Lista de Poemas
ESSA VIRGINDADE NÃO FOI TIRADA!
... beijou,
amou
e deu, deu muito,
mesmo assim,
morreu virgem por nunca ter
sido decifrada;
tarefa essa
que suplicava a um tal cão
do diabo,
que por lhe
perceber inavegável sem fatal
afogamento,
não conseguiu
evitar que partisse, pelas sujas águas
daquela maldita pinguela,
levada!
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OS FANTASMAS
Pediram-me para que lhes mostrasse onde há vida, para que pudessem se deleitar com seus egos incautos; e lhes mostrei suas inconscientes mortes.
Pediram-me para lhes pintar um céu límpido para que o contemplassem de seus soluços terrenos; e lhes expus suas nuvens entenebrecidas.
Pediram-me que lhes cantasse suaves melodias para lhes acalentar medos na escuridão de suas noites; e lhes mostrei suas cruciantes cantigas de lamentos.
Pediram-me para lhes conceber um arrebol de amor cândido para que se deitassem com suas superficialidades airosas; e lhes mostrei suas espuriedades intrínsecas.
Pediram-me para crer em suas realizações inconspurcadas, para que tivessem uma trégua de minhas chuvas escumadas; e lhes mostrei punhais afiados em suas mãos.
Pediram-me para apontar algum abrigo seguro onde pudessem repousar seus cansaços sôfregos; e lhes mostrei suas ilusões tênues a caminho do abismo.
Pediram-me sobriedade em meus sentimentos alocutórios para lhes atenuar a sede insaciável por uma visão impermista; e lhes mostrei mentiras silentes em seus sorrisos perversos.
Pediram-me que me atentasse a suas candidezes de momentos anteriores para que pudessem ser perdoados em seus presentes tórridos; e lhes mostrei lembranças brancas em suas semeaduras de angústias.
Pediram-me que lhes desse uma face genuína, para que cressem em minhas palavras de dor; e lhes mostrei suas máscaras desvanecidas em reflexos oportunos.
Pediram-me para contemplar suas essências nobres, para se apaziguarem de seus labirintos escusos; e lhes mostrei que se metamorfoseiam na relva infausta.
Pediram-me para acalentar seus sonhos inexequiveis, para que pudessem voar como águias envilecidas; e lhes arranquei as asas da imaginação, evidenciando suas plumas delicadas.
Pediram-me para lhes alimentar a crença num paraíso idílico, para que se abrigassem nos braços de um pai que lhes aliviasse de suas angústias; e eu lhes mostrei o frio apagamento que lhes aguarda.
Então, em autopreservações de seus vultos pálidos, escudeados de meu ser amaldiçoado e tomados de iras e de rancores incontidos por meus jugos, em vez de pedirem, sentenciaram-me ao deserto frio; e os abandonei na ilusão de suas frívolas vivências exteriores.
Pediram-me para lhes pintar um céu límpido para que o contemplassem de seus soluços terrenos; e lhes expus suas nuvens entenebrecidas.
Pediram-me que lhes cantasse suaves melodias para lhes acalentar medos na escuridão de suas noites; e lhes mostrei suas cruciantes cantigas de lamentos.
Pediram-me para lhes conceber um arrebol de amor cândido para que se deitassem com suas superficialidades airosas; e lhes mostrei suas espuriedades intrínsecas.
Pediram-me para crer em suas realizações inconspurcadas, para que tivessem uma trégua de minhas chuvas escumadas; e lhes mostrei punhais afiados em suas mãos.
Pediram-me para apontar algum abrigo seguro onde pudessem repousar seus cansaços sôfregos; e lhes mostrei suas ilusões tênues a caminho do abismo.
Pediram-me sobriedade em meus sentimentos alocutórios para lhes atenuar a sede insaciável por uma visão impermista; e lhes mostrei mentiras silentes em seus sorrisos perversos.
Pediram-me que me atentasse a suas candidezes de momentos anteriores para que pudessem ser perdoados em seus presentes tórridos; e lhes mostrei lembranças brancas em suas semeaduras de angústias.
Pediram-me que lhes desse uma face genuína, para que cressem em minhas palavras de dor; e lhes mostrei suas máscaras desvanecidas em reflexos oportunos.
Pediram-me para contemplar suas essências nobres, para se apaziguarem de seus labirintos escusos; e lhes mostrei que se metamorfoseiam na relva infausta.
Pediram-me para acalentar seus sonhos inexequiveis, para que pudessem voar como águias envilecidas; e lhes arranquei as asas da imaginação, evidenciando suas plumas delicadas.
Pediram-me para lhes alimentar a crença num paraíso idílico, para que se abrigassem nos braços de um pai que lhes aliviasse de suas angústias; e eu lhes mostrei o frio apagamento que lhes aguarda.
Então, em autopreservações de seus vultos pálidos, escudeados de meu ser amaldiçoado e tomados de iras e de rancores incontidos por meus jugos, em vez de pedirem, sentenciaram-me ao deserto frio; e os abandonei na ilusão de suas frívolas vivências exteriores.
👁️ 164
ESTAMOS NO MESMO BARCO
... sou humano
em senciência e carne,
e fiz central
raiz, como todos, nesta
terra;
mas isso
não foi algo que se possa
dizer, aos olhos do Cosmo,
certo ou errado;
e também
como todos, estou condenado,
em hora incerta,
___ à ausência,
___ ao esquecimendo
___ e ao nada!
em senciência e carne,
e fiz central
raiz, como todos, nesta
terra;
mas isso
não foi algo que se possa
dizer, aos olhos do Cosmo,
certo ou errado;
e também
como todos, estou condenado,
em hora incerta,
___ à ausência,
___ ao esquecimendo
___ e ao nada!
👁️ 130
OS VELHOS MENESTRÉIS
Pobres
de nós velhos,
que pensamos dominar o mundo
e regozijamos vastos conhecimentos
da vida, e do mundo,
e da mentes, e dos corpos,
e até abusamos da vantagem de ser velhos
para angariarmos vantagens,
enquanto falamos
de amor, de paz e promovemos
guerras por aí.
Tudo isso
só porque perdemos a capacidade
e nos alegrarmos com figurinhas
compradas no boteco
da esquina,
para montar
aquele álbum que cheirávamos
como se fosse o melhor
perfume que
existia;
ou porque perdemos
a capacidade de nos transformar
naqueles heróis aos quais assistíamos
quando crianças,
ou de tremer
diante daqueles
pares de pernas que desfilavam
à nossa frente,
ou quando passávamos
anel por entre as mãos das mocinhas
e lhe poupávamos de queimadas
bruscas no paredão,
só porque ainda tínhamos
algo de tão puro e sonhador que nem
os anjos mais promíscuos
já sonharam ter.
de nós velhos,
que pensamos dominar o mundo
e regozijamos vastos conhecimentos
da vida, e do mundo,
e da mentes, e dos corpos,
e até abusamos da vantagem de ser velhos
para angariarmos vantagens,
enquanto falamos
de amor, de paz e promovemos
guerras por aí.
Tudo isso
só porque perdemos a capacidade
e nos alegrarmos com figurinhas
compradas no boteco
da esquina,
para montar
aquele álbum que cheirávamos
como se fosse o melhor
perfume que
existia;
ou porque perdemos
a capacidade de nos transformar
naqueles heróis aos quais assistíamos
quando crianças,
ou de tremer
diante daqueles
pares de pernas que desfilavam
à nossa frente,
ou quando passávamos
anel por entre as mãos das mocinhas
e lhe poupávamos de queimadas
bruscas no paredão,
só porque ainda tínhamos
algo de tão puro e sonhador que nem
os anjos mais promíscuos
já sonharam ter.
👁️ 151
TUA ESPERANÇA ESTÁ MORTA!
... entre anjos,
mitos e dromedários
cães,
entre estrelas,
paraísos e escuras
prisões,
entre as razoes
dos sapiens e as vertigens
de seus além-mares:
Bem,
muito bem, eu não sei
se sorrio ou se choro
disso:
Aonde vou?
Não sei.
Aonde vais?
Com certeza absoluta não
sera comigo!
mitos e dromedários
cães,
entre estrelas,
paraísos e escuras
prisões,
entre as razoes
dos sapiens e as vertigens
de seus além-mares:
Bem,
muito bem, eu não sei
se sorrio ou se choro
disso:
Aonde vou?
Não sei.
Aonde vais?
Com certeza absoluta não
sera comigo!
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CRESCEU EM CORPO MAS NUNCA PERDEU A MALÍCIA TENRA
... mesmo as sombras
podem se mascara com um lindo rosto
e terem uma postura tão doce
e sensual
que pode
enganar até os mais
poderosos anjos
e cães!
Thor Menkent
.. ela não sabia
quando dominava os anjos e os santos,
seduzindo-os e depois jogando-os
às camas e aos chaos;
assim como ela
não sabia que, antes de morrer,
iria me agradecer chorando
com a cara,
o corpo e a alma expremidamente
sangrando contras as próprias pedras
que fabricou como lindas, doces e excitantes
ilusões!
👁️ 122
AMORES VÃOS NECESSITAM CUIDADOS
... quando entramos
e saímos de uma casa ou de um espaço
de interação como esse batendo
as portas,
depois de entrarmos,
pode até ser que acomodemos as coisas
e até nos tornemos amigos e possíveis amantes
aos leitos escondidos dos quartos
dos fundos
e talvez até falemos de Deus,
de nossos filhos imagináveis, daqueles que
imaginamos ser nosso como em um sonho mágico
para configurar melhor o pseudoamor
que nasce.
Ora, mas se chegamos
um dia, de manso, sem nada avisar
e se bater ou fazer barulho
com a porta,
podemos encontrar
alguma cena tal como algum anjo beijando
ou comendo nossa suposta
dama
e, com isso,
temos de considerer a mulher, o sonho
e até o imaginado filho com ela
mortos!
e saímos de uma casa ou de um espaço
de interação como esse batendo
as portas,
depois de entrarmos,
pode até ser que acomodemos as coisas
e até nos tornemos amigos e possíveis amantes
aos leitos escondidos dos quartos
dos fundos
e talvez até falemos de Deus,
de nossos filhos imagináveis, daqueles que
imaginamos ser nosso como em um sonho mágico
para configurar melhor o pseudoamor
que nasce.
Ora, mas se chegamos
um dia, de manso, sem nada avisar
e se bater ou fazer barulho
com a porta,
podemos encontrar
alguma cena tal como algum anjo beijando
ou comendo nossa suposta
dama
e, com isso,
temos de considerer a mulher, o sonho
e até o imaginado filho com ela
mortos!
👁️ 146
NÃO SABES O QUE É O DESERTO!
... ao deserto,
não há descansos,
não há abrigos
e não há oasis no deserto,
nem a poesia,
com suas mais magníficas miragens,
com seus mais sublimes sonhos
e com seus mais extáticos
desejos
pode amenizar
um verdadeiro deserto.
No deserto,
os pássaros não cantam mais,
as estrelas não brilham mais,
os sinos não tocam mais nem na fúnebre
hora da tarde;
alias,
o deserto, que muitos dizem ter
e não têm, já é, em vida, a própria
morte!
não há descansos,
não há abrigos
e não há oasis no deserto,
nem a poesia,
com suas mais magníficas miragens,
com seus mais sublimes sonhos
e com seus mais extáticos
desejos
pode amenizar
um verdadeiro deserto.
No deserto,
os pássaros não cantam mais,
as estrelas não brilham mais,
os sinos não tocam mais nem na fúnebre
hora da tarde;
alias,
o deserto, que muitos dizem ter
e não têm, já é, em vida, a própria
morte!
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ANJO LILITH
Era uma vez uma garça cristalizada que vivia com seus abismos escondidamente virados para baixo. Subia nos penhascos, navegava os mares e desbravava os céus estrelados. Mas quando fazia inverno, pisava os cravos e as baratas, para andar até a próxima tela a ser pintada.
Não jantava, banqueteava e transava com os anjos e com os pássaros. Depois de algumas asas quebradas, refugiava com o cão nas madrugadas.
Um dia chegou contando de uma seita maçônica e de um ser negro que dela fazia parte, desprevenida de que eu já havia me dado com algo muito pior: o diabo. Outra vez trouxe a história de um tio finado, com quem transava e, mesmo depois de morto, continuava a transar como se seus dedos fosse dele o pau eriçado, sem perceber que nada me assustava.
Quando falava do padre, seus abismos negros eu mostrava e lhe tirava as máscaras. Fui chamado de mensageiro por ter tido a coragem e a audácia de enfrentar uma demônia como nunca havia feito um anjo alado.
Brigou, choveu, chorou, amaldiçoou, invocou demônios e títulos sombrios para o cão que sempre lhe rosnava. Mas dele não conseguiu tirar nem um pelo do saco.
Endoidou. Saiu dando para qualquer poeta que aceitasse a condição de escravo, sem perceber que jamais ficaria livre de seu maior mestre e carrasco.
Desgraça para uma lilith figurada é nada perante a verdadeira Lilith do pedaço. "Cuidado com as pedras, amor, elas matam", falou-me dizendo me amar pela eternidade, sem perceber que eu era o próprio penhasco.
Alisou meninos e amou velhos. Masturbou-se com poeteiros em pelancas dos cantos e dos recantos Traiu o padre e tentou, vanamente, enganar o cão danado.
Tudo vão, pois avisei que a vi na laje e que vi sua queda de lá para fora do prédio em cinzas e sombras molhadas.
Onde ela está agora?
Temendo pela morte abrenunciada. Lamentando pela dor de que eu falava. Mendigando por mais um dia de vida "sem imagens", do qual eu lhe dizia, por condição humana, estar inapta.
Enquanto isso, o tempo voava e com ela os anjos gosavam, o tio morto gosava, o menino gosava, o marido das outras gosava, todos como bons intitulados.
👁️ 141
TUDO DORME ALHEIO AOS OLHOS DO SER
... a lua nunca dorme
sobre a ciência dos homens,
sobre as religiõs dos homens,
sobre os costumes dos homens;
a verdadeira
e sincera espiritualidade humana,
presente de nosso Pai,
não implica
não cometer pecados, mas sim
e tão somente crer
em sua sublime
condição de benevolente
e consubstancial como natureza
do que se é,
e não como
fruto do que imaginamos
que seja!
sobre a ciência dos homens,
sobre as religiõs dos homens,
sobre os costumes dos homens;
a verdadeira
e sincera espiritualidade humana,
presente de nosso Pai,
não implica
não cometer pecados, mas sim
e tão somente crer
em sua sublime
condição de benevolente
e consubstancial como natureza
do que se é,
e não como
fruto do que imaginamos
que seja!
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*