Lista de Poemas
EU NUNCA TE ACHEI
.
.. aí, de repente,
após mais de década,
ela chega e te diz que se
perderam,
alegando
que foi porque eu a traí;
e eu fico pensando
"mas como é possível de se perder
aquilo que sempre fugiu e ao qual nunca
consegui achar?"
👁️ 171
A FLOR DO DESERTO V
Não sei de que são feitos as asas
que nos permitem voar
por entre os jardins e os espetáculos
do mundo;
sei que, a todo momento,
forjamos sonhos e ideais quase idílicos,
com nossas esperanças
exíguas e vãs,
postas em um próximo
veleiro a zarpar sob céus azuis,
em uma próxima vesania
a surgir como brisa
matutina,
ou num belo par de pernas
a se abrir extaticamente em algum leito;
sempre com destinos certos
a quedas, cinzas
e vazios.
👁️ 160
TRISTE CREPÚSCULO

👁️ 134
DISTANTE DA TERRA
... estou perdido nos becos
de depois de tua morte, caí num breu
que parece não ter fim,
e tu te encontras
agora na casa de teu Senhor,
com fortes escudos e acompanhadas de anjos
não sapins que iriam te fazer
cair de novo;
estou vacilante
nisso a que chamam vida, como se andasse
constantemente sobre uma corda
bamb a
e tu estás
sendo preparada para conquistar, enfim,
a pureza plena e eterna a que
sempre quis;
estou vivo,
mas morto em carne andante,
e tu estás morta, sem mais rosto, pele,
ossos ou carne alguma,
mas vivíssima
neste lindíssimo e tranquilo novo lar
que Deus lhe deu!
de depois de tua morte, caí num breu
que parece não ter fim,
e tu te encontras
agora na casa de teu Senhor,
com fortes escudos e acompanhadas de anjos
não sapins que iriam te fazer
cair de novo;
estou vacilante
nisso a que chamam vida, como se andasse
constantemente sobre uma corda
bamb a
e tu estás
sendo preparada para conquistar, enfim,
a pureza plena e eterna a que
sempre quis;
estou vivo,
mas morto em carne andante,
e tu estás morta, sem mais rosto, pele,
ossos ou carne alguma,
mas vivíssima
neste lindíssimo e tranquilo novo lar
que Deus lhe deu!
👁️ 126
A CIDADE DO SER
A mesma cidade
em duas divididas,
sem que lhes houvessem
barreiras ou divisas;
ambas as partes
com avidez pela vida,
ambas as partes a se digladiarem
em sismas.
Quando chegou
a fatídica hora do cataclisma,
rugiram, das portas trancadas,
as dobradiças;
evidenciaram-se,
das entranhas sencientes,
as sombras abissas;
e ressoaram,
em palavras afiadas,
as mortiças.
Ao leito frio,
de sobressalto,
acordava um homem
velho e confuso,
a olhar pela janela,
no silêncio soturno da noite,
a cidade que ainda
adormecia.
em duas divididas,
sem que lhes houvessem
barreiras ou divisas;
ambas as partes
com avidez pela vida,
ambas as partes a se digladiarem
em sismas.
Quando chegou
a fatídica hora do cataclisma,
rugiram, das portas trancadas,
as dobradiças;
evidenciaram-se,
das entranhas sencientes,
as sombras abissas;
e ressoaram,
em palavras afiadas,
as mortiças.
Ao leito frio,
de sobressalto,
acordava um homem
velho e confuso,
a olhar pela janela,
no silêncio soturno da noite,
a cidade que ainda
adormecia.
👁️ 199
VOU TE AMAR UM POUCO MAIS
... por que
eu deva lavar os olhos
depois de chorar
por ti?
Por que
eu devia deixar de ouvir
o mar depois de te ver nele
a navegar?
Por que
eu devia deixar de olhar
para a lua e para as estrelas de é lá
que tu estás agora?
Por que
eu deveria ser um cidadão comum
e, só porque tu morreste, procurar logo
novo abrigo e novo corpo para
foder e amar?
👁️ 140
CHUVAS
Já tive amigos,
ominosos marimbondos com aparências
de inocentes pardais
a se balouçarem
nos fios
da vil existência tentando erigir montes
sobre vazios;
já estive em jardins
onde costuma haver fulgas flores,
de acetinadas pétalas e cândidas
palavras,
que se balouçavam
ao vento, com venenosos espinhos
sob suas alvas folhas,
o que não mais há
porque promovi seus enterros
nas solidão angustiante
de meu desterro;
mas,
do que quero
falar neste momento, não é de amigos
nem de flores;
é que,
às vezes, quero gritar,
e tenho medo de alagar o deserto
com minhas chuvas
e cinzas!
ominosos marimbondos com aparências
de inocentes pardais
a se balouçarem
nos fios
da vil existência tentando erigir montes
sobre vazios;
já estive em jardins
onde costuma haver fulgas flores,
de acetinadas pétalas e cândidas
palavras,
que se balouçavam
ao vento, com venenosos espinhos
sob suas alvas folhas,
o que não mais há
porque promovi seus enterros
nas solidão angustiante
de meu desterro;
mas,
do que quero
falar neste momento, não é de amigos
nem de flores;
é que,
às vezes, quero gritar,
e tenho medo de alagar o deserto
com minhas chuvas
e cinzas!
👁️ 150
LUZE-LUZES
Os homens,
geralmente,
temos medo de dizermos
tudo aquilo que
somos,
mas não nos
privamos de dizer
tudo o que nossos semelhantes
são.
Assim,
há um enigma
nas verdades havidas por detrás
dos verbos voláteis;
e árdua,
diria eu impossível,
é a tarefa de discernir, da essência trancada
do ser, quando há sinceras fluorescências
emitidas, ou quando são apenas
sombras travestidas.
Por isso,
cansado de lumes às avessas,
e também de doar meus turvos e imanentes
reflexos,
poderia eu dar
uma severa ordem de restrição
a meus semelhantes;
mas não farei isso
porque eu sei, ou penso que sei,
que, da abnomalia acidental que não se
aceita em plenitude,
ao fim,
tudo se metamorfoseia
em nada.
geralmente,
temos medo de dizermos
tudo aquilo que
somos,
mas não nos
privamos de dizer
tudo o que nossos semelhantes
são.
Assim,
há um enigma
nas verdades havidas por detrás
dos verbos voláteis;
e árdua,
diria eu impossível,
é a tarefa de discernir, da essência trancada
do ser, quando há sinceras fluorescências
emitidas, ou quando são apenas
sombras travestidas.
Por isso,
cansado de lumes às avessas,
e também de doar meus turvos e imanentes
reflexos,
poderia eu dar
uma severa ordem de restrição
a meus semelhantes;
mas não farei isso
porque eu sei, ou penso que sei,
que, da abnomalia acidental que não se
aceita em plenitude,
ao fim,
tudo se metamorfoseia
em nada.
👁️ 154
NEGRA QUIMERA

👁️ 169
A FALHA DO CÃO NIILISTA
... humano como qualquer
outro!
... seus olhos firtos,
seus seios lindos, seu corpo deliciosamente
curvilíneo, a firmeza nos gestos
e na fala,
uma musa a tratar
um velho niilista poeta como
um anjo-menino;
seus gestos
diziam, suas mãos diziam,
sua boca dizia, seu sexo dizia
e o niilista a tudo queria,
e tanto,
e por tanto tempo esperou que,
mesmo sendo um cão, ali naquele momento,
diante de tanta formosura
e disposição,
vacilou!
👁️ 163
Comentários (7)
Iniciar sessão
ToPostComment
fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Português
English
Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*