Escritas

Lista de Poemas

A FLORESTA

... não somos
como a caverna de Platãom
e não vemos dela;

somos a floresta
e a caverna à qual vemos dela
e as coisas invisíveis que não vemos
sob ela:

Não,
Não somos a caverna,

somos o tudo,
o ocaso probabilístico,
as possibilidades infinitas

assim como somos o nada,
o destino que escolhemos depois
de sermos jogados neste mundo e a única
possibilidade, de dentro de nós, agora
visível a nossas mentais retinas,
existente!
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DE SÓIS, DE RIOS, DE AMORES E DE OUTRAS COISAS

... se dois sóis
se encontram, explodem-se;
se dois rios
se encontram, convulsionam-se,
se dois corpos
tentam ocupar o mesmo espaço
a um deles a vaca
pare,
se dois muros
se encontram fecham-se os sonhos,
as fantasias e as vesanas
miragens,
e se dois amores,
cujo ego não deixa de exercer
a imperiosa força da interpretação
das coisas e do commando
do caminho,
a morte chega,
a casa se esvazia, o coração se esvazia,
a alma se esvazia e as lágrimas
caem em lament à terra
seca!
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TUA MORTE FOI MINHA MAIOR QUEDA

Quarenta
e oito tiros em sete
___vidas minhas;

matou-me
___ nosso voo insensato,

matou-me
___ nossa esperança perscrutada,

matou-me
___ nosso amor angulado:

eis o efeito
___ de seus céus noturnos

e de suas instáveis e devastadoras
___ tempestades.

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NÃO PODES MAIS SENTAR-TE UM POUCO COMIGO!

... não podes mais
vir sentar aqui do meu lado
e falarmos sobre teu mar e teus mitos
ou sobre as estrelas, o caos
e as singularidades;

não podes mais
vir aqui tomares um vinho,
e, depois, dançar um pouco, e depois
fazer amor a noite toda
comigo;

não podes mais
sequer ir comigo à beira do rio
que colocamos para corre ao lado de nossa
cabaninha, que fizemos como
nosso ninho e abrigo;

não podes mais,
não podes mais,
não podes mais nada, Ana;

mas eu ainda posso
sonhar e manter-te e a tudo que fora nosso,
em mim, ainda vivo!
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ENTÃO

... quando ela me
perguntou por que eu sempre
tinha amado Ana e dito a ela que
a amava,

eu nem cheguei
a me surpreender, de tanto que já conheço,
já andei e já sofri nessa dura
estrada.

Mesmo assim,
pesarosamente me lembrando de ali,
naquele espaço vasto com
Ana,

também fui indagado
sobre a Nuvem e por que motivo
eu com ela ficava;

e eu me lembro
de ter dito uma expressão:
"Não quero nem preciso só de amor
como também de paz".

Então fui instado
a fazer uma escolha e, como as coisas
entre mim e Ana eram sempre
meio trevosas,

escolhi a Nuvem,
a quem amei por 8 longos anos,
os mesmos anos que Ana antes de morrer
disse-me que passou sofrendo.

entretanto,
a paz também nunca veio À Nuvem
e ainda hoje sou questionado por que fiquei
com ela se Amava
Ana.

E eu já não sei
de mais nada, e eu já não sei o que é joio
e o que é trigo, e eu já não sei
se estou no mundo novo
ou se ainda me encontro
no antigo,

e eu não sei
mais, agora que Ana se foi e que ela
(Nuvem) continua sem mudança
alguma,

em que galho
pousar, em quemar navegar,
em que céu voar, em que cama
me deitar e onde posso, enfim, com a paz
que tanto almejo, morrer!



Ana was good to me and, Cloud, although we loved each other and did not know how to love us with the insanity with which we felt love, I learned a lot from her and she deserves to be honored for the rest of my life!
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AH! COMO FUGIR?

... e quanto mais velho
mais só,

e quanto mais velho
mais aprisionado ao desjo que a mente
ainda quer e a carne já não mais
corresponde,

quanto mais velho
maior o sonho e mais próximo a noite
derradeira, onde não haverá
mais nenhuma quimera,

nenhuma esperança,
nenhuma fantasia, nenhum céu com estrelas
e também nenhum pesadelo!
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O FIM DA LINHA

... bem que queria ter,
mas não tenho a consciência limpa;
onteu eu apenas pensava,
hoje eu sei e tenho certeza de que
não há nada pior do que
ser tarde demais;
e que o golpe
da morte a tudo ceiva, sem nos permitir
seque algum regress para mudarmos
algo que fizemos de errado
ou sequer
para pedir perdão à perdida
amada!
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A CAL É O QUE ME ESPERA!

... eu me sinto perdido,
eu ando-me muito triste,
eu não sei porque houve essas pausas
em nossas vidas,justamente quando
eu me aproximo do tarde
demais;

eu ando serm destino,
eu ando como anda a sombra da noite
e sem alguma luminescência onde
me abrigue;

eu já não sei mais
o que fazer, eu já não sei como te explicar,
eu já não sei mais olhar contigo
em paz o luar;

eu sinto que
só tenho agora as asas quebradas,
o silêncio dos mortos, a saudade dela
e tu longe do outro lado,

sem me entenderes
em absolutamente mais nada,
e eu me sinto tristemente embriagado
e muito próximo de também, enfim,
morrer-me afogado!
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IREMOS MAIS ALÉM!

... para se
remontar aquele grande mistério
de outrora, envolto em dor
___ e amor

será preciso
ir além da carne, além do tempo,
além deste mundo e além de qualquer
___ esquecimento

de aqui
de onde tu já partiste
e de qualquer coágulo que se nos fome
em infinitos outros
___ mundos!
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OBSTÁCULOS

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Comentários (7)

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fernanda_xerez
fernanda_xerez
2018-08-17

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez
fernanda_xerez
2018-02-26

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium
2018-01-09

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez
fernanda_xerez
2017-12-23

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez
fernanda_xerez
2017-12-23

Lindo e provocante!