Lista de Poemas
UM CÃO CEGO NÃO LATE NEM MORDE MAIS
Ando como
se anda uma formiga
em um mundo cego,
sinto-me
como um amante perdido
incapaz de amar qualquer outra
coisa composta de carne;
e tudo isso devido
à passage da esplêndida flor do inverno,
uma bruxa paradoxalmente
negra e pura!
se anda uma formiga
em um mundo cego,
sinto-me
como um amante perdido
incapaz de amar qualquer outra
coisa composta de carne;
e tudo isso devido
à passage da esplêndida flor do inverno,
uma bruxa paradoxalmente
negra e pura!
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JARDIM MACABRO

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OS TROPEÇOS SOB A LUZ

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A LIÇÃO DA FORMIGA
... ao chão,
moucamente dizia, a suas companheiras,
uma formiga:
"É uma merda!
Devia-se gostar mais das planícies
e dos pântanos,
porque,
com o ego e com tanto esforço,
quando se tinge o cume
do grande monte,
está-se condenado
a não mais conseguir descer
para ver a inocência das sutis masturbações
dos répteis e das flores!"
moucamente dizia, a suas companheiras,
uma formiga:
"É uma merda!
Devia-se gostar mais das planícies
e dos pântanos,
porque,
com o ego e com tanto esforço,
quando se tinge o cume
do grande monte,
está-se condenado
a não mais conseguir descer
para ver a inocência das sutis masturbações
dos répteis e das flores!"
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VAZIOS

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COMO ESTÁ FRIO SEM TI!
... está orvalhadamente
sombria a memória deste poeta,
meu corpo
se encontra surrado e cansado
pelas intempéries da vida,
meus sonhos,
minhas ilusões e minhas esperanças
fugira pelo caído telhado
de minha cas,
fantasmas do passado,
e a lembrança de ela andar ao meu lado
neste reino de imagens
fantásticas
me acompanham
à última dança rumo a esse duro.
frio e infértil chão!
sombria a memória deste poeta,
meu corpo
se encontra surrado e cansado
pelas intempéries da vida,
meus sonhos,
minhas ilusões e minhas esperanças
fugira pelo caído telhado
de minha cas,
fantasmas do passado,
e a lembrança de ela andar ao meu lado
neste reino de imagens
fantásticas
me acompanham
à última dança rumo a esse duro.
frio e infértil chão!
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AUSÊNCIA
... depois que ela
se foi,
deixou
um rastro de luz sobre o barro
podre em que andávamos;
possuído
pela solidão, pela dor, pela saudade
e pelo desejo de a ter
novamente,
comecei
a seguir os vestígios deixados
ansiando também pela morte tão bela
e sensualizada!
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UM CÃO NIILISTA E UM ANJO MASOQUISTA
- Que merda, desta vez estou falando a verdade, Thor.
- Eu sei. Não tens como não falar a tua verdade.
- Como assim? Não estou entendendo.
- Deixa pra lá.
- Vontade de ir para a praia.
- Vá de coletivo.
- Como?
- De coletivo.
- Como é isso, Thor?
- Deixa pra lá.
- O que você está fazendo?
- Gozando no papel.
- Quê? Você é louco.
- Costumam dizer isso, quando leem meus orgasmos.
- Você crê no amor pelo menos, Thor?
- Querida, o erro corre sempre com o vento.
- Como? Não te entendo.
- Ah, deixa pra lá!
- Eu sei. Não tens como não falar a tua verdade.
- Como assim? Não estou entendendo.
- Deixa pra lá.
- Vontade de ir para a praia.
- Vá de coletivo.
- Como?
- De coletivo.
- Como é isso, Thor?
- Deixa pra lá.
- O que você está fazendo?
- Gozando no papel.
- Quê? Você é louco.
- Costumam dizer isso, quando leem meus orgasmos.
- Você crê no amor pelo menos, Thor?
- Querida, o erro corre sempre com o vento.
- Como? Não te entendo.
- Ah, deixa pra lá!
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OS AUTODENOMINADOS FILHOS DE DEUS!
Pronto.
Todo mundo agora é puro,
todo mundo agora tem asas
e não falha,
todo mundo
tem um deus e fala de azuis
na madrugada,
todo mundo
é diverso, tem sonhos, ilusões
e o verbo afiado;
todo mundo
doa pães com sublimes e deliciosas
imagens amanteigadas.
Pronto.
Ah! E todo mundo,
escondidamente, bate punhetas
nos quartos fechados,
todo mundo,
todo mundo,
todo mundo.
Todo mundo agora é puro,
todo mundo agora tem asas
e não falha,
todo mundo
tem um deus e fala de azuis
na madrugada,
todo mundo
é diverso, tem sonhos, ilusões
e o verbo afiado;
todo mundo
doa pães com sublimes e deliciosas
imagens amanteigadas.
Pronto.
Ah! E todo mundo,
escondidamente, bate punhetas
nos quartos fechados,
todo mundo,
todo mundo,
todo mundo.
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FULGAS INTERNAS
Para mim,
os mais sísmicos abalares
entre as tênues estruturas das luzes
e as firmes extremidades
das sombras,
as mais crepitantes chuvas
entre as exíguas ilusões e os tonitruosos
ululos que saem pelas mandíbulas
transitórias dos homens
[em febres de desejos,
em trâmites de quimeras, em bordas de úlceras,
em caminhos perdidos,
enfim]
não impedem
que eles [os sapiens] se convirjam em asas,
corpos e camas, como que a tentarem
criar alguma esperança
em algo qualquer
que não mais lhes incorra em dores
e angústias, nem nos inexoráveis
silêncios das pedras.
os mais sísmicos abalares
entre as tênues estruturas das luzes
e as firmes extremidades
das sombras,
as mais crepitantes chuvas
entre as exíguas ilusões e os tonitruosos
ululos que saem pelas mandíbulas
transitórias dos homens
[em febres de desejos,
em trâmites de quimeras, em bordas de úlceras,
em caminhos perdidos,
enfim]
não impedem
que eles [os sapiens] se convirjam em asas,
corpos e camas, como que a tentarem
criar alguma esperança
em algo qualquer
que não mais lhes incorra em dores
e angústias, nem nos inexoráveis
silêncios das pedras.
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*