Lista de Poemas
DÚVIDA DESEMPEDRADA!
Quando ainda
era aventureiro, andei por paragens
tantas
e conheci convicções
filosóficas, psicológicas, sociais
e religiosas tantas
que cheguei
a pensar, enganadamente, claro,
que o ser humano pudesse realmente
construer algo de concreto,
com seus egos
plásticos!
era aventureiro, andei por paragens
tantas
e conheci convicções
filosóficas, psicológicas, sociais
e religiosas tantas
que cheguei
a pensar, enganadamente, claro,
que o ser humano pudesse realmente
construer algo de concreto,
com seus egos
plásticos!
👁️ 159
NÃO NASCI PARA CULTUAR O LADO BRANCO DO EGO!
A grande desgraça
de amar demais é que, eu tento,
juro que tento,
mas nunca consigo
ser o que ou como querem
que eu seja,
sendo-me apenas
o mesmo cão niilista safado
que sempre fui
e sou;
e, então,
quando percebo, é tarde demais
e tudo ela já se foi,
e tudo
já novamente se passou!
👁️ 72
TEU SILÊNCIO ETERNO FORA PREVISTO!
Ela desejava o não-ser,
e eu a advertira da impossibilidade diante
da metafísica de ser:
hoje,
ela jaz sob frio mármore, esquecida,
apodrecida e sem nenhuma
restante senciência.
Ela não entendeu
que tanto a definição, a compreensão
ou o estudo das imanências
do ser
são regados
por águas turbulentas ou eternamente
silenciosas.
e por aqui
ainda anda o niilista, com sua estúpida
dialética mística e seu particular e também
adulterado modo de ver,
aprisionado,
inexoravelmente, entre a eternidade da vida
num possível morrer-se para
não mais morrer,
num possível
apagamento onde não mais haja
os reflexos turvos das retinas
de meu ser!
e eu a advertira da impossibilidade diante
da metafísica de ser:
hoje,
ela jaz sob frio mármore, esquecida,
apodrecida e sem nenhuma
restante senciência.
Ela não entendeu
que tanto a definição, a compreensão
ou o estudo das imanências
do ser
são regados
por águas turbulentas ou eternamente
silenciosas.
e por aqui
ainda anda o niilista, com sua estúpida
dialética mística e seu particular e também
adulterado modo de ver,
aprisionado,
inexoravelmente, entre a eternidade da vida
num possível morrer-se para
não mais morrer,
num possível
apagamento onde não mais haja
os reflexos turvos das retinas
de meu ser!
👁️ 68
I AM STILL HUMAN!
Ah, seduzido pela flor do inverno,
seduzido pela flor do deserto,
seduzido pela bela nuvem de intempéries,
em mim, ainda há vida,
e eu venci a iminente morte, e estou
ainda folhados
e preparado para
lutar contras as tenebrosas tristezas
do passado
e para enfrentar
os, que queiram me impor,
severos sepulcros
pesados!
👁️ 166
EU NÃO PENSEI QUE FOSSES CAPAZ
... ela, quando chegou,
trouxe-me um cheiro de suave nuvem,
trouxe-me
um olhar ameno que me apazigua,
quando chovo,
era já depois
de todas as estações, e o fim
parecia iminente na árida sequidão
de mim, quando
ela chegou:
e, então, ela
me chamou para caminharmos,
e ela me chamou para dançarmos,
e, por fim, ela me reacendeu de meu abismo,
chamando-me para nos amarmos!
trouxe-me um cheiro de suave nuvem,
trouxe-me
um olhar ameno que me apazigua,
quando chovo,
era já depois
de todas as estações, e o fim
parecia iminente na árida sequidão
de mim, quando
ela chegou:
e, então, ela
me chamou para caminharmos,
e ela me chamou para dançarmos,
e, por fim, ela me reacendeu de meu abismo,
chamando-me para nos amarmos!
👁️ 163
A PRISÃO DO AMOR
Um quadro bem pintado,
um sorriso amarelado,
uma ilusão incendiada.
Luz em desalinho,
vista como novo horizonte
para voos renascentistas:
prenúncio de prisão
à palavra volatilizada,
de fúria à nuvem encharcada,
e de morte por asfixia
à enxurrada.
um sorriso amarelado,
uma ilusão incendiada.
Luz em desalinho,
vista como novo horizonte
para voos renascentistas:
prenúncio de prisão
à palavra volatilizada,
de fúria à nuvem encharcada,
e de morte por asfixia
à enxurrada.
👁️ 74
E AMBOS PERDERAM A LUTA!
Enquanto lutavam juntos
por seus destinos, ela sempre quis
que ele lhe cresse no amor
que sentia,
sem nunca ter
conseguido deixar de habitar
entre a nuvem
o chão,
sem jamais ter deixado
de conjugar seu severíssimo
verbo volátil, em dias de chuva
ou em às noites frias.
por seus destinos, ela sempre quis
que ele lhe cresse no amor
que sentia,
sem nunca ter
conseguido deixar de habitar
entre a nuvem
o chão,
sem jamais ter deixado
de conjugar seu severíssimo
verbo volátil, em dias de chuva
ou em às noites frias.
👁️ 139
A FORÇA DAS SOMBRAS!
Ainda há algo
tem em mim, algo de loucura,
algo de paixão, algo de roucas e estranhas
alucinações
e, no desnível da morte,
terei de te procurar novamente
em caminhos incautos
e, com tristeza,
vingar-me devolvendo-te a chaga
e a fratura que provocaste
em minha alma e em meu
coração!
tem em mim, algo de loucura,
algo de paixão, algo de roucas e estranhas
alucinações
e, no desnível da morte,
terei de te procurar novamente
em caminhos incautos
e, com tristeza,
vingar-me devolvendo-te a chaga
e a fratura que provocaste
em minha alma e em meu
coração!
👁️ 134
PERDA DE ASAS
Por que fui
amputar-me as asas
e lançar os pés
à lama,
por não
teres dançado contigo
àquele telhado
sob a lua
branca?
Por que,
do súbito encontro
do pássaro da planície
com a bela do
litoral,
fomos
nos silenciar e nos refugiar
às secas vegetações
rasteiras,
onde nos
fundíamos e nos sangrávamos
com outros corpos
amieiros?
amputar-me as asas
e lançar os pés
à lama,
por não
teres dançado contigo
àquele telhado
sob a lua
branca?
Por que,
do súbito encontro
do pássaro da planície
com a bela do
litoral,
fomos
nos silenciar e nos refugiar
às secas vegetações
rasteiras,
onde nos
fundíamos e nos sangrávamos
com outros corpos
amieiros?
👁️ 126
O PORVIR É UMA UTOPIA QUE NÃO EXISTE
Que na vida
se prova o porvir
a contar sempre novas
estórias;
a quilômetros de mim,
estás tu amarrada a grilhões
de sonhos, desejos e esperanças
de outrora.
A tentar desfazer
esse apertado e dolorido nó,
enfrento a morte com a força de um amor
desmedido,
- eu também aprisionado
no outro lado da destemporada
muralha -
escorrendo-me a ti,
nas silentes madrugadas,
com meus poemas
sangrados.
se prova o porvir
a contar sempre novas
estórias;
a quilômetros de mim,
estás tu amarrada a grilhões
de sonhos, desejos e esperanças
de outrora.
A tentar desfazer
esse apertado e dolorido nó,
enfrento a morte com a força de um amor
desmedido,
- eu também aprisionado
no outro lado da destemporada
muralha -
escorrendo-me a ti,
nas silentes madrugadas,
com meus poemas
sangrados.
👁️ 137
Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*