
É... Parece que já havia outra flor
querendo se abrir,
enquanto às laivas metafísicas
do ser eu defecava.
um outro tipo de estrada:
a seca pode ficar incomunicável;
não se convém ficar
desejando rituais em voos,
nem ilusões molhadas
aos leitos:
"Desejar
arrrrr,
arrr" - Eu ali sentado.
"Toc, toc, toc - abre logo,
que estou apertado !"
"Já vai, já vai, já vai!"
É... Parece que já havia outra flor
querendo se abrir,
enquanto às laivas metafísicas
do ser eu defecava.
👁️ 147
AS PORTAS DO MUNDO!
O objetivo desse
mal traçado poema é unicamente
para lembrar-te que, embora nunca conseguiste
me amar com as portas do mundo
abertas
- como se fosse
possível mantê-las fechadas,
ou nos havermos como hóspedes invisíveis
aos caminhos e desalinhos
das estradas -,
e sem chaves ou trancas
existentes para se evitarem o trânsito dos tentilhões,
das andorinhas e da metaforia que se possa
dizer dos soberbos sapiens;
após nossa morte
por afogamento sob incontidas chuvas
de fogo e ódio, sempre te devas - vez em quando -
contemplar nos céus
a eterna prova
do que tivemos juntos, embora jamais
me tenhas acreditado: um grande e inesquecível
amor às nuvens.
mal traçado poema é unicamente
para lembrar-te que, embora nunca conseguiste
me amar com as portas do mundo
abertas
- como se fosse
possível mantê-las fechadas,
ou nos havermos como hóspedes invisíveis
aos caminhos e desalinhos
das estradas -,
e sem chaves ou trancas
existentes para se evitarem o trânsito dos tentilhões,
das andorinhas e da metaforia que se possa
dizer dos soberbos sapiens;
após nossa morte
por afogamento sob incontidas chuvas
de fogo e ódio, sempre te devas - vez em quando -
contemplar nos céus
a eterna prova
do que tivemos juntos, embora jamais
me tenhas acreditado: um grande e inesquecível
amor às nuvens.
👁️ 130
EU QUERIA PODER PRORROGAR O INFINITO DA HORA!
Eu queria poder suspender a hora,
descolorir os horizontes, desfazer as imagens
já carpidas no incendeio exangue
de um novo crepúsculo;
eu queria não ser mais nau,
embora pudesse me perder sobre a pálida
luz da lua para, quem sabe,
tentar achar tua alma
[nua] em fuga.
Sim, eu queria ter um par
de asas válidas, para flanar em ritmos
e danças, em uma puríssima
comunhão celeste,
que nos levasse a uma eternidade
que não mais hiberne, e sem que as nuvens
se evaporassem novamente às vazias
escuridões da verve!
descolorir os horizontes, desfazer as imagens
já carpidas no incendeio exangue
de um novo crepúsculo;
eu queria não ser mais nau,
embora pudesse me perder sobre a pálida
luz da lua para, quem sabe,
tentar achar tua alma
[nua] em fuga.
Sim, eu queria ter um par
de asas válidas, para flanar em ritmos
e danças, em uma puríssima
comunhão celeste,
que nos levasse a uma eternidade
que não mais hiberne, e sem que as nuvens
se evaporassem novamente às vazias
escuridões da verve!
👁️ 104
O VÍCIO DA VAIDADE!
Ela era uma
excelente fingidora, faladora
e sonhadora,
até morrer afogada
na própria luz que com o verbo
fabricava,
com seu
dissimulado jeitinho de anjo
sedutor!
excelente fingidora, faladora
e sonhadora,
até morrer afogada
na própria luz que com o verbo
fabricava,
com seu
dissimulado jeitinho de anjo
sedutor!
👁️ 166
DA VARANDA DE MINHA CASA

👁️ 162
AUTOSSENCIÊNCIA
Pássaros renascentistas
que louvam as próprias asas laças,
de que vos distinguis mesmo
dos cães e dos vermes,
além do fato
de que estes [sublimemente]
não vindicam a condição de filhos,
à imagem e semelhança
de um inconspurco
Deus,
enquanto voam assoberbados
por entre jardins floridos, céus angulados
e mares azulados, cravados às próprias
miragens e insanidades?
que louvam as próprias asas laças,
de que vos distinguis mesmo
dos cães e dos vermes,
além do fato
de que estes [sublimemente]
não vindicam a condição de filhos,
à imagem e semelhança
de um inconspurco
Deus,
enquanto voam assoberbados
por entre jardins floridos, céus angulados
e mares azulados, cravados às próprias
miragens e insanidades?
👁️ 140
FOGO MORTO

👁️ 119
VOCÁLICOS
... tomais
cuidado com os verbos
voláteis, acidentais,
insensatos;
expostos
em ilusões perenes
ou em extrusões
terrenas,
porque vos digo
que, na verdade, toda boca
de onde se originam
é suicida.
cuidado com os verbos
voláteis, acidentais,
insensatos;
expostos
em ilusões perenes
ou em extrusões
terrenas,
porque vos digo
que, na verdade, toda boca
de onde se originam
é suicida.
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*