Lista de Poemas
VOU TE AMAR UM POUCO MAIS
... por que
eu deva lavar os olhos
depois de chorar
por ti?
Por que
eu devia deixar de ouvir
o mar depois de te ver nele
a navegar?
Por que
eu devia deixar de olhar
para a lua e para as estrelas de é lá
que tu estás agora?
Por que
eu deveria ser um cidadão comum
e, só porque tu morreste, procurar logo
novo abrigo e novo corpo para
foder e amar?
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NEGRA QUIMERA

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A SINA

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PÁSSARO DE MORTE
... quando sucumbe
faminta a terra, a água das chuvas
e dos mares já não
lhe basta,
o verde
das matas e o azul dos céus
já não lhe bastam,
os cantos
e as cores dos pássaros de todos
os tipos já não lhe bastam,
as monalisas
e as beldades de um mundo inteiro
já não lhe bastam,
as tempestades
e os abismos mais profundos já
não lhe escabram:
somente
a morte, com seu frio, eterno
e manso beijo, consegue aliviar o seu
extremo cansaço!
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A FALHA DO CÃO NIILISTA
... humano como qualquer
outro!
... seus olhos firtos,
seus seios lindos, seu corpo deliciosamente
curvilíneo, a firmeza nos gestos
e na fala,
uma musa a tratar
um velho niilista poeta como
um anjo-menino;
seus gestos
diziam, suas mãos diziam,
sua boca dizia, seu sexo dizia
e o niilista a tudo queria,
e tanto,
e por tanto tempo esperou que,
mesmo sendo um cão, ali naquele momento,
diante de tanta formosura
e disposição,
vacilou!
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COMO UMA BRISA
... não quero
ser o cão que perturba o teu
céu em silêncio,
nem o que
atravessa suas noites como
membro de uma matilha
em fúria:
permita-me
apenas ser como uma brisa
que ora te toca, ora te deixa, ora te ama,
ora te beija!
ser o cão que perturba o teu
céu em silêncio,
nem o que
atravessa suas noites como
membro de uma matilha
em fúria:
permita-me
apenas ser como uma brisa
que ora te toca, ora te deixa, ora te ama,
ora te beija!
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OS LABIRINTOS DA PSIQUÉ

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LUZE-LUZES
Os homens,
geralmente,
temos medo de dizermos
tudo aquilo que
somos,
mas não nos
privamos de dizer
tudo o que nossos semelhantes
são.
Assim,
há um enigma
nas verdades havidas por detrás
dos verbos voláteis;
e árdua,
diria eu impossível,
é a tarefa de discernir, da essência trancada
do ser, quando há sinceras fluorescências
emitidas, ou quando são apenas
sombras travestidas.
Por isso,
cansado de lumes às avessas,
e também de doar meus turvos e imanentes
reflexos,
poderia eu dar
uma severa ordem de restrição
a meus semelhantes;
mas não farei isso
porque eu sei, ou penso que sei,
que, da abnomalia acidental que não se
aceita em plenitude,
ao fim,
tudo se metamorfoseia
em nada.
geralmente,
temos medo de dizermos
tudo aquilo que
somos,
mas não nos
privamos de dizer
tudo o que nossos semelhantes
são.
Assim,
há um enigma
nas verdades havidas por detrás
dos verbos voláteis;
e árdua,
diria eu impossível,
é a tarefa de discernir, da essência trancada
do ser, quando há sinceras fluorescências
emitidas, ou quando são apenas
sombras travestidas.
Por isso,
cansado de lumes às avessas,
e também de doar meus turvos e imanentes
reflexos,
poderia eu dar
uma severa ordem de restrição
a meus semelhantes;
mas não farei isso
porque eu sei, ou penso que sei,
que, da abnomalia acidental que não se
aceita em plenitude,
ao fim,
tudo se metamorfoseia
em nada.
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APÓS UMA SEMANA INFERNAL, NÃO QUERER PERDER A OPORTUNIDADE FOI MEU GRANDE ERRO
"... mas me havituei
às tempestades, como aos afogamentos
que delas advêm!"
... ja nada mais é leve,
sim, tudo pesa, do problema do filho
à pirraça da mulher,
e o vento
já não mais pega leve,
geralmente tempestua a esta
altura do deserto:
um oásis
parece tão necessário que, mesmo
quando as rochas nos cortam a pele,
ainda assim queremo-lo,
com receio
de depois não mais o ter:
ledo erro, tudo deve ter a sua certa
hora!
às tempestades, como aos afogamentos
que delas advêm!"
... ja nada mais é leve,
sim, tudo pesa, do problema do filho
à pirraça da mulher,
e o vento
já não mais pega leve,
geralmente tempestua a esta
altura do deserto:
um oásis
parece tão necessário que, mesmo
quando as rochas nos cortam a pele,
ainda assim queremo-lo,
com receio
de depois não mais o ter:
ledo erro, tudo deve ter a sua certa
hora!
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UM DIA DIFERENTE!

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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*